sexta-feira, 27 de outubro de 2017

TRAGICOMÉDIA ‘BOCA DE OURO’, DE NELSON RODRIGUES, TERÁ …

Tragicomédia 'Boca de Ouro', de Nelson Rodrigues, terá ...
Tragicomédia ‘Boca de Ouro’, de Nelson Rodrigues, terá …
O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *
“Boca de Ouro” Data: de 03 a 12 de novembro, sempre de sexta a domingo. Horário: sextas às 21h; sábados às 21h30 e domingos às 19h. Local: Teatro Iguatemi 3º piso do Iguatemi Campinas End: Av Iguatemi, 777 – Vila Brandina Telefone: (19) 3294-3166 – www.teatrogt.com.br
Chamas destruíram mais de 64 mil hectares da unidade de conservação em Goiás.
25/10/2017 18h14 Atualizado 25/10/2017 18h14
http://brzlnews.biz/campinas/2017/10/27/202914-tragicomdia-boca-de-ouro-de-nelson-rodrigues-ter.html
Inspirado no subúrbio carioca, Gabriel Villela se utiliza da simbologia do candomblé e das máscaras astecas no espetáculo. A casa de Celeste e Leleco traz muitas representações de orixás sincretizados. A figura de Iansã (Guilherme Bueno), faz a contrarregragem das mortes da história, aparecendo toda vez que uma cena fatídica acontece.No despacho, juiz diz que quer evitar ‘danos ao patrimônio’; cabe recurso. Petroleiras privadas disputariam blocos de exploração dessa área pela 1ª vez.
A peça conta a história do bicheiro Boca de Ouro, vivido por Malvino, que ganhou esse apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro. Depois de ser assassinado, ele tem o passado investigado por um repórter.Operação com 1.700 agentes cerca comunidades do Centro do Rio
  25/10/2017 às 09h06

Malvino Salvador e Mel Lisboa apresentam "Boca de Ouro" em Campinas

Grande clássico de Nelson Rodrigues, com direção de Gabriel Villela, o espetáculo terá apresentações nos dois primeiros fins de semana de novembro (de 3 a 12, de sexta a domingo), no Teatro Iguatemi

