terça-feira, 1 de abril de 2014

http://teatroemcena.com.br/home/luana-piovani-volta-aos-palcos-com-musical-infantil-e-musicas-do-raul-seixas/ Home / Plantão / Luana Piovani volta aos palcos com musical infantil e músicas do Raul Seixas Luana Piovani volta aos palcos com musical infantil e músicas do Raul Seixas By Redação Updated: 28/03/2014 A atriz Luana Piovani (de “Sonhos de um Sedutor”) vai protagonizar mais um musical infantil. O espetáculo se chama “Mania de Explicação” e retoma a parceria dela com o diretor Gabriel Villela, com quem trabalhou em “O Soldadinho e a Bailarina”. A estreia está marcada para o dia 6 de abril, no Teatro Tom Jobim, dentro do Jardim Botânico. No dia anterior, haverá uma pré-estreia para convidados. Para os adultos, um dos destaques é a trilha com músicas do Raul Seixas. Luana Piovani e Felipe Brum em "Mania de Explicação". (Foto: Divulgação/Nana Moraes) Luana Piovani e Felipe Brum em “Mania de Explicação”. (Foto: Divulgação/Nana Moraes) Segundo o diretor, as canções do artista “ilustram e colorem o pensamento da protagonista, uma menina iconoclasta, na medida em que não se enquadra nos padrões normais de perguntas e respostas de uma criança da sua idade”. A história é baseada no livro homônimo, escrito por Adriana Falcão, inspirada na sua filha, a então criança Clarice Falcão (de “Confissões de Adolescente”). No espetáculo, Luana Piovani interpreta a menina Isabel, curiosa e cheia de perguntas para decifrar o mundo a sua volta, irritando as pessoas que a cercam. Seu grande entendimento será quando perceber que nem tudo tem explicação, e há coisas que merecem apenas serem sentidas. No elenco, também estão Felipe Brum (“Moisés, o Príncipe do Egito”), Janaina Azevedo (“Era uma vez… Grimm”), Pablo Ascoli (de “Tim Maia – Vale Tudo, o Musical”), Letícia Medella (de “A Noviça Rebelde”) e Diogo Almeida (de “A Guerra da Coreia”). Serviço Teatro Tom Jobim Rua Jardim Botânico, 1008 – Parque Jardim Botânico. Telefone: 2274-7012. Temporada: até 29 de junho. Dias e horários: sábado e domingo, às 16h. Preço: R$ 70. Duração: 60 minutos. Clssificação: livre.
http://vejario.abril.com.br/criancas/teatro/mania-de-explicacao-com-atriz-luana-piovani-778142.shtml CRIANÇAS Dicionário poético Mania de Explicação, livro de Adriana Falcão, ganha adaptação estrelada por Luana Piovani no Espaço Tom Jobim por Lais Botelho | 02 de Abril de 2014 Nana Moraes/divulgação Luana e Felipe Brum: em busca de novos sentidos para as palavras Em 2001, Adriana Falcão lançou seu primeiro livro para os pequenos. Na obra, premiada pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, a autora apresenta uma menina que define palavras com toques de poesia — um exemplo: “solidão é uma ilha com saudade de barco”. Com texto adaptado por Adriana e Luiz Estellita Lins, Mania de Explicação ganha o palco a partir de domingo (6), no Espaço Tom Jobim. Luana Piovani interpreta Isabel, a garota atrás de significados para amor, raiva, saudade e outros sentimentos. O elenco traz ainda Felipe Brum, Janaina Azevedo, Pablo Ascoli, Letícia Medella e Diogo Almeida. Conduzida por Gabriel Villela, que já dirigiu Luana no infantil O Soldadinho e a Bailarina, a encenação inclui na trilha sonora músicas de Raul Seixas executadas ao vivo pelos atores. Outra curiosidade da montagem foi a produção dos figurinos, feitos durante os ensaios por costureiras e bordadeiras. Direção de Gabriel Villela (60min). Rec. a partir de 2 anos. Estreia prevista para domingo (6). Espaço Tom Jobim (340 pessoas). Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, ☎ 2274-7012. Sábado e domingo, 16h. R$ 70,00. Bilheteria: a partir das 14h (sáb. e dom.). Até 29 de junho.
