domingo, 2 de fevereiro de 2014

http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/o-alcance-e-os-espa%C3%A7os-da-voz-1.660548 [ RANCESCA DELLA MONICA O alcance e os espaços da voz Magazine entrevista a antropóloga da voz, cantora e pedagoga italiana Francesca Della Monica, sobre a importância de seu trabalho no recém-estreado “Os Gigantes da Montanha” Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias Francesca Della Monica Francesca Della Monica é antropóloga da voz, cantora e pedagoga Francesca Della Monica Antropóloga da voz, cantora, pedagoga ‹› FOTO: Achille Lepera/DivulgaçãoFOTO: GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO PUBLICADO EM 09/06/13 - 03h00 LILIANE PELEGRINI ESPECIAL PARA O TEMPO A italiana Francesca Della Monica tem um lugar especial nos agradecimentos do diretor Gabriel Villela e do Grupo Galpão, por seu trabalho no recém-estreado “Os Gigantes da Montanha”. O espetáculo traz o texto do dramaturgo Luigi Pirandello (1867-1936), compatriota de Francesca. Nesta primeira parceria com grupo e diretor, ela teve a missão de trazer uma nova concepção para a voz. Nesta entrevista, ela conta sobre este processo: Como começou sua relação artística com o Brasil? Começou oito anos atrás, quando eu já era responsável pela pedagogia na Fondazione Pontedera Teatro, na Itália, onde (o diretor teatral polonês Jerzy) Grotowski viveu seus últimos anos. Ali conheci o ator e diretor brasileiro Cacá Carvalho (que então já tinha um forte intercâmbio com a Itália) e ele fez um projeto com a fundação que foi uma ponte para esse contato. Ele me convidou para participar de uma montagem de “Dom Quixote”, que foi co-dirigida por Roberto Bacci, da Fondazione Pontedera. Depois, fizemos “O Homem Provisório”, baseado em “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa. O Cacá já havia trabalhado com o Grupo Galpão e foi ele quem nos apresentou. Em 2006, ministrei uma oficina de voz para o grupo e foi naquela ocasião que encontrei a realidade do grupo. Foi um encontro importantíssimo. Ali, conheci também o Ernani Maletta, que já trabalhava há muito tempo na preparação vocal do Galpão. Ele ficou muito interessado na minha metodologia e desenvolvemos uma parceria muito bacana, inclusive dois anos depois ele foi para a Itália e, além de colaborações, ele fez uma pesquisa de doutorado sobre o meu trabalho. Foi também o Ernani que me apresentou ao diretor Gabriel Villela. Assim que nos conhecemos, houve um sintonia muito grande. Logo surgiu a vontade de trabalharmos todos juntos. E como foi, então, trabalhar com o Galpão e o Gabriel Villela? O Gabriel é uma pessoa de uma sensibilidade incrível, inclusive no que se refere à voz. Ele entendeu de um jeito muito profundo o meu trabalho. Antes, sempre ficávamos conversando sobre a Itália, pensando como seria maravilhoso montar “Os Gigantes da Montanha”, que é uma metáfora maravilhosa da arte, da vida e da realidade de um grupo. Uma ideia que felizmente se realizou e eu entrei nessa realidade maravilhosa do Grupo Galpão e dos seus colaboradores, todos tão sensíveis, como o Ernani, a Babaya e o Marcelo Cordeiro. Quero ressaltar o Marcelo, que assina a assistência de direção (junto com Ivan Andrade) porque ele tem uma pesquisa sobre o corpo similar, o corpo polissemântico, que casou muito com a minha pesquisa. E tudo casou muito bem com a estética do Galpão. Esses meses de trabalho foram de milagres artísticos, por podermos trabalhar a dramaturgia completa de Pirandello. Antes, na Itália, você já havia participado de uma montagem do mesmo texto de Pirandello. Como relaciona essas duas experiências, a de lá e a daqui? As duas montagens são muito diferentes. Lá, trabalhei com o Federico Tiezzi, que também é um diretor incrível e me fez mergulhar na obra de um jeito muito filosófico. Foi