domingo, 21 de outubro de 2012

Em Cartaz rio de janeiro MacBeth Marcello Antony protagoniza tragédia de Shakespeare http://www.globoteatro.com.br/emcartaz-1298-macbeth.htm O diretor Gabriel Villela decidiu montar o espetáculo de Shakespeare apenas com atores homens, como era feito no século XVII. Assim, ele reuniu grandes nomes como Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero e Marco Antônio Pâmio para contar a tragédia de um homem que se deixa levar pela ambição. Veja galeria de fotos do espetáculo A peça conta a história de um homem incapaz de lidar com sua natureza ambiciosa e que, instigado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano. Após salvar a Escócia e começar a galgar os degraus do poder, Macbeth passa a se ver mais próximo do trono. Para alcançar seu objetivo, interfere na ordem natural dos acontecimentos e cede a seu impulso homicida, assassinando o rei escocês para tomar sua coroa. Para tentar aliviar sua consciência, ele inicia uma sequência de crimes, reconhecendo assim a incapacidade que o homem tem de lidar com sua natureza e de fugir de seu destino. Confira reportagem sobre a peça MacBeth Teatro dos Quatro Rua Marquês de São Vicente 52 - Shopping da Gávea Tel.: (21) 2274-9895 Quarta a sábado, às 21h; domingo, às 20h Espetáculo não recomendado para menores de 12 anos Em cartaz até 21/10/2012 15/10/2012 - Atualizado em 15/10/2012 MacBeth Marcello Antony estrela clássico com direção de Gabriel Vilela Para contar a tragédia da ambição de um homem devorado por sua natureza e instigado por sua impiedosa mulher, Gabriel Villela decidiu encenar “Macbeth” só com atores homens, como era feito na época de seu autor, Shakespeare. A montagem volta agora ao Rio, em curtíssima temporada, de quarta a domingo, no Teatro dos Quatro. Marcelo Antony vive o personagem título do espetáculo, que reúne no elenco nomes como Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan, Rogerio Brito. Com tradução de Marcos Daud, a adaptação de Villela reduziu a oito os 22 personagens do texto original. Incluiu a figura do narrador, que conta a fábula, anuncia algumas cenas e redimensiona a história para a plateia. Veja galeria de fotos do espetáculo http://www.globoteatro.com.br/fotos-139-macbeth.htm Enquanto Antony interpreta o general que dá título à peça e mata indiscriminadamente para se tornar rei na Escócia medieval, Claudio Fontana faz a mulher do militar, a ambiciosa Lady Macbeth, que influencia o companheiro na luta pelo poder para alcançar seu objetivo de chegar ao trono como rainha. Antony, que já havia trabalhado com Villela no clássico brasileiro "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, recorda que, a princípio, o convite foi para fazer Lady Macbeth: “Aceitei o papel logo que o Gabriel me convidou por se tratar de um grande clássico da dramaturgia mundial, não importava se ia interpretar o Macbeth ou a mulher dele. Além de poder trabalhar com o Gabriel novamente, é uma oportunidade única e de muito amadurecimento profissional estrelar um texto de Shakespeare”, conta. O figurino, assinado em parceira pelo diretor e Shicó do Mamulengo (que veio do Rio Grande do Norte especialmente para o trabalho), foi confeccionado com 30 malas antigas de couro e papelão, compradas em brechós e antiquários. Desmontadas, foram recortadas e transformadas em indumentárias de guerra, como coletes, armaduras e escudos. “Gabriel fez uma brincadeira lúdica e bem brasileira em cima do conceito de transformar um objeto em outro. Uma coleira de pitbull, por exemplo, vira a coroa da rainha. Não é um espetáculo realista, é muito poético”, diz Antony. A empostação vocal dos atores também é fator importante em “Macbeth”. Para atingir a qualidade desejada, Gabriel Villela contou com a ajuda da italiana Francesca Della Monica (pesquisadora de voz da Universidade de Firenze, que também trabalha em Pontedera, Itália), a direção de texto de Babaya e a musicalidade de cena de Ernani Maletta. Os três juntos desenvolveram um trabalho técnico cuidadoso, fazendo a