http://vejasp.abril.com.br/atracao/requiem-para-antonio
Resenha por Dirceu Alves Jr.
Elias Andreato e Claudio Fontana protagonizam o drama de Dib Carneiro Neto. Dois grandes compositores, o italiano Antonio Salieri (1750-1825) e o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), estão na trama de inveja e rancor. Agonizante no leito, Salieri (papel de Andreato) mergulha em um delírio e acerta as contas com Mozart (vivido por Fontana), que, morto aos 34 anos, foi seu rival artístico. Com as atrizes Nábia Vilela e Mariana Elisabetsky, além do pianista Fernando Esteves. De 17/1/2014 a 27/4/2014.
Até 27 de abril
Tucarena
4 Estrelas
Rua Monte Alegre, 1024 - Entrada pela Rua Bartira, esquina com a Rua Bartira - Perdizes - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3670 8455
Sexta e sábado, 22h; domingo, 19h.
Bilheteria: 14h/20h (terça a quinta); a partir das 14h (sexta a domingo).
Sexta: R$ 40,00
Sábado e domingo: R$ 50,00
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Elias Andreato e Claudio Fontana estão no drama Um Réquiem para Antonio, que estreia no Tucarena
Elias Andreato e Claudio Fontana estão no drama Um Réquiem para Antonio, que estreia no Tucarena (Foto: João Caldas)
Peças › Drama
Um Réquiem para Antonio
Direção: Gabriel Villela
Duração: 70 minutos
Recomendação: 14 anos
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http://vejasp.abril.com.br/atracao/requiem-para-antonio
Resenha por Dirceu Alves Jr.
Elias Andreato e Claudio Fontana protagonizam o drama de Dib Carneiro Neto. Dois grandes compositores, o italiano Antonio Salieri (1750-1825) e o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), estão na trama de inveja e rancor. Agonizante no leito, Salieri (papel de Andreato) mergulha em um delírio e acerta as contas com Mozart (vivido por Fontana), que, morto aos 34 anos, foi seu rival artístico. Com as atrizes Nábia Vilela e Mariana Elisabetsky, além do pianista Fernando Esteves. De 17/1/2014 a 27/4/2014.
Até 27 de abril
Tucarena
4 Estrelas
Rua Monte Alegre, 1024 - Entrada pela Rua Bartira, esquina com a Rua Bartira - Perdizes - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3670 8455
Sexta e sábado, 22h; domingo, 19h.
Bilheteria: 14h/20h (terça a quinta); a partir das 14h (sexta a domingo).
Sexta: R$ 40,00
Sábado e domingo: R$ 50,00
http://vejasp.abril.com.br/atracao/requiem-para-antonio
Resenha por Dirceu Alves Jr.
Elias Andreato e Claudio Fontana protagonizam o drama de Dib Carneiro Neto. Dois grandes compositores, o italiano Antonio Salieri (1750-1825) e o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), estão na trama de inveja e rancor. Agonizante no leito, Salieri (papel de Andreato) mergulha em um delírio e acerta as contas com Mozart (vivido por Fontana), que, morto aos 34 anos, foi seu rival artístico. Com as atrizes Nábia Vilela e Mariana Elisabetsky, além do pianista Fernando Esteves. De 17/1/2014 a 27/4/2014.
Até 27 de abril
Tucarena
4 Estrelas
Rua Monte Alegre, 1024 - Entrada pela Rua Bartira, esquina com a Rua Bartira - Perdizes - São Paulo - SP - Tel.: (11) 3670 8455
Sexta e sábado, 22h; domingo, 19h.
Bilheteria: 14h/20h (terça a quinta); a partir das 14h (sexta a domingo).
Sexta: R$ 40,00
Sábado e domingo: R$ 50,00
16/01/2014 19h19 - Atualizado em 16/01/2014 19h19
'Um Réquim para Antonio' destaca rivalidade entre Salieri e Mozart
Elias Andreato e Claudio Fontana estrelam peça dirigida por Gabriel Villela
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Elias Andreato e Claudio Fontana vivem grandes nomes da música clássica (Foto: Divulgação)
Elias Andreato e Claudio Fontana vivem grandes nomes da música clássica (Foto: Divulgação)
Uma das características das lendas – a dúvida sobre a veracidade dos fatos – sempre provocou um certo encantamento nos ouvintes. Chega ao palco do Teatro Tucarena, em 17 de janeiro, um dos maiores mitos da música clássica. A rivalidade e a inveja entre o compositor italiano Antonio Salieri e o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart ganham um tom lúdico e misterioso em “Um Réquiem para Antonio”, com estreia no dia 17 de janeiro, no Teatro Tucarena. O texto inédito de Dib Carneiro Neto tem direção de Gabriel Villela, que completa 25 anos de trajetória artística em 2014.
Saiba dias e horários do espetáculo
Tal antagonismo já foi tema para o escritor russo Alexsander Pushkin, em "Mozart e Salieri" (1830), e, nos anos 80, no espetáculo de Peter Shaffer, adaptada para o cinema com o título “Amadeus” por Milos Forman. O filme, vencedor de oito estatuetas do Oscar, em 1984, retrata um Salieri invejoso do gênio de Mozart, e ao mesmo tempo admirador de sua obra. No texto de Dib Carneiro, Salieri delira em seu leito de morte e faz um acerto de contas imaginário com seu rival, morto há 34 anos.
Mentor de compositores famosos como Ludwig Van Beethoven, Carl Czerny, Franz Liszt e também do filho mais novo de Mozart, Franz Xaver, Antonio Salieri é vivido pelo ator e diretor teatral Elias Andreato. Já Mozart é interpretado por Cláudio Fontana. A encenação de Gabriel Villela aponta o lado mítico da inveja, trazendo um Salieri sombrio, confuso e frágil em contraponto a um Mozart gozador, confiante e ágil. Assinado pelo diretor em parceria com José Rosa, o figurino utiliza narizes de clown e trajes que imprimem o arquétipo dos personagens antes mesmo de as palavras serem ditas no espetáculo.
O texto inédito de Dib Carneiro Neto tem direção de Gabriel Villela (Foto: Divulgação)
Claudio Fontana como Mozart (Foto: Divulgação)
A pedido do Globo Teatro, Claudio Fontana e Elias Andreato fizeram três perguntas um para o outro, sobre o espetáculo e o deasfio de interpretar duas grandes figuras da música clássica.
