quarta-feira, 17 de abril de 2013

As cores do mundo Novo espetáculo do Grupo Galpão, Os gigantes da montanha traz de volta a parceria com o diretor Gabriel Villela. Concepção visual é um dos destaques da montagem Carolina Braga Publicação: 17/04/2013 04:00 "Estado de Minas" Para criar máscaras, sombrinhas e adereços, o diretor utilizou materiais que vieram de Mianmar, do Peru e de várias localidades brasileiras (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press) Para criar máscaras, sombrinhas e adereços, o diretor utilizou materiais que vieram de Mianmar, do Peru e de várias localidades brasileiras om sotaque nordestino bem carregado, enquanto acerta calmamente detalhes da máscara de argila, o artesão e ator Shicó do Mamulengo solta a brincadeira. “Se um espetáculo de Gabriel não tiver sombrinha é porque ele está mais doido”, diz. Entre risadas, todos que estão dentro do ateliê montado na sede do Grupo Galpão, no Bairro Horto, reconhecem: o diretor Gabriel Villela tem mesmo uma queda pelos guardas-chuva e mais uma vez eles darão toque especial ao palco da companhia mineira. Com estreia prevista ainda para o primeiro semestre, caminham em ritmo avançado os ensaios de Os gigantes da montanha, o próximo espetáculo de rua do grupo. A obra do italiano Luigi Pirandello marca o reencontro da trupe com o diretor, depois de um longuíssimo intervalo. Responsável pela concepção de montagens como Romeu e Julieta (1992) e A Rua da Amargura (1994), Gabriel tem estilo de criação bastante particular. Se já era assim lá no começo, quando pó de parede era utilizado para envelhecer figurinos, agora o método volta aprimorado. E, claro, as sombrinhas continuam firmes e fortes. “Ela é repetição de um motivo. Para mim, é símbolo de uma unidade que não se transgride na vida: a minha relação com o circo na infância. O circo-teatro me deu uma formação popular”, conta. Os gigantes da montanha foi escolhido a partir de cinco textos. “Nosso trato era voltar para a rua. É a opção mais difícil, por causa da transposição para águas populares de um rio muito formoso e erudito chamado Pirandello”, reconhece Gabriel. Sendo autor ainda com fortes ligações acadêmicas, um dos primeiros desafios era revelar – ou descobrir – os elementos populares inseridos na obra do dramaturgo. Afinal, trata-se do Grupo Galpão e de Gabriel Villela, e erudição não é a melhor definição para a parceria de longa data. O processo envolveu um mergulho não só do diretor, mas também de todos os atores no trabalho de concepção daquilo que iria compor a cena. Para Paulo André, integrante do grupo, a experiência com o diretor é uma viagem. “É surpresa atrás de surpresa. O Gabriel é genial. Tem os surtos criativos dele. Parece que recebe alguma coisa, aí o bicho pega. Transforma tudo. Incrível”, elogia. Desde dezembro a sede do grupo em Belo Horizonte acomoda o ateliê do diretor, de onde sai praticamente tudo que será visto na peça. Por enquanto, é como se não houvesse uma separação entre palco e oficina. Como o trabalho é contínuo, vale tudo na hora de criar. Ao falar sobre a concepção de Os gigantes da montanha, Gabriel Villela se lembra de Tia Olímpia, personalidade que caminhava pelas ruas de Ouro Preto e agregava a história na própria veste. “Eram aditivos do mundo inteiro para compor uma única grande roupa”, lembra. A partir dessa referência, pouco a pouco a carga intelectual de Pirandello foi se dissipando. Do ateliê itinerante de Gabriel saem a cada dia combinações curiosas na costura dessa grande colcha de retalhos – e referências – que será o espetáculo. “Ateliê é multiuso. O que veio para cá foi um conjunto de materiais para servir à fábula. Isso é dramaturgia. Não pode ser visto como ornamento”, frisa. Tecidos importados de Myanmar, antiga Birmânia, país fronteiriço com a Índia, bordados feitos à mão por índias de Cuzco, no Peru, se misturam a rendas usadas para fabricação de lingerie, máscaras elaboradas com argila e fibra de bananeira, flores de papel crepom, tapeçaria, e por aí vai. Liturgia Vestir um personagem, para Villela, é quase uma liturgia. “O Galpão veste uma roupa para celebrar um mito, não para desfilar uma moda fashion”, diferencia. “O figurino do Gabriel é dramaturgia. Como ele trabalha muito em cima dos arquétipos, as roupas