quinta-feira, 12 de maio de 2016

Walderez de Barros foi a principal intérprete de Plínio Marcos

 - Atualizado: 12 Maio 2016 | 06h 00

Em mais de 50 anos de carreira, e prestes a estrear em 'Rainhas do Orinoco', Walderez de Barros notabiliza-se pelas parcerias que construiu com diretores

Em Rainhas do Orinoco, Walderez de Barros está novamente protagonizando um espetáculo ao lado de Gabriel Villela, que também a dirigiu em Hécuba. Em mais de 50 anos de carreira, trata-se de uma intérprete reconhecida pelos longos e profícuos laços que estabelece com outros criadores.
Conduzida por Jorge Takla, interpretou grandes títulos do teatro, entre eles Medeia, de Eurípedes, e O Jardim das Cerejeiras e A Gaivota, ambos de Anton Chekhov.
Versátil. Capaz de interpretar tragédias e textos cômicos
Versátil. Capaz de interpretar tragédias e textos cômicos
Sua mais longeva parceria, porém, se deu com um autor: Plínio Marcos, com quem foi casada e de quem encenou as principais peças: Navalha na Carne, em 1967;Homens de Papel, também em 1967; Quando as Máquinas Param, em 1971;Balada de um Palhaço, em 1986; Querô – Uma Reportagem Maldita, em 1993.
Para encenar Abajur Lilás, de 1969, teve que travar uma longa batalha. Escrita logo após o AI-5, a obra surgia como uma metáfora da ditadura em curso à época e foi, por isso mesmo, censurada. Uma nova tentativa de montar o texto foi feita em 1975, quando deveria ser dirigida por Antonio Abujamra. A liberação só veio com a abertura do regime, em 1980, com encenação assinada por Fauzi Arap.
Distante do estereótipo da estrela, Walderez notabiliza-se pelo sólido percurso no teatro, capaz de percorrer das tintas mais escuras – traço que aparece em suas interpretações trágicas, por exemplo – até os matizes mais delicados, ou mesmo cômicos, como os evidenciados na montagem que agora protagoniza no teatro.
http://cultura.estadao.com.br/noticias/teatro-e-danca,walderez-de-barros-foi-a-principal-interprete-de-plinio-marcos,10000050489

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Walderez de Barros estreia em novo espetáculo de Gabriel Villela

Em cena, Luciana Carnieli, Dagoberto Feliz e Walderez de Barros (Créditos: João Caldas)

Estreia nessa semana o novo espetáculo do consagrado diretor Gabriel Villela. Com Walderez de Barros e Luciana Carnieli no elenco, a história narra as aventuras de Mina e Fifi, duas atrizes de teatro musical que ganham a vida com shows pela América Latina. Em cartaz no Teatro vivo até 3 de julho, As Rainhas do Orinoco é uma adaptação do texto de Emilio Carballido, traduzido por Hugo de Villavicenzio. Os ingressos custam até R$ 100.
Na trama, as artistas viajam pelo rio Orinoco, falando de seus amores e sonhos em uma viagem cheia de canções, drama e bom humor, sempre acompanhadas pelo ator e musicista Dagoberto Feliz. A música ao vivo é um elemento fundamental na criação da atmosfera da produção. Além da direção, Gabriel também assina os figurinos. 
O espetáculo, assim como muitos trabalhos do diretor mineiro, segue a estética do circo-teatro. O gênero dos circos e melodramas existiu no Brasil até a década de 1960 e seus representantes vão de Tonico e Tinoco a Dercy Gonçalves e Grande Otelo. 
“A peça é um depoimento humanista de alguém que enxerga através da comédia e do melodrama a existência de dois seres humanos desprotegidos na carne e nos grotões da America Latina. Colocamos em cena esse texto usando a linguagem estética do circo-teatro”, comenta o diretor.
  •  (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
    (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
  •  (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
    (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
  •  (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
    (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
  •  (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
    (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
  •  (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
    (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
  •  (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
    (Crédito: João Caldas/ Divulgação)
  • Teatro Vivo - Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 - Morumbi, São Paulo
    (11) 97420-1520
    + Ver mapa
  • 13/05/2016 a 03/07/2016
  • Sextas: às 21h30; Sábados: às 21h; Domingos: às 18h.
  • Setor A: R$ 100 (inteira) e R$ 60 (meia); Setor B: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia); Setor C: R$ 60 (inteira) e R$ 30; Setor D: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
  • Classificação: 14 anos
  • http://www.obeijo.com.br/eventos/walderez-de-barros-estreia-novo-espetaculo-de-gabriel-villela-12771592

