segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

19 jan: Malvino Salvador encarna bicheiro Boca de Ouro, com direcao de Gabriel Villela, Sesc Ginastico

19 jan: Malvino Salvador encarna bicheiro Boca de Ouro, com direcao de Gabriel Villela, Sesc Ginastico
 
Hoje, 18:48
  

Sesc Rio apresenta

"Boca de Ouro", de Nelson Rodrigues

direção de Gabriel Villela

estreia dia 19 de janeiro no Teatro Sesc Ginástico


JS Pontes Comunicação


Malvino Salvador vive o lendário bicheiro carioca, ao lado de Mel Lisboa, Claudio Fontana, Lavínia Pannunzio, Chico Carvalho, Leonardo Ventura, Cacá Toledo, Mariana Elisabetsky, Jonatan Harold e Guilherme Bueno.

Um cordão típico das gafieiras mais tradicionais do país abre a versão de Villela para a tragédia carioca de Nelson Rodrigues (1912-1980), escrita em 1959. Usando confetes, serpentinas e máscaras, o diretor, responsável também pela cenografia e figurinos, cria uma encenação com aura de carnaval, embalada por 14 grandes sucessos que vão de Dalva de Oliveira, Herivelto Martins, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues a João Bosco, entre outros.






ESTREIA: dia 19 de janeiro (6ªf), às 20h (horário válido somente na estreia)

LOCAL: Teatro SESC Ginástico - Av. Graça Aranha, 187 - Centro / RJ Tel: (21) 2279-4027

HORÁRIOS: 6ª e sab às 19h; dom às 18h / INGRESSOS: R$30, R$15 (meia) e R$7,50 (associados SESC) / DURAÇÃO: 110 min / GÊNERO: tragicomédia / CAPACIDADE: 513 lugares / CLASSIFICAÇÃO: 14 anos / HORÁRIO FUNCIONAMENTO DA BILHETERIA: de 3ª a dom, das 13h às 20h / TEMPORADA: até 25 de fevereiro (com parada no período de carnaval, entre os dias 9 e 18 de fevereiro)

Boca de Ouro é um lendário bicheiro carioca, figura temida e megalomaníaca, que tem esse apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro. Também é conhecido como o Drácula de Madureira. Quando Boca é assassinado, seu passado é vasculhado por um repórter. Sua fonte é dona Guigui, ex-amante do contraventor, mulher que, ao longo da peça, revela diferentes e contraditórias versões do bicheiro.

Este é o mote da tragédia carioca "Boca de Ouro", cujo papel-título é vivido por Malvino Salvador, na montagem de Gabriel Villela que chega ao Rio depois de quatro meses de sucesso no Teatro Tucarena, em São Paulo. Estão ainda no elenco Mel Lisboa e Claudio Fontana, como o casal Celeste e Leleco; Lavínia Pannunzio, que vive a transtornada Guigui, ao lado de Leonardo Ventura, que dá vida a seu fiel e apaixonado marido Agenor. Chico Carvalho é Caveirinha, o rodriguiano repórter que carrega em si o olhar afiado e crítico Nelson Rodrigues, jornalista que durante anos trabalhou em redações e conheceu ele próprio os vícios e contradições da imprensa. Cacá Toledo e Guilherme Buenocompletam o elenco junto a Jonatan Harold, ao piano, e Mariana Elisabetsky, interpretando as 14 canções do espetáculo.

Esta é o terceiro texto de Nelson Rodrigues encenado por Gabriel Villela. Em 1994 montou A Falecida, com Maria Padilha no papel título, e em 2009 Vestido de Noiva, protagonizado por Leandra Leal, Marcello Antony e Vera Zimmerman.

Malvino Salvador fala de sua experiência na pele do bicheiro de Madureira e da expectativa com a temporada carioca: "Essa peça foi muito importante na minha carreira pelo aprendizado que eu adquiri, por ter dividido o palco com grandes atores, por conhecer o universo do Gabriel Villela, que é um dos nossos maiores diretores, que tem uma personalidade vibrante, impressa nas suas montagens. (...) Para mim está sendo muito importante trazer Boca de Ouro aqui para o Rio que, a gente sabe, é uma das principais praças do Brasil, e onde se criou o universo rodriguiano. Depois de uma temporada de sucesso em SP, tanto de público quanto de crítica, a peça tem o potencial de chegar aqui de uma maneira muito bonita, é isso que eu espero."