"Boca de Ouro", tragicomédia que narra em retrospecto a vida de um bicheiro carioca - temido e megalomaníaco, que tem esse apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro - terá seis apresentações em novembro (entre os dias 3 e 12, de sexta a domingo), no Teatro Iguatemi.
No elenco, Malvino Salvador, Mel Lisboa, Cláudio Fontana, Lavínia Pannunzio, Leonardo Ventura e Chico Carvalho. A direção é de Gabriel Villela. As apresentações serão às 21h nas sextas-feiras, às 21h30 aos sábados e às 19h aos domingos. A produção é da Brain+ GT.
Os ingressos custam R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia) no primeiro lote e R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia) no segundo e podem ser adquiridos pelo site www.ingressorapido.com.br ou na bilheteria do teatro, de segunda a sábado, das 10h às 22h e, aos domingos, das 12h às 20h (Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina - 3º piso do Shopping Iguatemi Campinas).
Sobre a Peça
Boca de Ouro (Malvino Salvador) é um lendário bicheiro carioca que ganhou esse apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro. Depois de ser assassinado, ele tem o passado investigado por um repórter. A fonte das informações sobre a vida dele é a dona Guigui (Lavínia Pannunzio), a volúvel ex-amante do contraventor e uma mulher que, ao longo da peça, revela diferentes versões do bicheiro.
Mel Lisboa e Claudio Fontana fazem o casal Celeste e Leleco. Leonardo Ventura interpreta Agenor, fiel e apaixonado marido de Guigui. Chico Carvalho é Caveirinha, o repórter que carrega o olhar afiado e crítico do dramaturgo-jornalista. Chico também interpreta a grã-fina Maria Luisa. Cacá Toledo e Guilherme Bueno completam o elenco. Jonatan Harold assume o piano oferecendo a ambiência musical para Mariana Elisabetsky interpretar canções imortalizadas por Dalva de Oliveira (1917-1972).
Além da direção, Gabriel Villela criou os figurinos e a cenografia. A iluminação é de Wagner Freire, a direção musical e preparação vocal são assinadas por Babaya e a espacialização e antropologia da voz por Francesca Della Monica. Os diretores assistentes Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo formam a equipe criativa.
Cenário
As diferentes narrativas de Dona Guigui são exploradas pelo diretor de forma muito diversa. A cada nova versão da história é ressaltado o espaço arquetípico convergente, como o salão circular de uma gafieira ou um ciclo de vida que se encerra.
Inspirado no subúrbio carioca, Gabriel Villela se utiliza da simbologia do candomblé e das máscaras astecas no espetáculo. A casa de Celeste e Leleco traz muitas representações de orixás sincretizados. A figura de Iansã (Guilherme Bueno), faz a contrarregragem das mortes da história, aparecendo toda vez que uma cena fatídica acontece.
O Brasil cabe todo nesta arena: a política, as narrativas contraditórias, a libido, a festa da gafieira, o jogo do bicho, a fé e a música. Retratos de uma época que mostra um Brasil que pouco mudou e também que o dramaturgo pernambucano, nascido em 1912, nunca foi tão atual.
Ficha Técnica
Texto: Nelson Rodrigues.
Direção, Cenografia e Figurinos: Gabriel Villela.
Elenco: Malvino Salvador, Lavínia Pannunzio, Mel Lisboa, Claudio Fontana, Chico Carvalho, Leonardo Ventura, Cacá Toledo, Mariana Elisabetsky, Jonatan Harold e Guilherme Bueno.
Iluminação: Wagner Freire.
Direção Musical e preparação Vocal: Babaya.
Espacialização vocal e antropologia da voz: Francesca Della Monica.
Pianista: Jonatan Harold.
Diretores assistentes: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo.
Foto: João Caldas Fº.
Produção executiva: Luiz Alex Tasso.
Direção de produção: Claudio Fontana.
Duração: 100min.
Classificação: 14 anos.
Acessibilidade: gratuidade a portadores de deficiência
Serviço
Local: Teatro Iguatemi (Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina - 3º piso do Iguatemi Campinas)
Data: de 3 a 12 de novembro (sextas, sábados e domingos)
Horário: sextas às 21h; sábados às 21h30 e domingos às 19h. 
Informações: (19) 3294-3166 – www.teatrogt.com.br
Ingressos
Primeiro lote: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)
Segundo lote: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada).
Vendas: Bilheteria do Teatro (de segunda a sábado das 10h às 22h | domingo das 12h às 20h)
Pela internet: www.ingressorapido.com.br
http://maisexpressao.com.br/noticia/malvino-salvador-e-mel-lisboa-apresentam-boca-de-ouro-em-campinas-41404.html
Ateliê da Notícia
Jornalista responsável: Vera Longuini
Cel (19) 9 9771-6735 – Vivo
Atendimento: Caroline Magalhães
Redação: (19) 3252-9385
redacao@ateliedanoticia.com.br
www.ateliedanoticia.com.br
Home / Teatro / Prorrogada a temporada de Boca de Ouro com direção de Gabriel Villela
© João Caldas Fº