Claudio Fontana: Elias, você sempre define o teatro como um sacerdócio. E sempre ao te ver em cena sentimos o resultado dessa vocação maravilhosa que você tem para o palco. Como você enxerga hoje seu ofício de ator no teatro?
Elias Andreato: Com a idade avançando, não se pensa tanto. Vive-se intensamente o que nos é permitido. A escolha já foi feita. As alegrias e tristezas são conquistas e nada se torna tão definitivo.Tudo se transforma. Acho que a única coisa que permanece intacta é a paixão, mesmo que isso vire frase de parachoque de caminhão. O meu teatro morre comigo. A minha história só tem importância para mim. Penso no meu ofício e o quanto sou grato por todo conhecimento e aprimoramento do meu espírito. Devo a ele muito mais do que dei, o teatro é, e sempre será, de tantos outros. Assim sendo, ele viverá para sempre.
CF: Antonio Salieri foi um dos maiores compositores de sua época mas ficou marcado como um músico que viveu à sombra de Mozart e portanto, sobre ele recaiu o mito da inveja. Como você criou seu personagem em 'Um Réquiem Para Antonio'?
EA: Na minha juventude, entendi que a inveja poderia destruir qualquer possibilidade de poesia na minha profissão. Me dediquei a estudar o ser humano sempre atento a todas as possibilidades. A psicanálise foi fundamental, 20 anos de estudos, sofrimentos e muita angústia. O sucesso é tentador, sedutor, necessário e glamouroso. Ele é determinante na continuidade da nossa trajetória, da nossa sobrevivência. Todos somos merecedores. O papel do teatro é transformar o cidadão antes de querer pensar na nação. A inveja é burra, o sucesso do outro nunca será o meu! Quando penso no Salieri, penso na brincadeira que só o teatro escancara, como nossos defeitos e qualidades são risíveis.
CF:Quais ainda são seus sonhos como artista?
EA: Muitos amigos morreram.Todos talentosos, famosos... Alguns tristes outros vaidosos. Alguns esquecidos, outros quase. Quando penso no sonho, penso no agora. Antes de um grande texto ou um grande personagem, fico com um dia alegre, já que a felicidade é tão relativa...
Gabriel Villela completa 25 anos de trajetória artística com novo trabalho (Foto: Divulgação)
Elias Andreato intrepreta Salieri: "A única coisa que permanece intacta é a paixão" (Foto: Divulgação)
Elias Andreato: O que o teatro provoca em você?
Claudio Fontana: O teatro é desafio, aprendizado, dedicação, humildade, emoção, doação, troca, vida. O teatro transforma, perfura, mistura, desperta, estimula, transcende. O teatro me dá, a cada sessão, uma pequena chance de emocionar e, através dessa emoção, modificar outro ser humano. Para melhor.
EA: Como é realizar seus projetos, estando envolvido em todo o processo, criativo e de produção?
CF: Viabilizar financeiramente meus projetos é criar um ambiente de tranquilidade para que o processo criativo se instaure. Produzir meus projetos como ator significa escolher autores, diretores, colegas, técnicos, criadores. E respeitá-los com a mesma dignidade com a qual eu mesmo gostaria de ser respeitado.
EA: Como a inveja de Salieri chega até os nossos dias?
CF: Invejar é estarmos tristes perante o que o outro tem e nós não temos. Invejar é mostrar o quanto nos sentimos infelizes, e nossa atenção constante às ações e omissões dos outros mostra o quanto nos entediamos. Invejar é inerente ao ser humano e, ao nos utilizarmos da mítica inveja de Salieri por Mozart em “Um Réquiem para Antonio”, estamos provocando na plateia a reflexão sobre as causas e consequências desse sentimento dentro de cada um de nós.
http://redeglobo.globo.com/globoteatro/boca-de-cena/noticia/2014/01/um-requim-para-antonio-destaca-rivalidade-entre-salieri-e-mozart.html
Elias Andreato e Claudio Fontana estrelam peça dirigida por Gabriel Villela
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Elias Andreato e Claudio Fontana vivem grandes nomes da música clássica (Foto: Divulgação)
Elias Andreato e Claudio Fontana vivem grandes nomes da música clássica (Foto: Divulgação)
Uma das características das lendas – a dúvida sobre a veracidade dos fatos – sempre provocou um certo encantamento nos ouvintes. Chega ao palco do Teatro Tucarena, em 17 de janeiro, um dos maiores mitos da música clássica. A rivalidade e a inveja entre o compositor italiano Antonio Salieri e o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart ganham um tom lúdico e misterioso em “Um Réquiem para Antonio”, com estreia no dia 17 de janeiro, no Teatro Tucarena. O texto inédito de Dib Carneiro Neto tem direção de Gabriel Villela, que completa 25 anos de trajetória artística em 2014.
Saiba dias e horários do espetáculo
Tal antagonismo já foi tema para o escritor russo Alexsander Pushkin, em "Mozart e Salieri" (1830), e, nos anos 80, no espetáculo de Peter Shaffer, adaptada para o cinema com o título “Amadeus” por Milos Forman. O filme, vencedor de oito estatuetas do Oscar, em 1984, retrata um Salieri invejoso do gênio de Mozart, e ao mesmo tempo admirador de sua obra. No texto de Dib Carneiro, Salieri delira em seu leito de morte e faz um acerto de contas imaginário com seu rival, morto há 34 anos.
Mentor de compositores famosos como Ludwig Van Beethoven, Carl Czerny, Franz Liszt e também do filho mais novo de Mozart, Franz Xaver, Antonio Salieri é vivido pelo ator e diretor teatral Elias Andreato. Já Mozart é interpretado por Cláudio Fontana. A encenação de Gabriel Villela aponta o lado mítico da inveja, trazendo um Salieri sombrio, confuso e frágil em contraponto a um Mozart gozador, confiante e ágil. Assinado pelo diretor em parceria com José Rosa, o figurino utiliza narizes de clown e trajes que imprimem o arquétipo dos personagens antes mesmo de as palavras serem ditas no espetáculo.
O texto inédito de Dib Carneiro Neto tem direção de Gabriel Villela (Foto: Divulgação)
Claudio Fontana como Mozart (Foto: Divulgação)
A pedido do Globo Teatro, Claudio Fontana e Elias Andreato fizeram três perguntas um para o outro, sobre o espetáculo e o deasfio de interpretar duas grandes figuras da música clássica.