terça-feira, 10 de maio de 2016

Redaçãojornalismo@portalamazonia
Atualizado em 10/05/2016 12:21:21

Diretor e cenógrafo Gabriel Villela ministra curso em Manaus; leia entrevista

A gente é o nosso currículo em termos de peças realizadas mais do que em prêmios recebidos, diz diretor ao Jornal do Commercio

Foto: Divulgação
MANAUS - Como a dramaturgia do teatro musicado (falado e cantado) influência a criação de uma personagem? Quais as características da preparação do ator para o teatro musicado? Em entrevista exclusiva, o diretor, cenógrafo e figurinista mineiro Gabriel Villela fala sobre o que é atuar e o amor pela arte. Ele ministra dois dias de curso na capital amazonense sobre “A Música em Cena” nos dias 27 e 28 deste mês.
As inscrições são gratuitas, para maiores de 18 anos e estão abertas até o dia 16 de maio, por meio do e-mail: lvivoencena@gmail.com. No campo “Assunto” preencher com o nome do workshop. No corpo do email informar dados pessoais incluindo nome completo, RG, telefones para contato e e-mails, além de citar experiência artística (É imprescindível ter noções básicas de canto, com afinação) e interesse na atividade. As vagas são limitadas, havendo seleção entre os inscritos.
Os selecionados receberão e-mail e ligação telefônica no dia 20 de maio. Durante os dois dias de curso, os participantes ouvirão relatos práticos dos resultados dos espetáculos dirigidos por Gabriel Villela em parceria com Babaya como “Romeu e Julieta”, “A Rua da Amargura” e “Os Gigantes da Montanha” com o Grupo Galpão. Outros espetáculos abordados serão “A Tempestade”, que teve excelente repercussão de público e prêmios e, ainda, “Rainhas do Orinoco”, em cartaz em São Paulo.
Estilo de Vida: Sua experiência é focada no teatro. A televisão nunca te seduziu? 
Gabriel Villela: Não. Não tenho nenhuma ligação com a linguagem televisiva. Aliás, eu a desconheço e não tenho conhecimento nessa aérea.
EV: Há diferenças entre o ator de teatro, ator de televisão ou ator de cinema? Um único ator pode passear em todos?
GV: Na origem etimológica da palavra ator em grego, está a explicação para esta função. Ator é "aquele que responde o que ouve". Na TV, no cinema e sobretudo no teatro a fórmula é a mesma. Não há diferença entre os atores de TV, cinema e teatro. Quando são bons, são bons em qualquer área. Há, porém, os "farsantes" que se viram numa linguagem mais frágil como a da TV e quando chegam ao teatro, decepcionam.
EV: O figurinista e o cenógrafo trabalham juntos. Como essa visão te ajuda na hora de dirigir?
GV: O impulso para criar a cenografia e o figurino vem da necessidade que tenho de transformar o espaço de ensaios numa espécie de ateliê renascentista onde a arte é produzida artesanalmente por várias mãos. Por exemplo, uma cama antiga e colchões estão por definir o chão e o ambiente de "Peer Gynt", de Ibsen, minha próxima direção teatral. Entendo que o figurino de design antropológico senta à mesa como instrumento artístico de estilo e de discussão de personagem.
EV: Você vem a Manaus falar sobre ‘Música em cena’. Quais as características da preparação do ator para o teatro musicado?