SINOPSE

Boca de Ouro (Malvino Salvador) é um lendário bicheiro carioca, figura temida e megalomaníaca, que tem esse apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro. Quando Boca é assassinado, seu passado é vasculhado pelo repórter Caveirinha (Chico Carvalho), que vai até a casa da ex-amante Guigui (Lavínia Pannunzio). Lá, ouve a versão da ex-amante, que desanca o bicheiro. Ao saber de seu assassinato, Guigui se arrepende e exalta Boca como uma figura amorosa. Já no terceiro ato, Guigui volta a desancar o bicheiro, pois teme ser abandonada pelo marido Agenor (Leonardo Ventura). Nas três versões relatadas, surge o casal Celeste (Mel Lisboa) e Leleco (Claudio Fontana), que tem relação direta com o assassinato de Boca de Ouro.


UMA TRAMA ATUAL

As diferentes versões de Guigui para a morte de Boca de Ouro levaram Gabriel Viellela a fazer conexões com uma pesquisa recente da universidade de Harvard, sobre um fenômeno contemporâneo chamado "pós-verdade". Villela explica: "É um produto da modernidade tecnológica: você inventa uma história, realinha ideias, publica, arruma vários seguidores e isso se amplia, viraliza na internet e ninguém mais sabe sobre o que se está falando. Somos todos vítimas disso. (...) A Guigui é insuperável – com três expedientes emocionais e psíquicos, ela conta três vezes a mesma história, embaralhando com maestria para que tudo seja incrivelmente verdadeiro".


A MONTAGEM

A ambientação idealizada por Gabriel Villela remete a uma gafieira, com mesas e cadeiras, revezando-se entre uma redação de jornal e as casas dos personagens.


Dentro das iconografias do subúrbio carioca, Gabriel se utiliza da simbologia do Candomblé e das mascaradas astecas no espetáculo. A casa de Celeste e Leleco traz muitas representações de Orixás sincretizados. A figura de Iansã (Guilherme Bueno) aparece toda vez que uma cena de morte acontece - ela faz a contrarregragem das mortes.


O Brasil retratado na cena: a política, as narrativas contraditórias, a libido, a festa da gafieira, o jogo do bicho, a fé e a música. Retratos de uma época que nos mostram que o Brasil pouco mudou, e que o dramaturgo nascido em Pernambuco em 1912 e radicado no Rio de Janeiro, nunca foi tão atual.


Além da direção, Gabriel Villela assina os figurinos e a cenografia. A iluminação é de Wagner Freire, a direção musical e preparação vocal são assinadas por Babaya e a espacialização e antropologia da voz por Francesca Della Monica. Os diretores assistentes Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo completam a equipe criativa.



AS MÚSICAS

Cidade Maravilhosa (Andre Filho)

Vingança (Lupicínio Rodrigues)

Ave Maria do Morro (Herivelto Martins

Lencinho Branco (Dalva de Oliveira)

A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)

Na Cadência do Samba (Ataulfo Alves)

Ne Me Quittes Pas (Jacques Brel)

Última Estrofe (Orlando Silva)

Eu Dei (Ary Barroso)

O Ouro e A Madeira (Ederaldo Gentil)

Hino ao Amor (Edith Piaf / M. Monnot)

Não Deixe o Samba Morrer (Edson Conceição e Aloísio Silva)

Bang Bang - My Baby Shot Me Down (Sonny Bono)

De Frente Pro Crime (João Bosco)




A CRÍTICA


"(Villela) Coloca no palco do Tucarena não só um carrossel de referências visuais, de imagens que remetem sequencialmente para todo lado, mas as integra com riqueza de significados ao texto rodriguiano - e às atuações, elas também com abundância de registros, inspirada no autor. São grandes atuações, a começar do personagem-título, que na caracterização de Malvino Salvador, dirigido por Villela, se mostra alternadamente frágil como uma criança, monstruoso e cinicamente inteligente. Já conhecido pela densidade que demonstrou em montagens cariocas, Salvador ganha agora ares de ator pleno, pronto para grandes papéis." (Nelson de Sá, Folha de São Paulo)


"Há soluções cênicas dignas de nota, resultado da combinação entre engenho, objetos do cotidiano e uma apurada iluminação. O tamborilar de dedos na mesa reproduz à perfeição o som das máquinas de escrever, varas de bambu tomam o lugar de adagas japonesas e taças de vidro cumprem o papel de telefones. (...) Ainda que se trate de um traço recorrente na trajetória desse criador, a exuberância visual aqui alcança patamar distinto de seus trabalhos mais recentes. Em Boca de Ouro, a beleza de uma cena não se encerra em si; o apuro estético está a serviço do conjunto." (Maria Eugenia de Menezes Estadão)