Prorrogada a temporada de Boca de Ouro com direção de Gabriel Villela

Boca de Ouro com direção de Gabriel Villela sai de cartaz dia 29 de outubro e volta dia 17 de novembro. Espetáculo continua em cartaz no Teatro Tucarena. A partir de 17 de novembro a peça se apresenta sextas e sábados às 21h e domingos às 19h30.
Boca de Ouro é um lendário bicheiro carioca, figura temida e megalomaníaca, que tem esse apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro. Também é conhecido como o Drácula de Madureira. Quando Boca é assassinado, seu passado é vasculhado por um repórter. Sua fonte é dona Guigui, a volúvel ex-amante do contraventor, uma mulher que, ao longo da peça, revela diferentes versões do bicheiro.
Malvino Salvador é Boca de Ouro, Mel Lisboa e Claudio Fontana fazem o casal Celeste e Leleco, e Lavínia Pannunzio vive a transtornada Guigui, ao lado de Leonardo Ventura, que faz seu fiel e apaixonado marido, Agenor. Chico Carvalho é Caveirinha, o repórter rodriguiano, que carrega em si o olhar afiado e crítico do dramaturgo-jornalista, que durante anos trabalhou em Redações e conheceu ele próprio os vícios e contradições da imprensa. Chico também interpreta a grã-fina Maria Luisa. Cacá Toledo e Guilherme Bueno completam o elenco.
Jonatan Harold assume o piano desta gafieira carioca oferecendo a ambiência musical para Mariana Elisabetsky interpretar as canções imortalizadas por Dalva de Oliveira (1917-1972).
Como toda a ação proposta por Nelson Rodrigues parte da mente contraditória de Dona Guigui, as diferentes narrativas da personagem são exploradas pelo encenador de forma muito diversa. A cada versão de Guigui, a arena de Villela circula, ressaltando o espaço arquetípico convergente, assim como o salão circular de uma gafieira, ou um ciclo de vida que se encerra.
Dentro das iconografias do subúrbio carioca, Gabriel se utiliza da simbologia do Candomblé e das mascaradas astecas no espetáculo. A casa de Celeste e Leleco traz muitas representações de Orixás sincretizados. A figura de Iansã, (Guilherme Bueno) aparece toda vez que uma cena de morte acontece. Iansã faz a contrarregragem das mortes da estória.
O Brasil cabe todo nesta arena: a política, as narrativas contraditórias, a libido, a festa da gafieira, o jogo do bicho, a fé e a música. Retratos de uma época que nos mostram que o Brasil pouco mudou, e que nosso dramaturgo nascido em Pernambuco em 1912 e radicado no Rio de Janeiro, nunca foi tão atual.
Além da direção, Gabriel Villela assina os figurinos e a cenografia. A iluminação é de Wagner Freire, a direção musical e preparação vocal são assinadas por Babaya e a espacialização e antropologia da voz por Francesca Della Monica. Os diretores assistentes Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo completam a equipe criativa.
Ficha Técnica
Texto: Nelson Rodrigues.
Direção, Cenografia e Figurinos: Gabriel Villela.
Elenco: Malvino Salvador, Lavínia Pannunzio, Mel Lisboa, Claudio Fontana, Chico Carvalho, Leonardo Ventura, Cacá Toledo, Mariana Elisabetsky, Jonatan Harold e Guilherme Bueno.
Iluminação: Wagner Freire.
Direção Musical e preparação Vocal: Babaya.
Espacialização vocal e antropologia da voz: Francesca Della Monica.
Pianista: Jonatan Harold.
Diretores assistentes: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo.
Foto: João Caldas Fº.
Produção executiva: Luiz Alex Tasso.
Direção de produção: Claudio Fontana.
BOCA DE OUROTeatro Tucarena
R. Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo

Sex e Sáb 21h, Dom 19h30. R$ 50 (sex), R$ 50 e R$ 70 (sáb e dom).
Gratuidade a portadores de deficiência.
Duração: 100min.
Classificação 14 anos.
Reestreia 17 de novembro.
Até 3 de dezembro.
http://www.arteview.com.br/prorrogada-tempora-de-boca-de-ouro-com-direcao-de-gabriel-villela/

Campinas recebe peça com Malvino Salvador

http://www.pauliniavip.com.br/noticiass/8285-campinas-recebe-peca-com-malvino-salvador-

boca_ouro
“Boca de Ouro”, tragicomédia que narra em retrospecto a vida de um bicheiro carioca, terá seis apresentações em novembro (entre os dias 3 e 12, de sexta a domingo), no Teatro Iguatemi.

No elenco, Malvino Salvador, Mel Lisboa, Cláudio Fontana, Lavínia Pannunzio, Leonardo Ventura e Chico Carvalho. A direção é de Gabriel Villela. As apresentações serão às 21h nas sextas-feiras, às 21h30 aos sábados e às 19h aos domingos.

Os ingressos custam R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia) no primeiro lote e R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia) no segundo e podem ser adquiridos pelo site www.ingressorapido.com.br ou na bilheteria do teatro, de segunda a sábado, das 10h às 22h e, aos domingos, das 12h às 20h (Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina - 3º piso do Shopping Iguatemi Campinas).

