terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PRINCIPAL / SALA DE NOTICIAS SALA DE NOTÍCIAS http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=143549&pIdPlc=&app=salanoticias Alterar tamanho do texto Imprimir Impressão Grupo Galpão estreia na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança Publicado em 03/02/2014 19:53:18 O Grupo Galpão marca sua estreia nesta terça-feira, dia 4, na 40ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança com sua peça mais recente, “Os Gigantes da Montanha”. A montagem, que já circulou por várias cidades brasileiras, ocupa o palco do Cine Theatro Brasil (rua dos Carijós, 258, Centro) de terça a sábado, às 21h, e no domingo, às 19h. O espetáculo, com texto do autor italiano Luigi Pirandello, celebra o retorno da parceria com Gabriel Villela, que dirigiu o grupo em “Romeu e Julieta” e “Rua da Amargura”, espetáculos históricos levados pela primeira vez ao grande público nos anos 1990. A peça pode ser vista até o próximo domingo e os ingressos custam R$ 12. A fábula narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila isolada do mundo, marcada por encantos e governada pelo mago Cotrone. A trupe de mambembes encontra-se em profundo declínio e miséria, devido à obsessão de sua primeira atriz, a condessa Ilse, em montar “A Fábula do Filho Trocado”. Convencido a dar vida ao espetáculo, Cotrone se propõe a criar fantasmas, que completam o elenco da peça, mas em troca pede aos atores que permaneçam para sempre na vila, representando a encenação apenas para eles mesmos. A proposta causa insatisfação em Ilse, defensora do discurso de que uma obra deve viver entre os homens, sendo apresentada para o grande público. A esperança surge com os gigantes da montanha, povo que vive próximo ao lugarejo, mas, que são conhecidos pelo desprezo pela poesia e pela arte. Confira a programação da campanha de popularização de terça-feira, dia 4: Dança • “Pó de Nuvens” – Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes), às 21h. R$ 12. Teatro adulto • “7 Lições para se Conquistar um Homem Quase Perfeito” – Teatro da Maçonaria (avenida Brasil, 478, Santa Efigênia), às 21h. R$ 12. • “Arrasô! A Comédia” - Teatro Monte Calvário (rua Bernardo Guimarães, s/nº, esq. com rua Uberaba, Barro Preto), às 21h. R$ 12. • “As Rosas no Jardim de Zula” – Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, Centro), às 20h. R$ 8. • “As Sereias da Zona Sul” – Teatro Izabela Hendrix (rua da Bahia, 2.020, Lourdes), às 20h. R$ 12. • “Como fazer uma mulher feliz com apenas cinco reais!” - Teatro Santo Agostinho (rua Aimorés, 2.679, Santo Agostinho), às 20h30. R$ 12. • “É vira-lata, mas não tem rabo preso” – Cine Theatro Brasil – Teatro de Câmara (rua Carijós, 258, Centro), às 21h. R$ 12. • “Os Gigantes da Montanha” – Cine Theatro Brasil (rua Carijós, 258, Centro), às 21h. R$ 12. • “Os Sem Vergonha” – Teatro Alterosa (avenida Assis Chateubriand, 499, Floresta), às 21h. R$ 12. • “Quem tem medo da velhice” – Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, Centro), às 20h30. R$ 12. • “Só quero ver na Copa” - Teatro Shopping Estação BH (avenida Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova), às 20h30. R$ 12. • “Talvez seja amor” – Teatro Sesi Holcim (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia), às 20h30. R$ 12. • “Vexame” – Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes), às 20h30. R$ 12. • “Vulgaridades Sublimes” – Teatro Júlio Mackenzie (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro), às 21h. R$ 10. | Voltar
BELO HORIZONTE 05 FEVEREIRO 1H55 20°MIN 33°MAX CAPA SUPERFC CIDADES DIVERSÃO INTERESSA MAIS http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/grupo-galp%C3%A3o-d%C3%A1-in%C3%ADcio-a-mostra-de-seus-trabalhos-mais-recentes-1.783278 MagazineTV TudoCelebridadesRoteiros culturaisMeu GuiaCinemaRSS REPERTÓRIO Grupo Galpão dá início a mostra de seus trabalhos mais recentes “Os Gigantes da Montanha”, assim como “Eclipse” e “Tio Vânia”, estarão em cartaz em fevereiro Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias C-FDU03 Tipos e música marcam o espetáculo “Os Gigantes da Montanha” PUBLICADO EM 04/02/14 - 04h00 GUSTAVO ROCHA Aquela máxima artística de se renovar e começar tudo do zero ao iniciar um novo trabalho encontra seu par perfeito quando falamos do atual momento vivido pelo Grupo Galpão. A partir de hoje, o público poderá conferir facetas bastante