sexta-feira, 21 de agosto de 2015

“A Tempestade” com direção de Gabriel Villela estreia em São Paulo


http://www.lpm-blog.com.br/?p=26540
Entra em cartaz, na sexta-feira, 21 de agosto, em São Paulo, mais uma adaptação de Shakespeare. O interessante é que em “A Tempestade”, peça que tem a direção de Gabriel Villela, os elementos mágicos criados pelo dramaturgo inglês são representados por ícones da cultural popular brasileira, em especial a de Minas Gerais. Os figurinos trazem rendas e bordados. Parte do detalhado cenário vem de antiquários, como a mobília de antigos casarões. O cajado mágico usado por Próspero é um tronco retirado da represa de Carmo do Rio Claro (MG), cidade natal de Villela. A biblioteca do personagem é um armário de cachaças. Sua mesa, uma carteira escolar. “Tudo tem uma força simbólica”, diz Villela à Folha de S. Paulo. Potes de cerâmica, da região de Tiradentes, são usados pelos atores para projetar suas vozes, uma referência à acústica do teatro grego e uma forma de tornar suas falas mais artificiais, míticas, explica o encenador. Acompanham o visual músicas do cancioneiro popular brasileiro, interpretadas pelos atores em coros e com o auxílio de instrumentos.
“O elenco é muito heterogêneo, com gente de várias gerações, e todos entraram em acordo com a linguagem. Nos ensaios, descobrimos que alguns atores tocavam instrumentos, e virou um processo de colaboração”, conta Cacá Toledo, assistente de direção ao lado de Ivan Andrade. A chegada do navio à ilha é acompanhada por “Peixinhos do Mar” (Milton Nascimento). Em outra cena, ouve-se: “Minha jangada vai sair pro mar”, de “Suíte do Pescador” (Dorival Caymmi).
No elenco estão, entre outros, Celso Frateschi como Próspero, Chico Carvalho como o espírito Ariel, Helio Cicero como o monstro Caliban e Leticia Medella como Miranda.
Villela decidiu incluir na montagem uma referência a sua famosa montagem de “Romeu e Julieta” (1992) com o Grupo Galpão, que projetou diretor e companhia: como os jovens apaixonados interpretados pelo Galpão, em seu encontro romântico, Miranda e Ferdinando (Marco Furlan) de “A Tempestade” ficam na ponta dos pés, como equilibristas. Já o visual habitualmente colorido de Villela ganha aqui tons de terra. “Como essa é uma síntese de todas as peças de Shakespeare, achei que deveríamos voltar ao barro, à origem”, diz o diretor.
Celso Frateschi como Próspero
Celso Frateschi como Próspero
Helio Cicero como Caliban
Helio Cicero como Caliban
A TEMPESTADE

QUANDO sex., às 21h30, sáb., às 21h, dom., às 19h; até 22/11
ONDE Tucarena, r. Monte Alegre, 1.024, tel. (11) 3670-8453
QUANTO R$ 50 a R$ 70
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
Mais Shakespeare em São Paulo:
OTELO
Dirigida por Debora Dubois, a atriz Mel Lisboa interpreta Desdêmona, mulher do protagonista do drama. Na montagem, Otelo é baiano, e os versos do bardo são mesclados a músicas de Caetano Veloso
Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, tel. 11-3288-0136). Ter. e qua., às 20h; até 9/9. Ingr.: R$ 40
RICARDO 3º
O ator Gustavo Gasparani faz um monólogo da tragédia, sobre o nobre corcunda e manco que passa por cima de todos para chegar ao poder
Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, tel. 11-3288-0136). Sex. e sáb., às19h30, dom., às 18h; até 13/9. Ingr.: R$ 40 a R$ 50
COMO A GENTE GOSTA
Pedro Paulo Rangel está na adaptação da comédia “As You Like It”, que busca uma versão mais palatável do texto
Teatro Nair Bello – shopping Frei Caneca (r. Frei Caneca, 569, tel. 11-3472-2414). Sex., às 21h30, sáb., às 21h, dom., às 19h; até 20/9. Ingr.: R$ 60
OS DOIS CAVALEIROS DE VERONA
Kleber Montanheiro dirige a peça do início da carreira do bardo. A montagem integra o Shakespeare – Projeto 39, que pretende encenar todas as obras do dramaturgo
Teatro João Caetano (r. Borges Lagoa, 650, tel. 11-5573-3774). Qui. a sáb., às 21h, dom., às 19h; até 6/9. Ingr.: R$ 10 a R$ 20

