quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ilustrada

'Peer Gynt', de Ibsen, ganha montagem sincretista do diretor Gabriel Villela

MARIA LUÍSA BARSANELLI
DE SÃO PAULO

29/09/2016 02h00


Peer Gynt não queria qualquer reino. Queria ser rei de si mesmo. Não que o fizesse pelos modos mais louváveis: Gynt é um fingidor. Meio louco, meio mau-caráter, conta lorotas sobre sua vida, inventa feitos extravagantes, seduz e engana a quem conhece.
Mas há também no seu espírito juvenil um quê de libertário. "Todo sonhador é transgressor", diz o ator Chico Carvalho, que interpreta o personagem na peça homônima de Henrik Ibsen. Dirigida por Gabriel Villela, a montagem reabre nesta quinta (29) o teatro do Sesi, na avenida Paulista, fechado para reformas desde o início do ano. Por trafegar entre o juvenil e o adulto, a peça terá sessões vespertinas.
http://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/09/1817661-peer-gynt-de-ibsen-ganha-montagem-sincretista-do-diretor-gabriel-villela.shtml
Gabriel Villela encena 'Peer Gynt', o Macunaíma norueguês de IbsenSaga do autor norueguês é embalada por clássicos do rock
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Leandro Nunes,
O Estado de S. Paulo

29 Setembro 2016 | 04h00

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Antes que o termo globalização circulasse pelos quatro cantos do mundo moderno, o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen já testava em uma peça as teorias de integração econômica, social, política e cultural. Para isso, o personagem criado não poderia estar preso a nenhuma cronologia tampouco ao ano 1867, quando o texto foi publicada. “Ele orbita o universo de Saturno, o deus do tempo”, aponta Gabriel Villela, que estreia nesta quinta-feira, 29, o espetáculo Peer Gynt, na reabertura do Teatro do Sesi.
Na saga, o jovem rapaz abandona sua vila natal na Noruega e parte com o desejo de conquistar o mundo. Em seu caminho, Gynt vai se deparar com duendes, trolls e ninfas.
Foto: Gabriela Biló/Estadão
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Cheio de ambição, o rapaz passa a ganhar dinheiro ilegalmente e ainda vai comandar o tráfico negreiro e comércio de imagens sagradas. “No começo, ele é bastante inocente, mas, ao longo da jornada, vai realizando coisas de acordo com seus desejos, não se importando com as consequências”, explica o ator Chico Carvalho, que interpreta o personagem.
Gynt ainda vai ser tachado de louco, coroado como O Imperador de Si Mesmo e interditado em um manicômio na cidade do Cairo. “Aos poucos, ele percebe a consequência de seus atos e para onde foi levado”, relata o ator. Sem limites ao costurar misticismo a temas terrenos, como lucro ilícito, racismo e exploração, a montagem acessa a urgência desses dois mundos, conta Villela. “A realidade é o mundo dos desejos e o personagem não tem medo de assumir isso.” Para ele, Gynt habita um panteão ao lado de Dom Quixote e de Hamlet. “Ibsen cria um herói antirromântico e egocêntrico, ao contrário do delírio altruísta do personagem de Cervantes ou do retrato dramático do príncipe de Shakespeare.”
O que vai embalar essa personalidade excêntrica é o que impulsionou as multidões apaixonadas pelos Beatles, explica o diretor musical Marco França. Há canções como Yellow Submarine, além as de outras bandas de rock como Queen e The Doors. “Elas alimentaram uma estética sonora que serviu de combustível para um espírito transgressor”, explica França sobre a adaptação que tem foco no público jovem.
Foto: GABRIELA BILO / ESTADAO
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Apesar de desmantelar as fronteiras, sobre Gynt pesarão as consequências. O que é interessante, aponta Villela, é que a culpa não tem origem religiosa. “Ele representa a classe dos países capitalistas, que defendia o comércio de escravos. No entanto, ele percebe suas culpas sem a ajuda da Igreja ou de códigos morais”, diz. Gynt é tão transgressor que parte do alto capitalismo à alta profecia.
Ao deixar a Noruega, o personagem ironiza a própria trajetória dos líderes espirituais e se encaminha para um deserto. “Em uma passagem da Bíblia, Jesus vai até lá para conhecer a si mesmo.” E como ele, Gynt também vai sofrer com as investidas de Aslak, um ferreiro com feições diabólicas.
Um capítulo especial serviria para discutir a maneira como Villela conduz a encenação. O conjunto de quimonos utilizados por parte do elenco masculino possui dupla face. Em uma delas, estampas com motivos geométricos e do outro lado delicadas imagens de flores. “Não era do agrado dos árabes utilizar representações do mundo visível em coisas concretas.
O outro lado do figurino retoma as florestas norueguesas.” As peças que acompanham essa saga multicultural vão de chapéus bávaros, passando por máscaras étnicas que revestem os trolls e as cartolas dos capitalistas, até sombrinhas orientais.
E tal qual os anéis circulares de Saturno, o tempo cíclico será o verdadeiro algoz do personagem. O destino de Peer Gynt será o mesmo da parábola do Filho Pródigo: voltar com as malas cheias de ilusão. “É o eterno retorno”, completa Villela.