diferentes do grupo, que apresenta três peças dentro da programação da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Primeiro, “Os Gigantes da Montanha”, seguido por “Eclipse” e, finalmente, “Tio Vânia”. “A natureza do teatro de rua é exteriorizada, portanto, é uma linguagem com mais estímulos visuais e sonoros”, observa Eduardo Moreira, um dos atores e fundadores do Galpão. “Os Gigantes da Montanha” marca o reencontro do grupo com o diretor Gabriel Villela, e parte da obra do italiano Luigi Pirandello. “É uma dramaturgia quase alucinógena. Esse texto é da fase final de Pirandello, quando ele dizia que o teatro deveria ser pura poesia. Eu o vejo como um desafio grande, por ser uma trama muito complexa, cheia de histórias paralelas”, explica Moreira. Villela assina a direção daquele que é um dos principais marcos do teatro da cidade: “Romeu e Julieta”, de 1992. Quase vinte anos depois (Villela ainda dirigiu “A Rua da Amargura”, de 1994) eles reeditam a parceria. Para Moreira, embora ambos tenham acumulado experiências ao longo da trajetória, cada processo significa uma possibilidade de recomeço. “Um começo de trabalho é sempre um salto no escuro”. Originalmente concebida para a rua, nessa temporada a montagem será realizada em um teatro. “Acho que o caminho da rua para o palco é mais fácil do que o contrário. O espetáculo vai ganhar visualmente em plasticidade e perder um pouco de sua relação com o público”, avalia. Outras facetas do Galpão poderão ser vistas quando o grupo apresentar “Eclipse” e “Tio Vânia”. “Tchekov é uma coisa interiorizada, um desafio muito grande. Ao mesmo tempo é teatral, mas a teatralidade soa mal, ela destoa. Essa medida é complexa. Você não pode ser naturalista como se estivesse na cozinha da sua casa, mas não pode ser tão teatral, porque não convence”, observa Moreira. Agenda O quê. “Os Gigantes da Montanha” Quando. De hoje a 9 de fevereiro (de terça a sábado, às 21h; domingo, às 19h) Onde. Cine Theatro Brasil (rua dos Carijós, 258, centro) Quanto. R$ 12 nos Postos do Sinparc
CÊNICAS Festival de Teatro aposta em figurões Edição da mostra 2014 traz Débora Falabella, Eriberto Leão, Ney Latorraca, Maria Fernanda Cândido e Reynaldo Gianecchini aos palcos de Curitiba 04/02/2014 12:30 Helena Carnieri O Festival de Teatro deste ano irá agradar quem gosta de ver rostos conhecidos no palco. A mostra principal, que vai de 26 de março a 6 de abril, terá pelo menos cinco espetáculos cujo elenco traz figuras bem tradicionais da televisão. A grade principal está sendo divulgada na manhã desta terça-feira (4) no Itaú Cultural, em São Paulo. O veterano Ney Latorraca volta ao teatro pelas mãos do polêmico diretor Gerald Thomas, em “Entredentes”, que terá sessões durante o festival. Eriberto Leão encarna Jim Morrison, vocalista do The Doors, no musical “Jim”, com direção do paranaense Paulo de Moraes. Reynaldo Gianecchini faz par com a paranaense Maria Fernanda Cândido em “A Toca do Coelho”, peça com direção de Dan Stulbach – outro ator conhecido que deve vir a Curitiba para a estreia. E a atriz Débora Falabella, que ganhou o Brasil em 2012 com a interpretação da personagem Nina na novela "Avenida Brasil" apresenta em Curitiba “Contrações”, peça com direção da prestigiada Grace Passô, que concorre a vários prêmios nacionais. Com cinco espetáculos internacionais e seis estreias nacionais, o festival mantém a tradição de trazer a Curitiba trabalhos que tiveram destaque no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas também inclui duas companhias curitibanas na grade: a Cia Brasileira, com “Nús, Ferozes e Antropófagos”, e a Cia. Metáfora, que estreia “Tumba de Cães”. Uma mostra de rua patrocinada pelo Sesi também fará barulho, com a chilena “El Hombre Venido de Ninguna Parte” e o novo espetáculo dos mineiros do Galpão, “Os Gigantes da Montanha”. Na quarta-feira (5), O Caderno G traz a cobertura completa do Festival de Teatro 2014. Ingressos As vendas de ingresso começam na próxima sexta-feira (7), em bilheterias instaladas nos shoppings Palladium, Mueller e ParkShopping Barigüi, além do site do Festival. O valor é o mesmo do ano passado: R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia-entrada. Veja a lista completa de espetáculos da mostra principal do festival: ESTREIA “2 x Matei”. Direção de Gilberto Gawronski (SP). Com Gilberto Gawronski e Guida Vianna. Dias 26 e 27 de março no Guairinha. “Espelho para