Marcello Antony como Macbeth (Foto: João Caldas/Divulgação)
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Tragédia que tem Marcello Antony como Macbeth e Claudio Fontana como Lady Macbeth estará em cartaz de 23 a 25 de novembro no Theatro São Pedro
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Chega a Porto Alegre para apresentações no Theatro São Pedro, de 23 a 25 de novembro, Macbeth, terceira direção de Gabriel Villela de uma obra de William Shakespeare. No elenco, somente atores homens: Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogerio Brito. A tragédia narra a ambição de um homem que, devorado por sua natureza e instigado por sua impiedosa mulher, cede ao impulso assassino para cumprir o seu destino. Os ingressos já estão à venda. Confira o serviço completo abaixo.
Após salvar a Escócia e começar a galgar os degraus do grande mecanismo do poder, Macbeth, que agora se vê mais próximo do trono, interfere na ordem natural dos acontecimentos e cede a seu impulso homicida, assassinando o rei escocês para tomar sua coroa. Como se outro crime pudesse limpar a mancha pelo assassinato cometido e dar paz à sua consciência, ele inicia uma sequência de crimes sem volta, reconhecendo, assim, a incapacidade que o homem tem de lidar com sua natureza e de fugir de seu destino.
A tradução de Marcos Daud, adaptada pelo diretor, será montada pela primeira vez. Daud encaminhou sua versão para Villela, que fez então cortes e adaptou o texto de 20 personagens para uma realidade de oito atores em cena. “Introduzi o narrador, personagem inspirado na renascença inglesa, para que ele possa, periodicamente, reconstruir a história perante a plateia, convocar os personagens, decompor a fábula na sua essência e desenvolver a história. Ele narra o universo trágico de Macbeth, explica o diretor.
Apresentado pelo Vivo EnCena, programa cultural da Vivo para as artes cênicas, a parceria permite uma série de ações como a circulação do espetáculo, após cumprir temporada de sucesso no Teatro Vivo, na cidade de São Paulo, workshops e debates que promovem maior acessibilidade, reflexão e intercâmbios para todos.
Experiência da voz, da palavra e trilha sonora
Na opinião do diretor, Macbeth é um espetáculo formal, sóbrio, contido, voltado para a experiência da voz e da palavra. Para atingir essa qualidade, Gabriel Villela contou com a antropologia da voz da italiana Francesca Della Monica (pesquisadora de voz da Universidade de Firenze, que também trabalha em Pontedera, Itália), a direção de texto de Babaya e a musicalidade de cena de Ernani Maletta.
Os três juntos desenvolveram um trabalho técnico fundamental, cuidadoso, fazendo a preparação vocal e a interpretação de texto, passando pela redescoberta e finalidade da voz. Esse método está impresso na cena. “Na formação do elenco, trabalhamos uma extensão vocal bem grande para que não ficássemos com uma impostação monótona dos timbres masculinos. É um espetáculo feito para uma audiência camerística, de 290 lugares e um palco relativamente pequeno, preenchido pelo principal elemento: a voz épica dos atores”, detalha Gabriel.
A trilha sonora do espetáculo, de acordo com Villela, é composta, em sua maior parte, por silêncios. “Eu não queria música desta vez, por isso cuidei da trilha sonora, feita mais por sons como o rufar de asas, o bater de sinos, sons finos sugeridos por Shakespeare.” A única música é um ária da ópera Dido e Enéas, de Purcell, cantada à cappella por Francesca Della Monica, no instante da morte de Lady Macbeth. Gabriel destaca, ainda, o caráter épico e a eloquência shakesperiana, com direito a tons lúdicos em algumas cenas.
Figurino e cenário
A pré-produção do ateliê de criação começou dois meses antes do início dos ensaios. É marca registrada de Gabriel Villela cuidar dessa área com antecedência. O figurino, assinado em parceira pelo diretor e Shicó do Mamulengo (que veio do Rio Grande do Norte especialmente para o trabalho), foi confeccionado com 30 malas antigas de couro e papelão, compradas em brechós e antiquários.
Desmontadas, foram recortadas e transformadas em indumentárias de guerra, como coletes, armaduras e escudos. “Ao mesmo tempo em que criamos um figurino que remete à guerra, buscamos fazer uma brincadeira lúdica e artesanal em cima do conceito popular de transformar um objeto em outro, transformar uma mala em uma armadura de guerra”, explica Gabriel.
Para remeter à nobreza dos personagens foi utilizada uma mistura de pedras e metais. A complementação foi feita com saias de tapeçarias antigas trazidas por Gabriel de diversas partes do mundo. O diretor optou por uma cartela de cores mais sombria: “Não se trata de uma tragédia em preto em branco, tem cores, mas é mais sinistra, mais soturna.”
O cenário, assinado por Márcio Vinícius, traz dois teares da cultura de tecelagem de manufatura de Minas Gerais (resultado da desconstrução de cinco teares), um sobre o outro, compondo um tótem cênico com cinco pilares, que preenche a cena. Esses teares fazem parte da mitologia das três parcas gregas que fiam, tecem e cortam, simbolizando os três instantes do homem: nascimento, vida e morte. É um objeto único, vertical, forte, totênico e que assume a imagem do grande “mecanismo do mundo” (Jan Kot), diz o diretor.
A luz é de Wagner Freire e a direção de movimento é de Ricardo Rizzo. Os adereços são de Shicó do Mamulengo.
Elenco
Marcello Antony (Macbeth)
Claudio Fontana (Lady Macbeth)
Helio Cicero (Duncan / Macduff)
Marco Antônio Pâmio (Banquo / Dama de Companhia)
Carlos Morelli (Narrador)
José Rosa (Bruxa 1 / Nobre)
Marco Furlan (Bruxa 2/ Malcolm / Ross)
Rogério Brito (Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro)
SERVIÇO
MACBETH
De 23 a 25 de novembro
Sexta-feira e sábado, às 21h
Domingo, às 18h
Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n)
Classificação: 12 anos
Duração: 90min
Ingressos promocionais
DATA/SETOR
Galeria Lateral
Galeria Central
Camarote Lateral
Camarote Central
Cadeira Extra
Plateia
23/11 - Sexta-feira, às 21h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 60,00
R$ 60,00
R$ 70,00
24/11 - Sábado, às 21h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 70,00
R$ 70,00
R$ 80,00
25/11 - Domingo, às 18h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 60,00
R$ 60,00
R$ 70,00
- 50% de desconto para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora, na compra de um ingresso, adquirido pela Telentrega Ingresso Show – limitado a 100 ingressos;
- 10% de desconto para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora, na compra de um ingresso, nos demais.