http://www.bemparana.com.br/noticia/313941/peca-marca-25-anos-de-sucesso-de-gabriel-villela Peça marca 25 anos de sucesso de Gabriel Villela 01/04/14 às 00:00 Comente 0 Lúdico no palco (foto: Divulgação) Um dos maiores mitos da música clássica, a rivalidade e a inveja entre o compositor italiano Antonio Salieri e o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, sobe ao palco no espetáculo Um Réquiem para Antonio, texto inédito de Dib Carneiro Neto com direção de Gabriel Villela. O diretor completa 25 anos de trajetória artística este ano e está em dose dupla no Festival de Curitiba. Além de Réquiem, Villela também dirige o Grupo Galpão em Os Gigantes da Montanha. Em Réquiem para Antonio, Salieri - mentor de compositores famosos como Ludwig Van Beethoven, Carl Czerny e Franz Liszt - é vivido por Elias Andreato. Mozart renasce em cena pela interpretação de Claudio Fontana. No texto de Carneiro, Salieri delira em seu leito de morte e faz um acerto de contas com seu rival, já morto. http://www.bemparana.com.br/noticia/313941/peca-marca-25-anos-de-sucesso-de-gabriel-villela O suposto antagonismo dos mestres da música clássica, que é contestado pelos historiadores, já foi tratado no teatro, nos anos 80, em espetáculo de Peter Shaffer, que inspirou, no cinema, Amadeus de Milos Forman, com quem a história conquistou oito estatuetas do Oscar. Villela investiu no lado mítico da inveja, mostrando um Salieri sombrio e frágil em contraponto ao Mozart confiante e ágil. Imprime sua marca também nos figurinos que assina junto com José Rosa, ao utilizar narizes de clown em uma caracterização circense, com forte elemento cômico. “O circo traz a possibilidade de tudo ser possível, e Gabriel alia esta estética circense a uma estética de metáforas. Ele sua poesia em cena ao, por exemplo, transformar bolas do jogo de sinuca, que Mozart tanto gostava, em notas musicais. Essa metáfora poética e circense ajuda muito a contar essa história”, diz Claudio Fontana. “E a forma como Dib colocou o texto, com Salieri moribundo tentando fazer acerto de contas com Mozart que já morreu também possibilita contar esta história forma de fantasia, de brincadeira”, completa. Elias Andreato, por sua vez, comenta que essa linguagem de picadeiro é nova para ele. “Gabriel foi generoso em seus ensinamentos”, pontua, acrescentando que a equipe recebeu apoio de preparadora vocal também. SERVIÇO Dias 1 e 2 de abril, às 21h Teatro da Reitoria
Seis peças começam apresentações nesta terça-feira, duas são estreias nacionais 01/04/14 às 09:12 - Atualizado às 12:24 | Redação Bem Paraná, com assessoria Comente 0 (foto: Divulgação) As estreias nacionais de “Transgressões”, no Paiol, e “Ròzá”, no Centro de Eventos Sistema Fiep, estão entre os destaques desta terça-feira (1º) no Festival de Curitiba. O evento traz ainda outras novidades. “Jim”, com Eriberto Leão, entra em cartaz no Guairão. “Um Réquiem para Antonio”, de São Paulo, será apresentado na Reitoria. “Trilogia dos Sonhos: É Culpa da Vida que Sonhei ou dos Sonhos que Vivi”, do Rio, começa as apresentações no Teatro Bom Jesus. “Bichado”, de São Paulo, entra em cartaz no Sesc da Esquina. Todas as peças serão apresentadas terça-feira e reapresentadas quarta-feira, sempre às 21h. “Transgressões” Espetáculo que faz parte da comemoração de 30 anos do grupo de teatro Pia Fraus, “Transgressões” estreia nacionalmente durante o Festival de Curitiba. Sobre a sensualidade, o espetáculo tem bastante movimentação em cena e trata de desejos, fantasias e possibilidades múltiplas, segundo o diretor Beto Andreetta. Utilizando a linguagem desenvolvida pelo grupo ao