Cegos”, da Cia. do Teatro dos Novos (Salvador, BA). Direção de Marcio Meirelles, Bertho Filho e Douglas Irvine. Dias 26 e 27 de março no Teatro da Reitoria. ESTREIA “Concreto Armado”, com o Teatro do Inominável (RJ). Direção de Diogo Liberano. Dias 26 e 27 de março, no Teatro do Paiol. “Ricardo III”, monólogo com Gustavo Gasparani (RJ). Direção de Sérgio Módena. Dias 27 e 28 de março, no Sesc da Esquina. “Cais ou da Indiferença das Embarcações”, da Velha Companhia (SP). Direção de Kiko Marques. Dias 27 a 30 de março, no Cietep. ESTREIA “Tumba de Cães”, com a Cia. Metáfora (Curitiba). Direção de Marino Jr. Dias 28 e 29, no Guairinha. “Contrações”. Direção de Grace Passô (SP). Com Débora Falabella e Yara de Novaes. Dias 28 e 29 de março, no Teatro Bom Jesus. “A Arte da Comédia”. Direção de Sérgio Módena (RJ). Com Ricardo Blat e Thelmo Fernandes. Dias 29 e 30 de março, no Teatro Positivo. “Ricardo III”, do Projeto 39 Shakespeare (SP), que encenará a obra completa de Shakespeare. Dias 29 e 30 de março, no Sesc da Esquina. “BR Trans”, com o coletivo artístico As Travestidas (fortaleza e Porto Alegre). Direção de Jezebel De Carli. Monólogo com Silvero Pereira. Dias 29 e 30 de março, no Teatro do Paiol. “Sexo, Drogas e Rock´n´roll”. Direção de Vítor Garcia Peralta (RJ). Monólogo com Bruno Mazzeo. Dias 30 e 31 de março, no Guairão. “Jim”. Direção de Paulo de Moraes (RJ). Musical com Eriberto Leão sobre Jim Morrison. Dias 1º e 2 de abril, no Guairão. “Um Réquiem para Antonio”, de Gabriel Villela (SP). Com Claudio Fontana e Elias Andreato. Dias Dias 1º e 2 de abril, no Teatro da Reitoria. “Trilogia do Sonho”, com a Cia. Sala Escura (RJ). Direção de Iuri Kruschewsky: “É Culpa da Vida Que Sonhei ou dos Sonhos Que Vivi” (dias 1º e 2); “Memória Inventada no Sonho de Alguém” (dias 3 e 4) e a estreia de “Pesadelo” (dias 5 e 6), no Teatro Bom Jesus. “Bichado”, de Zé Henrique de Paula e Núcleo Experimental (SP). Dias 1º e 2 de abril, no Sesc da Esquina. “Transgressões”, da Cia. PiaFraus (SP). Direção de Beto Andretta. Dias 1º e 2 de abril, no Teatro do Paiol. ESTREIA “Rózà”. Direção de Marta Kiss Perrone e Joana Levi (SP). Dias 1º e 2 de abril, no Cietep. “Entredentes”, de Gerald Thomas (SP). Com Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria. Dias 2 e 3 de abril, no Teatro Positivo. “Quem Tem Medo de Virginia Woolf”, com Zezé Polessa e Daniel Dantas. Direção de Vítor Peralta (RJ). Dias 3 e 4 de abril, no Guairão. ESTREIA “O Dia em Que Sam Morreu”, com a Cia. Armazém (PR/RJ). Direção de Paulo de Moraes. Dias 3 e 4 de abril, no Guairinha. Cia dos Atores (RJ) Grupo apresenta “Laboratorial” (19h30) e “Como Estou hoje” (21h30) dias 3 e 4 de abri; e “Conselho de Classe” (21h) dias 5 e 6 de abril. No Sesc da Esquina. “Se Fosse Fácil, Não Teria Graça”. Direção e atuação de Nando Bolognesi (SP). Dias 3 e 4 de abril, no Teatro do Paiol. “A Importância de ser Perfeito”, do ColetivoAchadoNumaMala (RJ). Dias 4 a 6 de abril, no Cietep. “Paixão e Fúria – Callas, o Mito”, com o Studio 3 Cia. de Dança (SP). Direção de José Possi Neto. Dias 5 e 6 de abril, no Teatro Positivo. “A Toca do Coelho”. Direção de Dan Stulbach (SP). Com Maria Fernanda Cândido e Reynaldo Gianecchini. Dias 5 e 6 de abril, no Guairão. “Nem Mesmo Todo o Oceano”, da Cia. Omundoé (RJ). Direção de Inês Viana. Dias 4 e 5 de abril, no Guairinha. “Nús, Ferozes e Antropófagos”, com a Cia. Brasileira (Curitiba), o coletivo Jakart/Mugiscué e o Centro Dramático Nacional de Limousin, da França. Dias 5 e 6 de abril, no Teatro do Paiol. Ensaio aberto. Internacionais “Otelo”, da Cia. Viajeinmóvil (Chile). Direção de Jaime Lorca, Teresita Iacobelli, Christián Ortega. Com Teresita Iacobelli, Jaime Lorca e bonecos. Dias 29 e 30 de março, no Teatro Positivo. “The Rape of Lucrece”. Performance em inglês com a cantora Camille O'Sullivan e música original ao vivo de Feargal Murray (Reino Unido). Dias 4 e 5 de abril, no Teatro da Reitoria. “Sonata de Otoño”, de Daniel Veronese (Argentina). Texto de Ingmar Bergman em espanhol. Com Cristiana Banegas, María Onetto e Luis Ziembrowski. Dias 31 de março e 1º de abril, no Guairinha. “Spam”, com a Cia. Spregelburd/ músico Zypce (Argentina). Direção de Rafael Spregelburd. Com Raphael Spregelburd e Zypce. Em espanhol. Dias 30 e 31 de março, no Teatro da Reitoria. Sesi na Rua “El Hombre Venido de Ninguna Parte”, da Cia. La Gran Reyneta (Chile). Teatro de rua em espanhol. Direção de Mario Soto. Com Francisca Gazitúa, Claudio Vega, Rodrigo Ortega, Pablo Sepúlveda, Luis Catalán, Gonzalo Mella, Noela Salas. Dias 26 e 27 de março, na Praça Santos Andrade. “O Pequeno Manual do Cavaleiro Andante”, com a Cia. dos Palhaços. Dia 2 de abril, no Largo da Ordem. “A Pereira da Tia Miséria”, com o Núcleo Ás de Paus (Londrina). Dia 3 de abril, no Largo da Ordem. “Os Gigantes da Montanha”, com o Grupo Galpão (MG). Direção de Gabriel Villela. Dias 4 e 5 de abril, no Largo da Ordem. Divulgaãohttp://www.jornaldelondrina.com.br/m/cultura/conteudo.phtml?tl=1&id=1444767&tit=-Festival-de-Teatro-aposta-em-figuroes
