No Romeu e Julieta do respeitado grupo Galpão, de Minas Gerais, o casal de Shakespeare vive no sertão mineiro de Guimarães Rosa. Com nariz de palhaço, os apaixonados ainda ganham a estética do circo-teatro. A apresentação é gratuita, sábado (15), às 19:30, no estacionamento da prefeitura.
Com direção de Gabriel Villela, o espetáculo é uma realização da Sala de Ensaio, de Caxias, em parceria com a prefeitura, através da Lei de Incentivo à Cultura.
Conforme Davi de Souza, um dos realizadores do projeto, esta será a última apresentação do espetáculo no Brasil.
Romeu e Julieta palhaços já foram vistos por mais de 200 mil pessoas no mundo todo. A peça atingiu seu ápice nos anos 90, sendo apresentada no Shakespeare Globe Theatre, em Londres.
http://ocaxiense.com.br/2012/12/grupo-galpao-apresenta-romeu-e-julieta-clown/
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Grupo Galpão apresenta Romeu e Julieta clown
por O Caxiense | 15/12/2012 às 16:31
Espetáculo é gratuito, sábado (15).
No Romeu e Julieta do respeitado grupo Galpão, de Minas Gerais, o casal de Shakespeare vive no sertão mineiro de Guimarães Rosa. Com nariz de palhaço, os apaixonados ainda ganham a estética do circo-teatro. A apresentação é gratuita, sábado (15), às 19:30, no estacionamento da prefeitura.
Com direção de Gabriel Villela, o espetáculo é uma realização da Sala de Ensaio, de Caxias, em parceria com a prefeitura, através da Lei de Incentivo à Cultura.
Conforme Davi de Souza, um dos realizadores do projeto, esta será a última apresentação do espetáculo no Brasil.
Romeu e Julieta palhaços já foram vistos por mais de 200 mil pessoas no mundo todo. A peça atingiu seu ápice nos anos 90, sendo apresentada no Shakespeare Globe Theatre, em Londres.
http://ocaxiense.com.br/2012/12/grupo-galpao-apresenta-romeu-e-julieta-clown/
No Romeu e Julieta do respeitado grupo Galpão, de Minas Gerais, o casal de Shakespeare vive no sertão mineiro de Guimarães Rosa. Com nariz de palhaço, os apaixonados ainda ganham a estética do circo-teatro. A apresentação é gratuita, sábado (15), às 19:30, no estacionamento da prefeitura.
Com direção de Gabriel Villela, o espetáculo é uma realização da Sala de Ensaio, de Caxias, em parceria com a prefeitura, através da Lei de Incentivo à Cultura.
Conforme Davi de Souza, um dos realizadores do projeto, esta será a última apresentação do espetáculo no Brasil.
Romeu e Julieta palhaços já foram vistos por mais de 200 mil pessoas no mundo todo. A peça atingiu seu ápice nos anos 90, sendo apresentada no Shakespeare Globe Theatre, em Londres.
http://ocaxiense.com.br/2012/12/grupo-galpao-apresenta-romeu-e-julieta-clown/
Grupo mineiro Galpão apresenta a peça Romeu e Julieta
14/12/2012 | 08:55
A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria da Cultura - Unidade de Teatro e da Sala de Ensaio Promoções e Eventos, apresentam o Projeto Teatro Na Rua, no dia 15 de dezembro, com a peça Romeu e Julieta, do grupo mineiro Galpão. Com direção de Gabriel Villela, o elenco apresenta-se às 19h30min, no estacionamento da Prefeitura com entrada franca.
A peça, que é uma adaptação do texto de Willian Shakespeare, já foi assistida por mais de 200 mil pessoas em todo o mundo. Apresentando-se na rua, os atores colocam o trágico casal em um cotidiano inspirado em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Com toques do circo-teatro de Gabriel Villela, a peça ficou consagrada em território nacional e no exterior, tendo visitado mais de 60 cidades brasileiras e nove países estrangeiros. “Esta é a última apresentação do espetáculo no Brasil. É instigante conferir a peça que foi um marco do teatro brasileiro”, explica Davi de Souza, um dos realizadores do Projeto.
No mesmo dia 15, acontece um workshop sobre a trajetória do Galpão, sendo apresentado pelos integrantes do grupo, das 9h30min às 12h, no Anfiteatro da Câmara de Vereadores. Mais informações pelos telefones (54) 9973.4622 / 9952.4016.