são carregadas de significados. Dizem muita coisa do personagem, ao mesmo tempo em que esconde, revela, provoca mistérios”, analisa Paulo André. A referência circense não aparece somente nas sombrinhas ou nos pompons muito usados nas roupas de palhaço. No caso de Os gigantes da montanha, também estará explícita no palco a ser carregado pelo Brasil inteiro. A cenografia, composta por 12 robustas mesas, bem ao estilo mineiro, além de significar a relação que o brasileiro e o italiano têm com o espaço nobre da cozinha, também reproduz um picadeiro onde a fábula se passará. “Traz uma arquitetura de circo-teatro cujo centro é o palquinho, com picadeiro e dois camarins laterais”, explica. Nos elementos de cena, bonecos elaborados pela Oficina de Agosto de Bichinho, distrito de Prados, e até heranças reais, como é o caso de uma cama usada pelo próprio diretor ainda criança, na fazenda da família, em Carmo do Rio Claro. “É preciso lembrar que isso aqui não é cenário e figurino somente. É concepção, e ela envolve todos os gêneros artísticos. Por mais que você tenha que traduzir em nomenclatura – que ora se chama cenografia, ora figurino –, na verdade é só uma parte estrutural das artes cênicas, que prevê como resultado o homem, a palavra e o ator”, sintetiza Gabriel Villela. Liberdade para criar Todos os dias o serviço no ateliê começa bem antes da chegada dos atores. Trabalham diretamente nele Shicó do Mamulengo, pinçado por Gabriel Villela em Açu, no interior do Rio Grande do Norte, que cuida dos adereços envolvendo argila e couro; e o ator e assistente de figurino José Rosa, baiano de Caculé, que se dedica aos bordados e acabamentos com Giovanna Villela, irmã e parceira do diretor em todas montagens que ele faz. A regra naquele espaço é não desperdiçar absolutamente nada. “A gente transforma o lixo em luxo”, brinca Shicó. “Existe um pensamento, ideias que são dialogadas com os atores e que o tempo inteiro são decodificadas pelo ateliê, a fim de criar algo que possa se transformar naquilo que a gente chama de segunda pele do ator”, detalha Gabriel. Pelas contas de Rosa, até agora já foram elaborados cerca de 30 peças de figurino e não há nada simples. Como se trata de um espaço de criação, as ideias são livres para ganhar vida. “Ele é exigente, no bom sentido, quer as coisas benfeitas. E dá espaço para gente criar um pouco, fazer propostas e mostrar para ele”, conta José Rosa sobre a relação com Gabriel Villela. Ainda que não estejam em cena, Shicó e Rosa recebem o texto, devem estudá-lo e apresentar propostas de acordo com a estética sugerida pelo diretor. Para a criação das máscaras, por exemplo, Shicó partiu das referências da commedia dell'arte e teve liberdade para ousar. “É o meu burlesco. Vou na loucura e, então, mostro para o Gabriel”, conta. http://impresso.em.com.br/cadernos/cultura/

terça-feira, 5 de março de 2013

Revista 'Expedição Cultural - Galpão

Revista 'Expedição Cultural Edição reúne reportagens sobre a trajetória de 10 grupos de teatro de vários estados do país Obrigada Nícia pelo envio dos arquivos

Revista 'Expedição Cultural - Clowns de Shakespeare

Revista 'Expedição Cultural Edição reúne reportagens sobre a trajetória de 10 grupos de teatro de vários estados do país

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Grupo Galpão no Chile por Eduardo Moreira 19 de fevereiro, 2013, 16:18 O chileno Osvaldo Obregón enviou-nos, por e-mail, um belo depoimento sobre a apresentação do Grupo Galpão no Festival Santiago a Mil. Confiram a seguir: “Tu regalo “Historia de encuentros” ha sido mi libro de cabecera después del FIT Santiago a Mil y durante mi estancia en Valdivia. Te transmito el comentario prometido en una apretada síntesis: 1) Muy acertado el título, que corresponde perfectamente a los encuentros del Galpón (prefiero usar la traducción al español, ya que es difícil encontrar el acento portugués de la palabra); 2) Es impresionante la amplitud nacional e internacional que ha logrado tener el Galpón en su historia de 30 años; 3) Es muy rico el bagaje teatral que tú has ganado desde su fundación, tanto a nivel teórico como práctico. Mencionas a casi todas las grandes figuras y corrientes contemporáneas que han aportado a la dramaturgia textual y escénica. Entre los clásicos