longo de três décadas, o espetáculo mescla atores e bonecos e não se utiliza de muito texto para permitir e provocar várias interpretações de cada cena por parte do público. Ingressos: http://festivaldecuritiba.com.br/atracao/1223/TRANSGRESSOES “Ròzá” Estreia nacional, o espetáculo multimídia é construído a partir de cartas da revolucionária Rosa Luxemburgo, escritas, em sua maioria, dentro de prisões alemãs do início do século 20. Nascida na Polônia, judia, militante cosmopolita, dirigente revolucionária, mulher apaixonada, oradora famosa e antimilitarista, Rosa foi brutalmente assassinada em 1919, dias após deixar a prisão e assumir a linha de frente da revolução alemã. Ingressos esgotados. Leia mais em: http://festivaldecuritiba.com.br/atracao/1246/ROZA “Jim” Idealizado pelo ator Eriberto Leão e Eduardo Barata, a peça fala do lendário vocalista do The Doors, Jim Morrison, através dos olhos de João Mota, um fã fervoroso. Aos 40 anos, o sentimento é de que suas idealizações se perderam no tempo. No cemitério Père-Lachaise com um revólver na mão para acertar as contas com Jim Morrison, ele se depara com uma misteriosa mulher (Renata Guida) com quem trava um decisivo diálogo. Ingressos: http://festivaldecuritiba.com.br/atracao/1231/JIM “Um Réquiem Para Antonio” O espetáculo “Um Réquiem para Antonio” retrata o mito da rivalidade e a inveja entre o compositor italiano Antonio Salieri e o compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart. No texto de Dib Carneiro Neto, Salieri delira em seu leito de morte e faz um acerto de contas com seu rival, já morto. Segundo o ator Claudio Fontana, a forma como Dib colocou o texto possibilita contar esta história em forma de fantasia e de brincadeira. Ingressos: http://festivaldecuritiba.com.br/atracao/1217/UM-REQUIEM-PARA-ANTONIO “Trilogia dos Sonhos: É Culpa da Vida que Sonhei ou dos Sonhos que Vivi” O primeiro dos três espetáculos de “Trilogia dos Sonhos”, da Companhia Sala Escura de Teatro, conta a história de Alex, um escritor que passa a não entender a diferença entre criação literária e realidade. Durante o Festival de Curitiba, será possível assistir às três peças da trilogia. O segundo espetáculo é “Memória inventada no sonho de alguém” e a terceira, com estreia nacional durante o festival, “Pesadelo”. Ingressos: http://festivaldecuritiba.com.br/atracao/1222/TRILOGIA-DOS-SONHOS-E-CULPA-DA-VIDA-QUE-SONHEI-OU-DOS-SONHOS-QUE-VIVI “Bichado” A peça é a montagem do diretor Zé Henrique de Paula para um texto de 1996 de Tracy Letts. O espetáculo fecha a “Trilogia das Guerras” e aborda o convívio de uma mulher que perdeu o filho no supermercado com um desertor da Guerra do Golfo que acredita ter sido vítima de experiências bizarras do exército. Tudo acontece dentro de um quarto de motel, cenário indicado ao Prêmio Shell. A intenção do espetáculo é mostrar como a guerra afeta a vida das pessoas comuns. Ingressos: http://festivaldecuritiba.com.br/atracao/803/Bichado
FESTIVAL DE TEATRO. CURITIBA 31/03/2014 Festival de Curitiba é vitrine do BrasilSomente no último fim de semana, o Festival de Teatro de Curitiba apresentou 300 espetáculos. Diversidade no palco e na plateiaNOTÍCIA0 COMENTÁRIOS Paulo Renato Abreupaulorenatoabreu@opovo.com.br DIVULGAÇÃO Um réquiem para Antônio: espetáculo de Gabriel Villela entre as grandes produções que passaram por esta edição do festival Fique por dentro (0) Anjo do dia (0) Florais de Saint Germain (0) Compartilhar São muitos os sotaques - e idiomas - ouvidos. Afinal, o Festival de Teatro de Curitiba reúne amantes das artes cênicas de várias partes do mundo. Do teatro mambembe às grandes