uma montagem linda. Com o Galpão, foi como mergulhar de novo. Tive, inclusive, a necessidade de ‘apagar’ memórias para fazer uma nova viagem. Conhecia o texto de cor em italiano e agora conheço de cor também em português. São dois rumos muito diferentes e ficaram experiências que alimentaram meu conhecimento. A montagem do Galpão, com o Gabriel Villela, foi feita de uma forma muito feliz. Essa releitura deu uma nova vida ao texto. Para mim, é uma alegria também entregar um pouco da cultura italiana para os trópicos. Você é uma atropóloga da voz, ciência que ainda não é muito comum no Brasil. No que consiste esse trabalho e como foi o processo com o Galpão para “Os Gigantes da Montanha”? Meu processo acontece em duas direções diferentes. Uma é encontrar os diversos espaços para a voz, que são espaços epistemológicos diferentes. Num espaço físico, a voz é uma coisa; num espaço imaginário, é outra; dentro do ator, é outra. Tudo isso acontece simultaneamente. Os atores têm que fazer um trabalho múltiplo por todas as camadas da voz e os processos extra-verbais. Por isso foi importantíssimo a parceria com o Marcelo Cordeiro, que tem essa pesquisa do corpo similar e polissemântico, para chegar nessas várias linguagens. É um trabalho que alcançou níveis inexplorados da voz, de afinações e extensões da voz. Outra direção do que eu faço é o trabalho diretamente sobre o texto, em nível verbal e extra-verbal, valores fonéticos, lógicos, semânticos. Claro que é um trabalho que acontece todo por intermédio de experiências singulares, particulares e coletivas, encontrando as problemáticas de cada ator. Trabalhei com todos individual e coletivamente. O Gabriel me deu a liberdade imensa de no primeiro mês trabalhar exclusivamente com voz e texto, um a um. Trabalhamos por seis meses. Ter esse tempo é um privilégio pouco comum no teatro. Você chegou a comentar, antes da estreia da montagem com o Galpão, que ficou encantada com a tradução feita por Beti Rabetti que serviu de base para o espetáculo. É uma tradução ótima! Em “Os Gigantes da Montanha”, Pirandello alcança o nível mais elaborado da linguagem e da dramaturgia. É um diamante. Lendo a tradução feita pela Beti, tive a imprenssão de ler o texto em italiano. Eu o conheço de cor e fiquei impressionada com o que ela realizou nesta tradução. Ela estava doente e não conseguia escrever. Então, ela foi traduzindo oralmente, gravando aquilo com a voz dela. Pensei no primeiro instante que essa conjunção de ter tido que fazer a tradução falada fez a palavra ser trabalhada de uma forma diferente, física. Ajudou muito a já trazer uma embocadura. Muitas vezes, o tradutor faz uma obra-prima literariamente, mas não pensa que aquelas palavras vão parar nas bocas dos atores. Como a palavra já havia passado pela boca dela, é um trabalho que já traz em si essa outra comunicação. É uma tradução linda, que preserva a mitologia siciliana, italiana, e a poesia de Pirandello. Como foi assistir a estreia desse espetáculo sobre o qual você se debruçou por tanto tempo, ali naquele cenário natural grandioso que é a praça do Papa? Vocês estão acostumados com esses números tão grandes, aquele monte de gente. Mas eu... Imagina a minha emoção! Meu corpo estremeceu, foi uma alegria enorme compartilhar daquele momento. (Hoje, o Galpão faz a última apresentação da temporada em BH, no Parque Ecológico da Pampulha.) Você costuma dizer que acha Minas Gerais e a Sicília, na Itália, muito parecidas... Penso que são duas terras míticas, de muitas histórias e raízes, valorização da família, dos elmentos primordiais, da natureza... Pirandello conseguiu em seu texto criar uma síntese das raízes antiquíssimas da Sicília e uma linguagem moderna, experimental. Do mesmo modo, Galpão e Gabriel Villela conseguiram sintetizar as raízes e a modernidade