Claudio Fontana: Elias, você sempre define o teatro como um sacerdócio. E sempre ao te ver em cena sentimos o resultado dessa vocação maravilhosa que você tem para o palco. Como você enxerga hoje seu ofício de ator no teatro?
Elias Andreato: Com a idade avançando, não se pensa tanto. Vive-se intensamente o que nos é permitido. A escolha já foi feita. As alegrias e tristezas são conquistas e nada se torna tão definitivo.Tudo se transforma. Acho que a única coisa que permanece intacta é a paixão, mesmo que isso vire frase de parachoque de caminhão. O meu teatro morre comigo. A minha história só tem importância para mim. Penso no meu ofício e o quanto sou grato por todo conhecimento e aprimoramento do meu espírito. Devo a ele muito mais do que dei, o teatro é, e sempre será, de tantos outros. Assim sendo, ele viverá para sempre.
CF: Antonio Salieri foi um dos maiores compositores de sua época mas ficou marcado como um músico que viveu à sombra de Mozart e portanto, sobre ele recaiu o mito da inveja. Como você criou seu personagem em 'Um Réquiem Para Antonio'?
EA: Na minha juventude, entendi que a inveja poderia destruir qualquer possibilidade de poesia na minha profissão. Me dediquei a estudar o ser humano sempre atento a todas as possibilidades. A psicanálise foi fundamental, 20 anos de estudos, sofrimentos e muita angústia. O sucesso é tentador, sedutor, necessário e glamouroso. Ele é determinante na continuidade da nossa trajetória, da nossa sobrevivência. Todos somos merecedores. O papel do teatro é transformar o cidadão antes de querer pensar na nação. A inveja é burra, o sucesso do outro nunca será o meu! Quando penso no Salieri, penso na brincadeira que só o teatro escancara, como nossos defeitos e qualidades são risíveis.
CF:Quais ainda são seus sonhos como artista?
EA: Muitos amigos morreram.Todos talentosos, famosos... Alguns tristes outros vaidosos. Alguns esquecidos, outros quase. Quando penso no sonho, penso no agora. Antes de um grande texto ou um grande personagem, fico com um dia alegre, já que a felicidade é tão relativa...
Gabriel Villela completa 25 anos de trajetória artística com novo trabalho (Foto: Divulgação)
Elias Andreato intrepreta Salieri: "A única coisa que permanece intacta é a paixão" (Foto: Divulgação)
Elias Andreato: O que o teatro provoca em você?
Claudio Fontana: O teatro é desafio, aprendizado, dedicação, humildade, emoção, doação, troca, vida. O teatro transforma, perfura, mistura, desperta, estimula, transcende. O teatro me dá, a cada sessão, uma pequena chance de emocionar e, através dessa emoção, modificar outro ser humano. Para melhor.
EA: Como é realizar seus projetos, estando envolvido em todo o processo, criativo e de produção?
CF: Viabilizar financeiramente meus projetos é criar um ambiente de tranquilidade para que o processo criativo se instaure. Produzir meus projetos como ator significa escolher autores, diretores, colegas, técnicos, criadores. E respeitá-los com a mesma dignidade com a qual eu mesmo gostaria de ser respeitado.
EA: Como a inveja de Salieri chega até os nossos dias?
CF: Invejar é estarmos tristes perante o que o outro tem e nós não temos. Invejar é mostrar o quanto nos sentimos infelizes, e nossa atenção constante às ações e omissões dos outros mostra o quanto nos entediamos. Invejar é inerente ao ser humano e, ao nos utilizarmos da mítica inveja de Salieri por Mozart em “Um Réquiem para Antonio”, estamos provocando na plateia a reflexão sobre as causas e consequências desse sentimento dentro de cada um de nós.
http://redeglobo.globo.com/globoteatro/boca-de-cena/noticia/2014/01/um-requim-para-antonio-destaca-rivalidade-entre-salieri-e-mozart.html
“Um Réquiem Para Antônio” estreia nessa semana em São Paulo
Foto: Divulgação
O espetáculo entra em cartaz nesta sexta-feira, 17 de janeiro, e será encenada até o dia 26 do mesmo mês, no Teatro Tucarena. As sessões acontecem de sexta e sábado, às 22h, e no domingo, às 19h.
Na peça é retratada a inveja que o compositor italiano Antônio Salieri (1750 – 1825) tinha do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791). Durante a história, em seu leito de morte, Salieri acerta contas com Mozart, que já tinha morrido 34 anos antes dele.
Quem assina a direção de Um Réquiem Para Antônio é Gabriel Villela e, nos palcos, quem dá vida aos personagens são Elias Andreato, Claudio Fontana, Nábia Vilela e Mariana Elizabetsky. Já o texto foi escrito por Dib Carneiro Neto.
Serviço
Um Réquiem Para Antônio
Teatro Tucarena - Rua Monte Alegre, nº 1024 - Perdizes, São Paulo
Temporada: De 17 até 26 de janeiro
Horário: Sexta e sábado - 22h; domingo - 19h
Ingressos: R$ 40,00 (sex) / R$ 50,00 (sáb e dom)
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Classificação etária: 14 anos
http://teatro-encena.blogspot.com.br/
Foto: Divulgação
O espetáculo entra em cartaz nesta sexta-feira, 17 de janeiro, e será encenada até o dia 26 do mesmo mês, no Teatro Tucarena. As sessões acontecem de sexta e sábado, às 22h, e no domingo, às 19h.
Na peça é retratada a inveja que o compositor italiano Antônio Salieri (1750 – 1825) tinha do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791). Durante a história, em seu leito de morte, Salieri acerta contas com Mozart, que já tinha morrido 34 anos antes dele.
Quem assina a direção de Um Réquiem Para Antônio é Gabriel Villela e, nos palcos, quem dá vida aos personagens são Elias Andreato, Claudio Fontana, Nábia Vilela e Mariana Elizabetsky. Já o texto foi escrito por Dib Carneiro Neto.