produções, tudo cabe. Só no final de semana passado foram mais de 300 apresentações ocorrendo simultaneamente pela capital paranaense. Firmado no circuito teatral há mais de 20 anos, o evento suscita perguntas, como: Por que não podemos ter um evento semelhante nas outras capitais do Brasil? O que falta para a experiência bem sucedida de Curitiba se espalhar pelo País? “Se compararmos, vamos ver que as políticas culturais ainda estão engatinhando no Nordeste”, afirma José Neto Barbosa, ator e produtor cultural de Natal. O artista potiguar apresentou o espetáculo Borderline na programação da mostra paralela Fringe. “Em Natal, tivemos um festival que durou só um ano. Foi em 2010, mas entra gestão e sai gestão e tudo muda. Não há interesse em dar continuidade”. Para a turista pernambucana Célia Sousa, o festival é a prova de que nosso País tem grandes artistas. “Acho que a diferença é que o público de Curitiba parece mais interessado em teatro. Acho que é uma coisa de educação, que se aprende desde pequeno”, afirma a administradora. Para Célia, entretanto, se houvessem patrocinadores interessados em replicar a fórmula, as plateias pelo Brasil se multiplicariam. Raquel Queiroz é produtora do evento e afirma que, cada vez mais, Curitiba se tornou uma vitrine do teatro brasileiro. “O festival começou com pouquíssimas peças e virou essa imensidão. Muitas companhias optam por estrear seus espetáculos aqui em Curitiba”, observa. Rachel diz que essa confluência de estados e países também causa certo “choque cultural” entre as companhias e o evento. “Os grupos chegam com visões diferentes do fazer teatral, costumes de cada cidade, então, temos regras no evento, o que acaba criando divergências”. Já Jéssica Quadros, também produtora, aponta outro desafio: a descentralização do festival. O espaço que abriga a maioria dos festivais, se comparado a Fortaleza, por exemplo, se assemelha ao polo cultural dos arredores do Dragão do Mar. “Pode ser mais bem trabalhado para os próximos anos, uma maior descentralização do evento. O festival tem muitas mostras e ainda pode atingir mais o público daqui”, afirma Jéssica. Movimento dos sem ingresso A lógica parece simples: há pessoas interessadas em assistir aos espetáculos e lugares disponíveis nos teatros, então, por que não distribuir gratuitamente as entradas? É esse o trabalho do Movimento dos Sem Ingresso. “Existe muito ingresso de cortesia, cada companhia tem direito a 10%. Nós fomos percebendo que as companhias vindas de fora chegam e não conhecem pessoas para doar essas cortesias, então, criamos o movimento”, afirma Débora Cristina dos Santos, uma das criadoras do projeto. Assim, há 11 anos, o festival tem um “Papa ingresso”, guichê disponível para a doação de entradas. E, em quase todos os espetáculos, o movimento está lá, abordando os transeuntes e oferecendo cortesias, pois a ideia é não deixar nenhum ingresso se perder. A doação também tem regras: uma pessoa não pode pegar muitos ingressos, pois o movimento visa democratizar essas entradas entre quem realmente não tem como pagar. “Os ingressos da Mostra oficial custam R$ 60. É muito caro para quem não tem dinheiro, então, nós somos essa ponte entre a companhia que tem cortesia para doar e a população que não tem grana para pagar”, explica Débora. A professora de artes cênicas diz que o movimento surgiu entre os estudantes universitários e tem dado “muito certo”. http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2014/03/31/noticiasjornalvidaearte,3228412/festival-de-curitiba-e-vitrine-do-brasil.shtml *O repórter viajou a contive do Festival de Teatro de Curitiba.