GV: O ator para o teatro musicado que me proponho a fazer deve conhecer as características do teatro popular. A parceria com Babaya é fundamental nesse sentido pois ela tem um conhecimento profundo da música interiorana mineira. O DNA da expressão da emoção, da comunicação direta com o coração está presente na melodia popular. Buscamos uma música popular que vá direto ao coração, sem filtros. O ator para o teatro musicado não necessariamente tem de ser um cantor com aptidões operísticas e nem ser tão afinado assim. O importante é que a sua voz eleve à condição do canto a palavra que não pode mais ser dita, a palavra que precisa ser cantada.
EV: Como a música em cena se relaciona com a dramaturgia?
GV: Quando entre no final da estória como arremate de uma ideia ou circunstância, característica do melodrama brasileiro da década de 50. Ex: "Coração Materno" ou "O Ébrio", de Vicente Celestino.
EV: Com tantos prêmios na prateleira, algum que ainda sonha receber?
GV: No meu caso, os prêmios foram concentrados na minha mocidade teatral, momento em que a gente se acha um pouco bacana demais. É certo que minha geração dos anos 90 investigou e pesquisou muito e, em alguns casos, os prêmios vieram em quantidade. Mas agora olho para eles nas prateleiras simplesmente agradecendo a beleza da aurora da minha vida no teatro. Não tenho mais ambições para prêmios após os 50 anos. A gente é o nosso currículo em termos de peças realizadas mais do que em prêmios recebidos.
EV: Curiosidade: Você já dirigiu também shows de cantores nacionais de renome. Qual a diferença entre dirigir atores e músicos no palco?
GV: Os cantores que dirigi como Maria Bethânia, Elba Ramalho, Milton Nascimento ou Ivete Sangalo tiveram na sua formação uma relação estreita com o teatro. Bethânia é uma grande intérprete. Elba também. Ivete pratica aquilo que uma atriz popular tem de melhor: o "timing" de comédia. E Milton, é um ator que comove com a sua voz e como Elis Regina bem o definiu antes de mim: é a voz de Deus na terra.
Por dentro sobre Gabriel Villela
Gabriel Villela estudou Direção Teatral na USP. É diretor, cenógrafo e figurinista. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com “Você vai ver o que você vai ver”, de Raymond Queneau, e “O concílio do amor”, de Oscar Panizza. Desde então, recebeu 3 Prêmios Molière, 3 Prêmios Sharp, 12 Prêmios Shell, 10 Troféus Mambembe, 6 Troféus APCA, da reconhecida Associação Paulista de Críticos de Arte, 5 Prêmios APETESP, da Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo, 2 Prêmios PANAMCO e 1 Prêmio Zilka Salaberry.
Encenou Camus (Calígula), Heiner Muller (Relações Perigosas), Calderón de La Barca (A Vida é Sonho), Schiller (Mary Stuart), William Shakespeare (MACBETH, RICARDO III e ROMEU e JULIETA), Strindberg (O Sonho), e os dramaturgos brasileiros Nélson Rodrigues (A Falecida e Vestido De Noiva), Arthur Azevedo (O Mambembe), João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina), Carlos Alberto Soffredini (Vem Buscar-Me que Ainda Sou Teu), Dib Carneiro Neto (Salmo 91) e Luís Alberto de Abreu (A Guerra Santa) e Alcides Nogueira (Ventania, A Ponte e A Água De Piscina).
Tornou-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional, sendo convidado a participar de Festivais nos EUA, Europa e América Latina. Com o Grupo Galpão, Villela foi convidado para uma temporada no Globe Theatre, em Londres. Seus últimos trabalhos foram: A Tempestade (2015) com Celso Frateschi, Um Réquiem Para Antonio (2014), com Elias Andreato e Claudio Fontana, Os Gigantes Da Montanha (2013), de Pirandello, com o Grupo Galpão e Mania De Explicação, com Luana Piovani.