PEER GYNT. Teatro do Sesi. Avenida Paulista, 1313. Tel.: 3528-2000. 4ª, 5ª, 6ª, 15h; sáb., dom., 15h30. Grátis. Estreia 29/9. Até 16/12.


Ed Paiva
26 de setembro próximo a São Paulo ·

O Teatro do SESI reabre com a estreia de "Peer Gynt", de Ibsen com adaptação e direção de Gabriel Villela. No papel do libertário personagem, Chico Carvalho, com Mel Lisboa, Maria do Carmo Soares, Nábia Villela, Dagoberto Feliz, Romis Ferreira entre outros. Ingressos gratuitos. A temporada vai de 29 de setembro a 18 de dezembro. Destaque na Folha Corrida de 26/09/2016.
#teatro #ibsen #peergynt #sesi #teatrosp — com Chico Carvalho, Luciana Carnieli, Gabriel Villela e Peer Gynt direção Gabriel Villela.


http://gazetavirtual.com.br/mel-lisboa-em-peca-no-sesi/#more-30125

Mel Lisboa em peça no Sesi

 
A montagem do clássico “Peer Gynt”, de Henrik Ibsen, reabrirá o Teatro do Sesi-SP no dia 29 de setembro, às 15 horas. A produção, do diretor Gabriel Villela, traz no elenco Chico Carvalho (como Peer Gynt) e Mel Lisboa (como Solveig, par romântico do protagonista), além de outros 13 atores para dar vida ao poema épico norueguês. A peça fica em cartaz até 18 de dezembro, de quarta a sexta-feira, às 15 horas (para agendamentos escolares e de grupos), e aos sábados e domingos, às 15h30 (para o público em geral), sempre com entrada gratuita.
Na trama, ao sair de sua vila para ganhar o mundo, agindo apenas conforme seus próprios desejos, o anti-herói encontra pelo caminho duendes, trolls e ninfas, passa por diferentes paisagens, ganha dinheiro ilegalmente, mas logo perde tudo e acaba sendo coroado “Imperador de Si Mesmo” em um manicômio na cidade do Cairo, Egito. Ao retornar à sua terra natal, ele percebe que tudo o que precisava estava ali e agora precisa lidar com as consequências de suas ações.
Local: Avenida Paulista, 1.313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô). Classificação: 14 anos. Reservas antecipadas pelo site.http://www.sesisp.org.br/meu-sesi



Diversão & Arte

Teatro Sesi reabre com montagem de 'Peer Gynt'

29 de Setembro de 2016
Depois de ficar fechado para reformas, o teatro Sesi, na avenida Paulista, volta a funcionar com a estreia de "Peer Gynt", hoje, às 15h. O espetáculo fica em cartaz até o dia 8/12, sempre com entrada gratuita.
Escrita pelo norueguês Henrik Ibsen em 1867, a história foi adaptada por Gabriel Villela. Estrelam Chico Carvalho, como Peer Gynt, e Mel Lisboa, como Solveig.
O espetáculo conta a história de Gynt, um jovem sonhador que resolve deixar a Noruega para conhecer o mundo. Durante suas aventuras, conhece seres mágicos, como duendes e ninfas.
Depois de ser coroado como Imperador de Si Mesmo, no Egito, Gynt decide voltar à Noruega, mas precisa lidar com as consequências de suas atitudes. Acaba percebendo que, na verdade, tudo que precisa está em sua casa, e que a vida é feita de fases.
A trilha sonora é composta por músicas dos Beatles, Queen e marchinhas carnavalescas, todas interpretadas pelos atores.
Sessões durante a semana são apenas para escolas, sendo necessário agendamento no site do Sesi. Aos sábados e domingos, ficam abertas ao público em geral.
www.sesisp.org.br/meu-sesi
Qua. a sex., 15h; sáb. e dom., 15h30. Grátis

http://www.destakjornal.com.br/noticias/diversao-arte/teatro-sesi-reabre-com-montagem-de-peer-gynt-318254/