aqui em Minas. Tanto o Galpão quanto o Gabriel têm um “apego” – ou melhor, um apreço – grande por seus colaboradores. A maioria está com eles há 10, 20 anos – Babaya e Ernani Maletta, por exemplo. Seria, então apenas o começo da sua trajetória com o grupo e o diretor? Acho que rolou um amor muito grande, quero muito trabalhar mais com todos. Foram meses maravilhosos. Volto para Europa na próxima semana, mas vamos nos reencontrar. Em outubro, devo voltar para uma nova montagem de Gabriel Villela em São Paulo e também farei concertos aqui em novembro. O que achou deste artigo? 2 4 6 8 10
SUCESSO Peça do Grupo Galpão será apresentada em Contagem Montagem de “Os Gigantes da Montanha” acontece no domingo (25), a partir das 20h, na praça do Divino, e faz parte dos eventos em comemoração ao aniversário da cidade Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias PUBLICADO EM 16/08/13 - 11h18 No próximo domingo (25), a partir das 20h, o Grupo Galpão, uma das mais importantes companhias teatrais do Brasil, se apresenta na praça do Divino, no bairro Jardim Laguna, como parte das comemorações do aniversário de Contagem. Os artistas vão trazer para a cidade a sua mais nova peça “Os Gigantes da Montanha”. A peça, que teve duas apresentações em BH e já foi vista por mais de 20 mil pessoas, deve encantar o público contagense. A praça do Divino, no Laguna, vai se transformar em uma vila cheia de mistérios e encantamentos, que farão todos os presentes entrar no clima da apresentação. Com texto do autor italiano Luigi Pirandello, a 21ª montagem da companhia celebra o retorno da parceria com Gabriel Villela, que dirigiu o grupo em "Romeu e Julieta" – sucesso conhecidíssimo do Galpão – e "Rua da Amargura", ambos espetáculos históricos levados pela primeira vez ao grande público nos anos 90. “Os Gigantes da Montanha” é uma fábula trágica que narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada por um mago chamado Cotrone. Na peça, Pirandello faz uma alegoria sobre o valor do teatro (e, por extensão, da poesia e da arte). Além disso, fala da capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais prático, objetivo e empenhado nos afazeres materiais. O diretor Gabriel Villela e o Galpão experimentam a música, ao vivo, tocada e cantada pelos atores, como um elemento fundamental na tradução do universo da fábula para o teatro popular de rua. Para compor o repertório, foram selecionadas algumas canções italianas, populares e modernas, como “Ciao Amore”, “Bella Ciao”, que ganham novos arranjos e coloridos para ambientar a atmosfera de sonho do espetáculo. A apresentação convida o público a um mergulho teatral, que mistura o erudito com o popular e a tradição com a vanguarda. Toda essa química fica claramente representada nos figurinos e no cenário do espetáculo. A praça do Divino, local da apresentação, fica na avenida João Gomes, no bairro Jardim Laguna. As linhas de ônibus que atendem o local são: 402 (Novo Progresso/Eldorado/Cid Industrial); 403 (Novo Progresso/Eldorado/Cid Industrial); 2120 (BH/Airton Senna); 2130 (BH/Oitis) e 2150 (BH/Jardim Laguna). Sobre o Grupo Galpão O galpão é um grupo de teatro de rua de Belo Horizonte com mais de 30 anos de história. A companhia foi fundada em 1982 por Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Antonio Edson. A primeira apresentação do Galpão foi a peça “ E a Noiva Não Quer Casar”, encenada na praça Sete, ainda em 1982. A fama do grupo veio em 1992 quando foi encenada a peça Romeu e Julieta, de Shakespeare, que contou com uma montagem típica de teatro de rua e recebeu os prêmios do júri popular do Festival Nacional de Teatro de Curitiba e Shell Especial, em 1993. O Grupo Galpão também já fez diversas turnês nacionais e internacionais. Em 2000, ele foi o primeiro grupo brasileiro a apresentar-se no Shakespeare Globe Theater, de Londres, levando a sua versão de “Romeu e Julieta” para um local que é famoso no mundo inteiro por receber apenas peças do autor inglês.http://www.otempo.com.br/o-tempo-contagem/pe%C3%A7a-do-grupo-galp%C3%A3o-ser%C3%A1-apresentada-em-contagem-1.698150
