terça-feira, 15 de julho de 2014

NOTÍCIAS


09/04 - Grupo Galpão de Teatro confirma participação no FITUB


O Grupo Galpão de Teatro, de Minas Gerais, confirmou participação no 27º Festival Internacional de Teatro Universitário (FITUB). O Grupo é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro. Criado em 1982, desenvolve um teatro que alia rigor, pesquisa, busca de linguagem, com montagem de peças que possuem grande poder de comunicação com o público.
 
Sob a direção de Gabriel Villela, o Galpão vai encenar O Gigante da Montanha, de Luigi Pirandello.
 
O espetáculo de abertura será dia 17 de julho, às 20h, no Teatro Carlos Gomes. Como nas edições anteriores, a entrada será franca, sendo necessário retirar o ingresso com antecedência na bilheteria do festival.
 http://www.furb.br/web/3687/fitub-festival-de-teatro/noticias/grupo-galpao-de-teatro-confirma-participacao-no-fitub/3029
Gigantes da Montanha
A encenação narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. Obra inconclusa, escrita por Luigi Pirandello, em 1936, a fábula é uma alegorias sobre o valor do teatro (e, por extensão, da poesia e da arte), e sua capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais pragmático e empenhado nos afazeres materiais.
 
Seleção dos inscritos
Até esta sexta-feira (11/04) os curadores do FITUB: Pita Belli (coordenadora do Festival), Walter Lima Torres e Roberto Mallet estarão reunidos para selecionar os espetáculos do festival. No total, 43 trabalhos estão inscritos e a expectativa, segundo a coordenadora, é selecionar 12 peças.
 
O FITUB ocorre de 17 a 24 de julho, em Blumenau.

Informações: com a Divisão de Cultura da FURB pelo telefone (47) 3321-0937.

domingo, 13 de julho de 2014

Teatro Frei Caneca recebe o musical infantil Mania de Explicação

A partir de agosto o Teatro Frei Caneca recebe o musical infantil Mania de Explicação, adaptação deLuiz Guilherme Lins do livro de mesmo nome de Adriana Falcão para os palcos. Com direção de Gabriel Villela com Luana Piovani, Felipe Brum, Nábia Vilela, Luiz Araújo, Letícia Medella e Diogo Almeida. Com o objetivo de despertar a sensibilidade e a curiosidade de enxergar a vida a partir de vários ângulos e perspectivas, o espetáculo é a porta de entrada de um mundo lúdico e cheio de questionamentos, onde as palavras e seus significados podem levar os espectadores a uma aventura filosófica impulsionada pelos sentimentos.
Mania de explicacao-3890
Em sua quarta produção infantil, a atriz Luana Piovani repete a bem-sucedida parceria com Gabriel Villela, depois do espetáculo “O Soldadinho e a Bailarina”. Ele assina a direção, cenário e figurinos da montagem, que conta com Ernani Maletta na direção musical.
Mania de Explicação, uma realização da Luana Piovani Produções Artísticas e produção da NOVE Produções Culturais, conta a história de Isabel (Piovani), uma menina com mania de explicação. Ela desconstrói o significado de palavras do dia a dia para reconstruí-las à sua maneira. Aguçada pela curiosidade da descoberta e motivada pela infinita fonte de desdobramentos que as palavras causam como efeito em seus pensamentos, Isabel não se cansa de tentar decifrar o mundo a sua volta. Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa (EXPLICAÇÃO é uma frase que se acha mais importante do que a palavra). As pessoas até se irritavam (IRRITAÇÃO é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito) com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha. (SOLIDÃO é uma ilha com saudade de barco. SAUDADE é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue. LEMBRANÇA é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.)
As descobertas da menina Isabel ajudarão a explicar seu mundo, transformarão suas fantasias e revelarão o poder de realizar seus sonhos e de entender que aquilo que não tem explicação, não é para ser explicado mesmo. Melhor sentir.
Mania de explicacao-3940
Autor: Adriana Falcão e Luiz Estelitta Lins
Direção, Figurino e Cenografia: Gabriel Villela
Elenco: Luana Piovani, Felipe Brum, Nábia Vilela, Luiz Araújo, Letícia Medella e Diogo Almeida
Design de Luz: Paulo Cesar Medeiros
Direção Musical: Ernani Maletta
Direção de Movimento: Kika Freire
Preparação Vocal: Babaya Moraes
Cenotécnico: Mais Cenografia
Assistente de Direção: Ivan Andrade
Design Gráfico: Fabrício Sacramento
Gravação Making Off: Gustavo Camarão
Execução Trilha Sonora: Rafael Langoni
Visagismo: André Vital
Dir. de Cena/Palco e Prod. Ensaios: Aline Rapadura
Consultoria Jurídica: Francis Piovani
Assistente Luana Piovani: Monique Castilho
Produção Executiva: Felipe Mussel
Coord. de Produção: Fernando Duarte
Administração Financeira: Karime Khawaja
Direção de Produção: Cássia Vilasbôas
Produção: NOVE Produções Culturais
Realização: Luana Piovani Produções Artísticas
Patrocínio: Itaú e Porto Seguro
Copatrocínio: Volvo e Bauducco
Transportadora Oficial: Gol
Estreia: dia 10 de agosto, às 16h
Local:
 Teatro Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569)
Telefone: (11) 3472-2229Horário: sábados e domingos, às 16hIngresso: R$70,00Capacidade: 600 lugaresDuração: 60 minutosClassificação: LivreGênero: musical infantilTemporada: até 30 de novembrohttp://www.arteview.com.br/index.php/noticias/teatro-frei-caneca-recebe-o-musical-infantil-mania-de-explicacao/