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Capa Televisão e Gente
Temas eternos tornam Shakespeare um autor sempre atual, diz Jô Soares
15/04/16 às 14:52 Folhapress
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 WALTER PORTO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os textos de William Shakespeare serão sempre atuais porque ele aborda temas eternos e tinha grande preocupação em ser compreendido pelo público. As conclusões são do apresentador Jô Soares, que participou do debate promovido pela Folha de S.Paulo nesta quinta (14) no auditório do Centro Brasileiro Britânico. O evento foi uma parceria do jornal com o British Council e ocorreu em homenagem aos 400 anos da morte do bardo. A mediação foi de Nelson de Sá, jornalista da Folha. Jô exemplificou as afirmações com a leitura de um trecho de "Tróilo e Créssida", peça que ele traduziu e estreará no segundo semestre deste ano, em que dois subordinados do guerreiro Aquiles trocam uma série de insultos, dos mais criativos. "Determinadas cenas me lembraram muito de diálogos que acontecem agora, sobre o impeachment," disse. "É uma discussão política que nunca termina." O diretor teatral Gabriel Villela exibiu um vídeo da apresentação histórica de "Romeu e Julieta" que ele montou com o Grupo Galpão no Shakespeare's Globe, em Londres, em 2000. O trecho mostrado foi o da cena do balcão, uma das mais famosas do espetáculo, toda interpretada em português. "Chegamos a uma representação que transcende o idioma. Houve, ali, uma comunicação para além disso," disse o encenador, em referência à plateia da ocasião, quase toda anglófona. Jô admitiu que, durante a exibição do vídeo, prestou mais atenção ao público. "Dava pra ver neles uma expressão de alegria, prazer. Você via que eles gostavam porque estavam conseguindo entender." Villela disse que buscou inspiração em Guimarães Rosa e na cultura do que chamou de "Brasil profundo" para criar um diálogo entre as obras clássicas britânicas e a cultura oral brasileira. Segundo ele, ali os atores falam "mineirês". Greg Hicks, ator britânico da Royal Shakespeare Company que fechava a mesa de debate, também é um adepto do sincretismo entre culturas. Ele dirige uma montagem de "Macbeth" que estreia dia 20 no Centro Cultural Banco do Brasil e tem forte influência da capoeira e de ritmos afrobrasileiros. "Parecia um casamento improvável, mas estou usando a música brasileira para escancarar o texto," disse. "O Brasil abriu minha perspectiva de Shakespeare." Para o ator, que já interpretou personagens como Rei Lear, Iago, Júlio César, Brutus e Coriolano, o bardo é tão lendário por conseguir manipular a palavra de modo a "mudar em um segundo a maneira como pensamos e sentimos". "Diz-se que o universal está nos detalhes, e não há ninguém mais detalhista que Shakespeare", defendeu Hicks. "Ele é universal, atemporal e o libertador máximo." Jô se declarou interessado na personalidade do próprio Shakespeare. "Ele nunca se definia como autor ou dramaturgo, mas como empresário," lembrou. "E tinha uma preocupação profunda com a plateia: a segunda entrada do fantasma de 'Hamlet', que é dispensável, ele só colocou lá para as pessoas que chegaram atrasadas e perderam a primeira." Hicks aponta que ainda há muito que não se sabe sobre o autor. "Há um elo perdido. Talvez ele não tenha escrito todas essas peças. E eu não ficaria totalmente surpreso se se descobrisse que ele era italiano, por exemplo." O que é indiscutível, para Hicks, é seu caráter profundamente humanista, capaz de abrir a imaginação de qualquer um. "Suas peças não julgam, elas nos expõem a extraordinária complexidade da natureza humana. E suas palavras vão além de fronteiras de tempo, espaço e gênero." Villela ilustra essa universalidade relatando um episódio numa apresentação de "Macbeth" para uma casa de senhoras idosas. Após a célebre fala em que Lady Macbeth diz que partiria a cabeça de seu filho se assim tivesse jurado, Villela ouviu uma voz do fundo da plateia soltar espantada, com forte sotaque caipira: "nossinhora". "Isso é a síntese de Shakespeare," arremata o diretor.