SUCESSO Peça do Grupo Galpão será apresentada em Contagem Montagem de “Os Gigantes da Montanha” acontece no domingo (25), a partir das 20h, na praça do Divino, e faz parte dos eventos em comemoração ao aniversário da cidade Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias GRUPO GALPÃO PUBLICADO EM 16/08/13 - 11h46 No próximo domingo (25), a partir das 20h, o Grupo Galpão, uma das mais importantes companhias teatrais do Brasil, se apresenta na praça do Divino, no bairro Jardim Laguna, como parte das comemorações do aniversário de Contagem. Os artistas vão trazer para a cidade a sua mais nova peça “Os Gigantes da Montanha”. http://www.otempo.com.br/o-tempo-contagem/pe%C3%A7a-do-grupo-galp%C3%A3o-ser%C3%A1-apresentada-em-contagem-1.698193 A peça, que teve duas apresentações em BH e já foi vista por mais de 20 mil pessoas, deve encantar o público contagense. A praça do Divino, no Laguna, vai se transformar em uma vila cheia de mistérios e encantamentos, que farão todos os presentes entrar no clima da apresentação. Com texto do autor italiano Luigi Pirandello, a 21ª montagem da companhia celebra o retorno da parceria com Gabriel Villela, que dirigiu o grupo em "Romeu e Julieta" – sucesso conhecidíssimo do Galpão – e "Rua da Amargura", ambos espetáculos históricos levados pela primeira vez ao grande público nos anos 90. “Os Gigantes da Montanha” é uma fábula trágica que narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada por um mago chamado Cotrone. Na peça, Pirandello faz uma alegoria sobre o valor do teatro (e, por extensão, da poesia e da arte). Além disso, fala da capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais prático, objetivo e empenhado nos afazeres materiais. O diretor Gabriel Villela e o Galpão experimentam a música, ao vivo, tocada e cantada pelos atores, como um elemento fundamental na tradução do universo da fábula para o teatro popular de rua. Para compor o repertório, foram selecionadas algumas canções italianas, populares e modernas, como “Ciao Amore”, “Bella Ciao”, que ganham novos arranjos e coloridos para ambientar a atmosfera de sonho do espetáculo. A apresentação convida o público a um mergulho teatral, que mistura o erudito com o popular e a tradição com a vanguarda. Toda essa química fica claramente representada nos figurinos e no cenário do espetáculo. A praça do Divino, local da apresentação, fica na avenida João Gomes, no bairro Jardim Laguna. As linhas de ônibus que atendem o local são: 402 (Novo Progresso/Eldorado/Cid Industrial); 403 (Novo Progresso/Eldorado/Cid Industrial); 2120 (BH/Airton Senna); 2130 (BH/Oitis) e 2150 (BH/Jardim Laguna). Sobre o Grupo Galpão O galpão é um grupo de teatro de rua de Belo Horizonte com mais de 30 anos de história. A companhia foi fundada em 1982 por Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Antonio Edson. A primeira apresentação do Galpão foi a peça “ E a Noiva Não Quer Casar”, encenada na praça Sete, ainda em 1982. A fama do grupo veio em 1992 quando foi encenada a peça Romeu e Julieta, de Shakespeare, que contou com uma montagem típica de teatro de rua e recebeu os prêmios do júri popular do Festival Nacional de Teatro de Curitiba e Shell Especial, em 1993. O Grupo Galpão também já fez diversas turnês nacionais e internacionais. Em 2000, ele foi o primeiro grupo brasileiro a apresentar-se no Shakespeare Globe Theater, de Londres, levando a sua versão de “Romeu e Julieta” para um local que é famoso no mundo inteiro por receber apenas peças do autor inglês.