Serviço
Um Réquiem Para Antônio
Teatro Tucarena - Rua Monte Alegre, nº 1024 - Perdizes, São Paulo
Temporada: De 17 até 26 de janeiro
Horário: Sexta e sábado - 22h; domingo - 19h
Ingressos: R$ 40,00 (sex) / R$ 50,00 (sáb e dom)
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Classificação etária: 14 anos
http://teatro-encena.blogspot.com.br/
Lenda erudita vai ao centro do picadeiro
15 de Janeiro de 2014
A rivalidade e o poder da ficção são temas que aparecem na montagem "Um Réquiem para Antônio", espetáculo com texto de Dib Carneiro Neto e direção de Gabriel Villela, que estreia amanhã, no Tucarena.
No enredo criado por Carneiro Neto, Antonio Salieri, músico da Corte, decide, momentos antes de sua morte, zerar as pendências com Wolfgang Amadeus Mozart, gênio já morto.
"A história de Mozart e Salieri é um exemplo muito grande do triunfo da imaginação", disse o dramaturgo, em coletiva de imprensa, referindo-se à ausência de sustentação histórica para o mito.
A lenda ouvida há séculos ganha o tom circense de Gabriel Villela. "Não existo sem circo, essa é minha história", falou o diretor.
Claudio Fontana e Elias Andreato interpretam Mozart e Salieri, respectivamente. "Essa linguagem possibilita uma brincadeira extremamente prazerosa para o ator", disse o segundo, que estreia neste formato. "Não tem como você não se emocionar com essa estética", concluiu. A música ganha forma nas vozes de Mariana Elizabestsky e Nábia Vilela.
Tel. 3670-8454. Sexta e sábado, 22h; domingo, 19h. Até 27/4.
R$ 40 a R$ 50
http://www.destakjornal.com.br/noticias/diversao-arte/lenda-erudita-vai-ao-centro-do-picadeiro-219833/
http://www.destakjornal.com.br/noticias/diversao-arte/lenda-erudita-vai-ao-centro-do-picadeiro-219833/
http://www.dcomercio.com.br/2014/01/15/sinfonia-da-inveja
Sinfonia da inveja
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2
'Um Réquiem para Antonio': inspiração circense para lembrar a polêmica Salieri/Mozart. / João Caldas Filho
Poucos episódios ligados à música clássica resistiram tão bem ao tempo, e foram explorados de maneira tão apaixonada pelo cinema e literatura, quanto a figadal inveja que o músico italiano Antonio Salieri (1750-1825) teria nutrido pelo genial compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). É bem provável que a relação entre os dois tenha comportado sentimentos mais nobres, mas foi principalmente a inveja que a história fez questão de preservar. E é ela também, a inveja, que serve de combustível para a peça Um Réquiem Para Antonio, que entra em cartaz amanhã, 17, no Teatro Tuca Arena. No texto, escrito pelo jornalista e dramaturgo Dib Carneiro Neto, Salieri (papel do ator Elias Andreato) é flagrado em seus últimos dias de vida, já invadido pela loucura mas ainda determinado a acertar as contas com Mozart (Claudio Fontana), morto 34 anos antes. “De acordo com os fatos reais, Salieri não tinha motivos para ter essa inveja obsessiva e doentia da fama de Mozart, muito menos para querer envenená-lo”, diz Dib Carneiro. “Salieri foi muito respeitado nos meios musicais de sua época, o que é atestado pelas biografias mais sérias. O que de fato havia da parte dele era, muito mais, um grande ressentimento por saber que, apesar da fama que tinha e do respeito que conquistou por seu inegável talento, ele não nasceu com a genialidade de Mozart”.
A montagem, dirigida por Gabriel Villela e que traz no elenco as atrizes-cantoras Nábia Vilela e Mariana Elizabetsky e o pianista Fernando Esteves, é inspirada na linguagem circense – Mozart, retratado como um jovem ágil e irreverente, e Salieri, sisudo e sombrio, surgem em cena usando nariz de palhaço. O caráter lúdico da encenação é reforçado pelos figurinos de José Rosa e os adereços feitos pelo artista plástico potiguar Shicó do Mamulengo. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida pelo dramaturgo Dib Carneiro Neto ao Diário do Comércio:
Diário do Comércio: Qual foi a grande descoberta, pessoal ou musical, que você encontrou ao pesquisar as vidas de Mozart e Salieri?
Dib Carneiro Neto: Não sei se chamaria de descoberta, mas, quanto mais eu pesquisava os fatos reais e mais eu perseguia a verdade descrita por biógrafos e documentaristas, mais eu adorava constatar o poder avassalador da ficção eterna que se criou em torno da figura deles. As relações inventadas entre Mozart e Salieri são um caso apaixonante de hegemonia da imaginação. E tudo em nome de uma causa estupenda: retratar esse sentimento inquietante, universal e atemporal que é a inveja.
Você acredita que a história tenha sido injusta com Salieri?
A lenda da inveja de Salieri por Mozart acabou predominando. Ganhou status de mito. Sempre que alguém quer citar um caso de inveja da criação artística, o primeiro exemplo que surge é esse. É um caso típico de “imprima-se a lenda”. Mas Salieri foi, em seu tempo, um compositor e músico extremamente talentoso e com uma reputação de mestre, sendo patrocinado pela realeza da época e tendo ocupado os melhores cargos em grandes instituições musicais.
Seu texto exigiu que os atores aprendessem ou tivessem alguma noção de música?
Todo bom ator sempre está preparado para os mais variados desafios artísticos de seu ofício, como saber cantar e tocar instrumentos, por exemplo. Aponto no meu texto a importância fundamental de se ter um piano em cena, mas minha sugestão não passa disso, deixando a decisão da parte musical inteiramente para a direção.
Você acredita que, caso tivesse vivido nos nossos dias, Mozart seria um ídolo pop em função da vida que ele levou?
Acho que sim, muito embora hoje em dia, para se virar ídolo pop, o que menos conta é o talento. Mas é preciso tomar cuidado com a caricatura que se faz de Mozart, com os estereótipos que a ficção ajudou a criar sobre ele. Assim como a inveja de Salieri foi carregada nas tintas e virou mito, a personalidade exageradamente extrovertida e as atitudes inconsequentes de Mozart também não correspondem totalmente à realidade. Ele foi, digamos assim, “um menino maluquinho” de sua época, mas não tanto assim.
Qual foi o principal viés, ou achado, a partir do qual você sentiu que tinha uma história nas mãos?