"Costumo escrever a matéria de um espetáculo um ou dois dias após a ele ter assistido, mas quando o deslumbramento é muito grande procuro dar um tempo, esperar a poeira baixar e então voltar a ele, com menor perigo de adjetivar demais. Já faz uma semana que assisti Boca de Ouro e ainda me sinto tocado pela beleza e perfeição da leitura de Gabriel Villela para o texto de Nelson Rodrigues." (José Cetra, Palco Paulistano)



FICHA TÉCNICA

Texto: Nelson Rodrigues / Direção, Cenografia e Figurinos: Gabriel Villela / Elenco: Malvino Salvador (Boca de Ouro), Mel Lisboa (Celeste), Claudio Fontana (Leleco), Lavínia Pannunzio (Guigui), Leonardo Ventura (Agenor), Chico Carvalho (Caveirinha e Maria Luisa), Cacá Toledo, Guilherme Bueno, Mariana Elisabetsky, Jonatan Harold (ao piano) e Guilherme Bueno / Iluminação: Wagner Freire / Direção Musical e preparação Vocal: Babaya / Espacialização vocal e antropologia da voz: Francesca Della Monica / Diretores assistentes: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo / Foto: João Caldas / Produção executiva: Luiz Alex Tasso / Direção de produção: Claudio Fontana / Realização: SESC Rio /Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany



GABRIEL VILLELA - diretor

Gabriel Villela estudou Direção Teatral na USP. É diretor, cenógrafo e figurinista. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com VOCÊ VAI VER O QUE VOCÊ VAI VER, de Raymond Queneau, e O CONCÍLIO DO AMOR, de Oscar Panizza. Desde então, recebeu 3 Prêmios Molière, 3 Prêmios Sharp, 12 Prêmios Shell, 10 Troféus Mambembe, 6 Troféus APCA, da reconhecida Associação Paulista de Críticos de Arte, 5 Prêmios APETESP, da Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo, 2 Prêmios PANAMCO e 1 Prêmio Zilka Salaberry.

Encenou Camus (CALÍGULA), Heiner Muller (RELAÇÕES PERIGOSAS), Calderón de La Barca (A VIDA É SONHO), Schiller (MARY STUART), William Shakespeare (MACBETH, RICARDO III e ROMEU E JULIETA), Strindberg (O SONHO), e os dramaturgos brasileiros Nélson Rodrigues (A FALECIDA e VESTIDO DE NOIVA), Arthur Azevedo (O MAMBEMBE), João Cabral de Melo Neto (MORTE E VIDA SEVERINA), Carlos Alberto Soffredini (VEM BUSCAR-ME QUE AINDA SOU TEU), Dib Carneiro Neto (SALMO 91 e UM RÉQUIEM PARA ANTONIO) e Luís Alberto de Abreu (A GUERRA SANTA) e Alcides Nogueira (VENTANIA, A PONTE E A ÁGUA DE PISCINA). Dirigiu uma trilogia de musicais de Chico Buarque para o TBC: ÓPERA DO MALANDRO, OS SALTIMBANCOS e GOTA D'ÀGUA. Dirigiu shows de artistas como Elba Ramalho, Maria Bethânia, Milton Nascimento e Ivete Sangalo, musicais, óperas, dança e especiais para TV. Foi Diretor Artístico do Teatro Glória/RJ (1997/99) e também do TBC Teatro Brasileiro de Comédia/SP (2000/01).

Tornou-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional, sendo convidado a participar de Festivais nos EUA, Europa e América Latina. Com o Grupo Galpão (ROMEU E JULIETA), Gabriel Villela foi convidado para uma temporada no Globe Theatre, em Londres, conquistando a crítica e o exigente público londrino. O espetáculo voltou a Londres em 2012 para participar da OLIMPÍADA CULTURAL, evento paralelo aos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.

Seus últimos trabalhos foram HOJE É DIA DE ROCK, de Zé Vicente e BOCA DE OURO, de Nelson Rodrigues (2017), RAINHAS DO ORINOCO, de Emilio Carballido, com Walderez de Barros e PEER GYNT, de Ibsen, com Mel Lisboa e Chico Carvalho, em 2016, A TEMPESTADE (2015) com Celso Frateschi, UM RÉQUIEM PARA ANTONIO (2014), com Elias Andreato e Claudio Fontana, OS GIGANTES DA MONTANHA (2013), de Pirandello, com o Grupo Galpão e MANIA DE EXPLICAÇÃO, com Luana Piovani. Em 2012, MACBETH, com Marcello Antony e Claudio Fontana. Também dirigiu VESTIDO DE NOIVA, de Nelson Rodrigues, com Leandra Leal e Marcello Antony (2009), CALÍGULA, de Albert Camus, com Thiago Lacerda (2008/09/10) O SOLDADINHO E A BAILARINA (2010), com Luana Piovani, SUA INCELENÇA RICARDO III com o Grupo Clowns de Shakespeare. Dirigiu também em 2011 CRÔNICA DA CASA ASSASSINADA, com Xuxa Lopes, adaptação do livro de Lucio Cardoso, que lhe rendeu o Prêmio SHELL de Melhor Figurinista e indicação a Melhor Direção e HÉCUBA, de Eurípides, com Walderez de Barros.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Divirta-se elege as melhores atrações de São Paulo em 2017