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Matéria no site:
A viagem de Shakespeare
Montagem de 'A Tempestade' do diretor Gabriel Villela, com referências à cultura popular brasileira e visual que remete ao barro, estreia hoje em São Paulo
MARIA LUÍSA BARSANELLI
DE SÃO PAULO
A ilha de "A Tempestade", de Shakespeare, é também a ilha do sertão mineiro, cercado de terra, distante do mar.
Na adaptação do diretor Gabriel Villela para a peça, que estreia nesta sexta-feira (21), em São Paulo, os elementos mágicos do drama são representados por ícones da cultura popular brasileira, em especial a de Minas.
Na ilha onde se passa toda a trama, Próspero (Celso Frateschi), ex-duque de Milão banido de sua terra, encontra seres mágicos: o espírito Ariel (Chico Carvalho) e o monstro Caliban (Helio Cicero).
Com a ajuda destes, atrai para o local o navio em que estava a corte de Nápoles e seu irmão Antonio (Rogerio Romera), que lhe usurpou o ducado. Próspero usa de mágica e ilusão para se reconciliar com a família e restituir a filha Miranda (Leticia Medella) ao poder em Milão.
Na releitura da magia, entram em cena elementos da cultura nacional. Os figurinos trazem rendas e bordados. Parte do detalhado cenário vem de antiquários, como a mobília de antigos casarões.
O cajado mágico usado por Próspero é um tronco retirado da represa de Carmo do Rio Claro (MG), cidade natal de Villela. A biblioteca do personagem é um armário de cachaças. Sua mesa, uma carteira escolar. "Tudo tem uma força simbólica", diz Villela.
Potes de cerâmica, da região de Tiradentes, são usados pelos atores para projetar suas vozes, uma referência à acústica do teatro grego e uma forma de tornar suas falas mais artificiais, míticas, explica o encenador.
Acompanham o visual músicas do cancioneiro popular brasileiro, interpretadas pelos atores em coros e com o auxílio de instrumentos.
"O elenco é muito heterogêneo, com gente de várias gerações, e todos entraram em acordo com a linguagem. Nos ensaios, descobrimos que alguns atores tocavam instrumentos, e virou um processo de colaboração", conta Cacá Toledo, assistente de direção ao lado de Ivan Andrade.
Assim, a chegada do navio à ilha é acompanhada por "Peixinhos do Mar" (Milton Nascimento). Em outra cena, ouve-se: "Minha jangada vai sair pro mar", de "Suíte do Pescador" (Dorival Caymmi).
SÍNTESE
Acredita-se que "A Tempestade" foi a última peça inteiramente escrita pelo dramaturgo, em 1611 –é provável que ele, morto cinco anos depois, tenha colaborado posteriormente em textos de outros autores. Shakespeare então se projeta na pele de seu protagonista, manipulando os demais personagens.
"Próspero trabalha o tempo todo com a magia, convocando essas forças invisíveis para levá-los à compaixão e ao perdão", conta o diretor.
"É o terreno do ator, a mentira explícita", afirma Carvalho. "Mas, por ser explícita, você tem que torná-la mágica no instante seguinte."
No texto, Shakespeare ainda alude a seus trabalhos anteriores, e Villela decidiu incluir na montagem uma referência a seu famoso "Romeu e Julieta" (1992) com o Grupo Galpão, que projetou diretor e companhia: como os jovens apaixonados interpretados pelo Galpão, em seu encontro romântico, Miranda e Ferdinando (Marco Furlan) de "A Tempestade" ficam na ponta dos pés, como equilibristas.
Já o visual habitualmente colorido de Villela ganha aqui tons de terra. "Como essa é uma síntese de todas as peças de Shakespeare, achei que deveríamos voltar ao barro, à origem", diz o diretor.
A TEMPESTADE
QUANDO sex., às 21h30, sáb., às 21h, dom., às 19h; até 22/11
ONDE Tucarena, r. Monte Alegre, 1.024, tel. (11) 3670-8453
QUANTO R$ 50 a R$ 70
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/230182-a-viagem-de-shakespeare.shtml





http://www.portalsoma.com.br/entretenimento/cultura/a-tempestade-de-shakespeare-esta-entre-as-estreias-de-teatro.html