Minha peça é mais um produto ficcional, e não documental, sobre a vida dos dois. O texto bebe muito na fonte dessas lendas em torno deles, admito. Sem isso, o tema borbulhante e sempre atual da ‘inveja da criação’ esmaeceria, perderia a força. A realidade pode não ter sido tão forte quanto hoje é o mito, mas o fato é que esse imbróglio musical entre Mozart e Salieri terminou virando um dos mais belos e ricos tratados sobre a inveja.
Na sua opinião, qual foi o fator determinante para que Mozart se tornasse Mozart e Salieri se tornasse Salieri?
A época em que viveram certamente determinou o que se tornaram. O gênero de música que ambos faziam era bem mais valorizado como forma de expressão, como tradução de sentimentos, do que hoje. A ópera era prestigiada mais amplamente, os valores artísticos eram mais altos e nobres. Estudar e se dedicar rendiam frutos e eram o único caminho para se perseguir a notoriedade e o reconhecimento. Ao longo dos séculos, o descartável, o fútil e o rasteiro roubaram o lugar do sublime na arte.
Um Réquiem para Antônio. Sexta (17). Teatro Tucarena. Rua Monte Alegre, 1024, Tel.: 3670-8455. Sexta e sábado, 22h. Domingo, 19h. R$ 40 a R$ 50.
'Um Réquiem para Antonio': inspiração circense para lembrar a polêmica Salieri/Mozart. / João Caldas Filho
Poucos episódios ligados à música clássica resistiram tão bem ao tempo, e foram explorados de maneira tão apaixonada pelo cinema e literatura, quanto a figadal inveja que o músico italiano Antonio Salieri (1750-1825) teria nutrido pelo genial compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). É bem provável que a relação entre os dois tenha comportado sentimentos mais nobres, mas foi principalmente a inveja que a história fez questão de preservar. E é ela também, a inveja, que serve de combustível para a peça Um Réquiem Para Antonio, que entra em cartaz amanhã, 17, no Teatro Tuca Arena. No texto, escrito pelo jornalista e dramaturgo Dib Carneiro Neto, Salieri (papel do ator Elias Andreato) é flagrado em seus últimos dias de vida, já invadido pela loucura mas ainda determinado a acertar as contas com Mozart (Claudio Fontana), morto 34 anos antes. “De acordo com os fatos reais, Salieri não tinha motivos para ter essa inveja obsessiva e doentia da fama de Mozart, muito menos para querer envenená-lo”, diz Dib Carneiro. “Salieri foi muito respeitado nos meios musicais de sua época, o que é atestado pelas biografias mais sérias. O que de fato havia da parte dele era, muito mais, um grande ressentimento por saber que, apesar da fama que tinha e do respeito que conquistou por seu inegável talento, ele não nasceu com a genialidade de Mozart”.
A montagem, dirigida por Gabriel Villela e que traz no elenco as atrizes-cantoras Nábia Vilela e Mariana Elizabetsky e o pianista Fernando Esteves, é inspirada na linguagem circense – Mozart, retratado como um jovem ágil e irreverente, e Salieri, sisudo e sombrio, surgem em cena usando nariz de palhaço. O caráter lúdico da encenação é reforçado pelos figurinos de José Rosa e os adereços feitos pelo artista plástico potiguar Shicó do Mamulengo. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida pelo dramaturgo Dib Carneiro Neto ao Diário do Comércio:
Diário do Comércio: Qual foi a grande descoberta, pessoal ou musical, que você encontrou ao pesquisar as vidas de Mozart e Salieri?
Dib Carneiro Neto: Não sei se chamaria de descoberta, mas, quanto mais eu pesquisava os fatos reais e mais eu perseguia a verdade descrita por biógrafos e documentaristas, mais eu adorava constatar o poder avassalador da ficção eterna que se criou em torno da figura deles. As relações inventadas entre Mozart e Salieri são um caso apaixonante de hegemonia da imaginação. E tudo em nome de uma causa estupenda: retratar esse sentimento inquietante, universal e atemporal que é a inveja.
Você acredita que a história tenha sido injusta com Salieri?
A lenda da inveja de Salieri por Mozart acabou predominando. Ganhou status de mito. Sempre que alguém quer citar um caso de inveja da criação artística, o primeiro exemplo que surge é esse. É um caso típico de “imprima-se a lenda”. Mas Salieri foi, em seu tempo, um compositor e músico extremamente talentoso e com uma reputação de mestre, sendo patrocinado pela realeza da época e tendo ocupado os melhores cargos em grandes instituições musicais.
Seu texto exigiu que os atores aprendessem ou tivessem alguma noção de música?
Todo bom ator sempre está preparado para os mais variados desafios artísticos de seu ofício, como saber cantar e tocar instrumentos, por exemplo. Aponto no meu texto a importância fundamental de se ter um piano em cena, mas minha sugestão não passa disso, deixando a decisão da parte musical inteiramente para a direção.
Você acredita que, caso tivesse vivido nos nossos dias, Mozart seria um ídolo pop em função da vida que ele levou?
Acho que sim, muito embora hoje em dia, para se virar ídolo pop, o que menos conta é o talento. Mas é preciso tomar cuidado com a caricatura que se faz de Mozart, com os estereótipos que a ficção ajudou a criar sobre ele. Assim como a inveja de Salieri foi carregada nas tintas e virou mito, a personalidade exageradamente extrovertida e as atitudes inconsequentes de Mozart também não correspondem totalmente à realidade. Ele foi, digamos assim, “um menino maluquinho” de sua época, mas não tanto assim.
Qual foi o principal viés, ou achado, a partir do qual você sentiu que tinha uma história nas mãos?
Minha peça é mais um produto ficcional, e não documental, sobre a vida dos dois. O texto bebe muito na fonte dessas lendas em torno deles, admito. Sem isso, o tema borbulhante e sempre atual da ‘inveja da criação’ esmaeceria, perderia a força. A realidade pode não ter sido tão forte quanto hoje é o mito, mas o fato é que esse imbróglio musical entre Mozart e Salieri terminou virando um dos mais belos e ricos tratados sobre a inveja.
Na sua opinião, qual foi o fator determinante para que Mozart se tornasse Mozart e Salieri se tornasse Salieri?