https://www.bemparana.com.br/noticia/439082/temas-eternos-tornam-shakespeare-um-autor-sempre-atual-diz-jo-soares

ABRIL TERMINANDO E AS DICAS DA NANDA ROVERE CHEGANDO…

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Em maio, no Teatro Vivo, fiquem ligados: Rainhas do Orinoco, direção Gabriel Villela
Nesse espetáculo, quem for ao Teatro Vivo, terá a oportunidade de ver um espetáculo que traz um elenco de muito talento, com uma direção que sempre prima pela poesia e uma equipe técnica competente.
Walderez de Barros está ao lado de Luciana Carnieli e Dagoberto Feliz.
O texto é do dramaturgo mexicano Emilio Carballido.
Na trama, duas coristas decadentes, Mina e Fifi, estão a caminho de um show, a bordo de um cargueiro no Rio Orinoco (para entreter trabalhadores de um campo petroleiro), mas o barco fica à deriva.
Toda a tripulação, menos um homem esfaqueado, desapareceu.
Ficha Técnica
Texto: Emilio Carballido Tradução: Hugo de Villavicenzio. Direção: Gabriel Villela. Elenco: Walderez de Barros, Luciana Carnieli e Dagoberto Feliz. Figurino: Gabriel Villela Cenografia: William Pereira. Arranjos Instrumentais: Dagoberto Feliz. Direção Musical: Babaya. Iluminação: Caetano Vilela. Assistentes de direção: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo. Produção Executiva: Luiz Alex Tasso. Direção de Produção: Claudio Fontana. Patrocínio: Vivo e 2S Inovações Tecnológicas
Estreia 13 de maio
Teatro Vivo
Sextas às 21h30; sábados às 21h00 e domingos às 18h00.
Teatro Vivo. Endereço: Av. Dr. Chucri Zaidan, 856,
Ingresso:  R$ 50 (sex), R$ 50 a 80 (sáb e dom).Classificação 14 anos. Até 3 de julho.
Rainhas do Orinoco integra o projeto cultural Vivo EnCena, uma iniciativa da Telefônica Vivo.
Ainda esta semana publicarei matéria no www.deolhonacena.com.br
Mais já indico para que coloquem na agenda.
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Depois de sucesso no Rio de Janeiro,Os Realistas chega a São Paulo com direção de Guilherme Weber e traz um elenco de grandes talentos: Debora Bloch, Emílio de Mello, Fernando Eiras e Mariana Lima.
Os Realistas, que é montado pela primeira vez na América Latina, marcou a estreia de Will Eno na Broadway.
A atriz Debora Bloch, que já acompanhava e estudava a trajetória do autor, resolveu comprar os direitos da obra depois que assistiu uma montagem da peça.
Guilherme Weber, que assina a direção, encenou vários textos do autor:em 2003 trabalhou com o diretor com Felipe Hirsch na montagem de Temporada de Gripe,depois atuou em Thom Pain – Baseado em Nadae Lady Grey – Em Luz Cada Vez Mais Baixa (2006), além de Ah, a Humanidade e Outras Boas Intenções, reunião de cinco peças curtas do autor, num projeto junto com Murilo Hauser.
Na trama, dois casais de vizinhos se encontram e têm as suas vidas entrelaçadas.  Essas pessoas, comuns e que residem no campo, descobrem que têm muitas coisas em comum, inclusive as casas idênticas e sobrenomes iguais.
Com essa peça, o autor pretende propor discussões sobre o casamento e mostrar que nem tudo é o que parece ser.
Para o diretor, Os Realistas é um exercício sobre o gênero realista. ‘É um gênero em que os heróis dão lugar a pessoas comuns. Nesta história, Eno desloca seus personagens para uma pequena cidade interiorana e campestre, em um movimento de alguma maneira também reverente ao teatro de Tchekhov. Este confronto com a natureza, o vasto e o desconhecido faz com que estes personagens se cruzem em uma comédia existencialista sobre vida, morte, amor e vizinhos’, analisa Weber,
Texto: Will Eno
Tradução: Ursula de Almeida Rego Migon e Erica de Almeida Rego Migon
Direção Geral, Adaptação e Trilha Sonora: Guilherme Weber
Elenco: Debora Bloch, Emílio de Mello, Fernando Eiras e Mariana Lima
Cenografia: Daniela Thomas e Camila Schmidt
Figurinos: Ticiana Passos
Iluminação: Beto Bruel
Direção de Produção: Alessandra Reis
Serviço:
De 2 de abril a 29 de maio
Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h.