Itaú




apresenta

Luana Piovani

no musical infantil

MANIA DE EXPLICAÇÃO

De Adriana Falcão e Luiz Guilherme Lins
Direção: Gabriel Villela
Com Felipe Brum, Nábia Vilela, Luiz Araújo, 
Letícia Medella e Diogo Almeida
Musical infantil com canções de Raul Seixas, que já foi visto por 8.000 pessoas na temporada do Rio de Janeiro, estreia dia 10 de agosto no Teatro Shopping Frei Caneca. Mania de Explicação é uma adaptação para o palco do livro de mesmo nome de Adriana Falcão. Com o objetivo de despertar a sensibilidade e a curiosidade de enxergar a vida a partir de vários ângulos e perspectivas, o espetáculo é a porta de entrada de um mundo lúdico e cheio de questionamentos, onde as palavras e seus significados podem levar os espectadores a uma aventura filosófica impulsionada pelos sentimentos.

Em sua quarta produção infantil, a atriz Luana Piovani repete a bem-sucedida parceria com Gabriel Villela, depois do espetáculo O Soldadinho e a Bailarina. Gabriel assina a direção, cenário e figurinos da montagem, que conta ainda com Ernani Maletta na direção musical e traz no elenco, além de Luana, os atores Felipe Brum, Nábia Vilela, Luiz Araújo, Letícia Medella e Diogo Almeida.

“A originalidade contida no livro de Adriana está exatamente no fato de ela ter um conceito de síntese muito grande sobre as aventuras de uma criança que pergunta tudo, na graça com que ela concebe as palavras dessa criança inspirada no personagem original, que é a filha dela”, afirma Gabriel Villela.

Luana conciliou a temporada carioca do infantil com as filmagens de dois longas-metragens: Réveillon, uma produção da O2, com direção de Fabio Mendonça; Durante a temporada em São Paulo, Luana grava Dupla Identidade, minissérie de Glória Perez, dirigida por Mauro Mendonça Filho.

Sobre o espetáculo

Com realização de Luana Piovani Produções Artísticas e produção da NOVE Produções Culturais, o musical infantil conta a história de Isabel (Luana Piovani), uma menina de 12 anos que tem mania de explicação. Ela desconstrói o significado de palavras do dia a dia para reconstruí-las à sua maneira. Aguçada pela curiosidade da descoberta e motivada pela infinita fonte de desdobramentos que as palavras causam como efeito em seus pensamentos, Isabel não se cansa de tentar decifrar o mundo a sua volta. Uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa (EXPLICAÇÃO é uma frase que se acha mais importante do que a palavra). As pessoas até se irritavam (IRRITAÇÃO é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito) com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha. (SOLIDÃO é uma ilha com saudade de barco. SAUDADE é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue. LEMBRANÇA é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.)

Na véspera de seu aniversário de 13 anos, as descobertas da menina Isabel ajudarão a explicar seu mundo, transformarão suas fantasias e revelarão o poder de realizar seus sonhos e de entender que aquilo que não tem explicação, não é para ser explicado mesmo. Melhor sentir.

Sobre Figurinos e Trilha Sonora

Os figurinos são sempre um diferencial nas produções assinadas pelo premiado Gabriel Villela. Desta vez, um verdadeiro ateliê de costura foi montado para que uma equipe de costureiras e bordadeiras trabalhasse durante os ensaios e produzissem as roupas no corpo dos atores.