* Descontos não cumulativos
Pontos de venda:
Telentrega Ingresso Show: 8401 0555 (de segunda a sexta, das 9h às 19h)
Bilheteria do Theatro São Pedro: Praça Marechal Deodoro, s/n (de segunda à sexta, das 13h às 18h30, em dias em que não há espetáculos noturnos; e das 13h às 21h, em dias em que há espetáculos noturnos. Sábados, das 15h às 21h, e domingos, das 15h às 18h)
Formas de pagamento: Cartão de crédito em uma parcela (MasterCard e VISA) , débito e dinheiro.
FICHA TÉCNICA
Texto - William Shakespeare
Tradução - Marcos Daud
Colaboração - Fernando Nuno
Direção e adaptação - Gabriel Villela
Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi
Figurinos - Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo
Cenografia - Marcio Vinicius
Iluminação - Wagner Freire
Antropologia da voz - Francesca Della Monica
Direção de texto - Babaya
Musicalidade da cena - Ernani Maletta
Trilha Sonora - Gabriel Villela
Direção de Movimento - Ricardo Rizzo
Adereços - Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira
Apliques e patchwork - Giovanna Vilela
Costureira - Cleide Mezzacapa Hissa
Maquiagem para ensaio fotográfico - Eliseu Cabral
Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico - Patricia Barbosa
Coordenação do Ateliê - José Rosa e Veluma Pereira
Assistência de Cenografia - Julia Munhoz
Cenotécnicos - Jean Carlos e Evandro Nascimento
Diretor de Palco - Alex Peixoto
Operador de luz - Marcelo Violla
Camareira - Marlene Collé
Assessoria de Imprensa - Arteplural - Fernanda Teixeira
Fotografia - João Caldas
Assistência de fotografia - Andréia Machado
Fotografias de ensaio / Making of - Dib Carneiro Neto e João Caldas
Programação Visual - Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi
Assistentes de Produção - Julia Portella e Lucimara Santiago
Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques
Direção de Produção - Claudio Fontana
http://www.cultnews.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1930:macbeth-em-porto-alegre&catid=127:teatro&Itemid=696
Fonte: Assessoria de Imprensa
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Macbeth em Porto Alegre .
Sex, 26 de Outubro de 2012 09:29 .
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Marcello Antony como Macbeth (Foto: João Caldas/Divulgação)
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Tragédia que tem Marcello Antony como Macbeth e Claudio Fontana como Lady Macbeth estará em cartaz de 23 a 25 de novembro no Theatro São Pedro
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Chega a Porto Alegre para apresentações no Theatro São Pedro, de 23 a 25 de novembro, Macbeth, terceira direção de Gabriel Villela de uma obra de William Shakespeare. No elenco, somente atores homens: Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogerio Brito. A tragédia narra a ambição de um homem que, devorado por sua natureza e instigado por sua impiedosa mulher, cede ao impulso assassino para cumprir o seu destino. Os ingressos já estão à venda. Confira o serviço completo abaixo.
Após salvar a Escócia e começar a galgar os degraus do grande mecanismo do poder, Macbeth, que agora se vê mais próximo do trono, interfere na ordem natural dos acontecimentos e cede a seu impulso homicida, assassinando o rei escocês para tomar sua coroa. Como se outro crime pudesse limpar a mancha pelo assassinato cometido e dar paz à sua consciência, ele inicia uma sequência de crimes sem volta, reconhecendo, assim, a incapacidade que o homem tem de lidar com sua natureza e de fugir de seu destino.
A tradução de Marcos Daud, adaptada pelo diretor, será montada pela primeira vez. Daud encaminhou sua versão para Villela, que fez então cortes e adaptou o texto de 20 personagens para uma realidade de oito atores em cena. “Introduzi o narrador, personagem inspirado na renascença inglesa, para que ele possa, periodicamente, reconstruir a história perante a plateia, convocar os personagens, decompor a fábula na sua essência e desenvolver a história. Ele narra o universo trágico de Macbeth, explica o diretor.
Apresentado pelo Vivo EnCena, programa cultural da Vivo para as artes cênicas, a parceria permite uma série de ações como a circulação do espetáculo, após cumprir temporada de sucesso no Teatro Vivo, na cidade de São Paulo, workshops e debates que promovem maior acessibilidade, reflexão e intercâmbios para todos.
Experiência da voz, da palavra e trilha sonora
Na opinião do diretor, Macbeth é um espetáculo formal, sóbrio, contido, voltado para a experiência da voz e da palavra. Para atingir essa qualidade, Gabriel Villela contou com a antropologia da voz da italiana Francesca Della Monica (pesquisadora de voz da Universidade de Firenze, que também trabalha em Pontedera, Itália), a direção de texto de Babaya e a musicalidade de cena de Ernani Maletta.
Os três juntos desenvolveram um trabalho técnico fundamental, cuidadoso, fazendo a preparação vocal e a interpretação de texto, passando pela redescoberta e finalidade da voz. Esse método está impresso na cena. “Na formação do elenco, trabalhamos uma extensão vocal bem grande para que não ficássemos com uma impostação monótona dos timbres masculinos. É um espetáculo feito para uma audiência camerística, de 290 lugares e um palco relativamente pequeno, preenchido pelo principal elemento: a voz épica dos atores”, detalha Gabriel.