Divirta-se elege as melhores atrações de São Paulo em 2017






Redação Divirta-se
20 Dezembro 2017 | 20h10
Convidamos especialistas de diversas áreas para eleger as melhores atrações que passaram pela cidade ao longo de 2017. Confira os vencedores
O ano, como sempre, foi movimentado para a vida cultural e gastronômica de São Paulo. E estamos felizes por ter participado disso e levado até você, leitor, as melhores atrações da cidade. Em 2017, acompanhamos também a abertura de importantes espaços culturais – como o Sesc 24 de Maio, a Japan House e o Instituto Moreira Salles –, além de novos palcos para shows, como a Casa de Francisca, que se mudou para um palacete no Centro, e a Casa Natura Musical, que veio para reforçar a programação voltada à música brasileira.
Para relembrar um pouco de tudo isso, convidamos especialistas de diferentes áreas para a nossa já tradicional votação Melhores do Ano.
São oito categorias: Shows Nacionais; Shows Internacionais; Exposições; Gastronomia; Filmes Nacionais; Filmes Internacionais; Teatro Adulto; e Teatro Infantil. Os jurados enviaram votos de 1º, 2º e 3º lugar, com uma breve justificativa. Para chegar aos vencedores, foi usada a seguinte regra: a cada voto de 1º lugar, a atração ganhou 3 pontos; o de 2º lugar valeu 2 pontos; e quem ficou em 3º lugar recebeu 1 ponto.

Quando mais de uma atração alcançou a mesma pontuação final, utilizou-se como critério de desempate o número de vezes que a candidata foi citada pelos jurados. Se, ainda assim, o empate persistiu, os candidatos dividiram o pódio. A seguir, o melhor de 2017.

Em 2017, Instituto Moreira Salles abriu nova sede, na Avenida Paulista. Foto: Hélvio Romero/Estadão
SHOWS NACIONAIS
1º lugar: Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso
2º lugar: Mallu Magalhães 
3º lugar: Criolo/Letrux

Show conjunto de Caetano Veloso e seus filhos vai virar DVD em 2018. Foto: Jorge Bispo
JULIO MARIA, Jornalista e crítico do ‘Caderno 2’
1º lugar: Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso. Caetano se renova na essência dos filhos, sobretudo Tom e Zeca.
2º lugar: Refavela 40. Não foi só um show. Gilberto Gil em família mostrou-se feliz, leve, criativo e Soberano.
3º lugar: Mônica Salmaso. Finalmente, com o belo repertório do CD ‘Caipira’, a cantora chega ao coração.
MARINA VAZ, Editora do ‘Divirta-se’
1º lugar: Criolo. Levado ao palco, o disco ‘Espiral de Ilusão’revelou um Criolo tão à vontade com o samba quanto com o rap.
2º lugar: Mallu Magalhães. Com belas projeções ao fundo, o show mostra como a voz e a presença de palco de Mallu evoluíram.
3º lugar: Paulinho da Viola e Marisa Monte. Elegância e delicadeza em um encontro para ficar na memória.
RENATO VIEIRA, Repórter do ‘Divirta-se’
1º lugar: Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso. Um show íntimo pautado pela alegria do patriarca em estar com os filhos.
2º lugar: Mallu Magalhães. Amadurecida como intérprete, ela conseguiu levar ao palco a deliciosa leveza do álbum ‘Vem’.
3º lugar: Lô Borges. Seu lendário ‘disco do tênis’ vira show competente e vigoroso depois de 45 anos.
ROBERTA MARTINELLI, Apresentadora da Rádio Eldorado e TV Cultura
1º lugar: Letrux. No show do álbum ‘Em Noite de Climão’, ela interpreta textos bem escolhidos ao lado de banda potente.
2º lugar: Tulipa Ruiz. Um novo olhar, uma nova voz e um novo som marcaram o lançamento do álbum ‘TU’.
3º lugar: Luiza Lian. Revelação com o álbum visual ‘Oyá Tempo’. Cenário e instalação funcionam muito bem
SHOWS INTERNACIONAIS
1º lugar: The Who2º lugar: PJ Harvey3º lugar: Kamasi Washington