A época em que viveram certamente determinou o que se tornaram. O gênero de música que ambos faziam era bem mais valorizado como forma de expressão, como tradução de sentimentos, do que hoje. A ópera era prestigiada mais amplamente, os valores artísticos eram mais altos e nobres. Estudar e se dedicar rendiam frutos e eram o único caminho para se perseguir a notoriedade e o reconhecimento. Ao longo dos séculos, o descartável, o fútil e o rasteiro roubaram o lugar do sublime na arte.
Um Réquiem para Antônio. Sexta (17). Teatro Tucarena. Rua Monte Alegre, 1024, Tel.: 3670-8455. Sexta e sábado, 22h. Domingo, 19h. R$ 40 a R$ 50.
UM RÉQUIEM PARA ANTÔNIO NO TUCA-SP
January 14, 2014 in Teatro by Nayra Simões
Um Requiem para Antonio
Estreia dia 17 de janeiro de 2014 e fica em cartaz até 30 de março, no Teatro Tucarena, o espetáculo “Um Réquiem Para Antônio” inspirado na vida de Mozart.
Dias: Sexta e Sábado às 22h00 | Domingo às 19h
Um Réquiem para Antônio, de Dib Carneiro Neto. Tragicomédia.
Após ter vivido atormentado por estar sempre à sombra de Mozart, o invejoso Antônio Salieri reencontra seu rival para um acerto de contas a respeito do lendário envenenamento do prodigioso compositor.
Com Elias Andreato e Claudio Fontana. Direção Gabriel Villela.
Duração 70min
Ingressos
Sex: R$ 40,00, Sáb: R$ 50,00 e Dom: R$ 50,00 (Desconto de 50% para Estudantes, Maiores de 60 anos, Aposentados, Professores da Rede Pública Estadual e Classe Artística com DRT)
Preço especial PUC-SP
((Para estudantes, professores e funcionários da PUC sob comprovação – número de ingressos limitado a 10% da lotação do teatro)
R$ 10.00
Duração: 70 minutos
Indicação de faixa etária: 14 anos
Local: Teatro TUCARENA
Rua Monte Alegre, 1024 (Entrada pela Rua Bartira). Perdizes – São Paulo – SP
http://www.esponjacultural.com.br/?p=2351
Capacidade: 300 lugares
Acesso para pessoas com deficiência
Vendas: Pela Internet: www.ingressorapido.com.br
Central de Vendas: (11) 4003-1212 (aceita todos os cartões de crédito)
Horários de funcionamento da bilheteria: De terça-feira a domingo das 14h00 às 20h00
Formas de Pagamento: Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard,
Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.
Estacionamento conveniado: Pier Park Estacionamentos – Rua Monte Alegre, 835 – R$12,00 – Tel.: (11) 3167-7111
(APRESENTAR O INGRESSO) VALET ESTAPAR – SOMENTE SÁBADOS E DOMINGOS, R$ 20,00.
Estreia dia 17 de janeiro de 2014 e fica em cartaz até 30 de março, no Teatro Tucarena, o espetáculo “Um Réquiem Para Antônio” inspirado na vida de Mozart.
Dias: Sexta e Sábado às 22h00 | Domingo às 19h
Um Réquiem para Antônio, de Dib Carneiro Neto. Tragicomédia.
Após ter vivido atormentado por estar sempre à sombra de Mozart, o invejoso Antônio Salieri reencontra seu rival para um acerto de contas a respeito do lendário envenenamento do prodigioso compositor.
Com Elias Andreato e Claudio Fontana. Direção Gabriel Villela.
Duração 70min
Ingressos
Sex: R$ 40,00, Sáb: R$ 50,00 e Dom: R$ 50,00 (Desconto de 50% para Estudantes, Maiores de 60 anos, Aposentados, Professores da Rede Pública Estadual e Classe Artística com DRT)
Preço especial PUC-SP
((Para estudantes, professores e funcionários da PUC sob comprovação – número de ingressos limitado a 10% da lotação do teatro)
R$ 10.00
Duração: 70 minutos
Indicação de faixa etária: 14 anos
Local: Teatro TUCARENA
Rua Monte Alegre, 1024 (Entrada pela Rua Bartira). Perdizes – São Paulo – SP
http://www.esponjacultural.com.br/?p=2351
Capacidade: 300 lugares
Acesso para pessoas com deficiência
Vendas: Pela Internet: www.ingressorapido.com.br
Central de Vendas: (11) 4003-1212 (aceita todos os cartões de crédito)
Horários de funcionamento da bilheteria: De terça-feira a domingo das 14h00 às 20h00
Formas de Pagamento: Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard,
Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.
Estacionamento conveniado: Pier Park Estacionamentos – Rua Monte Alegre, 835 – R$12,00 – Tel.: (11) 3167-7111
(APRESENTAR O INGRESSO) VALET ESTAPAR – SOMENTE SÁBADOS E DOMINGOS, R$ 20,00.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Lendária inveja de Antonio Salieri por Mozart é levada para o palco
Por Nanda Rovere
SÃO PAULO- Um Requiém Para Antonio, texto inédito de Dib Carneiro Neto, é inspirado na lendária inveja do músico italiano Antônio Salieri (1750-1825) pelo austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-91), ambos grandes compositores da música clássica mundial. A direção é de Gabriel Villela. No elenco estão: Elias Andreato (no papel de Salieri) e Claudio Fontana (Mozart), Nábia Vilela e Mariana Elisabetsky. O pianista Fernando Esteves executa a trilha. A estreia acontece sexta-feira, 17, às 22h00, no Teatro Tucarena.
A ideia de levar para os palcos a história dos compositores foi do ator Elias Andreato, que sugeriu o tema para Dib Carneiro Neto transformar em peça teatral. O objetivo do ator era a criação de um texto que possibilitasse o seu reencontro com o amigo Claudio Fontana. Amigos de longa data, já trabalharam juntos no teatro diversas vezes, como em Andaime, de Sergio Roveri.
Na trama, Salieri está no leito de morte, delira e começa a acertar as contas com Mozart, que faleceu ainda muito jovem e 34 anos antes dele. Atormentado por estar sempre à sombra de Mozart, Antonio Salieri reencontra o seu rival e supostamente o envenena.
A lenda diz que Salieri enlouqueceu perseguindo Mozart no período em que conviveram na Áustria, obcecado pela vontade de destruí-lo e de impedir a sua criação.