A trilha sonora do espetáculo, de acordo com Villela, é composta, em sua maior parte, por silêncios. “Eu não queria música desta vez, por isso cuidei da trilha sonora, feita mais por sons como o rufar de asas, o bater de sinos, sons finos sugeridos por Shakespeare.” A única música é um ária da ópera Dido e Enéas, de Purcell, cantada à cappella por Francesca Della Monica, no instante da morte de Lady Macbeth. Gabriel destaca, ainda, o caráter épico e a eloquência shakesperiana, com direito a tons lúdicos em algumas cenas.
Figurino e cenário
A pré-produção do ateliê de criação começou dois meses antes do início dos ensaios. É marca registrada de Gabriel Villela cuidar dessa área com antecedência. O figurino, assinado em parceira pelo diretor e Shicó do Mamulengo (que veio do Rio Grande do Norte especialmente para o trabalho), foi confeccionado com 30 malas antigas de couro e papelão, compradas em brechós e antiquários.
Desmontadas, foram recortadas e transformadas em indumentárias de guerra, como coletes, armaduras e escudos. “Ao mesmo tempo em que criamos um figurino que remete à guerra, buscamos fazer uma brincadeira lúdica e artesanal em cima do conceito popular de transformar um objeto em outro, transformar uma mala em uma armadura de guerra”, explica Gabriel.
Para remeter à nobreza dos personagens foi utilizada uma mistura de pedras e metais. A complementação foi feita com saias de tapeçarias antigas trazidas por Gabriel de diversas partes do mundo. O diretor optou por uma cartela de cores mais sombria: “Não se trata de uma tragédia em preto em branco, tem cores, mas é mais sinistra, mais soturna.”
O cenário, assinado por Márcio Vinícius, traz dois teares da cultura de tecelagem de manufatura de Minas Gerais (resultado da desconstrução de cinco teares), um sobre o outro, compondo um tótem cênico com cinco pilares, que preenche a cena. Esses teares fazem parte da mitologia das três parcas gregas que fiam, tecem e cortam, simbolizando os três instantes do homem: nascimento, vida e morte. É um objeto único, vertical, forte, totênico e que assume a imagem do grande “mecanismo do mundo” (Jan Kot), diz o diretor.
A luz é de Wagner Freire e a direção de movimento é de Ricardo Rizzo. Os adereços são de Shicó do Mamulengo.
Elenco
Marcello Antony (Macbeth)
Claudio Fontana (Lady Macbeth)
Helio Cicero (Duncan / Macduff)
Marco Antônio Pâmio (Banquo / Dama de Companhia)
Carlos Morelli (Narrador)
José Rosa (Bruxa 1 / Nobre)
Marco Furlan (Bruxa 2/ Malcolm / Ross)
Rogério Brito (Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro)
SERVIÇO
MACBETH
De 23 a 25 de novembro
Sexta-feira e sábado, às 21h
Domingo, às 18h
Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n)
Classificação: 12 anos
Duração: 90min
Ingressos promocionais
DATA/SETOR
Galeria Lateral
Galeria Central
Camarote Lateral
Camarote Central
Cadeira Extra
Plateia
23/11 - Sexta-feira, às 21h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 60,00
R$ 60,00
R$ 70,00
24/11 - Sábado, às 21h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 70,00
R$ 70,00
R$ 80,00
25/11 - Domingo, às 18h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 60,00
R$ 60,00
R$ 70,00
- 50% de desconto para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora, na compra de um ingresso, adquirido pela Telentrega Ingresso Show – limitado a 100 ingressos;
- 10% de desconto para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora, na compra de um ingresso, nos demais.
* Descontos não cumulativos
Pontos de venda:
Telentrega Ingresso Show: 8401 0555 (de segunda a sexta, das 9h às 19h)
Bilheteria do Theatro São Pedro: Praça Marechal Deodoro, s/n (de segunda à sexta, das 13h às 18h30, em dias em que não há espetáculos noturnos; e das 13h às 21h, em dias em que há espetáculos noturnos. Sábados, das 15h às 21h, e domingos, das 15h às 18h)
Formas de pagamento: Cartão de crédito em uma parcela (MasterCard e VISA) , débito e dinheiro.
FICHA TÉCNICA
Texto - William Shakespeare
Tradução - Marcos Daud
Colaboração - Fernando Nuno
Direção e adaptação - Gabriel Villela
Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi
Figurinos - Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo
Cenografia - Marcio Vinicius
Iluminação - Wagner Freire
Antropologia da voz - Francesca Della Monica
Direção de texto - Babaya
Musicalidade da cena - Ernani Maletta
Trilha Sonora - Gabriel Villela
Direção de Movimento - Ricardo Rizzo
Adereços - Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira
Apliques e patchwork - Giovanna Vilela
Costureira - Cleide Mezzacapa Hissa
Maquiagem para ensaio fotográfico - Eliseu Cabral
Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico - Patricia Barbosa
Coordenação do Ateliê - José Rosa e Veluma Pereira
Assistência de Cenografia - Julia Munhoz
Cenotécnicos - Jean Carlos e Evandro Nascimento
Diretor de Palco - Alex Peixoto
Operador de luz - Marcelo Violla
Camareira - Marlene Collé
Assessoria de Imprensa - Arteplural - Fernanda Teixeira
Fotografia - João Caldas
Assistência de fotografia - Andréia Machado
Fotografias de ensaio / Making of - Dib Carneiro Neto e João Caldas
Programação Visual - Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi
Assistentes de Produção - Julia Portella e Lucimara Santiago
Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques
Direção de Produção - Claudio Fontana
http://www.cultnews.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1930:macbeth-em-porto-alegre&catid=127:teatro&Itemid=696
Fonte: Assessoria de Imprensa
Marcello Antony como Macbeth (Foto: João Caldas/Divulgação)
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Tragédia que tem Marcello Antony como Macbeth e Claudio Fontana como Lady Macbeth estará em cartaz de 23 a 25 de novembro no Theatro São Pedro
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Chega a Porto Alegre para apresentações no Theatro São Pedro, de 23 a 25 de novembro, Macbeth, terceira direção de Gabriel Villela de uma obra de William Shakespeare. No elenco, somente atores homens: Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogerio Brito. A tragédia narra a ambição de um homem que, devorado por sua natureza e instigado por sua impiedosa mulher, cede ao impulso assassino para cumprir o seu destino. Os ingressos já estão à venda. Confira o serviço completo abaixo.