FÁBULA Gigantes invadem o palco italiano Mais uma chance de assistir à nova montagem que celebra o reencontro do grupo com o diretor Gabriel Villela Fonte Normal Mais Notícias Grupo transporta espetáculo de rua para o palco, mas garante diversão PUBLICADO EM 13/09/13 - 03h00 GUSTAVO FALABELLA ESPECIAL PARA O TEMPO Após circular por festivais no interior do Estado e no Nordeste do país, o Grupo Galpão volta com o espetáculo “Os Gigantes da Montanha” a Belo Horizonte. “Veio do nada. A data apareceu e a gente tinha planos de levar o espetáculo para um espaço fechado, pois a temporada nos parques foi muito cheia e muita gente não conseguir assistiu direito”, relata a atriz Inês Peixoto. A atriz se refere à temporada de estreia de “Gigantes da Montanha”, que levou milhares de pessoas às praças de Belo Horizonte. “Temos agora uma relação frontal, diferente das praças, mas o espetáculo é o mesmo. Perdemos apenas nosso pano de fundo: o céu”, garante Inês. O espetáculo “Os Gigantes da Montanha” narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila isolada do mundo, cheia de encantos, governada pelo mago Cotrone. A trupe encontra-se em profundo declínio e miséria, por obsessão de sua primeira atriz, a condessa Ilse, em montar “A Fábula do Filho Trocado”. Cotrone convida os atores a permanecerem para sempre na Vila, representando apenas para si mesmos a mesma peça. Segundo Inês, “o espetáculo desafia o espectador principalmente na rua por não ser uma história linear”. “Ele filosofa muito sobre a questão da arte nos dias de hoje. Isso é colocado de uma maneira muito interessante pelo Pirandello”, pontua. O texto homônimo ainda não havia sido concluído quando Pirandello morreu, em 1936, vítima de pneumonia. Apesar de haver uma sugestão de final para o terceiro ato, o fascínio do Grupo Galpão é montar essa fábula em sua incompletude, que lhe atribui característica de obra aberta, possibilitando múltiplas leituras e interpretações. A música ao vivo, uma constante na trajetória do grupo, é uma aliada na tradução do universo da fábula para o teatro popular de rua. Serviço. Espetáculo “Os Gigantes da Montanha”, Grupo Galpão. Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 20h, no Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes). http://www.otempo.com.br/gigantes-invadem-o-palco-italiano-1.712913
RETROSPECTIVA Um ano com diversas facetas Ano foi marcado por (re) encontros, mas reclamação e cobrança por mais recursos também são destaque para 2014 Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias 01 Reencontro. Galpão e Gabriel Villela se unem em “Os Gigantes da Montanha” 02 Destaque. Thiago Amaral é um dos indicados ao Prêmio Shell de Teatro por seu trabalho em “Ficção” da Companhia Paulista Hiato, que se apresentou em Belo Horizonte em setembro 03 Grace Passô. Diretora saiu do Espanca! e dirigiu novos trabalhos. “Contrações”, com Débora Falabella e Yara de Novaes. Na foto, “Os Ancestrais” do Grupo Teatro Invertido 07 Novos autores. Em sua segunda edição o projeto Janela de Dramaturgia promove a busca e leitura de textos de teatro inéditos nunca montados na sede do grupo Espanca! no centro de Belo Horizonte 08 Família. Bruno Fagundes convidou o pai, Antônio, e juntos fizeram duas peças “Vermelho”, que passou por Belo Horizonte, e “Tribos”. O jovem ator foi um dos destaques do ano. ‹› FOTO: GUTO MUNIZ/DIVULGAÇAOFOTO: LIGIA