01/04/2014 | 00:01 | HELENA CARNIERI Comentários (0) Não é difícil definir o público-alvo de Um Réquiem para Antonio, que estreia hoje no Teatro da Reitoria: quem gosta de história e de música estará lá. A sugestão parte do ator Claudio Fontana, que interpreta Mozart na trama inspirada em peças de Pushkin e Peter Shaffer, mas reescrita por Dib Carneiro Neto. Podemos acrescentar um adendo: o espectador precisa topar a brincadeira do circo. O diretor Gabriel Villela retorna neste espetáculo à estética que tanto lhe agrada e que alguns classificam como “barroca”: riqueza de elementos coloridos, muitos símbolos e bufonaria. João Caldas Filho/Divulgação João Caldas Filho/Divulgação / Claudio Fontana como Mozart: opção pelo universo do circo e da bufonaria Ampliar imagem 1 - 2Próxima Claudio Fontana como Mozart: opção pelo universo do circo e da bufonaria Fringe Confira alguns destaques de hoje da mostra paralela do festival: O Sósia Teatro Londrina (R. Dr. Claudino, 79 – Memorial de Curitiba), (41) 3321-3313. De Friedrich Dürrenmatt. Hoje, às 21h, amanhã, às 10h, e quarta-feira, às 16h. Classificação indicativa: 16 anos. Satyricon Delírio Teatro José Maria Santos (R. Treze de Maio, 655 – Centro), (41) 3322-7150. Direção de Edson Bueno. De 1º até 6 de abril, sempre às 13h. Classificação indicativa: 18 anos. E Toda Vez Que Ele Passa, Vai Levando Qualquer Coisa Minha... Relógio das Flores, no Largo da Ordem. Com o Delirivm Teatro de Dança. Hoje, às 17h ; amanhã, às 10h30 e quinta-feira, às 14h. Entrada franca. Classificação indicativa: livre. Flores Dispersas Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.430 – Portão), (41) 3229-4458. Sobre a vida e a obra da poeta Júlia da Costa. Direção de Regina Bastos. Hoje, às 17h; amanhã, às 20h e quinta-feira, às 17h. R$20 e R$10 (meia-entrada). Classificação indicativa: livre. Agenda Saiba que espetáculos da mostra principal têm ingressos disponíveis para hoje: Um Réquiem para Antônio Teatro da Reitoria (R. XV de Novembro, 1.299), (41) 3360-5066. Direção de Gabriel Villela. Dias 1º e 2, às 21h. R$ 60 e R$ 30 (meia-entrada). Classificação indicativa: 14 anos. Bichado (Teatro Sesc da Esquina) Jim (Guairão. Poucos ingressos) Sonata de Otoño (Guairinha) Transgressões (Teatro do Paiol) Trilogia dos Sonhos (Teatro Bom Jesus) Um picadeiro serve de arena para contar uma história “gostosa”, que envolve um mito do mundo artístico, abordado em 1984 no longa-metragem Amadeus, de Milos Forman. O músico italiano da corte austríaca Antonio Salieri (interpretado pelo paranaense Elias Andreato), rememora, perto da morte, uma fase crucial da vida: o curto período em que Wolfgang Amadeus Mozart, novato na cidade, compõe músicas inovadoras, nem sempre aceitas, enquanto ele se morde de inveja da qualidade da obra do rapaz. Na peça, os dois são clowns que, durante flashbacks da memória de Salieri, disputam espaço. Mito e verdade “Os biógrafos de Mozart dizem que essa inveja foi romanceada, já que Salieri era muito bem conceituado, enquanto Mozart estava começando”, lembra Fontana. A memória do compositor mais velho o atormenta, incluindo a lembrança da voz infantilizada do rival (que seria real, enquanto a risada escandalosa patenteada pelo ator Tom Hulce e reproduzida por Fontana seria invenção). O mito ganha o revestimento pitoresco da