Após salvar a Escócia e começar a galgar os degraus do grande mecanismo do poder, Macbeth, que agora se vê mais próximo do trono, interfere na ordem natural dos acontecimentos e cede a seu impulso homicida, assassinando o rei escocês para tomar sua coroa. Como se outro crime pudesse limpar a mancha pelo assassinato cometido e dar paz à sua consciência, ele inicia uma sequência de crimes sem volta, reconhecendo, assim, a incapacidade que o homem tem de lidar com sua natureza e de fugir de seu destino.
A tradução de Marcos Daud, adaptada pelo diretor, será montada pela primeira vez. Daud encaminhou sua versão para Villela, que fez então cortes e adaptou o texto de 20 personagens para uma realidade de oito atores em cena. “Introduzi o narrador, personagem inspirado na renascença inglesa, para que ele possa, periodicamente, reconstruir a história perante a plateia, convocar os personagens, decompor a fábula na sua essência e desenvolver a história. Ele narra o universo trágico de Macbeth, explica o diretor.
Apresentado pelo Vivo EnCena, programa cultural da Vivo para as artes cênicas, a parceria permite uma série de ações como a circulação do espetáculo, após cumprir temporada de sucesso no Teatro Vivo, na cidade de São Paulo, workshops e debates que promovem maior acessibilidade, reflexão e intercâmbios para todos.
Experiência da voz, da palavra e trilha sonora
Na opinião do diretor, Macbeth é um espetáculo formal, sóbrio, contido, voltado para a experiência da voz e da palavra. Para atingir essa qualidade, Gabriel Villela contou com a antropologia da voz da italiana Francesca Della Monica (pesquisadora de voz da Universidade de Firenze, que também trabalha em Pontedera, Itália), a direção de texto de Babaya e a musicalidade de cena de Ernani Maletta.
Os três juntos desenvolveram um trabalho técnico fundamental, cuidadoso, fazendo a preparação vocal e a interpretação de texto, passando pela redescoberta e finalidade da voz. Esse método está impresso na cena. “Na formação do elenco, trabalhamos uma extensão vocal bem grande para que não ficássemos com uma impostação monótona dos timbres masculinos. É um espetáculo feito para uma audiência camerística, de 290 lugares e um palco relativamente pequeno, preenchido pelo principal elemento: a voz épica dos atores”, detalha Gabriel.
A trilha sonora do espetáculo, de acordo com Villela, é composta, em sua maior parte, por silêncios. “Eu não queria música desta vez, por isso cuidei da trilha sonora, feita mais por sons como o rufar de asas, o bater de sinos, sons finos sugeridos por Shakespeare.” A única música é um ária da ópera Dido e Enéas, de Purcell, cantada à cappella por Francesca Della Monica, no instante da morte de Lady Macbeth. Gabriel destaca, ainda, o caráter épico e a eloquência shakesperiana, com direito a tons lúdicos em algumas cenas.
Figurino e cenário
A pré-produção do ateliê de criação começou dois meses antes do início dos ensaios. É marca registrada de Gabriel Villela cuidar dessa área com antecedência. O figurino, assinado em parceira pelo diretor e Shicó do Mamulengo (que veio do Rio Grande do Norte especialmente para o trabalho), foi confeccionado com 30 malas antigas de couro e papelão, compradas em brechós e antiquários.
Desmontadas, foram recortadas e transformadas em indumentárias de guerra, como coletes, armaduras e escudos. “Ao mesmo tempo em que criamos um figurino que remete à guerra, buscamos fazer uma brincadeira lúdica e artesanal em cima do conceito popular de transformar um objeto em outro, transformar uma mala em uma armadura de guerra”, explica Gabriel.
Para remeter à nobreza dos personagens foi utilizada uma mistura de pedras e metais. A complementação foi feita com saias de tapeçarias antigas trazidas por Gabriel de diversas partes do mundo. O diretor optou por uma cartela de cores mais sombria: “Não se trata de uma tragédia em preto em branco, tem cores, mas é mais sinistra, mais soturna.”
O cenário, assinado por Márcio Vinícius, traz dois teares da cultura de tecelagem de manufatura de Minas Gerais (resultado da desconstrução de cinco teares), um sobre o outro, compondo um tótem cênico com cinco pilares, que preenche a cena. Esses teares fazem parte da mitologia das três parcas gregas que fiam, tecem e cortam, simbolizando os três instantes do homem: nascimento, vida e morte. É um objeto único, vertical, forte, totênico e que assume a imagem do grande “mecanismo do mundo” (Jan Kot), diz o diretor.
A luz é de Wagner Freire e a direção de movimento é de Ricardo Rizzo. Os adereços são de Shicó do Mamulengo.
Elenco
Marcello Antony (Macbeth)
Claudio Fontana (Lady Macbeth)
Helio Cicero (Duncan / Macduff)
Marco Antônio Pâmio (Banquo / Dama de Companhia)
Carlos Morelli (Narrador)
José Rosa (Bruxa 1 / Nobre)
Marco Furlan (Bruxa 2/ Malcolm / Ross)
Rogério Brito (Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro)
SERVIÇO
MACBETH
De 23 a 25 de novembro
Sexta-feira e sábado, às 21h
Domingo, às 18h
Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n)
Classificação: 12 anos
Duração: 90min
Ingressos promocionais
DATA/SETOR
Galeria Lateral
Galeria Central
Camarote Lateral
Camarote Central
Cadeira Extra
Plateia
23/11 - Sexta-feira, às 21h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 60,00
R$ 60,00
R$ 70,00
24/11 - Sábado, às 21h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 70,00
R$ 70,00
R$ 80,00
25/11 - Domingo, às 18h
R$ 30,00
R$ 30,00
R$ 50,00
R$ 60,00
R$ 60,00
R$ 70,00
- 50% de desconto para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora, na compra de um ingresso, adquirido pela Telentrega Ingresso Show – limitado a 100 ingressos;
- 10% de desconto para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora, na compra de um ingresso, nos demais.