Sobre a Peça

Boca de Ouro (Malvino Salvador) é um lendário bicheiro carioca que ganhou esse apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro. Depois de ser assassinado, ele tem o passado investigado por um repórter. A fonte das informações sobre a vida dele é a dona Guigui (Lavínia Pannunzio), a volúvel ex-amante do contraventor e uma mulher que, ao longo da peça, revela diferentes versões do bicheiro.

Mel Lisboa e Claudio Fontana fazem o casal Celeste e Leleco. Leonardo Ventura interpreta Agenor, fiel e apaixonado marido de Guigui. Chico Carvalho é Caveirinha, o repórter que carrega o olhar afiado e crítico do dramaturgo-jornalista. Chico também interpreta a grã-fina Maria Luisa. Cacá Toledo e Guilherme Bueno completam o elenco. Jonatan Harold assume o piano oferecendo a ambiência musical para Mariana Elisabetsky interpretar canções imortalizadas por Dalva de Oliveira (1917-1972).

Serviço

Local: Teatro Iguatemi (Av. Iguatemi, 777 – Vila Brandina - 3º piso do Iguatemi Campinas)
Data: de 3 a 12 de novembro (sextas, sábados e domingos)
Horário: sextas às 21h; sábados às 21h30 e domingos às 19h.

Informações: (19) 3294-3166 – www.teatrogt.com.br

Ingressos
Primeiro lote: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)
Segundo lote: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada).

Vendas: Bilheteria do Teatro (de segunda a sábado das 10h às 22h | domingo das 12h às 20h)
Pela internet: www.ingressorapido.com.br

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Arcênico
Palco, plateia e coxia
Gabriel Villela resgata Zé Vicente e “Hoje é dia de rock”
João Wady Cury
21 Setembro 2017 | 12h45



O diretor teatral Gabriel, por TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
O teatro tem a capacidade única de reagir à mesmice, à tirania e expor o que nos foi escondido. É este o caminho escolhido pelo diretor mineiro, que está em Curitiba para sua próxima montagem, que estreia em 17 de novembro no Teatro Guaíra. A reação de Villela tem nome: Hoje É Dia de Rock, do dramaturgo José Vicente (1945-2007), símbolo do movimento de contracultura dos anos 60 e 70. É algo capaz de chacoalhar a cachola do vivente para o que realmente importa. “Vivemos momentos de ódio e polarização, em que energias negativas nos rondam. A mensagem que devemos passar pra moçada é outra: caiam fora disso, deixem o ódio de lado. Vamos jogar luz nas trevas”, diz Villela.
Mas todo dia é dia de rock. A peça de José Vicente marcou história. Estreou no Teatro Ipanema, no Rio, em 1971, pelas mãos de dois magos: Rubens Corrêa e Ivan de Albuquerque. Sobrou pouco para os outros. A dupla abalou os urdimentos do teatro nacional, permanecendo em cartaz por dois anos, com lotação esgotada. Não é pouco, ainda mais para aqueles anos 70 sob as garras do general Médici. Quem sabe a montagem de Gabriel Villela, inspirado pela dupla Corrêa-Albuquerque, nos traga elementos que somente a arte pode nos dar: ultrapassar o olhar banal e raso dos fatos que vivemos.
#hojeediaderock

http://cultura.estadao.com.br/blogs/arcenico/gabriel-villela-resgata-ze-vicente-e-hoje-e-dia-de-rock/

quinta-feira, 14 de setembro de 2017


EM NOVEMBRO TEM “BOCA DE OURO” COM O ATOR MALVINO SALVADOR

Compartilhe:
Com direção de Gabriel Villela, o ator Malvino Salvador, Mel Lisboa e Claudio Fontana faz desembarcam em Ribeirão Preto com a peça “Boca de Ouro”. Um dos grandes clássicos de Nelson Rodrigues será apresentado no dia 15 de novembro, no Theatro Pedro II.
Um lendário bicheiro carioca, figura temida que tem esse apelido por ter trocado todos os dentes pela dentadura de ouro. Quando Boca é assassinado, seu passado é vasculhado por um repórter e sua fonte é dona Guigui, a volúvel ex-amante do contraventor, uma mulher que revela diferentes versões.