SERVIÇO
O QUÊ: Apresentação da peça Romeu e Julieta, do grupo mineiro Galpão
QUANDO: 15 de dezembro, às 19h30
ONDE: Estacionamento da Prefeitura de Caxias do Sul
INGRESSOS: Entrada franca
SINOPSE: Em comemoração aos seus trinta anos, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido - a adaptação de Romeu & Julieta de William Shakespeare. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, Gabriel Villela e o Galpão transpõem a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 10 países, tendo sido consagrada no Shakespeare Globe Theatre, em Londres.
GÊNERO: Tragédia
DURAÇÃO: 90 minutos
CLASSIFICAÇÃO: livre
FINANCIAMENTO: Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
REALIZAÇÃO: Sala de Ensaio Promoções e Eventos, Unidade de Teatro da Secretaria da Cultura e Prefeitura de Caxias do Sul.
APOIO: Grupo L. Formolo, Randon, Colchões Tonolli, Visate, Metrópole Comunicação e Divina Informação Comunicação & Imprensa.
Assessoria de Imprensa - SMChttp://www.caxias.rs.gov.br/comunicacao/noticias_ler.php?codigo=22012
Vivo EnCena Lotado
Sábado
Gabriel Vilella e Vivo EnCena (5 fotos)
Gabriel Vilella, um dos talentosos e requisitados diretores que surgem na década de 1990, dotado de uma teatralidade barroca, vigorosa, com frequentes apelos ao imaginário brasileiro, é um dos grandes parceiros do Vivo EnCena. Juntos, ele e o programa, já colocaram em cartaz peças de sucesso de público e crítica como, por exemplo, "Calígula" (2008/2009); "Vestido de Noiva" (2010); "Hécuba" (2011) e "Macbeth" (2012). O que será de eles estão aprontando para 2013? ;)
Seção : Teatro - 30/12/2012 09:35
Setor cultural em Minas Gerais promete renovação em 2013
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Sérgio Rodrigo Reis - EM Cultura
O ano de 2013 sinaliza para uma renovação no setor cultural em Minas Gerais. A maioria dos grupos locais com trajetória reconhecida deverá ampliar seus repertórios com estreias de espetáculos e o poder público dos municípios, depois de passadas as eleições, promete iniciar novo ciclo de realizações. Os próximos meses serão dedicados a homenagens importantes e ainda marcados pela expectativa do setor artístico diante do futuro dos mecanismos de mecenato, atualmente bastante desgastados pelo direcionamento do uso dos incentivos fiscais para os próprios projetos governamentais.
A agenda cultural começa pelas artes cênicas. De 3 de janeiro a 3 de março, a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança chega aos principais palcos de Belo Horizonte e de algumas cidades do interior (Ipatinga, Juiz de Fora e Araxá), disposta a movimentar a cena local. O evento é um fenômeno de público, não existe parâmetro semelhante no país, pois consegue levar milhares de pessoas ao teatro numa época considerada de entressafra em outros lugares. Serão 155 espetáculos, entre adultos (102), infantis (41) e dança (12). Ainda nas artes cênicas, o Verão Arte Contemporânea vai oferecer, de 13 de janeiro a 12 de fevereiro, montagens experimentais de 45 grupos em 24 espaços culturais.
Outra manifestação que deverá movimentar o início do ano é o cinema. De 18 a 26 de janeiro, a Mostra de Cinema de Tiradentes abrirá o calendário nacional do setor com exibição de mais de 100 filmes em 40 sessões. O evento, com foco na produção contemporânea, chega à 16ª edição com o tema “Fora de centro”, destacando a descentralização do cinema brasileiro. Ainda no audiovisual, destaque para o Cine OP, de 12 a 17 de junho, em Ouro Preto, com programação voltada para o debate do patrimônio em diálogo com a história e a educação. De 10 a 17 de outubro, a capital recebe a Mostra Cine BH, com debate sobre a questão do mercado. Outra expectativa é para o lançamento do longa de Helvécio Ratton O segredo dos diamantes, que deverá chegar às telas em agosto.
No palco Minas possui alguns dos principais grupos de artes cênicas do país. Todos estrearão montagens. O Giramundo, de teatro de bonecos, apresenta Alice no País das Maravilhas, espetáculo inspirado no clássico do autor inglês Lewis Carroll (1832-1898), em abril. O Grupo Galpão fará, até o fim do primeiro semestre, a versão para as ruas de Os gigantes da montanha, de Luigi Pirandello (1867-1936), com direção de Gabriel Villela
. No interior do estado, o Ponto de Partida promete montar, gravar e estrear espetáculo com o coro Meninos de Araçuaí. Já em agosto, será a vez de o Grupo Corpo estrear em São Paulo e depois em BH balé com trilha de Lenine. A companhia de dança fará ainda turnês nacional e internacional.