Pela primeira vez, o The Who veio ao Brasil, emocionando fãs da banda. Foto: Wilton Junior/Estadão
JOÃO PAULO CARVALHO, Repórter do ‘Caderno 2’
1º lugar: The Who. Pete Townshend e Roger Daltrey esbanjaram vigor físico e técnico. Um show emocionante.
2º lugar: Bruno Mars. Um verdadeiro showman. Ninguém na música pop atual é mais brilhante do que ele.
3º lugar: Green Day. Coeso, o trio liderado por Billie Joe enfileirou um hit atrás do outro, comovendo os fãs.
LUCAS BRÊDA, Repórter da revista ‘Rolling Stone’
1º lugar: The Who. Com muito vigor, a banda está em melhor forma do que os veteranos acostumados a tocar por aqui.
2º lugar: PJ Harvey. A cantora hipnotizou em show do Popload Festival, focado em seus dois álbuns mais recentes.
3º lugar: Kamasi Washington. Atração do Nublu Jazz Festival, o saxofonista reuniu banda poderosa.
MARCELO COSTA, Editor do site ‘Scream & Yell’
1º lugar: Kamasi Washington. Acompanhado de uma super banda, ele fez show elegante e dançante.
2º lugar: Madeleine Peyroux. A opção pelo intimismo despiu o show de grandiosidade e entregou delicadeza e charme.
3º lugar: PJ Harvey. Ela cantou o velório do mundo, exibindo as cicatrizes de uma sociedade decadente.
PEDRO ANTUNES, Repórter do ‘Caderno 2’
1º lugar: Sigur Rós. Se entendêssemos islandês ou a língua inventada pela banda, o impacto seria outro. Menor.
2º lugar:  U2. O que a banda mostrou ao reeditar ‘The Joshua Tree’depois de 30 anos é que o mundo
segue igual.
3º lugar: PJ Harvey. No teatro, foi jogo ganho. No Popload Festival, debaixo de sol quente? Foi mágico.
EXPOSIÇÕES
1º lugar: Robert Frank
2º lugar: Di Cavalcanti / Histórias da Sexualidade / Levantes / Nelson Felix 
3º lugar: Anita Malfatti / Véio

Série ‘Os Americanos’, de Robert Frank, em cartaz no IMS até 30/12. Foto: Robert Frank
ANTONIO GONÇALVES FILHO, Editor do ‘Aliás’
1º lugar: Histórias da Sexualidade. Num ano turbulento para museus, reuniu grandes nomes, de Renoir a Francis Bacon.
2º lugar: Robert Frank. Reunião de 83 trabalhos do mítico fotógrafo suíço que melhor retratou a América dos excluídos.
3º lugar: Rubem Ludolf. Tributo a um dos maiores construtivistas do País, revisando sua obra desde 1950.
JÚLIA CORRÊA, Repórter do ‘Divirta-se’
1º lugar: Di Cavalcanti. Em retrospectiva, o olhar visionário daquele que soube tão bem retratar nossa diversidade.
2º lugar: Anita Malfatti: 100 Anos de Arte Moderna. Boa chance para elucidar todo o impacto do pioneirismo da artista.
3º lugar: Robert Frank. O primor da técnica e o olhar perspicaz do fotógrafo para uma América em transformação.
RAFAEL VOGT MAIA ROSA, Curador e crítico de arte
1º lugar: Levantes. Arte como olho da história e do espírito. O curador como pensador, através de achados e ensaios abertos.
2º lugar: Robert Frank. A técnica que a América não tinha. Uma exposição única em todos os sentidos.
3º lugar: Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila. Um pouco de nossa melhor
arte experimental.
RODRIGO NAVES, Crítico e curador de arte
1º lugar: Nelson Felix. Um dos maiores artistas brasileiros, numa exposição de peso na Galeria e no Anexo Millan.
2º lugar: Véio – De Surpresa no Mundo. Cícero Alves dos Santos é a maior revelação da arte brasileira dos últimos tempos.
3º lugar: Francisco de Goya. As gravuras são um ponto alto desse grande pintor. Contudo, já foram vistas muitas vezes.
FILMES NACIONAIS
1º lugar: No Intenso Agora
2º lugar: Bingo / Era o Hotel Cambridge
3º lugar: Corpo Elétrico