versão, também romanceada, pela qual Mozart teria morrido de exaustão ao criar uma missa fúnebre (um réquiem que realmente deixou incompleto) – na peça, a encomenda misteriosa parte do próprio Salieri. Como não poderia faltar, há muita música em cena – o grande piano foi o responsável pelo espetáculo, concebido para um palco circular (de arena), não caber em nosso mignon Paiol. “Fizemos uma adaptação delicada para o palco da Reitoria, mas sempre se perde alguma coisa”, avisa o diretor Gabriel Villela. Duas cantoras executam trechos importantes de Mozart e acrescentam pitadas de outras referências, como Tom Jobim. http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/festivaldecuritiba/conteudo.phtml?id=1458540&tit=Rixa-de-compositores-no-picadeiro O que achamos dos espetáculos Leia trechos de algumas resenhas de peças assistidas pela Gazeta do Povo. A íntegra dos textos está disponível em www.gazetadopovo.com.br/cadernog/festivaldecuritiba: Spam por Luciana Romagnolli “Como um contador de histórias da era multimídia, o argentino Rafael Spregelburd põe-se diante do público em Spam para apresentar desordenadamente as peripécias infindas nas quais se envolve o personagem Mario Monti. Como um Ulisses desvairado que foge da máfia chinesa devido a atos que cometeu pela internet, ele narra sua saga tragicômica, que seria épica se não fosse absurda.” Contrações por Isadora Rupp “O texto da tragicomédia, do jovem autor britânico Mike Bartlett, é um retrato perfeito de uma situação contemporânea incômoda, porém recorrente: as práticas abusivas do mundo corporativo, onde o que interessa é a produtividade, e nada mais. Atingir metas, sorrir sempre, acenar positivamente e não dar problema. Essa é a chave para ser um funcionário ideal, que nunca se descontrola e esconde seus reais sentimentos.” Ricardo III (SP) por Marleth Silva “A peça peca pelo ritmo apressado, que não valoriza os silêncios, as pausas, que tanto efeito têm em uma encenação quando bem usados. Talvez por se tratar de um texto longo, com muitos personagens, foi usado na encenação um ritmo acelerado, corrido mesmo. Isso afetou a dramaticidade na atuação dos atores. Todos os personagens parecem ser guiados pelos mesmos sentimentos, todos se parecem muito entre si. Há poucas nuances.” Otelo por Helena Carnieri “A história de ciúmes, machismo e inveja escrita por Shakespeare na virada para o século 17 ganhou uma delicada e envolvente montagem. O uso de cabeças de manequins, manuseadas habilmente de forma separada do figurino que lhes dá corpo, e a esperta adaptação-resumo proporcionaram o encantamento único do teatro.” BR Trans por José Carlos Fernandes “O resultado da equação biográfica proposta em BR Trans tem mais dor do que delícia. É como se o diretor Silvero Pereira nos girasse, girasse, com prazer, e depois nos soltasse. A gente cai. Levanta. Quer brincar mais um pouco, porque ele manja dos sentimentos contraditórios da plateia. Que quer vê-lo de novo virar menino, virar menina. É um jogo meio sádico, pois ao mesmo tempo em que nos arrebentamos de rir com, por exemplo, seu Hamlet transexual, temos vertigem com as imagens de corpos de travestis mortas, mancheteadas por jornais sensacionalistas, projetadas na parede do teatro como carne barata. É pura verdade escrita com crueldade na pele dessa gente.”