Minas ganhou, nos últimos anos, vários centros culturais e museus que, devido a programações irregulares e à falta de acervo interessante, não conseguiram se tornar atrativos. A disputa pelas atenções promete esquentar em 2013 com as inaugurações, ainda no primeiro semestre, do Teatro do Minas Tênis Clube e, em setembro, do Cine Brasil, espaço que sediará a exposição do painel Guerra e paz, de Cândido Portinari (1903-1962).
O Circuito Cultural da Praça da Liberdade deverá iniciar as atividades do Inhotim Escola (a mesma instituição inaugura, no segundo semestre, pavilhão dedicado às obras fotográficas da artista nascida na Suíça e radicada no Brasil Claudia Andujar). Também integrando o circuito, está prevista a inauguração do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Óperas O Palácio das Artes, principal centro cultural de Minas, deverá manter a estrutura da agenda de 2012. Fará três óperas (inclusive Madame Butterfly, de Puccini, que abriu a agenda deste ano), além de Phaedra e Hippolytus, de Christopher Park, em julho; e uma produção em comemoração aos 300 anos do nascimento de Verdi, em outubro (com título ainda a definir). A instituição receberá, em janeiro, itinerância da Bienal de São Paulo, com 500 obras, de 36 artistas.
A Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais darão prosseguimento às séries Sinfônica Pop, Concertos no Parque, Concertos na Cidade e Sinfônica no Museu. Já a Cia. de Dança Palácio das Artes estreia, no segundo semestre, espetáculo. No Cine Humberto Mauro o destaque é para retrospectiva da obra dos cineastas Billy
Wilder e Howard Hawks.
http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/12/30/ficha_teatro/id_sessao=11&id_noticia=61899/ficha_teatro.shtml
O ano de 2013 sinaliza para uma renovação no setor cultural em Minas Gerais. A maioria dos grupos locais com trajetória reconhecida deverá ampliar seus repertórios com estreias de espetáculos e o poder público dos municípios, depois de passadas as eleições, promete iniciar novo ciclo de realizações. Os próximos meses serão dedicados a homenagens importantes e ainda marcados pela expectativa do setor artístico diante do futuro dos mecanismos de mecenato, atualmente bastante desgastados pelo direcionamento do uso dos incentivos fiscais para os próprios projetos governamentais.
A agenda cultural começa pelas artes cênicas. De 3 de janeiro a 3 de março, a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança chega aos principais palcos de Belo Horizonte e de algumas cidades do interior (Ipatinga, Juiz de Fora e Araxá), disposta a movimentar a cena local. O evento é um fenômeno de público, não existe parâmetro semelhante no país, pois consegue levar milhares de pessoas ao teatro numa época considerada de entressafra em outros lugares. Serão 155 espetáculos, entre adultos (102), infantis (41) e dança (12). Ainda nas artes cênicas, o Verão Arte Contemporânea vai oferecer, de 13 de janeiro a 12 de fevereiro, montagens experimentais de 45 grupos em 24 espaços culturais.
Outra manifestação que deverá movimentar o início do ano é o cinema. De 18 a 26 de janeiro, a Mostra de Cinema de Tiradentes abrirá o calendário nacional do setor com exibição de mais de 100 filmes em 40 sessões. O evento, com foco na produção contemporânea, chega à 16ª edição com o tema “Fora de centro”, destacando a descentralização do cinema brasileiro. Ainda no audiovisual, destaque para o Cine OP, de 12 a 17 de junho, em Ouro Preto, com programação voltada para o debate do patrimônio em diálogo com a história e a educação. De 10 a 17 de outubro, a capital recebe a Mostra Cine BH, com debate sobre a questão do mercado. Outra expectativa é para o lançamento do longa de Helvécio Ratton O segredo dos diamantes, que deverá chegar às telas em agosto.
No palco Minas possui alguns dos principais grupos de artes cênicas do país. Todos estrearão montagens. O Giramundo, de teatro de bonecos, apresenta Alice no País das Maravilhas, espetáculo inspirado no clássico do autor inglês Lewis Carroll (1832-1898), em abril. O Grupo Galpão fará, até o fim do primeiro semestre, a versão para as ruas de Os gigantes da montanha, de Luigi Pirandello (1867-1936), com direção de Gabriel Villela
. No interior do estado, o Ponto de Partida promete montar, gravar e estrear espetáculo com o coro Meninos de Araçuaí. Já em agosto, será a vez de o Grupo Corpo estrear em São Paulo e depois em BH balé com trilha de Lenine. A companhia de dança fará ainda turnês nacional e internacional.