Minas, Rússia e Itália » Grupo Galpão estreia nesta terça-feira na Campanha de Popularização do Teatro Além da montagem 'Os gigantes da montanha', trupe levará peças 'Eclipse' e 'Tio Vânia' aos palcos do evento Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/arte-e-livros/2014/02/04/noticia_arte_e_livros,151157/grupo-galpao-estreia-nesta-terca-feira-na-campanha-de-popularizacao-do.shtml Carolina Braga - EM Cultura Publicação:04/02/2014 07:00Atualização:04/02/2014 08:16 Depois de conquistar o público na Praça do Papa, 'Os gigantes da montanha' chega ao palco do Cine Theatro Brasil (Beto Magalhães/EM/D.A Press) Depois de conquistar o público na Praça do Papa, 'Os gigantes da montanha' chega ao palco do Cine Theatro Brasil É claro que ver o Grupo Galpão na rua, especialmente na Praça do Papa, tem um encanto especial, como foi na estreia de 'Os gigantes da montanha'. Mas a recente parceria da trupe mineira com o diretor Gabriel Villela é tão rica esteticamente que vê-la em um palco convencional, ainda mais em um espaço como o Cine Theatro Brasil, tende a potencializar a produção. A fábula trágica do italiano Luigi Pirandelo estreia hoje na programação da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. SAIBA MAIS... 'As rosas no jardim de Zula' entra em cartaz no Teatro João Ceschiatti Defensor do teatro de repertório, o dramaturgo, diretor e ator José Luiz Ribeiro celebra 50 anos de carreira Peça 'Talvez seja amor' estreia na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança Terceira montagem feita em parceria com Villela, depois de 'Romeu e Julieta' e 'A Rua da Amargura', o espetáculo revela o que pode haver de popular na poesia do italiano, tido por muitos como autor erudito. 'Os gigantes da montanha' mistura as referências mineiras e italianas. A trilha sonora tem 13 canções típicas do país europeu. Entre elas estão composições de Nino Rota, como 'La arrabiatta', presente no filme 'Amor e anarquia', de Lina Wertmüller, assim como peças de Bizet ('Les pêcheurs de perles'), Sergio Endrigo ('Io che amo solo te'), e Jimmy Fontana ('Il mondo'). A trama narra a chegada de uma trupe de atores a uma misteriosa vila. FILOSOFIA Além de 'Os gigantes da montanha', o Galpão também apresenta na sequência dois trabalhos gerados a partir da imersão na dramaturgia do contista e dramaturgo russo Antón Tchekov. Eclipse, com direção do russo Jurij Alschitz, é um mergulho na filosofia presente nos contos do escritor. Totalmente diferente de tudo que o Galpão já fez, o espetáculo, em cartaz entre os dias 13 e 16, provoca reflexões existenciais, muitas delas em torno do ofício do ator. Já Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), em cartaz entre os dias 21 e 23, no Grande Teatro do Sesc Palladium, é montagem de texto clássico de Tchekov. Com direção de Yara de Novaes, o espetáculo é focado no trabalho de interpretação dos atores. É fruto de processo de compreensão da palavra, com resultado muito interessante no palco. Os ingressos para todas as montagens estão à venda nos postos do Sinparc e nas bilheterias dos teatros, com preços variados. Galpão na campanha 'Os gigantes da montanha' Até o dia 9, de terça a sábado, às 21h, e domingo, às 19h. Cine Theatro Brasil Vallourec, Praça Sete esquina com Rua dos Carijós, 258 , Centro, (31) 3222-4389. Ingressos: R$ 12 (postos do Sinparc); e R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) na bilheteria do teatro. 'Eclipse' De 13 a 16, quinta e sexta, às 20h, sábado e domingo, às 19h. Centro Cultural Banco do Brasil, Praça da Liberdade, 450, Funcionários, (31) 3431-9400. Ingressos: R$ 5 (postos do Sinparc); e R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) na bilheteria do teatro. 