Vale ressaltar, no entanto, que o compositor italiano Antonio Salieri é menos conhecido do que Mozart, mas teve uma carreira produtiva na música clássica do século XIX; era conhecido e respeitado.
Neste sentido, não há provas com relação à veracidade dessa rivalidade entre os dois compositores, mas o importante na montagem é contar a fábula e chamar a atenção do público para o talento dos artistas.
As histórias a respeito do relacionamento de Salieri com Mozart foram disseminadas através da peça de teatro de Peter Shaffer, que foi adaptada para o cinema com o título Amadeus, por Milos Forman, vencedor de oito Prêmios Oscar em 1984.
Segundo Dib Carneiro Neto, a peça valoriza o mito e está focada na inveja artística que Salieri nutria pelo Mozart. ¨Quanto mais eu buscava a verdade na relação entre os dois, mais eu ficava fascinado pela ficção”, diz o autor sobre o processo de criação.
Dib ressalta que o seu objetivo enquanto dramaturgo foi transmitir ao público que Mozart e Salieri são exemplos do triunfo da imaginação. ¨Nas mãos do Gabriel a imaginação foi elevada à máxima potência¨, diz.
A encenação de Gabriel Villela usa a linguagem circense para destacar o lado mítico da inveja. ¨Não existo sem o circo e o teatro de rua. É a minha herança. É natural que a história ganhe aspectos da linguagem mineira/barroca”, diz o diretor.
É a primeira vez que Elias Andreatto e Mariana Elisabetsky trabalham com Villela. Já Claudio Fontana e Nábia Villela foram dirigidos em várias peças pelo diretor, entre elas, A Ponte e a Água de Piscina, de Alcides Nogueira.
Andreato não tinha experiência com a linguagem circense. Está muito feliz com a oportunidade de participar do projeto e acredita que será muito prazerosa a temporada.
¨O espetáculo tem um acabamento requintado que protege o ator e o coloca muito seguro em cena. O teatro do Gabriel nos conduz pela beleza, pela delicadeza. É um desafio, um jogo estimulante e criativo¨, afirma o ator sobre o processo de direção de Villela. ¨Admiro o Claudio (Fontana) como pessoa e artista e me sinto muito à vontade com ele em cena¨, complementa Andreato.
Fontana também declara que o processo de trabalho está sendo prazeroso, sobretudo pela oportunidade de voltar a ser dirigido por Villela e contracenar com Nábia e Andreato.
Para o ator, “atuar num espetáculo não-realista é um trunfo, pois exercita e aprimora a sua interpretação. ¨
Um pequeno picadeiro florido recebe o embate entre os dois compositores. A montagem foi criada especialmente para a arena e todo o espaço da sala de espetáculos recebe o cenário, que valoriza a poesia do texto e da encenação.
Na montagem de Villela. Salieri é sombrio, confuso e frágil, enquanto Mozart é gozador, confiante e ágil, características presentes nos figurinos elaborados por Villela e José Rosa, que chamam a atenção pela beleza, assim como os adereços, confeccionados pelo artista plástico Shicó do Mamulengo, do Rio Grande do Norte.
A trilha tem função dramatúrgica, na medida em que conduz as neuroses e lembranças de Salieri. As músicas são interpretadas pelas atrizes e cantoras Nábia Villela e Mariana Elisabetsky, que também vivem personagens que passaram pela vida dos compositores.
São 5 as composições de Mozart escolhidas para entrar peça: Sinfonia em Sol Menor, Marcha Turca, Rainha da Noite (ária da ópera Flauta Mágica) e Lacrimosa (ária do seu último réquiem).
Pesquisa para a encenação
Como fonte de pesquisa, Dib Carneiro Neto usou as peças teatrais de Pushkin e de Peter Shaffer, o filme Amadeus, de Milos Forman, as biografias de Harold Schonberg e Peter Gay e as cartas de Leopold (pai de Mozart).
Para nortear a encenação, o diretor Gabriel Villela usou o livro de Elias Norbert, Mozart - sociologia de um gênio, que traz uma profunda análise sobre o artista e sobre o seu talento para criar obras-primas, ao mesmo tempo em que apresentava um comportamento debochado e ações infantis.
Claudio Fontana ressalta que a pesquisa sobre Mozart se complementa com a audição de suas criações musicais. ¨Parecem dois personagens diferentes porque, quando lemos sobre Mozart, conhecemos o seu lado irresponsável, mas, quando ouvimos as suas composições, percebemos a genialidade de um dos maiores compositores que a humanidade já viu¨, declara Fontana.
Ficha técnica:
Texto: Dib Carneiro Neto.
Direção: Gabriel Villela.
Elenco: Elias Andreato, Claudio Fontana, Nábia Vilela e Mariana Elizabetsky.
Figurino: Gabriel Villela e José Rosa.
Cenário: Márcio Vinícius.
Adereços: Shicó do Mamulengo.
Iluminação: Wagner Freire.
Preparação vocal: Babaya.
Espacialização vocal e antropologia da voz: Francesca Della Mônica.
Direção musical e arranjos: Miguel Briamonte.
Pianista: Fernando Esteves.
Assistência de direção: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo.
Produção executiva: Clíssia Morais e Francisco Marques.
Direção de produção: Claudio Fontana.
Serviço:
Um Requiém Para Antonio. Tragicomédia. Com Elias Andreato e Claudio Fontana. Direção: Gabriel Villela. Duração 70min. Teatro Tucarena. Sex e Sáb 22h, Dom 19h. R$ 40 (sex), R$ 50 (sáb e dom). Classificação 14 anos. Estreia 17/01. Vendas online - www.ingressorapido.com.br
SÃO PAULO- Um Requiém Para Antonio, texto inédito de Dib Carneiro Neto, é inspirado na lendária inveja do músico italiano Antônio Salieri (1750-1825) pelo austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-91), ambos grandes compositores da música clássica mundial. A direção é de Gabriel Villela. No elenco estão: Elias Andreato (no papel de Salieri) e Claudio Fontana (Mozart), Nábia Vilela e Mariana Elisabetsky. O pianista Fernando Esteves executa a trilha. A estreia acontece sexta-feira, 17, às 22h00, no Teatro Tucarena.