Minas ganhou, nos últimos anos, vários centros culturais e museus que, devido a programações irregulares e à falta de acervo interessante, não conseguiram se tornar atrativos. A disputa pelas atenções promete esquentar em 2013 com as inaugurações, ainda no primeiro semestre, do Teatro do Minas Tênis Clube e, em setembro, do Cine Brasil, espaço que sediará a exposição do painel Guerra e paz, de Cândido Portinari (1903-1962).
O Circuito Cultural da Praça da Liberdade deverá iniciar as atividades do Inhotim Escola (a mesma instituição inaugura, no segundo semestre, pavilhão dedicado às obras fotográficas da artista nascida na Suíça e radicada no Brasil Claudia Andujar). Também integrando o circuito, está prevista a inauguração do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
Óperas O Palácio das Artes, principal centro cultural de Minas, deverá manter a estrutura da agenda de 2012. Fará três óperas (inclusive Madame Butterfly, de Puccini, que abriu a agenda deste ano), além de Phaedra e Hippolytus, de Christopher Park, em julho; e uma produção em comemoração aos 300 anos do nascimento de Verdi, em outubro (com título ainda a definir). A instituição receberá, em janeiro, itinerância da Bienal de São Paulo, com 500 obras, de 36 artistas.
A Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais darão prosseguimento às séries Sinfônica Pop, Concertos no Parque, Concertos na Cidade e Sinfônica no Museu. Já a Cia. de Dança Palácio das Artes estreia, no segundo semestre, espetáculo. No Cine Humberto Mauro o destaque é para retrospectiva da obra dos cineastas Billy
Wilder e Howard Hawks.
http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/12/30/ficha_teatro/id_sessao=11&id_noticia=61899/ficha_teatro.shtml
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
SESSÃO CULT
Gabriel Villela, após o dia 20 de dezembro, aterrissa na Europa, ele fará uma temporada cultural na Itália, mais precisamente em Agrigento, na Sicília, onde nasceu o Luigi Pirandello.
Gabriel Villela dando entrevista no Sítio Esquetalho. (Foto do arquivo de Nãna de Minas)
SENHORAS E SENHORES
Para alegria geral dos muitos fãs de plantão, Gabriel Villela e o Grupo Galpão se unem em nova montagem para o ano que vem. Os preparativos já começaram com leituras de texto do espetáculo "Os Gigantes da Montanha", obra do dramaturgo italiano Luigi Pirandello. A peça conta com a participação da musicista italiana Francesca Della Monica e do maestro Ernani Maletta. Outra novidade é que as mesas e cadeiras de material de demolição da cidade de Passos, também, estarão em cena.
http://nanademinas.com.br/coluna-social.php?d=12&m=12&a=2012
SENHORAS E SENHORES
Para alegria geral dos muitos fãs de plantão, Gabriel Villela e o Grupo Galpão se unem em nova montagem para o ano que vem. Os preparativos já começaram com leituras de texto do espetáculo "Os Gigantes da Montanha", obra do dramaturgo italiano Luigi Pirandello. A peça conta com a participação da musicista italiana Francesca Della Monica e do maestro Ernani Maletta. Outra novidade é que as mesas e cadeiras de material de demolição da cidade de Passos, também, estarão em cena.
http://nanademinas.com.br/coluna-social.php?d=12&m=12&a=2012
Antônio Hohlfeldt | a_hohlfeldt@terra.com.br
Teatro
Notícia da edição impressa de 07/12/2012
Um Shakespeare semioticamente perfeito
Se não me engano, é em Henrique V que William Shakespeare mais desafia a imaginação de seus espectadores, quando lhes pede que imaginem saltos de meses ou anos na simples passagem de uma cena para a outra, ou que, a partir de três ou quatro atores em cena, visualizem-se 3 ou 4 mil soldados em ação. No entanto, seria nas cenas finais de Macbeth que Shakespeare melhor experimentaria ele próprio aquela ideia, quando coloca, na boca das bruxas, uma série de metáforas que vai, depois, revelando gradualmente, culminando com o movimento da floresta de Elsinor. Neste sentido, essas duas peças são os pontos altos da dramaturgia shakespeariana.