* Descontos não cumulativos
Pontos de venda:
Telentrega Ingresso Show: 8401 0555 (de segunda a sexta, das 9h às 19h)
Bilheteria do Theatro São Pedro: Praça Marechal Deodoro, s/n (de segunda à sexta, das 13h às 18h30, em dias em que não há espetáculos noturnos; e das 13h às 21h, em dias em que há espetáculos noturnos. Sábados, das 15h às 21h, e domingos, das 15h às 18h)
Formas de pagamento: Cartão de crédito em uma parcela (MasterCard e VISA) , débito e dinheiro.
FICHA TÉCNICA
Texto - William Shakespeare
Tradução - Marcos Daud
Colaboração - Fernando Nuno
Direção e adaptação - Gabriel Villela
Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi
Figurinos - Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo
Cenografia - Marcio Vinicius
Iluminação - Wagner Freire
Antropologia da voz - Francesca Della Monica
Direção de texto - Babaya
Musicalidade da cena - Ernani Maletta
Trilha Sonora - Gabriel Villela
Direção de Movimento - Ricardo Rizzo
Adereços - Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira
Apliques e patchwork - Giovanna Vilela
Costureira - Cleide Mezzacapa Hissa
Maquiagem para ensaio fotográfico - Eliseu Cabral
Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico - Patricia Barbosa
Coordenação do Ateliê - José Rosa e Veluma Pereira
Assistência de Cenografia - Julia Munhoz
Cenotécnicos - Jean Carlos e Evandro Nascimento
Diretor de Palco - Alex Peixoto
Operador de luz - Marcelo Violla
Camareira - Marlene Collé
Assessoria de Imprensa - Arteplural - Fernanda Teixeira
Fotografia - João Caldas
Assistência de fotografia - Andréia Machado
Fotografias de ensaio / Making of - Dib Carneiro Neto e João Caldas
Programação Visual - Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi
Assistentes de Produção - Julia Portella e Lucimara Santiago
Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques
Direção de Produção - Claudio Fontana
http://www.cultnews.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1930:macbeth-em-porto-alegre&catid=127:teatro&Itemid=696
Fonte: Assessoria de Imprensa
Peça 'Macbeth' é apresentada
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Data 23 de novembro a 25 de novembro Horário às 21:00 Frequência Todos os dias Preço a partir de R$ 30,00 a R$ 80,00 Localização , Porto Alegre
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Para interpretar um pensonagem em Macbeth, de Shakespeare, Marcello Antony precisou de uma mudança grande no visual: raspar a cabeça.
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Foto - Guiadecidades.terra.com.br
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Foto 1 de 1
quarta-feira, 21 de novembro de 2012 - 14h43Atualizado emquarta-feira, 21 de novembro de 2012 - 14h07
Antony estrela peça famosa em Porto Alegre
Clássico de Shakespeare chega sexta ao Theatro São Pedro, com direção de Gabriel Vilela
Marcelo Antony encarna protagonista da peça MacbethAna Ottoni/Bravo!
Mônica Kanitz, do Metro Porto Alegreentretenimento@band.com.br
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Marcello Antony encarna "Macbeth" em peça
Depois de montar “Romeu e Julieta” e “Ricardo III”, o diretor mineiro Gabriel Vilela se rendeu aos dilemas
morais de “Macbeth", completando, assim, uma trilogia (por enquanto) dedicada a Shakespeare.
Como todas as peças de Vilela, “Macbeth” também surpreende o espectador pela originalidade do que acontece no palco e pelos recursos cênicos criativos, que transformam antenas de TVs em espadas e fazem os atores usar velhas bolsas de couro como se fossem escudos.
A tragédia de “Macbeth”, protagonizada pelo ator Marcello Antony, está toda em cena: sedento por poder e incentivado pela mulher, Lady Macbeth, o protagonista mata o rei da Escócia para ocupar seu trono. Torturado pela culpa, ele comete outros assassinatos para tentar se livrar do primeiro e coloca em xeque a verdadeira natureza do homem.
Para contar a história que estará em cartaz neste final de semana no Theatro São Pedro, Vilela optou pela tradução de Marcos Daud, que propõe um texto menos rebuscado e menos rimado. Ao mesmo tempo, a peça diminui de tamanho (tem cerca de 1h30 de duração) e ganha maior intimidade do público por conta da figura de um narrador, que reconstrói episódios-chave da trama. Outro detalhe audacioso é o elenco, formado apenas por oito atores homens que usam tênis e figurinos bem confortáveis. Coube a Claudio Fontana interpretar a maquiavélica Lady Macbeth.
Serviço:
Onde: Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/n)
Quando: sexta e sábado, às 21h; domingo, às 18h
Quanto: Ingressos entre R$ 30 (galerias) e R$ 60 (cadeiras extras)
http://entretenimento.band.uol.com.br/cultura/noticia/?id=100000551653
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Marcello Antony encarna "Macbeth" em peça
Depois de montar “Romeu e Julieta” e “Ricardo III”, o diretor mineiro Gabriel Vilela se rendeu aos dilemas
morais de “Macbeth", completando, assim, uma trilogia (por enquanto) dedicada a Shakespeare.
Como todas as peças de Vilela, “Macbeth” também surpreende o espectador pela originalidade do que acontece no palco e pelos recursos cênicos criativos, que transformam antenas de TVs em espadas e fazem os atores usar velhas bolsas de couro como se fossem escudos.
A tragédia de “Macbeth”, protagonizada pelo ator Marcello Antony, está toda em cena: sedento por poder e incentivado pela mulher, Lady Macbeth, o protagonista mata o rei da Escócia para ocupar seu trono. Torturado pela culpa, ele comete outros assassinatos para tentar se livrar do primeiro e coloca em xeque a verdadeira natureza do homem.