'Tio Vânia (aos que vierem depois de nós) ' De 21 a 23, Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h. Grande Teatro do Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro, (31) 3214-5350. Ingressos: R$12 (postos do Sinparc); e R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) na bilheteria do teatro.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/reencontro-de-gigantes-1.649919 SUPER NOTÍCIAPAMPULHAOT BETIMOT CONTAGEMTEMPINHOCONCHAGASTRÔEDIÇÃO DIGITALCADASTRARLOGIN BELO HORIZONTE 03 FEVEREIRO 1H52 18°MIN 32°MAX CAPA SUPERFC CIDADEShttp://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/reencontro-de-gigantes-1.649919 DIVERSÃO INTERESSA MAIS MagazineTV TudoCelebridadesRoteiros culturaisMeu GuiaCinemaRSS ARTES CÊNICAS Reencontro de gigantes Gabriel Vilela volta a dirigir o Galpão, com texto de Pirandello Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias Referências Montagem mescla estéticas de Itália e Brasil, unindo referenciais da commedia del’arte, circo, seresta, num clima onírico Artes cênicas vitória da arte sobre a morte Texto de Pirandello é a “vitória da arte sobre a morte”, diz diretor Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas Artes cênicas ‹› FOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgaçãoFOTO: Fotos Guto Muniz/divulgação PUBLICADO EM 22/05/13 - 03h00 LILIANE PELEGRINI ESPECIAL PARA O TEMPO A casa do Grupo Galpão, ali no bairro Horto, estava em branco. Literalmente. Paredes, tudo. Era um momento de espera. O espaço, como uma tela, foi ganhando cores e formas assim que o diretor Gabriel Villela pisou ali para a preparação da terceira parceria entre o grupo e ele. É como se um membro da família muito querido voltasse ao lar depois de longa distância, com um sopro de novidade. “Gabriel chegou e já foi pintando uma parede de amarelo, trazendo essas cores, esses elementos todos”, comenta a atriz Inês Peixoto, contemplando o ambiente da sede do grupo, agora totalmente – e, de novo, literalmente – tomado por tons, peças, móveis, acessórios que constituem o universo da criação. VEJA TAMBÉM video “É um texto de poesia, não um teatro de tese” Mais A analogia livre sintetiza a relação de troca e estímulo criativo entre diretor, grupo e toda a equipe técnica por trás da construção de “Os Gigantes da Montanha”, que estreia na quinta-feira da próxima semana, na praça do Papa, cenário já intimamente ligado à trajetória do Galpão. Já haviam se passado 19 anos desde o último espetáculo que fizeram juntos. Em 1994, diretor e companhia montaram “A Rua da Amargura”, depois de um começo de parceria retumbante com o clássico “Romeu e Julieta”, de 1991. “Não interrompemos uma relação artística, mas agora a retomamos de uma forma muito visceral e isso para nós é um motivo de alegria muito grande”, pontua o ator Eduardo Moreira. “Havia um desejo muito intenso de saber como o Galpão estava e da mesma forma eles queriam saber como andava a minha cabeça artisticamente”, complementa Gabriel Villela. Para esse reencontro, é preciso dizer que grupo e diretor não fizeram uma escolha fácil. E não poderia ser diferente, dadas as trajetórias tanto de Gabriel quanto do Galpão, sempre em busca de uma linguagem original e de uma estética igualmente autêntica. De cinco textos que estavam na mira, eles escolheram a obra dramatúrgica do italiano Luigi Pirandello (1867-1936), que carrega em si um universo que pede muito mais de subjetividade do que de representação pura e simples – como diria o próprio diretor, o mais difícil entre os textos possíveis. Prato cheio, portanto, para a mão e imaginação de Gabriel Villela e do elenco afiadíssimo do Galpão. “Digo que é o mais difícil entre todos os outros porque é o que apresenta uma narrativa não linear. Não é um texto realista, muito menos naturalista. É um texto herético nesse aspecto porque ele avança contra essas tendências do realismo e do naturalismo, estilos comuns naquela época, e sai por surrealismo lírico, que quase pede que o leitor ou o espectador tome um chá de cogumelo antes”, brinca o diretor. “É um espetáculo que passa primeiro pelo sentir e depois pelo pensar”, acrescenta. Assim como em “Romeu e Julieta”, a dramaturgia de “Os Gigantes da Montanha” é permeada o tempo inteiro por música. “Isso vem pautado de uma relação anterior nessa nossa experiência que já pretendia colocar a palavra na rua, a palavra falada ou cantada em cima de uma narrativa clássica. Hoje nós temos tanto material, tanta tecnologia e essa liberdade