se destaca Shakespeare, en particular gracias al montaje de “Romeo y Julieta”. También se menciona a Molière; 4) He aprendido mucho sobre el teatro brasileño (que he podido ver en los festivales de Cádiz y Almada), gracias a que el Galpón ha trabajado con los grandes maestros nacionales; 5) El libro es una mezcla amena de testimonios, narración y reflexión; 6) No es común que una compañía estable tenga tal longevidad. En general, durante los primeros años, se produce una confraternidad idealizada y después comienzan los conflictos interpersonales. Al parecer, el Galpón ha logrado mantener una sana convivencia; 7) El período en que el Galpón incursiona en el cine es atractivo y se habla de la mezcla cine-teatro, que es una tendencia actual presente en Italia, Chile y otros países; 8 ) La lectura me ha servido también para saber algo más de Inés Peixoto como actriz del Galpón; 9) Si hubiera por ventura una nueva edición del libro, valdría la pena re-elaborar el final, el cual me parece muy abrupto, sin una síntesis con las debidas conclusiones; 10) El Galpón ha practicado el teatro de sala, pero especialmente el teatro de calle o al “aire libre”. Me parece que han incursionado en muy variados aspectos del espacio teatral de esta última categoría, salvo en uno: actuar en un estadio de fútbol. Esto se ha producido en varios países. Vi hace algunos años en el Estadio Nacional de Francia en París un montaje de “Ben Hur”, de gran calidad, dirigido por Robert Hossein. Se hicieron varias representaciones con mucho público. En Chile se produjo un fenómeno que no tiene precedentes, que yo sepa, en el resto del mundo. Entre 1940 y 1973 se fue gestando progresivamente, sin que nadie lo programara, un teatro popular de masas, con motivo del “clásico universitario”, debido a la confrontación de los clubes deportivos profesionales y rivales de la Universidad de Chile y de la Universidad Católica. Paralelamente al partido de fútbol, las barras universitarias competían también, presentando cada una un espectáculo, que tenía como escenario todo el rectángulo de juego, más la pista de ceniza, la torre del marcador y la puerta de maratón, como entrada y salida a escena. Participaban cientos y miles de actores, bajo la tutela de un director y varios sub-directores, en dos versiones: la diurna y la nocturna. Este espectáculo convocaba cada vez 60 y 70 mil espectadores de ambos sexos y de todas las edades. Sobre este tema se va a publicar a mediados de marzo y por primera vez en Chile, un trabajo mío, ya publicado íntegramente en francés y catalán en sus respectivos países, con versiones parciales en español (Canadá, España, Francia y Guatemala) e igualmente en inglés (USA). Si me das tu dirección postal, tendré el placer de enviarte el libro por publicar en Chile. Leyendo tu historia del Galpón me ha parecido que el escenario de un estadio sería un bello desafío para tu compañía, bajo la condición de contar con un centenar de “extras”, mediante una “parcería”. Felicitaciones, entonces, por este libro que condensa la memoria del grupo desde su nacimiento y que perdurará como principal testimonio de la trayectoria del Galpón. (¿Tiene alguna relación con el también famoso Galpón de Montevideo, liderado hasta su muerte por Atahualpa del Cioppo?). Un abrazo grandote para ti e Inés, Osvaldo Obregón” Galpão no Chile, em 2013. Foto: Babaya http://www.grupogalpao.com.br/blog/2013/02/grupo-galpao-no-chile/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Shakespeare en clave de circo nordestino Escucha el texto Este jueves y viernes los jardines del Museo Blanes reciben Su excelencia Ricardo III a cargo de la Compañía Clowns Shakespeare. 