Para contar a história que estará em cartaz neste final de semana no Theatro São Pedro, Vilela optou pela tradução de Marcos Daud, que propõe um texto menos rebuscado e menos rimado. Ao mesmo tempo, a peça diminui de tamanho (tem cerca de 1h30 de duração) e ganha maior intimidade do público por conta da figura de um narrador, que reconstrói episódios-chave da trama. Outro detalhe audacioso é o elenco, formado apenas por oito atores homens que usam tênis e figurinos bem confortáveis. Coube a Claudio Fontana interpretar a maquiavélica Lady Macbeth.
Serviço:
Onde: Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/n)
Quando: sexta e sábado, às 21h; domingo, às 18h
Quanto: Ingressos entre R$ 30 (galerias) e R$ 60 (cadeiras extras)
http://entretenimento.band.uol.com.br/cultura/noticia/?id=100000551653
Humor e drama entram em cena em Porto Alegre
"Macbeth", estrelado por Marcelo Antony, chegará em novembro à Capital
Da prata da casa ("Cris Pereira - O Show", "A Tecelã", "O Velho dos Cabelos de Mola" e a 4ª Mostra de Teatro Infantil) ao retorno da comédia de Miguel Falabella, "A Partilha"; o grupo Os Melhores do Mundo (com "Sexo - A Comédia) e "Macbeth" são as novas atrações do palco em Porto Alegre.
O gaúcho Cris Pereira faz voo solo, hoje e amanhã, às 21h, no Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80). "Cris Pereira - O Show", com participação de Fábio Padilha, traz seis personagens , como Jorge da Borracharia, um minilouco e um mestre de cerimômina nada normal.
A Biblioteca Lucília Minssen exibe dia 5 na sala Lili Inventa o Mundo (CCMQ, 5ª andar), peça infantil inédita "O Velho dos Cabelos de Mola", estrelada e assinada por Rodrigo Prates. A história se passa no reino encantado de Canta-e-Conta, onde os brinquedos das crianças começam a desaparecer. Um forasteiro, com sua misteriosa sacola, é o principal suspeito.
Destacada com o Prêmio Açoriano 2011 nas categorias Melhor Espetáculo, Dramaturgia e Trilha Sonora, "A Tecelã" retorna à cena, em duas exibições, dias 6 e 7 no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/nº). Montagem do Grupo Caixa de Elefante, com direção-geral de Paulo Balardim, narra a trajetória de uma mulher (Carolina Garcia, Prêmio Braskem de Melhor Atriz no Poa/Em Cena 2011) dotada da capacidade de converter em realidade tudo o que tece com seus fios.
De 5 a 14 de outubro, a Secretaria Municipal de Cultura realiza a 4ª Mostra de Teatro Infantil, em comemoração ao Dia da Criança, com entrada franca. Um total de 12 espetáculos ocupará aos palcos dos teatros Renascença, de Câmara, Túlio Piva, Álvaro Moreyra, do Sesc e Novo DC, além das atividades que serão realizadas na Rua da Criança (Lopo Gonçalves, bairro Cidade Baixa), no dia 12 de outubro.
Arlete Salles, Suzana Vieira, Thereza Piffer e Patrycia Travassos estrelam a remontagem de "A Partilha", em temporada nos dias 4,5 e 6 de outubro no Teatro do Bourbon Country (quinta e sábado, às 21h; sexta, às 22h30min). No palco, quatro irm]as se reúnem para a partilha do que restou da casa da mãe.
"Sexo - A Comédia" começa nova temporada gaúcha no dia 19 no Teatro Feevale Novo Hamburgo. Nos dias 20 e 21, apresenta-se no Teatro do Bourbon Country. O texto foi dividido em quatro esquetes: Amor Possessivo, Adultério, Chantagem e Swing. Gabriel Villela é quem dirige a nova montagem do clássico de Shakespeare, "Macbeth". A peça programada para 23, 24 e 25 de novembro é estrelada por Marcello Antony e Cláudio Fontana e Helio Cícero.
Humor e drama entram em cena em Porto Alegre
"Macbeth", estrelado por Marcelo Antony, chegará em novembro à Capital
Da prata da casa ("Cris Pereira - O Show", "A Tecelã", "O Velho dos Cabelos de Mola" e a 4ª Mostra de Teatro Infantil) ao retorno da comédia de Miguel Falabella, "A Partilha"; o grupo Os Melhores do Mundo (com "Sexo - A Comédia) e "Macbeth" são as novas atrações do palco em Porto Alegre.
O gaúcho Cris Pereira faz voo solo, hoje e amanhã, às 21h, no Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80). "Cris Pereira - O Show", com participação de Fábio Padilha, traz seis personagens , como Jorge da Borracharia, um minilouco e um mestre de cerimômina nada normal.
A Biblioteca Lucília Minssen exibe dia 5 na sala Lili Inventa o Mundo (CCMQ, 5ª andar), peça infantil inédita "O Velho dos Cabelos de Mola", estrelada e assinada por Rodrigo Prates. A história se passa no reino encantado de Canta-e-Conta, onde os brinquedos das crianças começam a desaparecer. Um forasteiro, com sua misteriosa sacola, é o principal suspeito.
Destacada com o Prêmio Açoriano 2011 nas categorias Melhor Espetáculo, Dramaturgia e Trilha Sonora, "A Tecelã" retorna à cena, em duas exibições, dias 6 e 7 no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/nº). Montagem do Grupo Caixa de Elefante, com direção-geral de Paulo Balardim, narra a trajetória de uma mulher (Carolina Garcia, Prêmio Braskem de Melhor Atriz no Poa/Em Cena 2011) dotada da capacidade de converter em realidade tudo o que tece com seus fios.
De 5 a 14 de outubro, a Secretaria Municipal de Cultura realiza a 4ª Mostra de Teatro Infantil, em comemoração ao Dia da Criança, com entrada franca. Um total de 12 espetáculos ocupará aos palcos dos teatros Renascença, de Câmara, Túlio Piva, Álvaro Moreyra, do Sesc e Novo DC, além das atividades que serão realizadas na Rua da Criança (Lopo Gonçalves, bairro Cidade Baixa), no dia 12 de outubro.