Teatro Porto Seguro (508 lugares)
Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos
Ingressos: R$ 100 (plateia) e R$ 50 (balcão / frisa)
Duração: 100 minutos
Classificação etária: 12 anos
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No Coração das Máquinas
segunda temporada na Casa do Povo
Gratuito. Retirar o ingresso 30 minutos antes do espetáculo na bilheteria
O espetáculo é o resultado de pesquisas sobre o tema “utopia social”, usando como elemento provocador o histórico e os depoimentos dos antigos funcionários da fábrica francesa de relógios LIP.
Vale ressaltar que a realização deste espetáculo partiu do princípio da horizontalidade e da autogestão, assim como aconteceu na fábrica francesa.
A ocupação e autogestão dos empregados na fábrica de relógios LIP ocorreu nos anos 70, na França.
O público acompanha os acontecimentos da primeira noite de ocupação da fábrica do ponto de vista de sete funcionárias, que lutaram contra a polícia e descobrem a força da utopia coletiva.
Ficha Técnica
Texto: Rita Carelli em colaboração com Marcos Arzua e elenco. Direção: Rita Carelli.
Elenco: Anna Zêpa, Janaína Suaudeau, Manuela Afonso, Nicole Cordery, Renata Roberta, Samya Enes, Thaia Perez. Música original: Daniel Maia. Assistente de direção: Amanda Vieira. Preparação de elenco: Malú Bazán. Direção de produção: André Canto. Realização: Canto Produções.
Serviço:
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo/SP
Estreia dia 15 de abril até 7 de maio – Quintas, sextas e sábados às 20h
Gratuito. Retirar o ingresso 30 minutos antes do espetáculo na bilheteria.
Censura: 12 anos
Duração: 60 minutos
Lotação: 50 lugares
A 2° temporada
Casa do Povo – Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro – São Paulo/SP
De 11 de maio até 16 de junho – quartas e quintas, às 20h
Gratuito. Retirar o ingresso 30 minutos antes do espetáculo na bilheteria.
12 anos
70 minutos
40 lugares
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Blink
Ao lado de Eduardo Pelizzari e sob a direção de Kleber Montanheiro, Ligia Paula Machado encena uma história que fala sobre diversas questões: invisibilidade social, alienação tecnológica, voyeurismo e perseguição. A peça do autor londrino Phil Porter é inédita no Brasil.
Jonas e Sofia são duas pessoas solitárias, que o destino aproxima. Eles residem no mesmo prédio.
Com o objetivo de se aproximar de Jonas, Sofia envia para ele uma tela de vídeo que está ligada a um monitor de bebê com Wi Fi para que Jonas acompanhe o seu dia a dia.
O texto já foi lido no espaço da Cia da Revista, de Kleber Montanheiro e agora estreia no Teatro Aliança Francesa.
Ficha Técnica:
Autor: Phill Porter
Tradução e Adaptação: Francisca Braga
Direção: Kleber Montanheiro
Elenco: Ligia Paula Machado e Eduardo Pelizzari
Figurinos, Cenografia e Desenho de Luz: Kleber Montanheiro
Direção de Produção: Ligia Paula Machado
Assistente de Produção: Luccas Garcia
Trilha e Sonoplastia: André Cortada
Designer Gráfico: Fellipe Guadanuci
Músico: Jonatan Motta
Fotos: Caio Gallucci
Realização: MP – Produção Cultural
Serviço:
Teatro Aliança Francesa, Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque. 226 lugares+ 04 PNE. (Estacionamento conveniado em frente)
02/04 até 08/05 (Sábado às 20h30 e Domingo 19h00)
3017 5699 – R. 5602 e http://www.teatroaliancafrancesa.com.br
R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)
DURAÇÃO: 70 min
CLASSIFICAÇÃO: 10 anos————-
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No Rio de Janeiro:
Estamira – beira do mundoé um espetáculo poético, que fala da loucura humana de maneira emocionante.
A personagem é uma catadora de lixo, que representa a força da mulher que vive à margem da sociedade.  Tem uma visão de mundo peculiar, tanto que já foi também tema de documentário do diretor Marcos Prado.
A atriz Dani Barros leva para o palco uma encenação inspirada no filme e que traz trechos de obras de Ana Cristina Cesar, Antonin Artaud, Manoel De Barros, Michel Foucault, Nuno Ramos e, claro, o pensamento da catadora de lixo Estamira Gomes De Souza.