‘A tempestade’, de Shakespeare, está entre as estreias de teatro

MARINA VAZ
20 Agosto 2015 | 19:53
Confira quatro peças que chegam a São Paulo a partir de hoje (21/8) 

Celso Frateschi, na peça 'A Tempestade', dirigida por Gabriel VilellaFOTO: João Caldas/divulgação
1) A Tempestade Em sua quinta direção para uma obra de Shakespeare, Gabriel Villela dirige a peça. Por muitos considerado o último texto do dramaturgo britânico, a peça faz referência a criações anteriores do próprio Shakespeare e conta a história de Próspero, duque de Milão, que sonha em devolver o trono que lhe foi usurpado à sua filha Miranda. Exilado em uma ilha, ele conta com a ajuda de Caliban, um escravo, e Ariel, um espírito do ar. Na atual montagem, Celso Frateschi (foto acima) vive Próspero, acompanhado por Helio Cicero (Caliban) e Chico Carvalho (Ariel). Como em todos os trabalhos de Villela, a música ao vivo é elemento fundamental. Em cena, os atores tocam e cantam canções populares brasileiras que falam das águas de rios e mares. 90 min. 12 anos.Tucarena. R. Monte Alegre, 1.024, 3670-8453. Estreia hoje (21). 6ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 19h. R$ 50/R$ 70. Até 22/11.
2) O Beijo no AsfaltoO texto de Nelson Rodrigues ganha montagem do Grupo de Segunda, primeiro coletivo formado na Cia. das Artes. O enredo aborda a forma sensacionalista como fatos cotidianos são retratados pela mídia. Dir. Jair Aguiar. 12 anos. Espaço Parlapatões (98 lug.). Pça. Franklin Roosevelt, 158, Consolação, 3258-4449. Estreia 4ª (26). 4ª e 5ª, 21h. R$ 40. Até 15/10.
ate que deus e um ventilador de teto--_Jose_de_Holanda-6326 (2)
3) Até que Deus É um Ventilador de TetoO novo espetáculo dos Parlapatões conta a história de um jornalista que lida com a hipótese de um velho senhor, vendedor de balas no semáforo, ser um deus. A direção é de Pedro Granato. 60 min. 14 anos. Sesc Pompeia (40 lug.). R. Clélia, 93, 3871-7700. Estreia 5ª (27). 5ª a sáb., 21h; dom., 19h. R$ 7,50/R$ 25. Até 13/9.
4) A Inocência do que Eu (Não) SeiA Companhia de Teatro Heliópolis leva aos palcos o texto de Maria Miss, criado a partir de pesquisas em escolas da região em que o grupo teatro está instalado. Dir. Miguel Rocha. 90 min. 14 anos. Casa de Teatro Maria José de Carvalho (80 lug.). R. Silva Bueno 1.533, Ipiranga, 2060-0318. Estreia sáb. (22). Sáb., 20h; dom., 19h. Grátis (retirar ingresso 1h antes). Até 4/10.
A TEMPESTADE
A obra se passa numa ilha remota onde Próspero, duque de Milão por direito, planeja restaurar sua filha Miranda ao poder, utilizando-se de ilusão e manipulação. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, homem adulto e disforme, e Ariel, um espírito servil e assexuado que pode se metamorfosear em ar ou fogo. Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e de Ariel se combinam para invocar uma grande tempestade, visando, assim, atrair seu irmão, Antônio, que lhe usurpou a posição de duque, e seu cúmplice, o rei Alonso de Nápoles, para a ilha. Lá, suas maquinações acabam por revelar a natureza vil de Antônio, provocando a redenção do rei e o casamento de Miranda com o filho de Alonso, Ferdinando. Direção: Gabriel Villela Elenco: Celso Frateschi, Helio Cicero, Chico Carvalho, Letícia Madella, Marco Furlan, Dagoberto Feliz, Romis Ferreira, Leonardo Ventura, Rogério Romera, Felipe Brum e Rodrigo Audi.
http://cmais.com.br/guiadacultura/teatro/a-tempestade

A tempestade Shakespeare Foto: João Caldas
Quando: Até 22 de novembro
Horário: Sexta, às 21h30 / Sábado, às 21h / Domingo, às 19h
Preço: R$ 50 a R$ 70
Classificação: 12 anos
Duração: 90 minutos
Local: Tucarena (300 lugares) – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Informações: (11) 3670-8455
http://www.metrojornal.com.br/nacional/cultura/comemoracao-dos-50-anos-do-tuca-tera-peca-de-shakespeare-a-tempestade-216153