Arlete Salles, Suzana Vieira, Thereza Piffer e Patrycia Travassos estrelam a remontagem de "A Partilha", em temporada nos dias 4,5 e 6 de outubro no Teatro do Bourbon Country (quinta e sábado, às 21h; sexta, às 22h30min). No palco, quatro irm]as se reúnem para a partilha do que restou da casa da mãe.
"Sexo - A Comédia" começa nova temporada gaúcha no dia 19 no Teatro Feevale Novo Hamburgo. Nos dias 20 e 21, apresenta-se no Teatro do Bourbon Country. O texto foi dividido em quatro esquetes: Amor Possessivo, Adultério, Chantagem e Swing. Gabriel Villela é quem dirige a nova montagem do clássico de Shakespeare, "Macbeth". A peça programada para 23, 24 e 25 de novembro é estrelada por Marcello Antony e Cláudio Fontana e Helio Cícero.
Fonte: Correio do Povo
Fonte: Correio do Povo
http://www.satisfeitayolanda.com.br/blog/2012/11/18/macbeth-em-essencia/
Macbeth em essência
Por Ivana Moura
Macbeth. Fotos: Pollyanna Diniz
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O general Macbeth volta vitorioso de uma guerra. Em recompensa é condecorado pelo rei Duncan, da Escócia. As bruxas fazem vaticínios a respeito do futuro de Macbeth e anunciam que ele será rei. Banquo, outro general do exército do rei Duncan, recebe a notícia de que não será rei, mas pai de uma poderosa dinastia. Macbeth fica insuflado pelas profecias das bruxas e a ideia do assassinato lhe perturba o espírito; e, instigado pela mulher, a pérfida Lady Macbeth, mata o rei e assume o trono. Depois tece uma fileira de crimes. A trama revela o lado mais perverso do homem. O enredo é conhecido e cada encenador o conduz da sua forma.
Macbeth é considerada a peça mais soturna de William Shakespeare (1564-1616). A tragédia deve ter sido escrita entre 1603 e 1607, com a primeira encenação em 1611. Nessa época, as mulheres não atuavam no teatro. Gabriel Villela, diretor da montagem apresentada neste fim de semana no Teatro de Santa Isabel, optou por um elenco somente de homens, como ocorria nas encenações shakespearianas. Dessa forma, o casal Macbeth é interpretado por Marcello Antony e Claudio Fontana, que dividem a cena com Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogerio Brito. Os intérpretes são maduros e o elenco é harmonioso.
A encenação de Gabriel Villela é compacta. O diretor cria um narrador (Carlos Morelli), inexistente no Macbeth original. A montagem valoriza a narrativa e o narrador convoca o espectador a imaginar. O narrador traz um livro na mão, e é como se a encenação saísse das páginas daquele livro. A tradução do inglês de Marcos Daud opta pela prosa direta e isso facilita uma narrativa límpida.
O espetáculo tem uma teatralidade bem demarcada. Villela reduziu as situações dramáticas. A movimentação coreográfica dos atores cria uma beleza e traça desenhos no palco e de postura. O corpo e os gestos são contidos. A utilização de recursos do teatro Nô japonês permite que algumas ações sejam apenas sugeridas. O sangue vertido aparece na forma de fiapos de lã vermelha. O diretor nesta montagem prioriza o texto e a poética de Shakespeare. As bases centradas na voz dos atores e nas palavras do bardo inglês.
Para regular a voz, o encenador contou em sua equipe com a italiana Francesca Della Monica, que desenhou a concepção de voz do espetáculo. Ela desenvolveu uma prática que denomina de antropologia da voz e que articula a espacialização da voz e de abertura da textura vocal para o campo dos mitos. A ideia é que a plateia desenhe as imagens enquanto ouve os atores. Mas tem muito mais gente nos bastidores para garantir a clareza desse belo espetáculo. Babaya é responsável pela direção de texto. A musicalidade da cena ficou a cargo de Ernani Maletta. Gabriel Villela contou com três assistentes de direção, César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi.
Marcello Antony dá o texto sem nenhum coloquialismo. Da sua boca saem palavras graves e fortes e sua postura apresenta a deterioração do espírito do seu personagem. Claudio Fontana interpreta Lady Macbeth com brilhantismo. Ele evita a caricatura e o falsete. E o resultado é impressionante. Fontana se apropria da imagem de uma gueixa. O ator expressa feminilidade deslizando pelo palco. Ele usa uma máscara branca de gueixa e uma túnica negra esvoaçante. Marco Antônio Pâmio está forte na pele de Banquo. Rogerio Brito, Marco Furlan e José Rosa fazem as três bruxas e arrancam humor e ironia de várias situações.
O figurino tem muito de Gabriel Villela e ele assina o figurino em parceria com Shicó do Mamulengo, que também esteve com o diretor na montagem Sua Incelença, Ricardo III. A indumentária de guerra (coletes, armaduras e escudos) foi confeccionada a partir de 30 malas antigas de couro e papelão.
Pilares compostos a partir de teares mineiros sobrepostos formam uma grande torre. O cenário é de Marcio Vinicius. As cadeiras que ocupam o centro do palco em algumas cenas são de um cinema desativado de Carmo do Rio Claro, cidade natal do diretor. A iluminação é de Wagner Freire e a direção de movimento de Ricardo Rizzo.
Foram três apresentações de Macbeth no Recife, no Teatro de Santa Isabel, com casa lotada. Um ótimo Gabriel Villela. E como já disse Shakespeare: “A vida não passa de uma história cheia de som e fúria, contada por um louco e significando nada”.
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O general Macbeth volta vitorioso de uma guerra. Em recompensa é condecorado pelo rei Duncan, da Escócia. As bruxas fazem vaticínios a respeito do futuro de Macbeth e anunciam que ele será rei. Banquo, outro general do exército do rei Duncan, recebe a notícia de que não será rei, mas pai de uma poderosa dinastia. Macbeth fica insuflado pelas profecias das bruxas e a ideia do assassinato lhe perturba o espírito; e, instigado pela mulher, a pérfida Lady Macbeth, mata o rei e assume o trono. Depois tece uma fileira de crimes. A trama revela o lado mais perverso do homem. O enredo é conhecido e cada encenador o conduz da sua forma.