180 conversó con uno de sus integrantes sobre el espectáculo que será representado en español, con entrada gratuita. “Es una obra de teatro popular, pero al mismo tiempo de mucha sofisticación”, dijo Fernando Yamamoto. La propuesta lleva la Inglaterra isabelina al Nordeste brasileño contemporáneo y construye “un espectáculo verdaderamente brasileño”. Publicado el: 4 de febrero de 2013 a las 17:10 Por: Mauricio Erramuspe ¿Cuáles son las características del espectáculo que traen a Montevideo? Su excelencia Ricardo III es un espectáculo híbrido: es una historia muy trágica y sangrienta, de uno de los mayores villanos de la dramaturgia universal, contada a través de un lenguaje circense, de picadero. Es en esa aparente contradicción que se establece el condimento del espectáculo. Es una obra de teatro popular, pero al mismo tiempo de mucha sofisticación. Otro aspecto de destaque es la relación que construimos entre la Inglaterra isabelina y el Nordeste brasileño contemporáneo. Eso se puede ver en el vestuario, en la escenografía y también en la música que es una de las grandes atracciones del espectáculo: hay una mezcla del rock inglés con ritmos tradiciones del Nordeste de Brasil, como el forró y las incelenças (canto religioso mortuorio usado en el Nordeste brasileño). Es la primera vez que vienen a actuar en Uruguay… El grupo está enamorado de Latinoamérica, tanto que ese es el tema de nuestro próximo espectáculo, que será montado en 2014. Estuvimos en Ecuador y Chile, y tenemos la intención de circular por todo el continente reconociendo diferencias y semejanzas, y entendiendo mejor lo que nos une, a pesar de la distancia y de la diferente colonización y lengua que tenemos. Es un honor mayor ir por primera vez a Montevideo en el año en que la ciudad es Capital Iberoamericana de la Cultura. ¿Cómo surgió el grupo de teatro? Este es un año especial para los Clowns de Shakespeare porque estamos celebrando 20 años de trayectoria. El grupo comenzó como una gran broma, en la escuela, y de a poco fue buscando la formación y la profesionalización. Venimos de uno de los estados más pobres y desfavorecidos de Brasil, Rio Grande do Norte, y para nosotros es una gran alegría lograr escribir esta historia tan longeva y bonita, siendo hoy un grupo de referencia en el país y comenzando este proceso de internacionalización. ¿De dónde nace la mezcla entre el circo y un clásico como Shakespeare? Shakespeare siempre fue, desde nuestra creación, un eje importante de investigación. El payaso también. En el encuentro con Gabriel Villela, director de este espectáculo, que es uno de los grandes nombres del teatro brasileño, nos propuso profundizar en esa investigación sobre el circo popular brasileño, aquel circo errante, del costado de las rutas, con la lona agujereada, un diálogo entre la inclinación estética de él y la nuestra, ambas en el universo de lo popular. ¿Cuáles son las inspiraciones que tienen en la escena mundial? Son muchas pero citaría tres nombres, uno de ellos en Brasil, el Grupo Galpão, de Belo Horizonte. Siempre fue una gran referencia para nosotros y hoy son verdaderos socios del grupo. Afuera, el teatro que Peter Brook piensa y hace siempre nos influenció mucho, así como el Théâtre du Soleil y Ariane Mnouchkine. Los tres, como tantos otros, tienen en común una sólida estructura de grupo, piensan el teatro de forma colectiva, y eso es lo que más nos interesa. Estamos felices de ir a Uruguay y esperamos conocer a El Galpón, grupo del que siempre oímos hablar tanto, y aproximarnos a otros colectivos. ¿Por qué el público montevideano no debería perderse el espectáculo? Creo que, más allá de la calidad en sí del trabajo, que junta nombres de peso como el de Gabriel Villela, el nuestro y, claro, el propio Shakespeare, por el hecho de que se trata de un espectáculo verdaderamente “brasileño”. Tenemos una raíz cultural nordestina muy fuerte, pero ella dialoga con el universo minero que Gabriel nos trajo (se refiere al estado de Minas Gerais), y con un equipo formado por profesionales de ocho estados del país, lo que posibilita una olla de influencias de este país de dimensiones continentales. Su excelencia Ricardo III Jardines del Blanes (Av. Millán 4015). Jueves y viernes a las 21:00. Entrada libre con invitación que se retira en la boletería del Teatro Solís con cédula de identidad (2 entradas por persona). http://www.180.com.uy/articulo/31399_Shakespeare-en-clave-de-circo-nordestino