preparação vocal e a interpretação de texto, passando pela redescoberta e finalidade da voz. O cenário, assinado por Márcio Vinícius, traz dois teares da cultura de tecelagem de manufatura de Minas Gerais, um sobre o outro, compondo um totem cênico com cinco pilares, que preenche a cena. Esses teares fazem parte da mitologia das três parcas gregas que fiam, tecem e cortam, simbolizando os três instantes do homem: nascimento, vida e morte. Os atores mantêm um distanciamento dos papéis que encarnam. Há momentos nos quais o público pode vê-los fora dos personagens, aguardando para entrar no palco ou mudando os cenários entre as cenas: “Diria que o distanciamento é o código dessa peça, que foi montada no estilo brechtiano. É muito bom ver o Gabriel desenvolvendo sua genialidade nesse trabalho, que é cheio de metáforas e poesia, mas sem se desligar do texto”. http://www.globoteatro.com.br/reportagem-1329-macbeth.htm
Home > Diversão Gabriel Villela traz o espetáculo “Macbeth” à capital paranaense 17 de outubro de 2012 Como nos tempos de Shakespeare, o elenco é todo formado por homens. Divulgação http://ricmais.com.br/pr/noticia/gabriel-villela-traz-o-espetaculo-macbeth-a-capital-paranaense/ Abalado Alegre Angustiado Ansioso Apreensivo Azedo Chateado Conformado Confuso Contente Quer sugerir um sentimento? Clique aqui Para contar a tragédia da ambição de um homem que, devorado por sua natureza e instigado por sua impiedosa mulher, cede ao impulso assassino para cumprir o seu destino, Gabriel Villela monta “Macbeth” só com atores homens, como era feito na época de seu autor, Shakespeare. No elenco, Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan, Rogerio Brito. As apresentações em Curitiba acontecem de 26 e 28 de outubro no Teatro Bom Jesus. Macbeth conta a história de um homem incapaz de lidar com sua natureza ambiciosa e que, instigado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano. Após salvar a Escócia e começar a galgar os degraus do grande mecanismo do poder, Macbeth, que agora se vê mais próximo do trono, interfere na ordem natural dos acontecimentos e cede a seu impulso homicida, assassinando o rei escocês para tomar sua coroa. Como se outro crime pudesse limpar a mancha pelo assassinato cometido e dar paz à sua consciência, ele inicia uma sequência de crimes sem volta, reconhecendo, assim, a incapacidade que o homem tem de lidar com sua natureza e de fugir de seu destino. Serviço: Quando: 26 e 27 de outubro, às 21h; e 28 às, 19h. Onde: Teatro Bom Jesus (Rua 24 de Maio, 135, Centro). Ingressos: R$50,00 para as apresentações do dias 26 e 28 de outubro (sexta-feira e domingo) e R$60,00 para o dia 27 de outubro (sábado). Duração: 90 minutos. Venda de ingressos: Ingresso Rápido (http://www.ingressorapido.com.br), VM.4, Teatro Bom Jesus • Autor: Divulgação/Teatro Bom Jesus
.. Fiel e infiel ao 'Macbeth' original Por Luiz Felipe Reis (luiz.reis@oglobo.com.br) | Agência O Globo – qua, 17 de out de 2012.. . . Email Imprimir ... . . . DESTAQUES. . . Grupo tenta invadir gabinete de premiê libanês após protestos AFP - 9 horas atrás. Fase final do mensalão começa esta segunda EFE - 8 horas atrás. ... Mais notícias ».. . . você leu isso RIO - Diante de uma obra em que lealdade e traição disputam forças, em que o instinto ameaça sabotar a temperança, o diretor Gabriel Villela decidiu ser, ao mesmo tempo, fiel e infiel a Shakespeare em seu "Macbeth", que estreia amanhã no Teatro dos Quatro. É como se tomasse para si palavras ditas pelo general Macbeth: "Quem consegue ser sábio e pasmado, moderado e furioso, leal e neutro, tudo no mesmo instante? Ninguém." E como diria a vil Lady Macbeth: "A tentativa, e não o ato, é o que nos aniquila." Gabriel, mais do que tentar, agiu. Assim, da mesma forma que traz um "Macbeth" fiel ao teatro elisabetano, com um elenco composto apenas por atores homens, não se furta a intervir no texto traduzido por Marcos Daud, a cortar 12 dos 20 personagens e a implementar um narrador em cena. - A primeira coisa que a gente trai é o sistema