“Levamos para cena várias funções que as artes cênicas reúnem debaixo das suas asas, a dança, o canto e as artes plásticas, uma vez que os figurinos e o cenário dos meus espetáculos costumam ser muito bem elaborados, muito bem acabados, detalhados. E nós sabemos que os deuses do teatro moram nos detalhes”, explica Villela.

Já as canções, de autoria de Raul Seixas, são executadas ao vivo pelo atores, acompanhados de uma trilha composta especialmente para a montagem e arranjos originais de Ernani Maletta, que a assina a direção musical do espetáculo.

“Usamos canções do Raul que até outrora tiveram impacto de contraste durante o regime de exceção que vivemos na década de 70, mas hoje elas ilustram, elas colorem o pensamento da nossa protagonista, uma menina iconoclasta, que não se enquadra nos padrões normais de perguntas e respostas de uma criança da sua idade”, completa o diretor.

MANIA DE EXPLICAÇÃO

Teatro Shop. Frei Caneca (600 lugares)
Rua Frei Caneca, 569 / 7º andar
Bilheteria: 3472.2229
Terça a domingo, a partir das 13h. Aceita todos os cartões de débito e crédito, não aceita cheque.
Vendas: 4003.1212 - www.ingressorapido.com.br

Sábados e Domingos às 16h

Ingressos: R$ 70

Duração: 60 minutos
Recomendação: livre
Gênero: musical infantil

Pré-estreia para convidados: sábado, dia 09/08, às 16h

Estreia dia 10 de Agosto

Temporada: até 30 de Novembro

Ficha Técnica:

Autor: Adriana Falcão e Luiz Estelitta Lins
Direção, Figurino e Cenografia: Gabriel Villela
Elenco: Luana Piovani, Felipe Brum, Nábia Vilela, Luiz Araújo, Letícia Medella e Diogo Almeida
Design de Luz: Paulo Cesar Medeiros
Design de Som: Fernando Lauria
Direção Musical: Ernani Maletta
Direção de Movimento: Kika Freire
Preparação Vocal: Babaya Moraes
Cenotécnico: Mais Cenografia
Assistente de Direção: Ivan Andrade
Design Gráfico: Fabrício Sacramento
Gravação Making Off: Gustavo Camarão
Execução Trilha Sonora: Rafael Langoni
Operador de Som: Luciano Monson
Operador de Luz: Renata Rainbow
Contrarregra: Diego de Lima
Camareira: Lindi Antoniassi
Produtor Local SP - Ricco Antony
Produção Executiva SP - Wellington Alves
Consultoria Jurídica: Francis Piovani
Assistente Luana Piovani: Monique Castilho
Produção Executiva: Felipe Mussel
Coord. de Produção: Fernando Duarte
Administração Financeira: Karime Khawaja
Direção de Produção: Cássia Vilasbôas
Produção: NOVE Produções Culturais
Realização: Luana Piovani Produções Artísticas
Patrocínio: Itaú e Porto Seguro
Copatrocínio: Bauducco
Transportadora Oficial: Gol

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Trupe de “Um Réquiem para Antônio” visita Largo da Ordem
[01-04-2014]

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A trupe que apresenta “Um Réquiem para Antônio”, não só participou de coletiva de imprensa no Memorial de Curitiba, mas também aproveitou para dar um passeio no Largo da Ordem antes de subir ao palco com a peça que tem uma linguagem circense, alegórica e popular. O espetáculo retrata a a história de Salieri, que delira em seu leito de morte e faz um acerto de contas com seu rival, já morto, Mozart.