‘No Intenso Agora’ foi produzido inteiramente com imagens de arquivo. Foto: VideoFilmes
ANDRÉ CARMONA, Repórter do ‘Divirta-se’
1º lugar: No Intenso Agora. Em tempos políticos sombrios, João Moreira Salles expõe, sensivelmente, que só sonhar não basta.
2º lugar: Bingo – O Rei das Manhãs. Irreverente e impiedoso. O ator Vladimir Brichta elevou seu status com o papel de Bozo.
3º lugar: Divinas Divas. O filme de Leandra Leal é uma afronta purpurinada à homofobia e uma ode à arte.
LUIZ CARLOS MERTEN, Crítico do ‘Caderno 2’
1º lugar: Corpo Elétrico. O mítico ‘Saída da Fábrica’, o filme fundador do cinema, acrescido de temática LGBT.
2º lugar: Era o Hotel Cambridge. Um apaixonante filme sobre os sem-teto. Estético e político.
3º lugar: No Intenso Agora. A euforia da revolução transformada em melancolia. O sonho (não) acabou.
LUIZ ZANIN ORICCHIO, Crítico do ‘Caderno 2’
1º lugar: Era o Hotel Cambridge. A diretora inova ao fazer integrantes de uma ocupação interpretarem a si mesmos.
2º lugar: No Intenso Agora. O diretor revisita antigas filmagens para refletir sobre o que fazer depois do ápice da existência.
3º lugar: Martírio. Comovente, incontornável, político, o filme denuncia o genocídio dos guaranis-caiovás.
NATHAN FERNANDES, Editor da revista ‘Galileu’
1º lugar: Bingo – O Rei das Manhãs. Quem esperaria que o lado pesado dos anos 1980 seria tão bem representado por um palhaço.
2º lugar: On Yoga: Arquitetura da Paz. Uma excelente oportunidade para conhecer a tradição indiana (e você mesmo).
3º lugar: Corpo Elétrico. O proletariado LGBT recebe destaque, e o público ganha uma narrativa original.
FILMES INTERNACIONAIS
1º lugar: PATERSON / MÃE!
2º lugar: DUNKIRK
3º lugar: BLADE RUNNER 2049

Em ‘Paterson’, o diretor Jim Jarmusch encantou com um drama sensível. Foto: Mary Cybulski
LUIZ CARLOS MERTEN, Crítico do ‘Caderno 2’
1º lugar: Dunkirk. O filme de Christopher Nolan mostra o intimismo na guerra – e também a grandeza dos derrotados.
2º lugar: Paterson. As pequenas vidas e a poesia do cotidiano são mostradas no longa. Com um extraordinário Adam Driver.
3º lugar: Além das Palavras. É possível filmar a poesia? No longa, a solidão da artista Emily Dickinson.
LUIZ ZANIN ORICCHIO, Crítico do ‘Caderno 2’
1º lugar: Paterson. O minimalismo poético de Jarmusch na história do motorista de ônibus que escreve nas horas vagas.
2º lugar: Na Praia à Noite Sozinha. O intimismo ‘Nouvelle Vague’ do diretor na história da atriz que retorna ao seu país.
3º lugar: Últimos Dias em Havana. Diretor conta com maestria a história de dois amigos na capital cubana.
MICHELE ALVES, Repórter da revista ‘Preview’
1º lugar: Mãe!. O filme é uma piada doente, uma advertência urgente e um grito de insanidade, que não veio para agradar ao público.
2º lugar: Manifesto. Camaleônica, Cate Blanchett dá um show de atuação no filme mais apaixonante de sua carreira.
3º lugar: Your Name. Filme lindamente animado e com emoção. Outra pérola na carreira do diretor Makoto Shinkai.
NATHAN FERNANDES, Editor da revista ‘Galileu’
1º lugar: Blade Runner 2049. Ressuscitar um clássico nem sempre é glorioso. A menos que você seja Denis Villeneuve.
2º lugar: Mãe!. O ano termina sem ninguém saber se ‘Mãe!’ é um filme bom ou ruim. Já vale a segunda colocação só pela dúvida.
3º lugar: Dunkirk. Nolan pega o espectador pelo pescoço e o afoga numa das melhores experiências do ano.
TEATRO
1º lugar: Boca de Ouro
2º lugar: Grande Sertão Veredas / Preto
3º lugar: O Rei da Vela