Comemoração dos 50 anos do Tuca terá peça de Shakespeare ‘A Tempestade’

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Por Metro
20/08/2015 às 20h45
Último texto do bardo inglês é defendido por Frateschi no papel de Próspero | João Caldas/Divulgação
Último texto do bardo inglês é defendido por Frateschi no papel de Próspero | João Caldas/Divulgação
Última peça escrita por William Shakespeare, em 1611, “A Tempestade” estreia nesta sexta-feira no Teatro Tucarena com nova montagem desenvolvida por Gabriel Villela. (Confira galeria de fotos no fim do texto)
Essa é quinta vez que o diretor assume uma peça do bardo inglês depois de “Romeu e Julieta” (com o Grupo Galpão), “Sonho de Uma Noite de Verão” (com a Cia de Dança Palácio das Artes de Belo Horizonte), “Macbeth” (com Marcello Antony e Claudio Fontana) e “Sua Incelença Ricardo III” (com o grupo Clowns de Shakespeare).
Para esse texto, Villela reuniu 11 atores, tendo 9 deles já trabalhado com o diretor em outros projetos.
Um deles é Celso Frateschi, que interpreta o protagonista Próspero. O ator já havia participado de uma montagem de “A Tempestade” em 1995. Na ocasião, seu papel era o de Calibã e Próspero era interpretado por Paulo Autran (1922-2007).
Na história de vingança, amor e conspirações oportunistas, Próspero, duque de Milão por direito e morador de uma ilha, planeja restaurar sua filha Miranda ao poder se utilizando de ilusão e manipulação. Ele conta com os serviços de Calibã e Ariel, o espírito assexuado que pode se transformar em ar ou fogo. Os poderes mágicos de Próspero e Ariel combinam-se para atrair então uma grande tempestade.
Tendo a voz como elemento principal em suas montagens, Gabriel escalou a italiana Francesca Della Monica, antropóloga da voz, para trabalhar com o grupo. Tocada e cantada ao vivo pelos atores, a música é composta de um repertório de canções populares brasileiras de domínio público selecionadas por Babaya, que já trabalhou com Villela em 28 peças.
“A Tempestade” é considerada por muitos estudiosos a peça em que Shakespeare homenageou suas próprias criações anteriores e onde se despede da dramaturgia, já prevendo sua morte, que aconteceria em 1616.
Serviço: No Teatro Tucarena (r. Monte Alegre, 1.024, Perdizes; tel.: 3670-8453). Estreia nesta sexta. Sex., às 21h30, sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 50 (sex.), R$ 50 e 70 (sáb. e dom.). Até 22/11.

Gabriel Villela recria mistério de clássico

inglês William Shakespeare (1564 - 1616), "A Tempestade" ganha montagem que estreia hoje, no teatro Tucarena.http://www.destakjornal.com.br/noticias/diversao-arte/gabriel-villela-recria-misterio-de-classico-278850/
Para muitos, "A Tempestade" retratava um Shakespeare que se despedia do drama e do teatro, cinco anos antes de sua morte. A versão é realizada pelas mãos do diretor Gabriel Villela, que trabalha pela quinta vez com uma peça de Shakespeare.
Celso Frateschi encabeça o elenco, no papel de Próspero. O personagem, mentiroso e manipulador, planeja repor sua filha Miranda (Letícia Medella) no poder, com a ajuda dos escravos Caliban (Helio Cícero) e Ariel (Chico Carvalho). Juntos, os três armam os acontecimentos em torno de uma grande tempestade, que atrairá os alvos do plano da trupe para a ilha remota onde moram.
O diretor, que já trabalhou com nove dos 11 atores do elenco, teve tempo para investir em outras partes importantes da montagem, do repertório à cenografia, o que garantiu que fizesse algumas referências às montagens de Shakespeare que dirigiu anteriormente. Há, por exemplo, uma citação de uma cena de sua versão de "Romeu e Julieta", de 1992.
A trilha sonora é cantada e tocada ao vivo pelos atores, e tem canções brasileiras populares, de domínio público. O repertório, com letras repletas de descrições de terras e águas, ajuda na criação da imagem da ilha remota.
Tel. 3670-8453.
Hoje a 22/11. Sextas, 21h30; sábados, 21h; e domingos. 19h.
R$ 50 a R$ 70
teatrotuca.com.br
Gabriel Villela recria mistério de clássico