Gabriel Villela encena ‘Peer Gynt’, o Macunaíma norueguês de Ibsen

Antes que o termo globalização circulasse pelos quatro cantos do mundo moderno, o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen já testava em uma peça as teorias de integração econômica, social, política e cultural. Para isso, o personagem criado não poderia estar preso a nenhuma cronologia tampouco ao ano 1987, quando o texto foi publicado. “Ele orbita o universo de Saturno, o deus do tempo”, aponta Gabriel Villela, que estreia nesta quinta-feira, 29, o espetáculo Peer Gynt, na reabertura do Teatro do Sesi.
Na saga, o jovem rapaz abandona sua vila natal na Noruega e parte com o desejo de conquistar o mundo. Em seu caminho, Gynt vai se deparar com duendes, trolls e ninfas. Cheio de ambição, o rapaz passa a ganhar dinheiro ilegalmente e ainda vai comandar o tráfico negreiro e comércio ilegal de imagens sagradas. “No começo, ele é bastante inocente, mas, ao longo da jornada, vai realizando coisas de acordo com seus desejos, não se importando com as consequências”, explica o ator Chico Carvalho, que interpreta o personagem.
Gynt ainda vai ser tachado de louco, coroado como O Imperador de Si Mesmo e interditado em um manicômio na cidade do Cairo. “Aos poucos, ele percebe a consequência de seus atos e para onde foi levado”, diz o ator. Sem limites ao costurar misticismo a temas terrenos, como lucro ilícito, racismo e exploração, a montagem acessa a urgência desses dois mundos, conta Villela. “A realidade é o mundo dos desejos e o personagem não tem medo em assumir isso.” Para ele, Gynt habita um panteão ao lado de Dom Quixote e de Hamlet. “Ibsen cria um herói antirromântico e egocêntrico, ao contrário do delírio altruísta do personagem de Cervantes ou do retrato dramático do príncipe de Shakespeare.”
O que vai embalar essa personalidade excêntrica é o que impulsionou as multidões apaixonadas pelos Beatles, explica o diretor musical Marco França. Há canções como Yellow Submarine, além as de outras bandas de rock como Queen e The Doors. “Elas alimentaram uma estética sonora que serviu de combustível para um espírito transgressor”, explica França sobre a adaptação que tem foco no público jovem.
Apesar de estraçalhar as fronteiras, sobre Gynt pesarão as consequências. O que é interessante, aponta Villela, é que a culpa não tem origem religiosa. “Ele representa a classe dos países capitalistas, que defendia o comércio de escravos. No entanto, ele percebe suas culpas sem a ajuda da Igreja ou de códigos morais”, diz. Gynt é tão transgressor que parte do alto capitalismo à alta profecia. Ao deixar a Noruega, o personagem ironiza a própria trajetória dos líderes espirituais e se encaminha para um deserto. “Em uma passagem da Bíblia, Jesus vai até lá para conhecer a si mesmo.” E como ele, Gynt também vai sofrer com as investidas de Aslak, um ferreiro com feições diabólicas.
Um capítulo especial serviria para discutir a maneira como Villela conduz a encenação. O conjunto de quimonos utilizados por parte do elenco masculino possui dupla face. Em uma delas, estampas com motivos geométricos e do outro lado delicadas imagens de flores. “Não era do agrado dos árabes utilizar representações do mundo visível em coisas concretas. O outro lado do figurino retoma as florestas norueguesas.” As peças que acompanham essa saga multicultural vão de chapéus bávaros, passando por máscaras étnicas que revestem os trolls e as cartolas dos capitalistas, até sombrinhas orientais.
E tal qual os anéis circulares de Saturno, o tempo cíclico será o verdadeiro algoz do personagem. O destino de Peer Gynt será o mesmo da parábola do Filho Pródigo: voltar com as malas cheias de ilusão. “É o eterno retorno”, completa Villela.
PEER GYNT
Teatro do Sesi. Avenida Paulista, 1.313. Tel.: 3528-2000. 4ª, 5ª, 6ª, 15h; sáb., dom., 15h30. Grátis. Estreia 29/9. Até 16/12.http://istoe.com.br/gabriel-villela-encena-peer-gynt-o-macunaima-noruegues-de-ibsen/
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Escrita pelo norueguês Henrik Ibsen, a peça tem direção de Gabriel Vilella. Na trama, o protagonista ganha o mundo e vive as mais variadas experiências até voltar à Noruega, sua terra natal, descobrindo que tudo o que ele procurava estava exatamente ali. Uma epopeia pessoal em busca da liberdade que será embalada por uma trilha sonora jovem, com várias canções dos Beatles.
Serviço
Peer Gynt
Local: SESI SP – Av. Paulista, 1313
Data/hora: de 29 de setembro a 16 de dezembro – 15:30
Entrada gratuita