30/08/2011 23h13- Atualizado em 30/08/2011 23h19 Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia começa nesta sexta-feira Festival segue até 11 de setembro com ingressos populares. Ao todo são 23 apresentações de grupos de oito países. Do G1 BA imprimir Festival incentiva cena teatral na Bahia. Neste ano, 23 apresentações estão programadas. (Foto: Divulgação) O Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia começa a partir desta sexta-feira (2) e segue até o dia 11 de setembro. As apresentações acontecem em diversos espaços da cidade e contam com a mostra de espetáculos de países como Brasil, México, Colômbia, Chile, Argentina, Uruguai e França. O grupo dinamarquês Teatret Om participa do festival como convidado e trazendo o espetáculo 79’FJORD. Em Salvador, os espetáculos vão acontecer no Teatro Vila Velha (Sala Principal e Cabaré do Vila), Teatro Castro Alves (Sala Principal e Sala do Coro), Teatro Martim Gonçalves, Teatro Gamboa e praças públicas. Em Lauro de Freitas as apresentações ocorrerão na Praça Matriz. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Confira aqui, programação completa. O principal destaque nacional do festival é a participação da atriz, diretora e dramaturga Denise Stoklos que traz o espetáculo ‘Preferiria, Não!’. Entre os diversos grupos que irão se apresentar em Salvador, estão: Cia. Dos á Deux (premiada companhia franco-brasileira); Teatro de Ciertos Habitantes (México), formado por artistas provenientes de 13 países, com espetáculos premiados; Teatro Varasanta (Colômbia); Sin Testear (Chile); Cia. La Cuarta (Uruguai); Tangolpeando (Argentina); Teatret Om (Dinamarca); Galpão (Minas Gerais) e Clowns de Shakespeare (Rio Grande do Norte). Formação Uma das propostas do festival é promover programação de formação para artistas, diretores, pesquisadores, acadêmicos e estudantes de teatro. Na programação o público conta com demonstrações de trabalho dos grupos convidados, três cursos internacionais, dez palestras e o lançamento da segunda edição da Revista Boca de Cena – Revista de Artes Cênicas da Bahia além de uma Roda Baiana de Dramaturgia Teatral. http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/08/festival-latino-americano-de-teatro-da-bahia-comeca-nesta-sexta-feira.html Além dos espetáculos, o Festival vai promover uma intensa programação voltada para artistas, diretores, pesquisadores, acadêmicos e estudantes de teatro. A com dez demonstrações de trabalho dos grupos convidados, três cursos internacionais, dez palestras e o lançamento da segunda edição da Revista Boca de Cena – Revista de Artes Cênicas da Bahia. Também haverá uma Roda Baiana de Dramaturgia Teatral
Titina Medeiros: "Penso que o sucesso de um profissional é fazer o que ele gosta, ama." Titina Medeiros Reportagem: Famosidades +A -A Vindo de uma longa carreira no teatro, a atriz ganhou seu primeiro papel na televisão e disse estar adorando a experiência. “A TV é uma linguagem diferente do teatro e fazer uma novela seria uma oportunidade para eu ampliar minha experiência como atriz. Hoje sei que valeu muito a pena”, contou em conversa exclusiva com o Famosidades. Considerada a “Maria do Mal”, a artista defendeu sua personagem no folhetim. “Ela arrisca, não tem filtro do certo e do errado, e o 'não' é inexistente em seu vocabulário. A maldade de Socorro é por inconsequência.” Confira nas próximas páginas a entrevista completa com Titina Medeiros! FAMOSIDADES - Como surgiu a vontade de ingressar na carreira artística? TITINA MEDEIROS - Com 12 anos comecei a estudar música na filarmônica de minha cidade, Acari (RN). Sonhava em ser trompetista. Aos 16, já morando em Natal, conheci o teatro através de uma peça portuguesa e me apaixonei. Daí fui atrás de cursos e oficinas e, com 18 anos, fazia parte do Grupo Tambor de Teatro, hoje extinto. De lá para cá participei de outros grupos e trabalhei com muita gente do teatro local. Hoje faço parte do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare. Como foi o convite para participar de Cheias de Charme? Estava com os Clowns de Shakespeare apresentando “Sua Incelença, Ricardo III” no Festival de Curitiba de 2011. Produtores de elenco da TV Globo nos assistiram e nos convidaram para fazer um teste. Numa passagem pelo Rio fizemos o teste. Um mês depois veio o convite para fazer a novela. Os Clowns me apoiaram muito nessa decisão de vir para o Rio. A TV é uma linguagem diferente do teatro e fazer uma novela seria uma oportunidade para eu ampliar minha experiência como atriz. Hoje sei que valeu muito a pena. É seu primeiro papel na televisão. Você esperava fazer tanto sucesso? Essa é uma diferença entre TV e teatro. Na TV a proporção e o alcance são maiores que no palco e eu não tinha ideia da dimensão disso. Recebo muito carinho das pessoas nas ruas, é gostoso. Mas acredito que parte desse sucesso se deve à criatividade dos autores, Izabel de Oliveira e Filipe Miguez, e da direção primorosa de Denise Saraceni, Carlos Araújo e toda a equipe. É bonito demais ver uma equipe tão unida, tão empenhada para que tudo dê certo. Como está sendo o assédio nas ruas? As pessoas dizem que estão gostando e que acham Socorro louca. Falam: “Olha a maluca do Socorro!”