JARDIM/DIVULGAÇÃOFOTO: Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Ethel Braga/divulgaçãoFOTO: João Caldas/divulgação PUBLICADO EM 27/12/13 - 03h00 GUSTAVO ROCHA Após 21 anos, o Grupo Galpão e Gabriel Villela voltaram a trabalhar juntos, em “Os Gigantes da Montanha”, em 2013. A parceria da trupe e do diretor já rendeu o mais emblemático espetáculo na trajetória de 30 anos do Galpão, “Romeu e Julieta”, além de “A Rua da Amargura”. VEJA TAMBÉM video Temporada de êxitos e recomeços Mais “Eu destaco dois fatores: o reencontro com o Gabriel que retoma essa relação nossa com os clássicos e o grande encontro com o público de Belo Horizonte”, revela Chico Pelúcio, integrante do grupo e diretor geral do Galpão Cine Horto. Chico se refere às apresentações de “Os Gigantes da Montanha” nas praças e parques de Belo Horizonte, que segundo ele, somaram um público de quase 40 mil pessoas, em apenas seis apresentações. “Essa temperatura mostra o tanto que o teatro de rua está em BH. Essa dimensão do teatro em praça pública, em um ano que não tivemos o FIT… As pessoas deveriam olhar isso com cuidado”, cobra ele. Neste ano, o Oficinão do Galpão Cine Horto estreou o espetáculo “Ensaio de Mentira ou o Último Ensaio Para Dizer a Verdade”, dirigido por Chico e Lydia Del Picchia. A décima sexta edição do Oficinão foi comemorativa e se abriu apenas para atores que já tivessem participado do processo de criação de uma das 15 edições anteriores. “Que sentido teria um encontro entre os atores e o Cine Horto? Propus que falássemos de coisas que nos interessam diretamente, promovendo um encontro que desse voz às demandas dos artistas, cidadãos e seres humanos”, afirma Chico, sobre “Ensaio de Mentira...”. SUSTENTABILIDADE. Revendo o ano de 2013 para toda a produção teatral da cidade, Chico percebe um retrocesso nos patrocínios de projetos por partes das empresas, mas crê que o ano tenha sido de muitos encontros produtivos. “Promovemos um seminário sobre sustentabilidade aqui no Cine Horto e o que mais forte aparece em BH é a consolidação dos grupos com suas sedes, com grande diversidade de atividades. Vemos vários grupos não só apresentando, mas desenvolvendo atividades de troca, de compartilhamento”, revela. Fazendo coro a muitos coletivos de artistas que acreditam no potencial de seus espaços como extensão de uma política pública para a cultura, Chico acredita ser necessário o reconhecimento desses espaços com iniciativas de fomento e financiamento específicas. “O poder público precisa reconhecer as iniciativas dos grupos e tirar o foco no evento, que passa e não deixa nada. Essas sedes precisam ter o fomento do poder público, mas também precisam descobrir caminhos para driblar essa dependência quase visceral das leis de incentivo. As atividades dentro das sedes tem que ser uma forma de sustentabilidade para criação de receita própria”, opina. http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/um-ano-com-diversas-facetas-1.765852 NACIONAL. No Brasil, o desta que fica com Renata Sorrah, premiada com o Prêmio Shell de melhor atriz, por sua participação no espetáculo “Esta Criança” da Cia. Brasileira de Teatro, de Curitiba. Aliás, a companhia dirigida por Márcio Abreu foi o destaque da premiação. Em Curitiba, os recifenses do Magiluth causaram polêmica com sua montagem de “Viúva, Porém Honesta”, de Nelson Rodrigues. Além disso, o teatro nacional viu a Companhia dos Atores, do Rio de Janeiro, decretar sua morte, mas voltar atrás e renascer em três espetáculos que provam vigor. Destaque para “Conselho de Classe”. O ex-integrante da companhia Henrique Dias é um dos indicados do Premio Shell deste ano, no monólogo “Cine Monstro” Relembre alguns dos destaques nos palcos, ruas e espaços alternativos de Belo Horizonte e do país