estética para investigar mais a fundo coisas que já vinham lá de trás”, comenta Gabriel Villela. A obra de Pirandello é fundamentalmente definida por uma tragédia além da ficção. Em 1936, com dois atos escritos, o italiano foi acometido por uma forte pneumonia, que acabou matando-o e deixando a obra sem um final fechado, ainda que o autor tenha orientado seu filho sobre uma ideia de desfecho. A idiossincrasia que acometeu autor e obra também fisgou a trupe. “Quisemos treinar esse desafio de uma obra inconclusa de um autor que morreu escrevendo as últimas palavras. Quisemos colocar isso ali com as cores e as indagações estéticas nossas”, afirma o diretor. “É uma obra complexa, mas o Pirandello era um homem de alta cultura que sempre foi antielitista. Ele sempre escreveu personagens muito populares, que tocam numa sensibilidade que passa o intelecto, ou seja, que vai além.” Eduardo Moreira Ato
home estilo turismo direção almanaque habitar REENCONTRO De volta à rua Com obra de vencedor do nobel, Grupo Galpão e Gabriel Villela retomam parceria Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias http://www.otempo.com.br/pampulha/almanaque/de-volta-%C3%A0-rua-1.650986 Grupo Galpão Os gigantes do asfalto Maturidade. A preparação vocal deu aos atores um novo jeito de tratar a palavra PUBLICADO EM 25/05/13 - 03h00 JESSICA ALMEIDA O espetáculo que marca o reencontro entre Grupo Galpão e Gabriel Villela é também um convite para que o espectador “tome um chá de cogumelo”. A expressão é uma brincadeira que o próprio diretor faz para explicar como o texto de “Os Gigantes da Montanha”, do italiano Luigi Pirandello (1887-1936), é não-linear e vai contra os princípios do realismo e do naturalismo. Passados quase 20 anos de sua última parceria formal, companhia e diretor retornam à praça do Papa e apresentam aos belo-horizontinos, de quinta (30) a domingo (2), seu mais novo trabalho. Deixada inconclusa por Pirandello, que morreu de uma forte pneumonia antes de finalizá-la, a peça acabou sendo uma oportunidade para que a equipe desenvolvesse uma forma de colori-la a seu próprio modo. Tomando como ponto de partida a chegada de uma companhia de teatro decadente a uma ilha cheia de mistérios e governada por um mago, são trazidas à cena discussões sobre o valor do teatro, em sua dimensão artística e poética, num mundo tomado pelo pragmatismo. A música é um elemento fundamental para trazer para a rua e tornar o verso erudito de Pirandello popular. Cantadas e tocadas pelos próprios atores, canções italianas receberam arranjos novos, e ajudam a criar o ambiente onírico do espetáculo. Assim como o cenário, feito em madeira de demolição, e os figurinos, concebidos especialmente para apresentações à noite. Parcerias O desenvolvimento do projeto contou ainda com mais alguns convidados. Entre eles, a performer e musicista italiana Francesca Dell Monica, que orientou os atores numa pesquisa sobre antropologia da voz. “Quando aprendemos a falar e a andar, entramos no mundo das convenções e aí começamos a nos reprimir. O trabalho da Francesca é justamente esse: ativar memórias corporais quebrando esses bloqueios que vamos acumulando ao longo da vida, para ampliar a capacidade de expressão e chegar ao outro com mais presença”, explica o preparador musical Ernani Maletta. Para complementar o elenco, os atores-cantores Regina Souza e Luiz Rocha também vieram somar-se ao grupo. Integrante da banda Todos os Caetanos do Mundo, Luiz encontrou, no convite, uma motivação. “Eu estava a ponto de desistir de ser ator e me dedicar só à música, quando recebi o convite do Galpão e posso dizer que trabalhar com eles deu novo fôlego à minha carreira”, conta. Cronograma Cumprido Aquele estresse dos momentos finais, tão comum quando a data de algum evento importante se aproxima e as coisas ainda não estão no seu lugar, passou longe dos portões da companhia. Com tudo pronto um mês antes da estreia e até um número razoável de ensaios abertos realizados (foram sete, na sede do Plug Minas, centro de formação de jovens, do Governo de Minas), os últimos dias ficam apenas por conta de arremates. A equipe dá os créditos ao diretor Gabriel Villela. “Na peça, tem um personagem que é o Mago Cotrone. Nós gostamos de brincar que ele é o ‘Gabrione’, por conta da sua capacidade de harmonizar tantos elementos. Ele é um grande mago”, brinca a atriz Inês Peixoto. O diretor, por sua vez, devolve o elogio a eles. “Há muito planejamento, envolvimento e muito conhecimento técnico e teórico da parte de todos os envolvidos”. Grupo Galpão Os Gigantes da Montanha, com direção de Gabriel Villela Praça do Papa (Mangabeiras). Dias 30 (quinta) a 1º (sábado), às 20h e 2 (domingo), às 19h. Entrada franca