‘Boca de Ouro’, de Nelson Rodrigues, ganhou montagem de Gabriel Villela. Foto: João Caldas
CELSO CURI, Produtor cultural e crítico de teatro
1º lugar: O Rei da Vela. A atuação de Borghi é excepcional. A atualidade do texto assusta, e a encenação é forte e contemporânea.
2º lugar: Preto. Expõe, de forma contundente, questões atuais, com linguagem envolvente. Grace Passô está estonteante.
3º lugar: Ocupação Rio Diversidade. Solos escritos por talentosos dramaturgos, com atuações marcantes.
GABRIELA MELLÃO, Crítica, autora e diretora de teatro
1º lugar: Grande Sertão Veredas. Volume, cor, cheiro e afeto no sertão de Guimarães Rosa, em uma viagem de sentidos.
2º lugar: Boca de Ouro. Encenação, atuação, música, luz, figurino – tudo reluz e é ouro em peça emblemática da obra de Villela.
3º lugar: Tchékhov É um Cogumelo. Quebra-cabeça do tempo, composto por quadros vivos de rara intensidade.
JÚLIA CORRÊA, Repórter do ‘Divirta-se’
1º lugar: Boca de Ouro. O talento do elenco, na gafieira cheia de vida e cores de Villela, faz jus à sagacidade do texto de Nelson.
2º lugar: Carmen. Natalia Gonsales brilha em cena na adaptação vibrante e atual de Baskerville para o clássico francês.
3º lugar: Kiev. Alvim acerta ao dispensar proselitismo no retrato de dramas privados do totalitarismo soviético.
MARIA EUGÊNIA DE MENEZES, Jornalista e crítica de teatro
1º lugar: Boca de Ouro. O diretor Gabriel Villela mostra sua potência máxima com Nelson Rodrigues.
2º lugar: Preto. A assombrosa peça da Companhia Brasileira de Teatro, o mais maduro e significativo grupo do País.
3º lugar: Grande Sertão Veredas. Todas as cores de Guimarães Rosa surgem no palco negro de Bia Lessa.

Foto: Roberto Ramos
TEATRO INFANTIL
1º lugar: Kazuki e a Misteriosa Naomi
2º lugar: Alice no País do Iê Iê Iê / Buda / Pescadora de Ilusão
3º lugar: Gagá / Rouxinol e o Imperador Chinês / Space Invaders
DANIELA TÓFOLI, Diretora de grupo da revista ‘Crescer’
1º lugar: Buda. Produção impecável, cenário deslumbrante, trilha sonora de arrepiar e atuações contundentes.
2º lugar: Gagá. Brilha ao falar com sensibilidade sobre um tema distante para as crianças: a solidão da terceira idade.
3º lugar: Grandes Verdades num Copo Cheio de Vento. O texto torna a peça especial e, o tempo todo, o clima é de magia.
DIB CARNEIRO NETO, Editor e crítico do site ‘Pecinha É a Vovozinha!’
1º lugar: Pescadora de Ilusão. Lindo tributo a Clarice Lispector, valorizando seu jeito brincalhão de ser mãe e artista.
2º lugar: Kazuki e a Misteriosa Naomi. Nada como uma história bem contada, com lances de humor e romantismo.
3º lugar: O Dragão de Fogo. Sensível tradução cênica de fábula oriental. Incrível estudo de narrativas populares.
LINA BROCHMANN, Fundadora do site ‘bora.aí’
1º lugar: Alice no País do Iê Iê Iê. Divertido, bem produzido, fala de bullying e da importância do incentivo dos pais.
2º lugar: Rouxinol e o Imperador Chinês. Adaptação original, poética e única do conto de Hans Christian Andersen.
3º lugar: Mônica contra o Capitão Feio. Lúdico e divertido, emociona os fãs (de todas as idades) da turminha.
RODRIGOH BUENO, Curador da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA)
1º lugar: Kazuki e a Misteriosa Naomi. Harmonia entre dramaturgia, direção, iluminação e elenco. Sensível e envolvente.
2º lugar: Space Invaders. O espetáculo juvenil trata este público com respeito, modernidade e muita qualidade artística.
3º lugar: Canções para Pequenos Ouvidos. Faz jus à definição de ‘para todas as idades’. Divertido e inteligente.
GASTRONOMIA
1º lugar: Evvai
2º lugar: Piccolo 
3º lugar: Tangará Jean-Georges