Do mesmo modo, Gabriel Villela reuniu, para a montagem deste trabalho, todo um conjunto de experiências que tem acumulado ao longo de anos de sua carreira, o que resulta em um trabalho extraordinariamente criativo e inovador, semioticamente desafiador e, como comentava alguém à saída do teatro, impactante.
A partir de uma tradução fiel de Marcos Daud, o diretor e dramaturgo reorganizou o texto shakespeariano do mesmo modo que Shakespeare, em sua época: a partir de textos de outros dramaturgos, de fragmentos de diferentes textos dramáticos de autores diversos, ou ainda a partir de lendas e de racontos orais mais ou menos populares e tradicionais na Inglaterra criava trabalhos absolutamente inesperados. Se Shakespeare foi um dramaturgo e diretor, não menos diretor e dramaturgo quis ser Diogo Villela, que chega ao cúmulo de personificar-se ele mesmo na figura híbrida de uma dama de vermelho, que é Shakespeare e Villela, que lê o (seu, deles) texto, fiscaliza e passeia pela cena de seu espetáculo e quase que intervém pessoalmente na própria cena.
A grande afirmação da encenação de Villela é justamente o conjunto de aspectos semióticos - isto é, simbólicos - que ele foi capaz de concatenar com logicidade, dinamicidade e unicidade. Começa com o figurino dele mesmo e de Shicó do Mamulengo que não é a primeira vez que trabalha com o diretor. Esta mescla de figurinos de época e de peças absolutamente inventadas, a partir da cultura brasileira popular, prenhe de colorido e de fragmentos reunidos em bricolagem, é a própria metáfora do espetáculo (alguma influência de Klimt? Por outro lado, o Shakespeare/leitor, vestido de vermelho, lembra diretamente a efígie do dramaturgo inglês, enquanto a cor refere diretamente à sanguinolência da narrativa).
A escolha para os trajes de Macbeth e a esposa são igualmente referenciais: remetem-nos ao vampirismo do Drácula, inclusive pela cor negra e as grandes capas - cheguei a vislumbrar grandes dentes em ambas as bocas.
As coisas não param aí: as três feiticeiras tecem os destinos com pequenas antenas normalmente usadas para exposições públicas em conferências, equipamentos que permitem indicar com raio laser os elementos de projeção em uma tela. No final da montagem, um preto velho (mandigueiro?) comenta os acontecimentos e, quando Macbeth, enfim, vai ser morto, é o roqueiro Jim Morisson quem dá o seu recado...
Em síntese, eis um espetáculo que se precisa, na verdade, assistir mais de uma vez. A leitura múltipla e complexa não se esgota em um primeiro contato. Neste primeiro encontro, a gente se extasia pelo verdadeiro caleidoscópio que o trabalho apresenta. Não dá tempo para se observar tudo, sobretudo porque também o texto é complexo, e as situações se sucedem constantemente. O que é evidente, contudo, é que estamos frente a um trabalho muito pensado e amadurecido, em que as conjunções entre os objetos (aparentemente) mais díspares não atenderam a um acaso ou a uma simples voluntariedade do diretor, mas possuem vínculos profundos entre si e constituem tramas subterrâneas que reiteram e reforçam a própria narrativa oral e dramática que se desenvolve em cena. Eis porque este é um grande espetáculo.
COMENTÁRIOS
Guilherme Xavier Sobrinho - 07/12/2012 - 11h29
A crítica está irretocável (fora o deslize de chamar Gabriel Vilela de Diogo Vilela). E, ainda assim, não toca no ponto que, para mim, foi central, diante do espetáculo: ele me chegou completamente destituído de dramaticidade. Um Macbeth que não encanta, não atemoriza, não revolta, não, não, nada. Gratuito como aquele senhor barbudo vestido de senhora (por que, mesmo?).
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Guilherme Xavier Sobrinho - 07/12/2012 - 11h32
A crítica está irretocável (fora o deslize de chamar Gabriel Vilela de Diogo Vilela). E, ainda assim, não toca no ponto que, para mim, foi central, diante do espetáculo: ele me chegou completamente destituído de dramaticidade. Um Macbeth que não encanta, não atemoriza, não revolta, não, não, nada. Gratuito como aquele senhor barbudo vestido de senhora (por que, mesmo?).
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Theófilo Silva - 09/12/2012 - 15h23
É um grave erro dizer que Henrique V são os pontos altos da dramaturgia Shakespeariana. Embora Shakespeare seja um gigante, Hamlet, Rei Lear, Othelo, Medida por Medida, e claro, Macbeth são seus pontos altos!.