Grupo Galpão em três atos Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias “Os Gigantes da Montanha” (esq.) e “Eclipse” (centro) são as novidades do Grupo Galpão na Campanha d “Os Gigantes da Montanha” (esq.) e “Eclipse” (centro) são as novidades do Grupo Galpão na Campanha de Popularização do Teatro; “Tio Vânia” (dir.) volta à programação “Os Gigantes da Montanha” (esq.) e “Eclipse” (centro) são as novidades do Grupo Galpão na Campanha d “Os Gigantes da Montanha” (esq.) e “Eclipse” (centro) são as novidades do Grupo Galpão na Campanha de Popularização do Teatro; “Tio Vânia” (dir.) volta à programação “Os Gigantes da Montanha” (esq.) e “Eclipse” (centro) são as novidades do Grupo Galpão na Campanha d “Os Gigantes da Montanha” (esq.) e “Eclipse” (centro) são as novidades do Grupo Galpão na Campanha de Popularização do Teatro; “Tio Vânia” (dir.) volta à programação ‹› FOTO: Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: miguel aun/divulgaçãoFOTO: elenize desgeniski/divulgação PUBLICADO EM 30/01/14 - 14h31 VICENTE CARDOSO JÚNIOR O cenário e o figurino cheios de cores, a interpretação melodramática e o enredo recheado de músicas. Com o espetáculo “Os Gigantes da Montanha”, em cartaz de terça (4) a domingo (9), o público de BH poderá reencontrar o estilo mais marcante do Grupo Galpão, consolidado em sucessos como “Romeu e Julieta”. Na semana seguinte, de 13 a 16 de fevereiro, o grupo mostra um lado mais experimental, em “Eclipse”. Numa dramaturgia fragmentada e com um registro mais frio na interpretação dos atores, como descreve a atriz Inês Peixoto, o grupo se aproxima da linguagem do teatro contemporâneo. “Cada espetáculo mostra o Galpão em uma faceta bem diferente”, resume a atriz. Os dois espetáculos, junto à montagem Tio Vânia (em cartaz de 21 a 23 de feveiro), marcam a participação do Grupo Galpão na 40ª Campanha de Popularização Teatro & Dança. “Eclipse” e “Os Gigantes da Montanha” são novidades no evento, enquanto “Tio Vânia” já integrou a programação em 2012 e 2013. A temporada tem certo gostinho de estreia para o grupo, que se apresenta pela primeira vez no Cine Theatro Brasil, com “Os Gigantes”, e no CCBB, com “Eclipse”. DIVERSIDADE Para Inês, que já participa da campanha antes mesmo de ingressar no Galpão, em 1992, o evento é uma oportunidade de encontrar públicos diversos na capital. “A campanha criou uma tradição de ida ao teatro nesses meses de janeiro e fevereiro de um público que geralmente não consome o teatro”, afirma. A possibilidade de levar para espaços fechados espetáculos concebidos originalmente para a rua também marca a participação do Galpão na campanha. “Estreamos ‘Os Gigantes da Montanha’ na praça do Papa, em apresentações para 5.000 pessoas. Quando levamos para o teatro, muitos foram novamente, para ver o espetáculo melhor”, conta Inês Peixoto. “Acho que a campanha também nos traz essa possibilidade de diversificar a fruição do público”, completa. “Os Gigantes da Montanha” marca a retomada da parceria do grupo com Gabriel Villela, diretor