quinta-feira, 29 de setembro de 2016


TEATRO

Confira as estreias da semana

Por: Mônica Santos - Atualizado em 

Quarta, 28 de setembro
La Estupidez. Marcello Airoldi protagoniza a comédia do argentino Rafael Spregelburd sobre a ganância humana. Direção de Otávio Martins.

LA ESTUPIDEZ
La Estupidez (Foto: Salvador Cordaro)
Quinta, 29 de setembro
Fortuna. O Grupo Gattu estreia comédia sobre uma mulher que volta à vida depois de um século congelada. Teatro do Sol.

Fortuna - peça
Fortuna (Foto: Divulgação)


Peer Gynt. Chico Carvalho e Mel Lisboa estrelam a versão do diretor Gabriel Villela para o texto de Henrik Ibsen.

Peer Gynt
Mel Lisboa e Chico Carvalho: Ibsen por Gabriel Villela (Foto: João Caldas)
Sexta, 30 de setembro
Depois do Amor. Danielle Winits vive Marilyn Monroe na comédia dramática que foi a última direção de Marília Pêra. Com Maria Eduarda de Carvalho.

Danielle Winits
Danielle Winits interpreta Marilyn Monroe (Foto: Lucio Luna)
Um Berço de Pedra. Débora Duboc, Eucir de Souza e Lilian Blac estão no drama de Newton Moreno. Direção de William Pereira.

Um Berço de Pedra
Um Berço de Pedra (Foto: Marcos Frutig)
Hoje É Dia de Maria — Uma Fábula Musical. Sucesso na televisão, a obra de Carlos Alberto Soffredini inspira o musical. Com Ligia Paula Machado, que dirige a montagem ao lado de Dan Rosseto e Kleber Montanheiro.

Hoje é Dia de Maria - Musical
Hoje é Dia de Maria - O Musical (Foto: Divulgação)
Melancia. Tendo o universo pornográfico como inspiração, Melancia nos coloca frente a frente com uma cidade em que as relações sociais se dão de forma explícita, apenas pela lógica do consumo.

Melancia
Melancia (Foto: Sol Faganello)
Três Formas de Amar.  Amor, incertezas e muitos desejos fazem parte do universo desses jovens que ainda se prepararam para a famigerada vida adulta.

Peça 3 Formas de Amar
'Três Formas de Amar' (Foto: Caio Gallucci)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Peer Gynt. Sobre caminhos e encruzilhadas.

"Nos encontraremos na próxima encruzilhada, e então veremos se... eu não direi mais nada." (Peer Gynt - Henrik Ibsen)





Peer Gynt foi escrita em versos pelo norueguês Henrik Ibsen em 1867. Transgressora, espantosa e fantasiosa. Ainda hoje. Ainda sempre.

Os grandes dramaturgos, estes que atravessam os séculos atemporais e extraterritoriais,  o são pelo seu  conhecimento - sensitivo ou intuitivo - das profundezas das naturezas humanas. Não o conhecimento furtivo e superficial das motivações, ambivalências, virtudes e vícios, mas o conhecimento mais sensível, empático, reconhecível e traduzível. Tocar a alma. Ler a essência. E extrair delas - da alma e da essência - o que só a elas pertence, independente de contexto geográfico ou temporal. Criar o isolamento da alma e da essência é o que permite a sobrevivência e imortalidade da dramaturgia genial e garante a sua correspondência em leituras atualizadas. Ou expandidas. Ou igualmente audaciosas e não convencionais.

Mais genial ainda é conseguir extrair novas potências de uma obra de tamanha potência e oferecer um espetáculo tão absolutamente transgressor, espantoso e fantasioso quanto a intenção primeira do autor! E o Peer Gynt do Gabriel Villela é um verdadeiro abuso de genialidades!

Como explicar  o impacto de um texto tão denso - o original tem 5 horas de duração - ser condensado em 100 minutos e  não perder conteúdo?

Como explicar a complexidade do texto ser adaptado para a linguagem infanto-juvenil e não perder seus desafios?





Como explicar a beleza do cenário que sempre arrebata pelas suas alegorias? Destaque para a porta e janelas. Assinatura mineira do diretor.