Macbeth é considerada a peça mais soturna de William Shakespeare (1564-1616). A tragédia deve ter sido escrita entre 1603 e 1607, com a primeira encenação em 1611. Nessa época, as mulheres não atuavam no teatro. Gabriel Villela, diretor da montagem apresentada neste fim de semana no Teatro de Santa Isabel, optou por um elenco somente de homens, como ocorria nas encenações shakespearianas. Dessa forma, o casal Macbeth é interpretado por Marcello Antony e Claudio Fontana, que dividem a cena com Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogerio Brito. Os intérpretes são maduros e o elenco é harmonioso.
A encenação de Gabriel Villela é compacta. O diretor cria um narrador (Carlos Morelli), inexistente no Macbeth original. A montagem valoriza a narrativa e o narrador convoca o espectador a imaginar. O narrador traz um livro na mão, e é como se a encenação saísse das páginas daquele livro. A tradução do inglês de Marcos Daud opta pela prosa direta e isso facilita uma narrativa límpida.
O espetáculo tem uma teatralidade bem demarcada. Villela reduziu as situações dramáticas. A movimentação coreográfica dos atores cria uma beleza e traça desenhos no palco e de postura. O corpo e os gestos são contidos. A utilização de recursos do teatro Nô japonês permite que algumas ações sejam apenas sugeridas. O sangue vertido aparece na forma de fiapos de lã vermelha. O diretor nesta montagem prioriza o texto e a poética de Shakespeare. As bases centradas na voz dos atores e nas palavras do bardo inglês.
Para regular a voz, o encenador contou em sua equipe com a italiana Francesca Della Monica, que desenhou a concepção de voz do espetáculo. Ela desenvolveu uma prática que denomina de antropologia da voz e que articula a espacialização da voz e de abertura da textura vocal para o campo dos mitos. A ideia é que a plateia desenhe as imagens enquanto ouve os atores. Mas tem muito mais gente nos bastidores para garantir a clareza desse belo espetáculo. Babaya é responsável pela direção de texto. A musicalidade da cena ficou a cargo de Ernani Maletta. Gabriel Villela contou com três assistentes de direção, César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi.
Marcello Antony dá o texto sem nenhum coloquialismo. Da sua boca saem palavras graves e fortes e sua postura apresenta a deterioração do espírito do seu personagem. Claudio Fontana interpreta Lady Macbeth com brilhantismo. Ele evita a caricatura e o falsete. E o resultado é impressionante. Fontana se apropria da imagem de uma gueixa. O ator expressa feminilidade deslizando pelo palco. Ele usa uma máscara branca de gueixa e uma túnica negra esvoaçante. Marco Antônio Pâmio está forte na pele de Banquo. Rogerio Brito, Marco Furlan e José Rosa fazem as três bruxas e arrancam humor e ironia de várias situações.
O figurino tem muito de Gabriel Villela e ele assina o figurino em parceria com Shicó do Mamulengo, que também esteve com o diretor na montagem Sua Incelença, Ricardo III. A indumentária de guerra (coletes, armaduras e escudos) foi confeccionada a partir de 30 malas antigas de couro e papelão.
Pilares compostos a partir de teares mineiros sobrepostos formam uma grande torre. O cenário é de Marcio Vinicius. As cadeiras que ocupam o centro do palco em algumas cenas são de um cinema desativado de Carmo do Rio Claro, cidade natal do diretor. A iluminação é de Wagner Freire e a direção de movimento de Ricardo Rizzo.
Foram três apresentações de Macbeth no Recife, no Teatro de Santa Isabel, com casa lotada. Um ótimo Gabriel Villela. E como já disse Shakespeare: “A vida não passa de uma história cheia de som e fúria, contada por um louco e significando nada”.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
s/noticia/2012/11/14/macbeth-com-marcello-antony-e-claudio-fontana-e-encenada-no-recife-63541.php
home›cultura›artes cênicasTamanho do texto:A-A+SHAKESPEARE
Macbeth, com Marcello Antony e Claudio Fontana, é encenada no Recife
O Teatro de Santa Isabel recebe três apresentações da peça dirigida por Gabriel Villela (MG)
Publicado em 14/11/2012, às 06h00
Eugênia Bezerra
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Impulsionado pela própria ambição e instigado pela esposa, um homem mata o rei da Escócia para tomar a coroa dele. A história é contada em Macbeth, terceira obra de Shakespeare escolhida pelo diretor Gabriel Villela (MG) para criar um espetáculo teatral. Os atores Marcello Antony (RJ) e Claudio Fontana (SP) interpretam o casal. A peça é apresentada de sexta (16/11) a domingo (18/11), no Teatro de Santa Isabel.
No projeto inicial, Ana Paula Arósio seria a Lady Macbeth, mas ela não pôde participar. Com a mudança, o elenco foi constituído como na época de Shakespeare. "Um elenco só de homens não é achado nenhum para o teatro contemporâneo. Mas, para nós, foi um achado importante porque transformamos a dificuldade em solução. Achei no Claudio a figura de uma Lady Macbeth como máquina teatral, uma personagem movida pelos desejos. Ela é sanguínea. E Claudio criou uma boa parceria com Marcello, desde o começo, no sentido de trazer o lado primitivo da guerra interna e até mesmo do embate físico", afirma o diretor.
"Além de falar da ambição, a peça fala da força da mulher e, neste caso específico, até da força do mal. Ela é uma personagem que mexe com uma energia muito negativa, foi um desafio para mim. Uma das formas que a gente encontrou foi não fazer uma mulher mas, ao contrário, encarnar o mal. Ela é uma figura híbrida, você não identifica muito o sexo dela", explica Claudio.
"Usamos também a referência das gueixas. Essa Lady, apesar de trabalhar a delicadeza do movimento, fala coisas horrorosas. Há um contraponto da suavidade, leveza, com a maldade, as coisas terríveis que ela fala. Isso criou uma personagem fascinante. O espetáculo do Gabriel é muito poético, muito metafórico", completa o ator.
A matéria completa está no Caderno C desta quarta-feira (14/11), no Jornal do Commercio.
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