econômico. O teatro de Shakespeare era autossustentável, já nós dependemos de patrocínio e não há jeito de tornar itinerante um elenco de 20 atores - diz o diretor. Em relação ao narrador, ele assume o papel de dois personagens secundários que aparecem no original: - Como rompemos com o realismo, ele convoca a imaginar a história. Já sobre a fidelidade ao elenco masculino, Villela diz: - A ausência da figura feminina trouxe um aspecto primitivo, que te joga num ambiente de guerra. Marcello Antony, que havia sido convidado de início para encarnar Lady Macbeth, vivida agora por Cláudio Fontana, interpreta Macbeth, o herói trágico assombrado pela profecia das três bruxas imaginadas por Shakespeare como oráculos da história. O ator classifica a abordagem como uma "reinvenção muito fiel", e defende uma maneira atual de encenar um clássico: - Em Shakespeare tudo é muito poético, mas conseguimos deixar o rebuscamento de lado sem perder a poesia. Antony trata seu personagem como um "humano demasiadamente humano", diz, enfatizando o desespero e a consciência de Macbeth frente ao seu destino incontornável: no primeiro ato, três bruxas lhe fazem uma profética escala ascendente: primeiro Macbeth será condecorado Barão de Glamis, depois Barão de Cawdor e, enfim, assumirá o trono da Escócia. Se de início mostra-se atemorizado diante da terceira previsão, logo se vê cego pela cobiça. - Macbeth é um general condecorado até que Shakespeare coloca essas três bruxas no caminho, que mudam sua vida e seus valores. Como os dois primeiros já haviam sido concretizados, ele teme que o terceiro também aconteça. Mas tudo se perde quando ele conta a Lady Macbeth - diz o ator. Inebriado pelas maquiavélicas palavras de sua mulher, Macbeth se vê convencido a concretizar o mais rápido possível a sua consagração como rei. Para isso, assassina o Rei Duncan. - A ambição o leva à ruína - diz o ator. De salvador do reino da Escócia, torna-se refém dos mecanismos de poder, e quanto mais próximo ao trono mais sangue passa a derramar, numa desesperada tentativa de ocultar o homicídio que o leva à coroa. Não há como fugir do destino implementado por cada ato. - "Macbeth" é uma história de amor, ambição e assassinatos. Em suma, é um casal amoroso arruinado pelo êxito. Quando conquistam o objeto de desejo ambos se destroem - conclui Villela. ... . Siga o Yahoo! Notícias no Twitter e no Facebook .. http://br.noticias.yahoo.com/fiel-infiel-ao-macbeth-original-100000666.html
Marcello Antony compara o personagem de Shakespeare aos mensaleiros Rio - A política brasileira vive um momento que não deve nada a uma das mais clássicas tragédias de William Shakespeare. É o que observa o ator Marcello Antony, que encarna o ambicioso ‘Macbeth’ no Teatro dos Quatro, na Gávea. Dirigido por Gabriel Villela, o espetáculo fica em cartaz só até domingo. Na história, escrita no século 17, o protagonista é um herói que, movido pelo desejo de poder, torna-se tirano. http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/marcello-antony-compara-o-personagem-de-shakespeare-aos-mensaleiros-1.503820 Ator fala sobre peça que estrela | Foto: Divulgação “É nítida a ligação com o mensalão. Todas as pessoas emaranhadas nesse processo usaram a máquina governamental em favor próprio. Elas foram muito ambiciosas, jogaram muito alto num ato que pode levá-las à ruína ”, compara Marcello. General do exército que salvou a Escócia, Macbeth fica perto do alto escalão do poder. Para tomar o trono, decide matar o rei Duncan, a quem antes era leal. A mudança de postura é influenciada por sua maquiavélica mulher, Lady Macbeth — outra figura comum nos dias de hoje. “Já convivi com uma pessoa assim. Esse tipo de gente nos desperta os instintos mais primitivos, como disse o Roberto Jefferson. O jeito é não lhes dar trela” , diz. Serviço: Teatro dos Quatro - Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea (2239-1095). De hoje a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 70 (hoje e amanhã) e R$ 80 (sáb e dom). 12 anos. 90 min. Até domingo.