Serviço
Q
uando: 15/11 (quarta-feira), às 19hOnde: Theatro Pedro II – Rua Álvares Cabral 370, CentroQuanto: Plateia e frisa – Inteira: R$ 100,00 e meia entrada: R$ 50,00Balcão nobre e balcão simples – Inteira: R$ 50,00 e meia entrada: R$ 25,00Galeria – Inteira: R$ 40,00 e meia entrada: R$ 20,00Classificação: 14 anos



 http://julianarangel.news/2017/08/em-novembro-tem-boca-de-ouro-com-o-ator-malvino-salvador/
Foto: Cesar Alves/Globo

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

5 de setembro de 2017

Boca de Ouro de Gabriel Villela - Blog e-Urbanidade

Malvino Salvador é o Boca de Ouro
de Gabriel Villela
Foto: João Caldas
O que esperar do clássico Boca de Ourodirigido por Gabriel Villela? Batata! O encontro de dois universos próprios, de traços marcantes, na leitura do mundo e das artes cênicas. A montagem em cartaz no Tucarena, com o elenco afiado encabeçado por Malvino Salvador, Lavínia Pannunzio e Mel Lisboa, é de impressionar, mesmo não sendo possível esperar outro resultado ao ler nos créditos o nome do dramaturgo e do diretor. 

No palco a história do bicheiro Boca de Ouro (Malvino) assassinado e algumas versões dos fatos é contada, (re)contada e (des)contada durante a encenação. Assim, além de toda a verve rodriguiana, aqui o dramaturgo expõe como a realidade pode assumir contornos diferentes a partir do olhar e dos sentimentos do seu interlocutor. Inclusive como tudo pode virar espetáculo, mesmo diante da tragédia humana.

Dai, Gabriel faz a leitura do clássico a partir do seu olhar estético apurado, com referências mitológicas. Aqui ele apropria tanto da música carioca (e francesa) para marcar os dramas, como do frequente detalhismo, que lhe é peculiar, no figurino, iluminação e cenografia. Por fim, o texto impostado dá um tom irônico e cômico sobre a história cruel de um assassinato.

Boca de Ouro de Gabriel é um melodrama sobre a pós-verdade e é nesse viés que o montador apropria das diferentes versões da história. Por isso, assim que o expectador entra na sala, há uma imersão na visão mitológica do protagonista, presente nas almofadas douradas e na gafieira onde acontecerá todo o jogo cênico. E quando as luzes apagam, ao final, ninguém ao certo sabe qual é a verdadeira história, quem é realmente o bicheiro e mais uma dúvida: o que é mesmo essa tal verdade.

É preciso elogiar, também, a provocação ao desconstruir a figura do mocinho global, Malvino Salvador, ao interpretar esse bicheiro que trocou seus dentes por dentadura de ouro, interpretado em 1963 pela figura lendária de Jece Valadão. E em poucas montagens é possível ver um elenco tão bem preparado e uniforme em seus diferentes personagens. Além dos já citados, vale exaltar Claudio Fontana (fiel escudeiro de Villela), Chico Carvalho (espetacular nas cenas finais), Cacá Toledo, Leonardo Ventura (como esposo traído), Mariana Elisabetsky (a belíssima crooner da gafieira), Guilherme Bueno (em papel pequeno) e o pianista Jonatan Harold.

Se há alguma coisa a lamentar em Boca de Ouro são os preços dos ingressos, mesmo constatando que vale centavo por centavo. O teatro estava lotado, mas é uma pena que uma montagem tão brilhante possa ser acessada apenas por um grupo seleto. Deveria ter mais patrocinadores para chegar aos teatros com preços populares.
http://www.eurbanidade.blog.br/2017/09/boca-de-ouro-de-gabriel-villela-blog-e.html
Não deixem de ver!

Serviço:
Teatro Tucarena
Rua Monte Alegre, 1024 (entrada pela Rua Bartira) – Perdizes
Sexta-feira e Sábado: 21h. Domingo: 18h30
De 11 de agosto a 29 de outubro
Sexta-feira: R$ 50
Sábados e domingos: R$ 50 a R$ 70.