RTES CÊNICAS Sob as bênçãos das montanhas “Os Gigantes da Montanha”, que estreia hoje na praça do Papa, marca reencontro do Galpão com Gabriel Villela Enviar por e-mail Imprimir Aumentar letra Diminur letra Fonte NormalMais Notícias Canto A montagem contou com um trabalho de antropologia da voz feito pela italiana Francesca Della Monica PUBLICADO EM 30/05/13 - 03h00 LILIANE PELEGRINI Por trás de um grande espetáculo, uma grande família. Hoje, quando o público assistir na praça do Papa à estreia de “Os Gigantes da Montanha”, novo espetáculo do Grupo Galpão, será possível notar o quanto o apreço por parcerias e convidados estimula e completa a já tão bem engendrada base que forma a companhia, não por acaso um dos peixes grandes do país. Em vez de simplesmente se apoiar em seus talentosos pilares, o Galpão não tem medo de abrir as portas para que outros artistas venham e tragam, cada qual, um pouco de si. É como se realmente, mais do que um grupo teatral, o Galpão fosse mesmo uma família, daquelas grandes e de mesa farta, sempre disposta a receber. VEJA TAMBÉM video Grupo Galpão "esquenta" a noite com a peça "Os Gigantes da Montanha" Mais Nessa analogia, a nova montagem da companhia pode ser celebrada como um reencontro com um dos seus que andava distante e, também, como o batismo dos novos familiares, já que marca uma nova parceria com o diretor Gabriel Villela, com quem o grupo já havia criado dois marcos do teatro – “A Rua da Amargura” (1991) e “Romeu e Julieta” (1994) – e, na mesma medida, o início de parcerias com, por exemplo, os cantores e atores convidados Regina Souza e Luiz Rocha e com a italiana Francesca Della Monica, responsável pelo trabalho de antropologia da voz – a propósito, uma novidade no trabalho preparatório para um espetáculo. “Reunir essa equipe foi mesmo uma grande conquista”, comenta o ator Eduardo Moreira que, ao apresentar o novo trabalho para a imprensa, na semana passada, fez questão de agradecer a cada um dos envolvidos na construção do espetáculo, seja diante do público ou nos bastidores, desde o diretor até o pessoal da logística. “Eu nunca fui recebido tão bem quanto fui recebido aqui no Galpão. Acho que nem na casa da minha mãe”, brinca Luiz Rocha. Isso sem contar que é, ainda, um brinde a companheiros ininterruptos, como Babaya, na preparação vocal, e Ernani Maletta, na direção musical. O resultado de uma produção que trabalha sobre uma sintonia geral tão afinada promete transportar o público para um lugar onde sentir se mostra mais importante do que, de fato, compreender racionalmente o incensado texto do italiano Luigi Pirandello. Isso também, claro, pela própria natureza da obra de Pirandello. “O texto convoca a pensar subjetivamente sobre a arte, a poesia. É um espetáculo que passa primeiro pelo sentir, depois pelo pensar”, comenta o diretor Gabriel Villela, celebrando, ainda, o cenário natural que é a praça do Papa. “Os mais desavisados podem pensar que os gigantes da montanha somos nós mesmos. Mas, de certa forma, gosto de pensar nos meus devaneios que tem essa coisa bonita de estrear no topo da montanha, onde corre o vento puro”, diz. Semana que vem, o grupo cumpre temporada no Parque Ecológico da Pampulha. Em “Os Gigantes da Montanha”, a trama gira em torno de uma companhia de teatro decadente que chega a uma vila afastada do mundo e pautada pela magia. Começa aí um jogo de metalinguagens que instigam o espectador para dentro de um universo de sons, cores e imagens mentais que vêm tanto do próprio texto quanto, como diria Eduardo Moreira, da “nave de sonho e imaginação” criada por Gabriel Villela. A musicalidade é outro ponto forte na construção cênica do espetáculo. Agenda O QUE. Estreia nacional do espetáculo “Os Gigantes da Montanha”, do Grupo Galpão, com direção de Gabriel Villela QUANDO. Hoje, amanhã e sábado, às 20h, e domingo, às 19h ONDE. Praça do Papa (alto da avenida Afonso Pena) QUANTO. Grátis Mais O ator e diretor teatral Paulo José, amigo e parceiro do Galpão, confirmou presença na estreia da peça, hoje, na praça do Papa O grupo orienta o público a ir mais cedo para evitar transtornos. O que achou deste artigo? 2 4 6 8 10 COMENTÁRIOS (1) Tia