de “Romeu e Julieta” (1992) e “A Rua da Amargura” (1994). A peça narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, numa alegoria sobre o valor do teatro. Em 44 apresentações, quase 90 mil pessoas já assistiram ao espetáculo em 25 cidades. Em “Eclipse”, cinco personagens discutem a existência humana enquanto aguardam o final de um eclipse solar. O diálogo perpassa os contos e a filosofia do escritor russo Anton Tchékhov (1860-1904). E é um conterrâneo dele, Jurij Alchitz, quem assina a direção da peça. De autoria do próprio Tchékhov, a peça “Tio Vânia”, escrita em 1897, fecha a participação do Galpão na campanha. A perda das ilusões e a necessidade de se reinventar compõem o tema central da peça. Programe-se “Os Gigantes da Montanha” De terça (4) a sábado (8), às 21h, e domingo (9), às 19h. Cine Theatro Brasil (praça Sete, r. dos Carijós, 258, centro, 3222-4389). R$ 12 (preço único nos postos do Sinparc) e R$ 40 (inteira, no teatro) “Eclipse” 13 e 14/2, às 20h, e 15 e 16/2, às 19h. CCBB (praça da Liberdade, 450, Savassi, 3431-9400). R$5 (Sinparc) e R$ 10 (inteira, no teatro) “Tio Vânia” 21 e 22/2, às 21h, e 23/2, às 19h. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3214-5350). R$ 12 (Sinparc) e R$ 40 (inteira, no teatro) O que achou deste artigo? 2http://www.otempo.com.br/pampulha/almanaque/grupo-galp%C3%A3o-em-tr%C3%AAs-atos-1.781213 4 6 8 10
Réquiem – para quem? 31.01.2014 | 12:45 MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES inShare TIRADENTES – Lá vou eu colher um vendaval de críticas, porque meus posts de teatro sempre repercutem muito. Mas esse povo de teatro – os críticos – são muito esquisitos. Uma vez, na redação do Estado, fiz uma ressalva a uma montagem de Otelo e Beth Néspoli, que então escrevia no Caderno 2, encrespou-se. Quem era eu para falar de teatro? Existe um coletivo de crítica que pensa em bloco, que decide o que vale ou não e se acha dono da verdade. Estou aqui em Tiradentes, o lugar em que mais se debate cinema – em termos de festivais – do Brasil, e não percebo essa camisa de força. Há uma pluralidade muito saudável, como os próprios filmes. Mas, enfim, Dib Carneiro me mostrou uma crítica sobre Um Réquiem para Antonio que saiu na Folha. O jornal já tem aquele perfil. Adora não adorar as coisas, o que na mentalidade tacanha deles passa por ser ‘crítico’. O texto é pura provocação – o da crítica. Dib, segundo ela, escreveu uma peça quase enciclopédica, seja lá o que isso significa, mas Maria Adelaide Amaral, cuja opinião prezo mais, enviou ao Dib um e-mail dizendo que nunca tinha visto e ouvido nada tão bonito sobre a inveja, o tema da peça. A guria da Folha – é do sexo feminino, presumo que seja jovem, inexperiente – segue com suas ressalvas à montagem, aos atores. Diz que Gabriel Villela cede ao multiculturalismo, que fez um pastiche nos cenários e figurinos. Bem, tudo aquilo faz sentido na ótica clownesca que ele adota, mas parece ter escapado à moça. Seria mais honesto dizer – não gostei. Ninguém é obrigado a gostar. F… é buscar conceitos para sustentar o insustentável. E depois de arrasar, ela ainda diz, na cotação, que é ‘bom’. Como, o que sobrou para ser bom? Enfim, Dib, Gabriel e Claudio Fontana são meus amigos. Já ouço alguém dizer que defendo minha patota. Vão ver, vão ver, é o que digo como resposta http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/requiem-para-quem/