Como explicar o efeito dos figurinos coloridos, palpitantes e simbólicos? Que capacidade é essa de agregar o desagregador, de combinar o destoante, de pontuar os símbolos universais do teatro, de brincar com texturas, referências, despojamento e irreverência calculados? Destaque para as máscaras que realmente se superaram nesse espetáculo! Que máscaras!

Como explicar a escolha da trilha sonora tão perfeita? A musicalidade, sempre tão presente nas montagens de Gabriel Villela,  penetra pelo palco, espalha-se pela plateia e conquista seu espaço de protagonista. Que presente!




Como explicar o efeito de puro deslumbramento de viver a magia de um verdadeiro teatro de marionetes? Pois assim me senti! Em um teatro de marionetes com cada movimento de cada boneco  cuidadosamente impulsionado por fios invisíveis e criando a fantasia envolvente que em nada pretende imitar a realidade! A não ser a realidade que apenas a fantasia do teatro consegue criar!




Como explicar a harmonia entre 15 atores tão talentosos na composição uniforme e uníssona quase impossível? Com exceção da Mel Lisboa, de quem já virei fã,  já conhecia o trabalho dos demais em outras montagens do Gabriel e cada vez mais  me surpreendo com a sua capacidade de doação e de provocar emoções. Quantos talentos - MESMO - reunidos em um só palco! Destaque para o estreante nessa trupe, não por acaso o meu filho Daniel Mazzarolo, que brilhou, encantou e mostrou  tão caudalosamente o seu potencial de compreensão, reflexão, adaptação, interpretação, generosidade, adequação e cooperação!

Talvez a explicação esteja  justamente na alternância entre caminhos e encruzilhadas. Pois assim vejo a missão do artista. Múltiplos caminhos que se encontram em múltiplas encruzilhadas. A cada novo caminho, novas encruzilhadas. De cada nova encruzilhada, novos caminhos.

E é nesse labirinto de caminhos e encruzilhadas que a arte se sustenta e se resolve. Ou se perde. Para cada resposta, tantas novas perguntas... Pra cada solução, tantos novos desafios...

Minha admiração imensurável pelo Gabriel Villela pelas escolhas de seus caminhos e  pelas encruzilhadas que nos permitem todas essas emoções e encantamentos.

Meu agradecimento aos atores que embarcam às cegas nesses caminhos indizíveis e burlam encruzilhadas quase suicidas.

Em Peer Gynt, caminhos e encruzilhadas se encontraram em todos os eus artísticos!   Imperadores de loucos! E que viva a loucura!http://alicequemedisse2.blogspot.com.br/2016/09/peer-gynt-sobre-caminhos-e-encruzilhadas.html

segunda-feira, 26 de setembro de 2016


Mel Lisboa em peça no Sesi

 
A montagem do clássico “Peer Gynt”, de Henrik Ibsen, reabrirá o Teatro do Sesi-SP no dia 29 de setembro, às 15 horas. A produção, do diretor Gabriel Villela, traz no elenco Chico Carvalho (como Peer Gynt) e Mel Lisboa (como Solveig, par romântico do protagonista), além de outros 13 atores para dar vida ao poema épico norueguês. A peça fica em cartaz até 18 de dezembro, de quarta a sexta-feira, às 15 horas (para agendamentos escolares e de grupos), e aos sábados e domingos, às 15h30 (para o público em geral), sempre com entrada gratuita.
Na trama, ao sair de sua vila para ganhar o mundo, agindo apenas conforme seus próprios desejos, o anti-herói encontra pelo caminho duendes, trolls e ninfas, passa por diferentes paisagens, ganha dinheiro ilegalmente, mas logo perde tudo e acaba sendo coroado “Imperador de Si Mesmo” em um manicômio na cidade do Cairo, Egito. Ao retornar à sua terra natal, ele percebe que tudo o que precisava estava ali e agora precisa lidar com as consequências de suas ações.
Local: Avenida Paulista, 1.313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô). Classificação: 14 anos. Reservas antecipadas pelo site. http://gazetavirtual.com.br/mel-lisboa-em-peca-no-sesi/#more-30125