Estreia »Diretor Gabriel Villela estreia Macbeth no Rio de JaneiroTexto, traduzido por Marcos Daud, está ao mesmo tempo, fiel e infiel ao original de Shakespeare Agência O Globo Publicação: 18/10/2012 09:40Atualização: 18/10/2012 10:00 Diante de uma obra em que lealdade e traição disputam forças, em que o instinto ameaça sabotar a temperança, o diretor Gabriel Villela decidiu ser, ao mesmo tempo, fiel e infiel a Shakespeare em seu Macbeth, que estreia nesta sexta-feira no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro. É como se tomasse para si palavras ditas pelo general Macbeth: “Quem consegue ser sábio e pasmado, moderado e furioso, leal e neutro, tudo no mesmo instante? Ninguém.” E como diria a vil Lady Macbeth: “A tentativa, e não o ato, é o que nos aniquila.” Gabriel, mais do que tentar, agiu. Assim, da mesma forma que traz um Macbeth fiel ao teatro elisabetano, com um elenco composto apenas por atores homens, não se furta a intervir no texto traduzido por Marcos Daud, a cortar 12 dos 20 personagens e a implementar um narrador em cena. "A primeira coisa que a gente trai é o sistema econômico. O teatro de Shakespeare era autossustentável, já nós dependemos de patrocínio e não há jeito de tornar itinerante um elenco de 20 atores", diz o diretor. Em relação ao narrador, ele assume o papel de dois personagens secundários que aparecem no original: "Como rompemos com o realismo, ele convoca a imaginar a história." Já sobre a fidelidade ao elenco masculino, Villela diz: "A ausência da figura feminina trouxe um aspecto primitivo, que te joga num ambiente de guerra." Marcello Antony, que havia sido convidado de início para encarnar Lady Macbeth, vivida agora por Cláudio Fontana, interpreta Macbeth, o herói trágico assombrado pela profecia das três bruxas imaginadas por Shakespeare como oráculos da história. O ator classifica a abordagem como uma “reinvenção muito fiel”, e defende uma maneira atual de encenar um clássico: "Em Shakespeare tudo é muito poético, mas conseguimos deixar o rebuscamento de lado sem perder a poesia." Antony trata seu personagem como um “humano demasiadamente humano”, diz, enfatizando o desespero e a consciência de Macbeth frente ao seu destino incontornável: no primeiro ato, três bruxas lhe fazem uma profética escala ascendente: primeiro Macbeth será condecorado Barão de Glamis, depois Barão de Cawdor e, enfim, assumirá o trono da Escócia. Se de início mostra-se atemorizado diante da terceira previsão, logo se vê cego pela cobiça. "Macbeth é um general condecorado até que Shakespeare coloca essas três bruxas no caminho, que mudam sua vida e seus valores. Como os dois primeiros já haviam sido concretizados, ele teme que o terceiro também aconteça. Mas tudo se perde quando ele conta a Lady Macbeth", diz o ator. Inebriado pelas maquiavélicas palavras de sua mulher, Macbeth se vê convencido a concretizar o mais rápido possível a sua consagração como rei. Para isso, assassina o Rei Duncan. "A ambição o leva à ruína", diz o ator. De salvador do reino da Escócia, torna-se refém dos mecanismos de poder, e quanto mais próximo ao trono mais sangue passa a derramar, numa desesperada tentativa de ocultar o homicídio que o leva à coroa. Não há como fugir do destino implementado por cada ato. "Macbeth é uma história de amor, ambição e assassinatos. Em suma, é um casal amoroso arruinado pelo êxito. Quando conquistam o objeto de desejo ambos se destroem", conclui Villela. http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2012/10/18/internas_viver,402849/diretor-gabriel-villela-estreia-em-macbeth-em.shtml