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<iframe frameborder="0" width="480" height="270" src="//www.dailymotion.com/embed/video/xr7k7e" allowfullscreen></iframe><br /><a href="http://www.dailymotion.com/video/xr7k7e_claudio-fontana-se-inspira-em-elizabeth-i-para-macbeth_fun" target="_blank">Cl&aacute;udio Fontana se inspira em Elizabeth I para...</a> <i>por <a href="http://www.dailymotion.com/Veja" target="_blank">Veja</a></i>
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/06/entretenimento/180575-o-ator-claudio-fontana-foi-parar-no-teatro-por-acaso.html ENTREVISTA O ator Cláudio Fontana foi parar no teatro por acaso Ele esteve recentemente em Campinas com a peça 'Um Réquiem para Antonio' 05/06/2014 - 13h00 | Delma Medeiros delma@rac.com.br Texto: Envie a notícia por e-mail E-mail Imprimir Foto: Edu Fortes/AAN Cláudio Fontana em entrevista para o Papo C fala sobre Um Réquiem para Antonio Cláudio Fontana em entrevista para o Papo C fala sobre 'Um Réquiem para Antonio' Sua formação é em administração de empresas, mas a arte levou a melhor. O primeiro contato com as artes cênicas foi em um curso de teatro feito “apenas para desinibir”. Mas o prazer de viver emoções e personagens variados falou mais forte e Cláudio Fontana largou o emprego para se dedicar à carreira de ator. Seu primeiro trabalho profissional lhe rendeu o Prêmio da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo (Apetesp). Logo depois foi chamado para sua primeira novela global. O ator, que atualmente está em turnê com o espetáculo Um Réquiem para Antonio, em que divide o palco com Elias Andreato, falou com exclusividade ao Caderno C durante sua passagem por Campinas. Caderno C — Neste espetáculo, Um Réquiem para Antonio, você volta a trabalhar com o Elias Andreato. Como se deu esse reencontro? Cláudio Fontana — Eu sempre brinco que esse espetáculo é minha declaração de amor ao Elias. Porque sempre tive e continuo tendo uma admiração muito grande por ele, um ator de teatro que ama seu ofício, que a gente sabe que é difícil. Conheci o Elias quando ele me dirigiu no 'Adivinhe quem Vem para Rezar', uma peça que fiz com o Paulo Autran. Fiquei fascinado com a forma como ele encara a profissão, o ofício, a maneira como dirige. Ele é ator, é diretor, é autor. Depois eu produzi um texto dele, trabalhei com ele em cena, numa comédia do Sergio Roveri chamada 'Andaime'. 'Um Réquiem para Antonio' surgiu, na verdade, dessa admiração. Eu e o Dib (Carneiro Neto, autor do texto) fomos assistir um monólogo que o Elias fazia e depois saímos para jantar. Eu disse que queria voltar a trabalhar com ele. Aí o Elias sugeriu abordar esse tema, tão mítico, da inveja do Salieri pelo Mozart. O Dib disse: “eu escrevo”. A gente brinca que nada como uma ação entre amigos. O teatro surge um pouco disso, ainda é uma atividade artesanal, carinhosa, então nada como fazer teatro com pessoas com as quais se tem afinidade. Nesta peça particularmente, porque além do Elias, você volta a trabalhar com o Gabriel Villela, que te dirigiu em seu primeiro trabalho profissional? Conheci o Gabriel quando ele dirigia o teatro amador do Clube Pinheiros, que eu frequentava. Fazia atletismo no Pinheiros e um dia vi um cartaz de “procura-se ator para o grupo de teatro amador”. Eu tinha brigado com meu técnico, que tinha me dado um treinamento muito forte e pensei, “vou ser ator”. Na época, era o Silnei Siqueira que estava dirigindo lá e eu comecei a fazer o teatro amador do clube e me apaixonei por essa possibilidade de viver outras emoções que não as minhas. E também para me desinibir. Na época eu era gerente de marketing de uma indústria química e foi o teatro que me possibilitou, de alguma forma, me sentir mais à vontade nas reuniões. Essa sensação de prazer de viver outros personagens me estimulou e continuei a fazer teatro amador, que foi a minha escola. Lá comecei a aprender, porque no teatro a gente está sempre aprendendo. O Gabriel participou do grupo de teatro do clube e depois foi dirigir o primeiro espetáculo profissional dele — 'Você Vai Ver o que Você Vai Ver'. Em seguida dirigiu 'Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu', um texto do (Carlos Alberto) Sofredini, com a Laura Cardoso e me convidou para atuar. Na época, eu conciliava o trabalho com o teatro, mas depois da estreia do espetáculo, que ganhou vários prêmios, a televisão me chamou e eu pedi demissão do meu trabalho. Na televisão qual foi seu primeiro trabalho? Minha primeira novela foi 'Deus nos Acuda', do Sílvio de Abreu, direção do Jorge Fernando, em 1992. Era muito engraçado, tinha a Dercy Gonçalves no elenco, uma deliciosa companheira. Além de atuar você também produz. Como nasceu o Cláudio produtor? O produtor nasceu depois de uma novela. Eu fazia novela e voltava ao teatro. Acabou uma novela que eu fazia no SBT, 'As Pupilas do Senhor Reitor', uma novela ótima, com um elenco delicioso, com a Luciana Braga. Acabou a novela, nos vimos diante da velha rotina do ator “o que vou fazer agora?”