A ideia de levar para os palcos a história dos compositores foi do ator Elias Andreato, que sugeriu o tema para Dib Carneiro Neto transformar em peça teatral. O objetivo do ator era a criação de um texto que possibilitasse o seu reencontro com o amigo Claudio Fontana. Amigos de longa data, já trabalharam juntos no teatro diversas vezes, como em Andaime, de Sergio Roveri.
Na trama, Salieri está no leito de morte, delira e começa a acertar as contas com Mozart, que faleceu ainda muito jovem e 34 anos antes dele. Atormentado por estar sempre à sombra de Mozart, Antonio Salieri reencontra o seu rival e supostamente o envenena.
A lenda diz que Salieri enlouqueceu perseguindo Mozart no período em que conviveram na Áustria, obcecado pela vontade de destruí-lo e de impedir a sua criação.
Vale ressaltar, no entanto, que o compositor italiano Antonio Salieri é menos conhecido do que Mozart, mas teve uma carreira produtiva na música clássica do século XIX; era conhecido e respeitado.
Neste sentido, não há provas com relação à veracidade dessa rivalidade entre os dois compositores, mas o importante na montagem é contar a fábula e chamar a atenção do público para o talento dos artistas.
As histórias a respeito do relacionamento de Salieri com Mozart foram disseminadas através da peça de teatro de Peter Shaffer, que foi adaptada para o cinema com o título Amadeus, por Milos Forman, vencedor de oito Prêmios Oscar em 1984.
Segundo Dib Carneiro Neto, a peça valoriza o mito e está focada na inveja artística que Salieri nutria pelo Mozart. ¨Quanto mais eu buscava a verdade na relação entre os dois, mais eu ficava fascinado pela ficção”, diz o autor sobre o processo de criação.
Dib ressalta que o seu objetivo enquanto dramaturgo foi transmitir ao público que Mozart e Salieri são exemplos do triunfo da imaginação. ¨Nas mãos do Gabriel a imaginação foi elevada à máxima potência¨, diz.
A encenação de Gabriel Villela usa a linguagem circense para destacar o lado mítico da inveja. ¨Não existo sem o circo e o teatro de rua. É a minha herança. É natural que a história ganhe aspectos da linguagem mineira/barroca”, diz o diretor.
É a primeira vez que Elias Andreatto e Mariana Elisabetsky trabalham com Villela. Já Claudio Fontana e Nábia Villela foram dirigidos em várias peças pelo diretor, entre elas, A Ponte e a Água de Piscina, de Alcides Nogueira.
Andreato não tinha experiência com a linguagem circense. Está muito feliz com a oportunidade de participar do projeto e acredita que será muito prazerosa a temporada.
¨O espetáculo tem um acabamento requintado que protege o ator e o coloca muito seguro em cena. O teatro do Gabriel nos conduz pela beleza, pela delicadeza. É um desafio, um jogo estimulante e criativo¨, afirma o ator sobre o processo de direção de Villela. ¨Admiro o Claudio (Fontana) como pessoa e artista e me sinto muito à vontade com ele em cena¨, complementa Andreato.
Fontana também declara que o processo de trabalho está sendo prazeroso, sobretudo pela oportunidade de voltar a ser dirigido por Villela e contracenar com Nábia e Andreato.
Para o ator, “atuar num espetáculo não-realista é um trunfo, pois exercita e aprimora a sua interpretação. ¨
Um pequeno picadeiro florido recebe o embate entre os dois compositores. A montagem foi criada especialmente para a arena e todo o espaço da sala de espetáculos recebe o cenário, que valoriza a poesia do texto e da encenação.
Na montagem de Villela. Salieri é sombrio, confuso e frágil, enquanto Mozart é gozador, confiante e ágil, características presentes nos figurinos elaborados por Villela e José Rosa, que chamam a atenção pela beleza, assim como os adereços, confeccionados pelo artista plástico Shicó do Mamulengo, do Rio Grande do Norte.
A trilha tem função dramatúrgica, na medida em que conduz as neuroses e lembranças de Salieri. As músicas são interpretadas pelas atrizes e cantoras Nábia Villela e Mariana Elisabetsky, que também vivem personagens que passaram pela vida dos compositores.
São 5 as composições de Mozart escolhidas para entrar peça: Sinfonia em Sol Menor, Marcha Turca, Rainha da Noite (ária da ópera Flauta Mágica) e Lacrimosa (ária do seu último réquiem).
Pesquisa para a encenação
Como fonte de pesquisa, Dib Carneiro Neto usou as peças teatrais de Pushkin e de Peter Shaffer, o filme Amadeus, de Milos Forman, as biografias de Harold Schonberg e Peter Gay e as cartas de Leopold (pai de Mozart).
Para nortear a encenação, o diretor Gabriel Villela usou o livro de Elias Norbert, Mozart - sociologia de um gênio, que traz uma profunda análise sobre o artista e sobre o seu talento para criar obras-primas, ao mesmo tempo em que apresentava um comportamento debochado e ações infantis.
Claudio Fontana ressalta que a pesquisa sobre Mozart se complementa com a audição de suas criações musicais. ¨Parecem dois personagens diferentes porque, quando lemos sobre Mozart, conhecemos o seu lado irresponsável, mas, quando ouvimos as suas composições, percebemos a genialidade de um dos maiores compositores que a humanidade já viu¨, declara Fontana.
Ficha técnica:
Texto: Dib Carneiro Neto.
Direção: Gabriel Villela.
Elenco: Elias Andreato, Claudio Fontana, Nábia Vilela e Mariana Elizabetsky.
Figurino: Gabriel Villela e José Rosa.
Cenário: Márcio Vinícius.
Adereços: Shicó do Mamulengo.
Iluminação: Wagner Freire.
Preparação vocal: Babaya.
Espacialização vocal e antropologia da voz: Francesca Della Mônica.
Direção musical e arranjos: Miguel Briamonte.
Pianista: Fernando Esteves.
Assistência de direção: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo.
Produção executiva: Clíssia Morais e Francisco Marques.
Direção de produção: Claudio Fontana.
Serviço:
Um Requiém Para Antonio. Tragicomédia. Com Elias Andreato e Claudio Fontana. Direção: Gabriel Villela. Duração 70min. Teatro Tucarena. Sex e Sáb 22h, Dom 19h. R$ 40 (sex), R$ 50 (sáb e dom). Classificação 14 anos. Estreia 17/01. Vendas online - www.ingressorapido.com.br
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