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Peer Gynt

Peer Gynt

http://www.sampaonline.com.br/cultura/espetaculo.php?id=83231
Drama, 100 minutos, 14 anos.
 Sinopse: Peer Gynt narra as aventuras e desventuras desse jovem sonhador que dá título à peça. Ao sair de uma pequena vila na Noruega para ganhar o mundo, ele encontra seres mágicos, como duendes e ninfas, passa por diferentes paisagens, enriquece de maneira ilegal e perde tudo em seguida. Assumindo diferentes identidades, ele substitui o lema dos homens “seja você mesmo” pelo o dos Trolls, “basta a ti mesmo”, o que o faz agir apenas a favor dos seus interesses. Ao retornar à sua terra natal, ele precisa lidar com as consequências desse seu espírito sem escrúpulos. Para apresentar esse épico, a encenação conta com o espírito transgressor do rock’n roll, com músicas dos Beatles, Queen e The Doors tocadas ao vivo pelo próprio elenco.
Elenco/Direção: Autoria de Henrik Ibsen.
Data: Estreia dia 29 de Setembro (quinta); até 18 de Dezembro; Quartas, quintas e sextas, às 15h; sábados e domingos, às 15h30
Preço: Grátis
Avenida Paulista, 1313 (Cerqueira César)
Telefone: 3146-7405 / 3146-7406

Conforto das instalações:

Ótimo
6
Bom
0
Regular
0
Ruim
0

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

PEER GYNT

Peer Gynt, de Ibsen, narra as aventuras e desventuras desse jovem sonhador que dá título à peça.  Ao sair de uma pequena vila na Noruega para ganhar o mundo, ele encontra seres mágicos, como duendes e ninfas, passa por diferentes paisagens, enriquece de maneira ilegal e perde tudo em seguida. Assumindo diferentes identidades, ele substitui o lema dos homens “seja você mesmo” pelo o dos Trolls, “basta a ti mesmo”, o que o faz agir apenas a favor dos seus interesses.  Ao retornar à sua terra natal, ele precisa lidar com as consequências desse seu espírito sem escrúpulos. Para apresentar esse épico, a encenação conta com o espírito transgressor do rock’n roll, com músicas dos Beatles, Queen e The Doors tocadas ao vivo pelo próprio elenco.
PEER GYNT 1 - DNG
© Joao Caldas Fº
Peer Gynt
Com Chico Carvalho, Mel Lisboa, Dagoberto Feliz, Daniel Maia, Daniel Mazzarollo, Leonardo Ventura, Leticia Medella, Luciana Carnieli, Marco França, Marco Furlan, Maria do Carmo Soares, Mariana Elisabetsky, Nábia Vilela, Rogerio Romera e Romis Ferreira.
Teatro do Sesi (Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César, São Paulo)
Duração 100 minutos
29/09 até 16/12
Sábado e Domingo – 15h30
Entrada livre (As reservas antecipadas são realizadas on-line pelo sistema Meu Sesi com início no dia 25 de setembro, a partir das 8h)
Os ingressos remanescentes são distribuídos nos dias do espetáculo, conforme horário de funcionamento da bilheteria.
 
Direção, adaptação, cenografia e figurinos: Gabriel Villela
Autoria: Henrik Ibsen
Tradução: Leo Gilson Ribeiro
Assistente Figurinos: José Rosa
Assistente Cenografia: Nour Koeder
Cenotécnico: Wanderley Wagner
Direção musical: Babaya e Marco França
Iluminação: Wagner Freire
Assistente de iluminação: Alessandra Marques
Diretores Assistentes: Ivan Andrade e Cacá Toledo
Diretor de Produção: Cláudio Fontana
Produção Executiva: Clissia Morais
Costureira: Cleide Mezacappa
https://opiniaodepeso.com/2016/09/16/peer-gynt/
TEATRO DO SESI SP REABRE EM SETEMBRO COM O CLÁSSICO PEER GYNT

Teatro  15/09/2016  13  0
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Da Redação – A montagem do clássico Peer Gynt, de Henrik Ibsen (1828-1906), reabrirá o Teatro do SESI-SP no dia 29 de setembro, às 15h. A produção do diretor Gabriel Villela traz no elenco Chico Carvalho (como Peer Gynt) e Mel Lisboa (como Solveig, par romântico do protagonista), além de outros 13 atores para dar vida ao poema épico norueguês. A peça fica em cartaz até 18 de dezembro, de quarta a sexta-feira, às 15h (para agendamentos escolares e de grupos), e aos sábados e domingos, às 15h30 (para público geral), sempre com entrada gratuita.