. Porque ator não tem estabilidade, carteira assinada, emprego fixo. Eu e Luciana pensamos em produzir uma peça, ir atrás de um diretor, achar um texto, montar nossos projetos. A atividade de produção nasceu dessa vontade de criar nossa própria história como atores, conduzir nossas carreiras. Não ficar esperando o telefone tocar, mas ir atrás dos seus sonhos, dos projetos, trabalhar com as pessoas com as quais você tem afinidade, identificação. E como começou? Montamos uma produtora e fomos atrás desse sonho, a Lei Rouanet estava começando e a gente conseguiu apoio da Shell, que tinha uma influência muito grande no teatro brasileiro. Ainda existe o prêmio Shell, mas na época eles patrocinavam espetáculos. Comecei a produzir espetáculos nos quais trabalhava como ator. Pelo fato de eu ser ator, gosto de tratar bem o artista, acho que isso é um diferencial na minha produção, tanto que outros atores vieram me pedir para produzir as peças dele, como o Thiago Lacerda, Regina Braga, Drauzio Varella, Xuxa Lopes. Então também produzo espetáculos nos quais não estou trabalhando. Tem algum trabalho que tenha sido mais marcante, ou o último é sempre o especial? É verdade, com o último a gente está mais envolvido. Adoro fazer esse Mozart brincalhão, clownesco, mas acho que o mais marcante foi o penúltimo, a Lady Macbeth (da peça 'Macbeth'), uma peça também com direção do Gabriel, em que trabalhei com o Marcello Antony. Lady Macbeth é um dos personagens mais fascinantes da história do teatro e de toda a obra do Shakespeare. Muitos autores dizem que a Lady é a protagonista da peça, não o Macbeth. Então foi um desafio enorme, fazer um personagem feminino e ao mesmo tempo tão mau, no puro sentido do termo. E como era aquele passinho que você usava na peça, em que parecia deslizar? O passinho fez sucesso. A gente trabalhou a preparação corporal com o Ricardo Rizzo e com o próprio Gabriel e buscamos o contraponto dessa maldade toda, uma suavidade, como o rastejar de uma barata. A leveza no andar complementava toda aquela densidade e loucura dela. Foi uma descoberta corporal muito interessante. O teatro tem isso, o personagem não é só seu rosto, sua voz, é a expressão corporal também. Isso pesa muito no teatro. Então o corpo da lady Macbeth deu uma contribuição muito grande à construção da personagem. Você já fez cinema? Eu fiz um filme chamado 'I Hate' (Eu Odeio) São Paulo, que participou da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com direção do Dardo Toledo Barros. Mas faz muito tempo (1998). O foco é mais teatro mesmo? Eu faço mais teatro e televisão, sempre a cada dois, três anos faço uma novela ou algum trabalho na televisão e nesses intervalos me dedico ao teatro. No começo você falou que não é uma profissão fácil, quais as principais dificuldades, além da questão da instabilidade? Pelo menos no meu caso, a maior dificuldades foi onde buscar conhecimento. Acho que o ator que não estuda não evolui, então sempre estudo muito. Como eu não fiz escola (de teatro), essa foi minha primeira dificuldade: como descobrir, obter informação, entender sobre as linguagens de interpretação, sobre o teatro brechtiano, o shakespeariano, enfim, era muito ávido por leitura e estudo. Faltam escolas de teatro. O Brasil precisa investir mais na área de artes cênicas, na formação do ator. O ator brasileiro ainda não é muito bem formado por falta de estrutura de escolas e de condições de trabalho. Muitos países tem seu Teatro Nacional, com elenco fixo contratado. O Sesi em São Paulo tem essa política de contratar atores, mas falta um corpo fixo de teatro. O ator, como eu disse, vive uma instabilidade financeira muito grande e isso é difícil. Além da turnê com a peça, você tem outros projetos em vista? Eu tenho um convite para fazer televisão, que ainda não está muito certo, para o ano que vem. Se der certo, me dedico no primeiro semestre à televisão. E tenho um novo projeto, um texto de Shakespeare que tenho muita vontade de montar. Se não puder fazer como ator vou só produzir, mas tomara que dê certo de estar no palco também. Pode adiantar o nome? 'A Tempestade'. Um texto lindo, com o Francisco Cuoco e o Marcello Antony de novo. TAGS | Claudio, Fontana, Ator, Entrevista, Correio, Campinas

sábado, 21 de junho de 2014