Ambiente do Evvai (Foto: Tadeu Brunelli)
BEATRIZ MARQUES, Redatora-chefe da ‘Revista Menu’
1º lugar: Tangará Jean-Georges. O chef francês trouxe sua grife, executada com extrema competência pela equipe brasileira.
2º lugar: Evvai. Delicadeza, criatividade e técnica apurada fazem parte da receita de sucesso, uma das boas surpresas do ano.
3º lugar: Fitó. Um ótimo representante da cozinha nordestina na cidade, com pratos acolhedores e preços amigáveis.
LUCINÉIA NUNES, Repórter do Divirta-se
1º lugar: Evvai. Ótimo voo solo do chef Luiz Filipe Souza, que faz uma comida moderna, com técnica e apresentação criativa
2º lugar: Loup. Em salões elegantes, serve uma comida deliciosa, com várias opções para compartilhar à mesa.
3º lugar: Tangará Jean-Georges. Cozinha primorosa, afinada, com pratos cheios de sabor. Mas a preços proibitivos.
PATRÍCIA FERRAZ, Editora do ‘Paladar’
1º lugar: Piccolo. Ótima comida, bons preços, lugar pra lá de simpático. Bem-vindo ao filhote do Più.
2º lugar: Bráz Elettrica. Grande sacada, ótima pizza. Tão legal que quebrou a regra de que paulistano só come pizza à noite.
3º lugar: Tangará Jean-Georges. A comida é espetacular, mas o serviço não faz jus à comida nem aos altos preços!
ROSA MORAES, Diretora de Gastronomia da Laureate
1º lugar: Piccolo. Para o jantar, o menu-degustação é excelente, com grande delicadeza e criatividade no uso dos vegetais.
2º lugar: Evvai. Cozinha autoral de um novo talento. Ele sabe aliar técnica, criatividade, beleza e o mais importante…. sabor.
3º lugar: Bráz Elettrica. Os caras sabem como fazer pizza e unir o clima cool nova-iorquino ao vibrante de Pinheiros.
http://cultura.estadao.com.br/blogs/divirta-se/divirta-se-elege-as-melhores-atracoes-de-sao-paulo-em-2017/

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Coluna do dia 14/12/17

***Últimas apresentações de “Hoje é dia de Rock” com acessibilidade***


Crédito das fotos: Kraw Penas.

***Terminam nesta semana as apresentações de “Hoje é dia de Rock”. E especialmente no dia 15 de dezembro, sexta-feira, a peça oferecerá ao público acesso aos recursos de audiodescrição e tradução em libras (linguagem brasileira de sinais). O espetáculo assinado por Gabriel Villela está em cartaz no Guairinha, de quinta a sábado, às 20h30 e domingo, às 19h. 


Hoje é dia de Rock é baseado em texto de José Vicente, estreou em 17 de novembro pelo Teatro de Comédia do Paraná, projeto do Teatro Guaíra e Secretaria de Cultura, e tem lotado todas as sessões. A trama conta a história de uma família mineira que sai do sertão para tentar a vida na grande cidade e tudo muda na vida do casal e dos cinco filhos.


DiversidArte - O programa DiversidArte da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) tem o objetivo de incentivar e promover ações afirmativas que sejam inclusivas e contribuam para o fim de todo tipo de discriminação.

Ao reconhecer e valorizar os grupos de culturas populares, imigrantes e aqueles historicamente discriminados, como a população negra, povos de terreiro, ciganos, indígenas, quilombolas, faxinalenses, LGBTs, movimentos de rua e idosos, defendemos suas identidades e saberes, garantindo o fortalecimento e a inserção destes grupos nas políticas públicas culturais, viabilizando a criação, a produção, a difusão e a fruição cultural.

Resultado da participação da SEEC em diferentes conselhos de proteção e defesa de direitos, o programa atende às metas do Plano Estadual de Cultura do Paraná (PEC-PR). As ações que integram o DiversidArte vão desde exposições itinerantes, que enaltecem a cultura paranaense, a projetos que contribuem com a acessibilidade de portadores de deficiência.

No elenco estão: Rosana Stavis e Rodrigo Ferrarini, Arthur Faustino, Cesar Mathew, Evandro Santiago, Flávia Imirene, Helena Tezza, Kauê Persona, Luana Godin, Matheus Gonzáles, Nathan Milléo Gualda, Paulo Henrique dos Santos e Pedro Inoue.

Ficha técnica: Hoje é dia de Rock. Texto: José Vicente. Direção, Cenografia e Figurinos: Gabriel Villela. Diretor Assistente: Ivan Andrade. Direção Musical, arranjos e preparação vocal: Marco França. Assistente de figurinos e aderecista: José Rosa. Iluminação: Wagner Correa.

Serviço: Hoje é Dia de Rock - Teatro de Comédia do Paraná Dias 14, 15, 16 (de quinta a sábado), às 20h30 e 17 (domingo), às 19h. Classificação: 14 anos Ingressos: R$ 20,00 Dia 15 – apresentação com acessibilidade Intérpretes de Libras: Lorena Baika e Tânia Lisboa Audiodescrição: Maria Lucia Daldegan Apoio: Cris Lemos. Pessoas interessadas na audiodescrição devem entrar em contato com o departamento de Produções Artísticas do CCTG pelo telefone (41) 3304-7918.http://colunapersonalidades.blogspot.com.br/2017/