Na trama, ao sair de sua vila para ganhar o mundo, agindo apenas conforme seus próprios desejos, o anti-herói encontra pelo caminho duendes, trolls e ninfas, passa por diferentes paisagens, ganha dinheiro ilegalmente, mas logo perde tudo e acaba sendo coroado “Imperador de Si Mesmo” em um manicômio na cidade do Cairo, Egito. Ao retornar à sua terra natal, ele percebe que tudo o que precisava estava ali e agora precisa lidar com as consequências de suas ações.

Para o diretor, o teatro dividia-se entre Quixote e Hamlet antes de Peer Gynt. “Ibsen ousou ao dar uma terceira possibilidade. Diferente do altruísmo entusiasmado do personagem de Cervantes e da funesta e dramática criação de Shakespeare, Peer Gynt surge como a figura do herói anti-romântico, egocêntrico, conquistador contumaz, um verdadeiro Napoleão do drama contemporâneo, algo inovador na época”, explica.

O texto, lançado originalmente em 1867, é considerado um dos mais importantes representantes da liberdade e do desprendimento juvenil nos palcos. “Peer Gynt é um espetáculo do livre arbítrio, contestatório e transgressor”, diz Villela. Responsável por dar vida ao protagonista, o ator Chico Carvalho classifica a montagem como “uma peça absolutamente necessária”. “Numa época conservadora como a que estamos vivendo hoje, isso provoca a imaginação da plateia, reforça a atitude política e lúdica do teatro”, comenta.

A estreia também marca a volta das atividades de um dos teatros mais importantes de São Paulo, o Teatro do SESI-SP, antigo TPS, fechado para reforma após o sucesso do premiado O Homem de La Mancha, que teve mais de 125 mil ingressos distribuídos gratuitamente nas temporadas de 2014 e 2015. “A partir de agora nós deixamos Dom Quixote sair de cena para ver Peer Gynt reabrir as portas do Teatro do Sesi-SP. Estamos muito empolgados para continuar nosso trabalho de democratização do acesso aos espetáculos teatrais”, diz Paulo Skaf, presidente do SESI-SP.

Histórias a parte – Muito coloridos, cheios de texturas e estampas, os figurinos assinados pelo próprio Villela foram confeccionados com tecidos, enfeites e máscaras trazidos de países da Europa, Índia, Peru ou de tribos indígenas brasileiras. Mais do que adereços, as peças únicas representam os contrastes presentes em diversos momentos da jornada do protagonista: ora remetem à origem, à terra, ao campo; ora remetem ao desconhecido, ao austero, às estamparias do mundo arábico.

A todo instante, o público do Teatro do SESI-SP verá a sala do manicômio, onde se passa a história, se transformar nos fiordes noruegueses, na Esfinge de Gizé do Egito ou nas florestas dinamarquesas. Travesseiros, camas, colchões, lençóis, portas e janelas darão vida à paisagem do conto.  Para compor a trilha sonora que leva o tom rock’n roll da peça, uma “banda de loucos” composta pelos próprios atores interpretará canções dos Beatles, como All You Need is Love, Help, Lucy in The Sky e Yellow Submarine, além de músicas do Queen e marchinhas carnavalescas.


Serviço – Peer Gynt, de 29 de setembro a 18 de dezembro, de quarta à sexta, às 15h (agendamentos escolares e de grupos); sábado e domingo, às 15h30 (público geral), no Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô) Grátis. Reservas antecipadas pelo sistema Meu Sesi (http://www.sesisp.org.br/meu-sesi) a partir de 25 de setembro. Ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30 e domingo, das 11h às 20h). http://cliqueabc.com.br/teatro-do-sesi-sp-reabre-em-setembro-com-o-classico-peer-gynt/