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=110553
Grupo Galpão apresenta “Romeu e Julieta” em Caxias do Sul
Publicado por Laudir on dez 10th, 2012 arquivado em Cultura, Teatro. Você pode acompanhar os comentários se cadastrando RSS 2.0. Você pode deixar um comentário aqui
Sala de Ensaio e Prefeitura Municipal de Caxias do Sul trazem Grupo Galpão com a peça Romeu e Julieta/Foto Guto Muniz
Sala de Ensaio Promoções e Eventos e Prefeitura Municipal de Caxias do Sul apresentam o Projeto Teatro Na Rua, no dia 15 de dezembro, com a peça Romeu e Julieta do renomado grupo mineiro Galpão. Com a direção de Gabriel Villela, o elenco apresenta-se às 19h30 no estacionamento do Centro Administrativo, com entrada franca.
A peça, que é uma adaptação do texto de Willian Shakespeare, já foi assistida por mais de 200 mil pessoas em todo o mundo. Apresentada na rua, os atores colocam o trágico casal em um cotidiano inspirado em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Com toques do circo-teatro de Gabriel Villela, a peça ficou consagrada em território nacional e no exterior, tendo visitado mais de 60 cidades brasileiras e nove países estrangeiros. “Esta é a última apresentação do espetáculo no Brasil, é instigante conferir a peça que foi um marco do teatro brasileiro e já rodou o mundo”, explica Davi de Souza, um dos realizadores do Projeto.
No mesmo dia 15 acontece workshop falando da sua trajetória, sendo apresentado pelos integrantes do grupo mineiro das 9h30min às 12h, no Anfiteatro da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Mais informações 54 9973.4622 / 9952.4016.
Serviço
O quê: Apresentação da peça Romeu e Julieta do grupo mineiro Galpão
Quando: 15 de dezembro, às 19h30
Onde: Estacionamento do Centro Administrativo de Caxias do Sul
Ingressos: Entrada franca
Sinopse: Em comemoração aos seus trinta anos, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido – a adaptação de Romeu & Julieta de William Shakespeare. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, Gabriel Villela e o Galpão transpõem a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 10 países, tendo sido consagrada no Shakespeare Globe Theatre, em Londres.
GÊNERO: Tragédia – DURAÇÃO: 90 minutos - CLASSIFICAÇÃO: livre
http://www.jornalpontoinicial.com.br/?p=28968
Sala de Ensaio e Prefeitura Municipal de Caxias do Sul trazem Grupo Galpão com a peça Romeu e Julieta/Foto Guto Muniz
Sala de Ensaio Promoções e Eventos e Prefeitura Municipal de Caxias do Sul apresentam o Projeto Teatro Na Rua, no dia 15 de dezembro, com a peça Romeu e Julieta do renomado grupo mineiro Galpão. Com a direção de Gabriel Villela, o elenco apresenta-se às 19h30 no estacionamento do Centro Administrativo, com entrada franca.
A peça, que é uma adaptação do texto de Willian Shakespeare, já foi assistida por mais de 200 mil pessoas em todo o mundo. Apresentada na rua, os atores colocam o trágico casal em um cotidiano inspirado em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Com toques do circo-teatro de Gabriel Villela, a peça ficou consagrada em território nacional e no exterior, tendo visitado mais de 60 cidades brasileiras e nove países estrangeiros. “Esta é a última apresentação do espetáculo no Brasil, é instigante conferir a peça que foi um marco do teatro brasileiro e já rodou o mundo”, explica Davi de Souza, um dos realizadores do Projeto.
No mesmo dia 15 acontece workshop falando da sua trajetória, sendo apresentado pelos integrantes do grupo mineiro das 9h30min às 12h, no Anfiteatro da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Mais informações 54 9973.4622 / 9952.4016.
Serviço
O quê: Apresentação da peça Romeu e Julieta do grupo mineiro Galpão
Quando: 15 de dezembro, às 19h30
Onde: Estacionamento do Centro Administrativo de Caxias do Sul
Ingressos: Entrada franca
Sinopse: Em comemoração aos seus trinta anos, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido – a adaptação de Romeu & Julieta de William Shakespeare. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, Gabriel Villela e o Galpão transpõem a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 10 países, tendo sido consagrada no Shakespeare Globe Theatre, em Londres.
GÊNERO: Tragédia – DURAÇÃO: 90 minutos - CLASSIFICAÇÃO: livre
http://www.jornalpontoinicial.com.br/?p=28968
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