Vila das Artes apresenta Romeu e Julieta no Registro Cênico ImprimirEnviar por e-mail 16/10/2012 | Cultura http://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/cultura/vila-das-artes-apresenta-romeu-e-julieta-no-registro-cenico Cena do espetáculo Romeu e Julieta | Foto: Divulgação A Vila das Artes apresenta amanhã, quarta-feira (17), às 19h, na Mostra Registro Cênico Contemporâneo, a produção em vídeo do espetáculo Romeu e Julieta, do Grupo Galpão. A Mostra é encontro que compartilha experiências e práticas cênicas audiovisuais para apresentar expressões contemporâneas através de vídeos, filmes, documentários e registros de espetáculos teatrais. A exibição deste mês, do espetáculo Romeu e Julieta (concepção de Gabriel Villela), transpõe a tragédia dos dois jovens apaixonados de Shakespeare ara o contexto da cultura popular brasileira, conceito que sustenta todo o espetáculo, especialmente na figura do narrador, que rege toda a ação com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. A montagem da tragédia de Shakespeare foi um marco na carreira do grupo Galpão. O encontro com Gabriel Villela significou a ousadia de fazer um clássico na rua. Ao texto original do espetáculo, na clássica tradução de Onestaldo de Pennaforte, juntam-se elementos da cultura popular brasileira e mineira, presente nas serestas e modinhas, nos adereços e figurinos que remetem ao interior profundo do Brasil. O grupo Galpão é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro. Criado em 1982, o grupo desenvolve um teatro que alia rigor, pesquisa, busca de linguagem, com montagem de peças que possuem grande poder de comunicação com o público. É formado por atores que trabalham com diferentes diretores convidados, como Fernando Linares, Paulinho Polika, Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Yara de Novaes e Jurij Alschitz, entre outros. :: Serviço Mostra Registro Cênico - Espetáculo Romeu e Julieta Data: quarta-feira, 17 de outubro Horário: 19h Local: Vila das Artes (Rua 24 de Maio, 1221 - Centro)
Não concordo, mas deixo aqui porque é bom ver tudo o que sai sobre a peça Macbeth (SP) Foto: João Caldas Mais vistoso do que realmente bom Gabriel Villela é uma grife. E uma grife cara. Não importa se a peça é “Romeu e Julieta” ou “Tio Vânia” ou, ainda, a história do nascimento de Cristo ou “Ópera do Malandro”. Quem conhece teatro e vai atrás de Gabriel Villela sabe que verá, antes de tudo, muitas marcas de teatralidade. Caras pintadas, musicalidade, símbolos fortes, figurinos coloridos, cenário que reaproveita objetos inusitados, versões alternativas para os textos de origem, todas essas “pistas” são os registros que, porque se repetiram em sua trajetória como encenador, o caracterizam enquanto artista. Ou seja, não é possível dizer que foi ver Shakespeare e não o encontrou. Quem dirige “Macbeth”, em cartaz nesse final de semana (apenas) no Teatro dos 4, no Rio de Janeiro, é Gabriel Villela. Ao público leigo, lhe carece uma pesquisa. No entanto, sobre o caso em questão, se geralmente, a força criadora do encenador não prejudica as obras fontes, agora é possível dizer o contrário. “Macbeth” pode até ser um bom espetáculo, mas não é um bom exemplo de Gabriel Villela. Partindo do texto: a adaptação proposta à tragédia de Shakespeare (1564-1616) superficializa demais a obra literária de um dos maiores dramaturgos da história ocidental. A história de Macbeth não é um drama adolescente como em “Romeu e Julieta” nem tampouco uma alegoria como o nascimento de Cristo (alusão ao espetáculo “A rua da amargura”). Há muito mais profundidade, filosofia, reflexões que os cortes retiraram. As bruxas viraram fofoqueiras, o Rei Duncan virou um senhor bondoso, Lady Macbeth uma mulher cruel e Macbeth um homem ambicioso. Ou seja, todas as contradições internas de cada personagem, a riqueza de suas construções, os detalhes de seus embates pessoais (o que querem versus