DanieleTia DanieleOS GIGANTES ADORMECIDOS Critica Espetáculo Na noite dessa quinta feira última (30/6) estreou, na Praça do Papa, o novo espetáculo do Grupo Galpão “Os Gigantes da Montanha”. Com texto de Luigi Pirandello e direção de Gabriel Villela, o grupo volta mais uma vez ao trabalho do teatro de rua, lugar onde abrilhantou olhos curiosos e consagrou sua carreira. A montagem trás figurinos ricos em detalhes e significados e um cenário primoroso que coloria a noite belorizontina, contudo, mesmo com todos esses elementos, nossos gigantes do teatro não conseguiu trazer de volta a magia cênica que se viu em montagens como Romeu e Julieta, Um Molière Imaginário e Rua da Amargura. A fábula narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. Tudo começa muito bem com um coral de vozes unissom que anuncia uma noite de grandes emoções, mas, infelizmente, o que se vê posteriormente são interpretações perdidas e um desenrolar de cenas enfadonhas e desconexas, muito aquém do já realizado em peças anteriores pelos nossos gigantes do teatro mineiro, transformando a encenação de Os Gigantes da Montanha em uma sequência de interpretações monocórdias e repetidas. Desde o espetáculo Eclipse, o Grupo tem optado em trabalhar uma linguagem não linear em busca de um surrealismo lírico, contudo, o que se nota em Os Gigantes da Montanha é uma total despreocupação da encenação com que o texto chegue ao público. Isso talvez justifique os rumores de espectadores ao redor sobre não estar entendendo onde a peça queria chegar, ou até mesmo seja um dos motivos pelo qual dezenas de pessoas abandonaram a Praça do Papa no decorrer do espetáculo, possivelmente saudosos da brasa que ardia em encenações que outrora ocorreram naquele mesmo lugar, mas também uma enunciação clara de que não embarcaram na proposta. A musicalidade, sempre presente no histórico da trupe se apresenta como elemento fundamental na tradução do universo da fábula para o teatro popular de rua, contudo se por um lado conseguem encantar o público cantando em conjunto, seus números solos vão bem na contramão dessa via sonora. Rodolfo Vaz que desempenhou papéis brilhantes fora do Galpão, como em “O Amor e Outros Estranhos Rumores” e “Antes do Silêncio”, não consegue repetir a maestria em “Os Gigantes da Montanha”. E nem mesmo a boa execução na cena do enforcado consegue apagar o estrago sonoro causado após cantar sua música solo. O mesmo não acontece com o solo de Regina Souza ao interpretar Madalena – que traz a cena um dos momentos auges do espetáculo –, e no solo de Eduardo Moreira, que mesmo tendo um coral de vozes femininas ao fundo canta com suavidade. Tarimbada, Inês Peixoto interpreta a condessa Ilse, personagem central da fábula, e mostra em cena toda sua experiência do teatro de rua no que se refere a interação com a plateia, contudo, não consegue fugir dos marcantes estereótipos vocais e gritos histéricos, que já vem lhe acompanhando em montagens como em seu recente trabalho no espetáculo “Till”. Não obtante, essa não é uma característica notada apenas na interpretação de Peixoto, mas também na de vários outros atores, como é notório em Antonio Edson que pega emprestado de seu Tio Vânia várias das entonações utilizadas em seu personagem Cromo, tornando a encenação apenas mais um monte do mesmo. Apesar desses atropelos, Os Gigantes da Montanha possui muitos méritos visuais como o deslumbrante cenário feito de madeira de demolição ou mesmo seus figurinos recortados por tecidos trazidos da Ásia, do Peru e de outros cantos do Brasil, que exemplificam o cuidado e os investimentos com a produção do espetáculo. Porém, nem todos esses artifícios foram suficiente para acordar nossos gigantes que pareciam adormecidos nessa noite de 30 maio, mas mesmo assim conseguiu prender até o final grande parte do seu público fiel. Ao meu lado duas espectadoras perguntaram: “Qual o nome desse espetáculo?” Isso nos leva a refletir sobre a responsabilidade da trupe em carregar uma marca tão forte, pois talvez o Grupo Galpão não seja o sabor da nova geração, mas certamente traz consigo um sinônimo de qualidade artística, que arrasta multidões e, por todo esse histórico, merecem nossos aplausos. Tia Danielehttp://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/sob-as-b%C3%AAn%C3%A7%C3%A3os-das-montanhas-1.654929 Responder - 1 - 0 - 1:35 PM Jun 02, 201