A atriz dá um show em cena. Recebeu os prêmios Shell, APTR E APCA na categoria “Melhor Atriz”.
Vive com maestria Estamira e coloca em evidência o quanto os seres humanos merecem respeito, independente de sua condição social.
O cenário recria um espaço que lembra um lixão e que ao mesmo tempo remete à memoria da protagonista, com os seus devaneios, alegrias, tristezas.
Imperdível!
Ficha Técnica:
Direção E Dramaturgia: Beatriz Sayad
Atuação, Dramaturgia E Idealização: Dani Barros
Trechos De: Ana Cristina Cesar, Antonin Artaud, Estamira Gomes De Souza, Manoel De Barros,Michel Foucault E Nuno Ramos.
Luz: Tomás Ribas
Cenário: Aurora Dos Campos
(Colaboração: Beatriz Sayad E Dani Barros)
Figurino: Juliana Nicolay
Direção Musical: Fabiano Krieger E Lucas Marcier
Design De Som: Andrea Zeni
Assistente De Direção: Marina Provenzzano
Preparação De Ator: Georgette Fadel
Preparação Vocal: Luciana Oliveira (Fonoaudióloga)
Voz Do Fado: Soraya Ravenle
Preparador Vocal (Soraya): Felipe Abreu
Técnico, Operador De Luz E Som, Contra Regra: Sandro Lima
Técnico E Operador De Luz: Walace Furtado
Microfonista: Allan Moniz
Boneca Getúlio Damado
Fotos: Barbara Copque E Felipe Araújo Lima
Projeto Gráfico: Cubículo
Assessoria De Imprensa: Luciana Medeiros
Edição De Vídeo: Antonio Baines
Assistente De Cenografia: Camila Cristina
Costureira: Cleide Moreira
Colaborou Para Esta Criação: Ana Achcar
Direção De Produção:Verônica Prates
Produção: Quintal Produções
Gerente De Projetos Quintal: Maitê Medeiros
Assistente De Produção Quintal: Thiago Miyamoto
Coordenação Geral Do Projeto: Dani Barros
Realização: Momoenddas Produções Artísticas
31 de Março a 29 de Maio
Quinta sexta e Sábado: 21h00min
Domingo: 19h00min
Teatro Poeira: Rua São João Batista, 104.Botafogo. Rio de Janeiro.RJ. CEP: 22270-030
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Para ir além do teatro:
Show Clarice Falcão
Atriz, cantora, compositora, roteirista e humorista brasileira. Pernambucana indicada ao Grammy Latino na categoria Artista Revelação, em 2013.
Filha de João e Adriana Falcão, ficou conhecida por ter sido membro do grupo humorístico Porta dos Fundos.
Fez curtase filmes, com destaque para O Segundo Minuto e Dois Menos Dois. Em 2007, estrelou com Célio Porto Laços, seu curta de maior destaque, com roteiro de sua mãe.
Ganhou o primeiro lugar no concurso mundial de curta-metragens Project Direct, realizado pelo Googlee foi exibido no Festival Sundance de Cinema.
Está viajando para lançar o seu segundo álbum Eu escolhi você, Eu sou problema meu. O repertório do show inclui músicas de autoria de Clarice, como Duets e Se esse bar. Cidade: Belém-PA
Horário: 21h00
Classificação: 16 Anos
Hangar
Endereço:
Av. Dr. Freitas, s/n – Marco, Belém – PA
13 de maio de 2016
Para saber mais:
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Cidade: Natal-RN
14 de maio de 2016
Horário: 20h00
Classificação: 16 Anos
Arena Dunas
Endereço:
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A UECE, associada à Universidade Católica de Brasília (UCB) e ao Governo do Estado do Ceará, realiza entre os dias 24 a 27 de maio de 2016 a Conferência Internacional – Saberes para uma Cidadania Planetária
Realizado em parceria com o Sesc, o encontro trará como palestrante de abertura o filósofo, sociólogo e presidente de honra Edgar Morin.
Estão confirmados mais de 40 conferencistas nacionais e internacionais que abordarãoas obras e ideias do pesquisador francês.
A conferência será um encontro histórico de despedida de Morin,que celebra 94 anos de uma vida.
As inscrições estão abertas até o dia 23 de maio. Para confirmar o cadastro é necessário enviar o comprovante de pagamento, via depósito bancário, para o e-mail recibo.cidadania@gmail.com.
Dados para pagamento da inscrição:
Banco do Brasil
Agência: 008-6
Conta corrente: 27.297-3
Para saber os valores, que não são baratos, visite:

Para saber mais sobre Morin:
¨Se não houver os conhecimentos históricos e geográficos para contextualizar, cada vez que aparece um acontecimento novo que nos faz descobrir uma região desconhecida, como o Kosovo, o Timor ou Serra Leoa, não entendemos nada. Portanto, o ensino por disciplina, fragmentado e dividido, impede a capacidade natural que o espírito tem de contextualizar.  É essa capacidade que deve ser estimulada e deve ser desenvolvida pelo ensino de ligar as partes ao todo e o todo às partes. Pascal dizia, já no século XVII, e que ainda é válido: “Não se pode conhecer as partes sem conhecer o todo, nem conhecer o todo sem conhecer as partes”.

A educação segundo Edgar Morin
Por Ana Lucia Santana
O pensador e sociólogo francês Edgar Morin elaborou, em sua obra, profundas reflexões sobre a educação. O Homo Sapiens, como ele gosta de se referir ao ser humano, é um fruto da vida natural e da cultura; seguindo esta linha de raciocínio, ele encontra uma forma de construir a Educação dos tempos futuros, embora ela pareça ainda estar tão vinculada ao passado, principalmente ao fragmentar o conhecimento.
Morin defende o pensamento integral, pois ele permite ao homem concretizar uma meditação mais pontual; a pedagogia atua, porém, com seu radical fracionamento do saber, e leva o indivíduo a entender o universo em que vive de forma facciosa, sem conexão com o universal. Assim, rompe-se qualquer interação entre local e global, o que proporciona uma resolução das questões existenciais completamente desvinculada da contextura em que elas estão situadas.

O complexo pensamento de Edgar Morin
Em palestra na Fafich, intelectual francês criticou economistas por se isolarem do resto das ciências humanas
Maurício Silva Júnior
Morin ressaltou a capacidade humana de enxergar o mundo com um viés poético. A prosa da vida assegura a sobrevivência e a poesia estimula a viver. “Muitas pessoas garantem a subsistência com determinado tipo de trabalho, sem deixar de investir em outras áreas que lhes dão mais prazer”. O pensador ressaltou, ainda, a importância do contexto histórico na formação dos cidadãos. O desafio da complexidade está exatamente na compreensão de “nossa comunidade de destinos”. “Podem nos levar à catástrofe. Por isso a coletividade é tão importante. Diante das batalhas cotidianas, estaremos juntos nas vitórias e nas derrotas”.

Pensadores da Educação – Edgar Morin
Pensamento complexo em lugar da simplificação e da fragmentação do conhecimento. Para ele, os saberes foram submetidos a um processo reducionista que acarretou a perda das noções de multiplicidade e diversidade. A sala de aula seria o lugar ideal para começar essa reforma.
Frase
“A escola, em sua singularidade, contém em si a presença da sociedade como um todo”;
“A ciência nunca teria sido ciência se não tivesse sido transdisciplinar”

O que ler
A Cabeça Bem-Feita, Edgar Morin, 128 págs., Bertrand Brasil; (La tête bien faite, 1999)
A Religação dos Saberes, Edgar Morin, 588 págs., Ed. Bertrand Brasil (Relier les connaissances, 2000)
Antes de ler Edgar Morin leia:
Karl Marx e Thomas Kuhn

Biografia

Os sete saberes necessários à educação do futuro

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“Para mim, o problema da felicidade é subordinado àquilo que chamo de  ‘o problema da poesia da vida’. Ou seja, a vida, a meu ver, é polarizada entre a prosa – as coisas que fazermos por obrigação e não nos interessam para sobreviver – e a poesia – o que nos faz florescer, o que nos faz amar, comunicar. E é isso que é importante. Então, eu digo que o verdadeiro problema  não é a felicidade. Porque a felicidade é algo que depende de uma multiplicidade de condições e eu diria mesmo o que causa a felicidade é frágil, porque, por exemplo, no amor de uma pessoa, se essa pessoa morre ou vai embora, cai-se da felicidade à infelicidade.
[…]Em outras palavras, não se pode sonhar com uma felicidade contínua para a humanidade. É impossível porque a felicidade, repito, depende de uma soma de condições. Então, pelo outro lado, o que se pode dizer, pode se tentar favorecer tudo o que permita a cada um viver poeticamente sua vida e, se você vive poeticamente você encontra momentos de felicidades, momentos de êxtase, momento de alegria e, na minha opinião, é isso”. Edgar Morin
Boa diversão e aprimoramento do conhecimento!
https://crisbortolossi.com/2016/04/28/abril-terminando-e-as-dicas-da-nanda-rovere-chegando/