o que fazem) se perderam. Em cena, a história contada é um “Macbeth para Jovens Leitores”, no pior significado do termo. Partindo dos objetos (outras obras fontes, para não dizer que se privilegia apenas o texto): malas e cadeiras de cinema não estabelecem ligação com a narrativa cênica. A justificativa, se há uma que reforce a escolha, não está visível. São objetos, trazem uma carga simbólica fácil de reconhecer, mas o que querem dizer ali? Apenas mostrar que uma mala pode virar um escudo, que um efeito interessante pode ser obtido retirando o fundo de uma mala e abrindo-lhe o zíper não são o bastante. As entradas e saídas da fila de cadeiras de madeira pesa o ritmo da narrativa em que os atores são também os contrarregras. O grande tear, visível, altivo em cena em todos os momentos do espetáculo é muito pouco usado, embora faça final e positivamente referência à história que as bruxas tecem e os personagens vivem. Partindo do elenco: não se entende o porquê Lady Macbeth é interpretada por um homem (Claudio Fontana), assim como também não se justifica a concepção andrógina e atemporal em traços tão visíveis em todos os personagens (o figurino é assinado por Gabriel Villela e por Shicó do Mamulengo). São boas, porém, as interpretações. O texto é bem dito (antropologia da voz assinada por Francesca Della Monica e direção de texto por Babaya) e as intenções são claras. O ritmo do discurso verbal e da movimentação expressa um cuidadoso trabalho de musicalidade (Ernani Maletta). No papel de protagonista, Marcello Antony oferece um movimento interessante à análise. Resistente à ironia das bruxas e do Narrador, que observam a condução alheia dos destinos, ele segue a concepção maniqueísta de todos os outros demais personagens (ou bons, ou maus) que apenas vivem. No final, no entanto, quando Macbeth vê se aproximar a floresta, é possível perceber na interpretação dele um pouco mais de leveza, como quem passa a enxergar a própria vida como vista de fora. Eis aí um detalhe a ser valorizado, destaque em um elenco de bons trabalhos, apesar do visagismo carregado. O “Macbeth”de Gabriel Vilella é mais vistoso do que realmente bom. Para seus admiradores, um opção obrigatória. * Ficha técnica Elenco Macbeth Marcello Antony Lady Macbeth Claudio Fontana Duncan / Macduff Helio Cicero Banquo / Dama de Companhia Marco Antônio Pâmio Narrador Carlos Morelli Bruxa 1 / Nobre José Rosa Bruxa 2/ Malcolm / Ross Marco Furlan Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro Rogério Brito Texto - William Shakespeare Tradução - Marcos Daud Colaboração – Fernando Nuno Direção e adaptação - Gabriel Villela Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi Figurinos – Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo Cenografia - Marcio Vinicius Iluminação– Wagner Freire Antropologia da voz- Francesca Della Monica Direção de texto – Babaya Musicalidade da cena - Ernani Maletta Trilha Sonora – Gabriel Villela Direção de Movimento - Ricardo Rizzo Adereços- Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira Apliques e patchwork - Giovanna Vilela Costureira- Cleide Mezzacapa Hissa Maquiagem para ensaio fotográfico - Eliseu Cabral Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico- Patricia Barbosa Coordenação do Ateliê - José Rosa e Veluma Pereira Assistência de Cenografia - Julia Munhoz Fotografia- João Caldas Assistência de fotografia – Andréia Machado Fotografias de ensaio / making of – Dib Carneiro Neto e João Caldas Programação Visual- Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi Assistente de Produção Julia Portella e Lucimara Santiago Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques Direção de Produção - Claudio Fontana http://teatrorj.blogspot.com.br/2012/10/macbeth-sp.html