. Alguns pedem para tirar fotos, outros falam que ela é boba por não perceber o quanto Chayene a maltrata. É muito gratificante participar de um projeto onde toda a equipe se destaca, onde as pessoas estão felizes por participar dele. Eu estou muito feliz com essa oportunidade. Você tem uma carreira sólida no teatro. Como foi entrar na televisão? Então, eu estou no grupo há quase dez anos. E tanto eu quanto meus companheiros achamos importante sobreviver de teatro na nossa cidade, ser referência lá. A oportunidade surgiu, o grupo me apoiou e eu vim viver essa experiência. Estou adorando! Mas eu nunca saí de lá de Natal. Como você definiria a Socorro? Socorro é, antes de qualquer coisa, uma sonhadora, uma deslumbrada com a vida. Ela ama Chayene porque Chay é tudo o que ela queria ser, é talentosa, faz sucesso, é deslumbrante e ainda nasceu na mesma cidade que ela. Ela é ingênua e isso dá muita coragem para ela. Ela arrisca, não tem filtro do certo e do errado e o “não” é inexistente em seu vocabulário. A maldade de Socorro é por inconsequência. Você acredita que ela seja a 'Maria do Mal' mesmo? Acho que Socorro é uma personagem difícil de definir. Acho que ela não é do mal, nem do bem. Nem de esquerda, nem de direita. Ela é uma criatura que sonha muito e que faz coisas bizarras e belas para conquistar os sonhos. Assim como a Socorro, você já teve um grande ídolo? Não como Socorro é fã de Chayene (risos), mas admiro muitos artistas e tenho um carinho muito especial por Chico Anysio e Giulietta Masina. A Socorro faz de tudo para conseguir o sucesso. Você acredita que isso vale a pena? Penso que o sucesso de um profissional é fazer o que ele gosta, ama. Se o reconhecimento vem ou não, é consequência. Por isso eu acho que tem que ter integridade no que faz e fazer com amor. Acho que sucesso é ser feliz onde está, com o que faz... e trabalhar sempre, com muito amor. No folhetim, você contracenou com Cesar Ferrario, com quem namora na vida real. Como foi a experiência? Apesar de já trabalhar com César há muitos anos [ele também é integrante dos Clowns de Shakespeare]), foi muito especial para nós dois pisar nesse terreno da TV mantendo nossa parceria. Ele é um grande companheiro de trabalho. Eu o admiro muito como ator e como pessoa. Está sentindo muita diferença entre TV e palcos? A TV e o teatro são linguagens diferentes, e isso implica em ajustes na forma de interpretar. Mas acredito que aquilo que se refere ao jogo do ator é preservado em ambas as linguagens. Acreditar na brincadeira e se divertir com ela é fundamental. No começo senti muita dificuldade, ainda sinto, mas percebo que estou começando a jogar melhor com a TV agora. Atualmente você está em cartaz com a peça “Sua Incelença, Ricardo III”, como está sendo conciliar os dois trabalhos? Não deu para conciliar os trabalhos porque durante o período da novela os Clowns de Shakespeare circularam por dezenas de cidades do Brasil e fizeram uma temporada em São Paulo no meio da semana. Durante esse período, fui substituída por minha prima, Nara Kelly, que também é atriz. Agora em setembro volto para Natal e montaremos Hamlet com o diretor Márcio Aurélio do Grupo Razões Inversas, de SP. Você veio do Rio Grande do Norte. Sentiu muita diferença cultural ao chegar ao Rio de Janeiro? Diferenças existem, mas não houve surpresas. O carioca é um povo muito agradável, que recebe muito bem. Estou sendo muito bem acolhida e isso me faz sentir uma gratidão muito grande por essa terra. Você já tem planos para depois que a novela acabar? Dar sequência aos trabalhos com os Clowns, que são muitos. Montar Hamlet, comemorar em 2013 os 20 anos do grupo com a remontagem de alguns espetáculos e sonhar com a possibilidade de criarmos uma escola de teatro em nossa cidade.